Broken
27 Parachute
Parachute — Train
I wanna take you with me
to life with no more yesterdays
we can start again awake and so excited
and change the way we always push
we always push
Eu quero levar você comigo
A vida sem mais passados
Podemos começar de novo acordados e animados
E mudar forma como nos esforçamos
Nós sempre nos esforçamos
- Você é lindo, meu menino. – sussurrei com Joseph no colo. Era seu primeiro mês, e eu como sua madrinha e babona, estava em cima dele feito uma maníaca. Rosalie disse que ia verificar algo na cozinha e me deixou sozinha com ele, dormindo.
- Olá, você fugiu da faculdade para vê-lo, é? – Alice rodopiou até a mim – Vou lavar as mãos, já volto.
- Quem disse que você vai segurá-lo? – rebati rindo levemente. – O afilhado é meu.
- Sinto muito Bells, mas eu vou segurar esse menino. – provocou-me do lavabo da sala. – Deixe-me ficar com ele, por favor. – pediu docemente e bufando, entreguei.
- Só porque preciso ir trabalhar. Cuide bem dele e diga a Rosalie que já volto. – beijei sua testa – Você e Ian ainda vão sair conosco no final de semana?
- Claro. Eu vi alguns lançamentos... Vai ter um de ação, talvez os meninos gostem.
- Ok. Ate mais!
.~.
Fiquei presa uma hora no trânsito e quase passei mal de fome. Demetri conseguiu ir a uma padaria e comprou umas coisas pra mim e deu tempo de ainda ficarmos presos. Quando faltou apenas algumas quadras, eu não aguentei mais. Fui a pé com um maldito salto agulha de dez centímetros. Minha cara de poucos amigos foi tirando as pessoas da minha frente. Outubro já estava começando com aquele friozinho e eu me encontrei suada, com os cabelos soltos meio desengonçados.
- Edward já almoçou? – perguntei a Jéssica.
- Não, ele inclusive estava resmungando que você não o atendeu o dia inteiro. – sorriu docemente, me entregando minha agenda. Ângela provavelmente estava em seu horário de almoço. – Ângie não veio hoje... Ela estava passando muito mal. Ben ligou esta manhã.
- Sem problemas... – sorri imaginando que era a terceira vez que passava mal. – Eu vou ligar e saber se está tudo bem. Você pode perdi pra mim salada com molho branco, capeletti de frango, milk shake de morango com aquela calda de chocolate e acho que só.
- Só? – Emmett riu do meu pedido. – Traz um milk shake desse pra mim também. – pediu me abraçando – Tem tempo pra mim?
- Tenho cinco minutos antes do meu almoço. Já aviso que estou com fome e sem paciência. – resmunguei entrando na minha sala e já indo até a porta adjacente do escritório para ver Edward. – Cheguei gatinho.
- Oi gatinha. – Edward riu tirando seu paletó e afrouxando a gravata.
- E então, o que você precisa?
- Eu preciso das ultimas notas do mês de agosto. Algumas coisas se perderam... – respondeu-me.
- Minha segunda gaveta tem essas pastas. Pode procurar. – dei os ombros tirando meu sapato, prendendo o cabelo e já no limite da minha fome.
- Edward!
- Calma! Estou aqui.
- Pega minhas pastilhas... Eu estou começando a me sentir zonza. Eu comi dois pães de queijo, mas ainda não fez efeito nenhum.
- Você verificou sua pressão hoje? – perguntou-me entregando três bolinhas, uma amarela, azul e outra verde. – Ou só não tomou as vitaminas de hoje?
- Só esqueci-me das vitaminas. – respondi dando meu melhor sorriso inocente. Talvez eu tenha batido os cílios também.
- Espertinha.
- Gostoso.
- Estou aqui ainda! – Emmett gemeu – Sério, vocês precisam parar com isso. Todos sabem que quando as portas estão trancadas é porque algo está acontecendo aqui dentro.
- Não tenho culpa se tenho vontade de atacar meu marido. Rosalie faz o mesmo, que eu sei. Acredito que Joseph foi feito na sala de reuniões.
- Vocês calcularam isso? – Edward perguntou incrédulo.
- Sim, claro. Precisávamos saber. Mulheres e suas curiosidades. – dei os ombros e ele riu, massageando meus pés.
- Terminei, bom almoço família. Estou indo embora agora. Qualquer coisa me liguem, ok? – Emmett despediu-se de nós com um sorriso bonito. Ele estava indo para casa ver seu pequeno homem e sua esposa.
- Comida! – Jéssica entrou com nossos pacotes. – Estou indo ao meu almoço agora, estou no celular.
Eu realmente não ouvi o que ela falou, apenas concentrei minhas emoções na comida. Eu ficaria bem e feliz depois que comesse e matasse quem me matava. Edward riu do meu desespero e da quantidade de comida que ingeri, mas Evans ainda me fazia correr todos os dias de manhã e aos poucos foi acrescentando outros exercícios de ginasticas. Eu podia dizer que tinha uma meia perna torneada e alguns quilos a menos. Edward reclamou que eu estava muito magra no inicio, mas acho que foi mais adaptação. Hoje minhas calças voltaram a parecer bonitas em mim.
Nós trabalhamos até tarde e eu mal via a hora de finalmente chegar em casa. Tomar banho e dormir. Era tudo que mais queria, mas Edward parecia ter outros planos. Foi então que percebi que tínhamos um jantar importante naquela noite. Eu tinha esquecido completamente. Em casa corri de um lado ao outro, escolhendo roupas, me maquiando – coisa que finalmente conseguia fazer sozinha e muito bem – e ele ria, sentado na cama, pronto, só me esperando.
Ouvi o chorinho de Joseph e Rosalie entrou com o menino no colo, trazendo um par de brincos dela que combinava com minha blusa, essa divisão de quintal veio a calhar como uma perfeição. Enquanto Edward brincava com o bebê, ela fez cachos com babyliss e me mandou calar a boca duzentas vezes. Ninguém acreditava no quão chata estava com aquele jantar. Aquele casal estava endividado, eram donos de uma boa empresa que tinha até filial em Londres, mas ela era chata demais. Enquanto queria conversar com os homens, eu tinha que dar atenção à mulher botox.
Talvez o marido veio falir de tanta plástica para ficar parecida com a barbie.
No meio da noite, comecei a me sentir mal. A conversa estava sufocante e nem Alice conseguia cozinhar algo tão ruim como aquela comida. O vinho tinha gosto de ferrugem e estava descendo torto na garganta. Eu tinha certeza absoluta que meu estomago estava querendo jogar fora a taça que ingeri por educação.
- Jantar horrível. E o vinho? O que era aquilo? Eu realmente estou com fome. – Edward comentou quando entramos no carro, felizes por finalmente estarmos indo embora. Demetri soltou uma risadinha e comentou que a pizza do outro lado da rua estava maravilhosa. Estupido, ele adorava tirar sarro. – Tre, você vai virar uma pizza um dia. Você come outra coisa? – Edward provocou e os dois começaram um papo sobre comida.
Deitei minha cabeça no ombro de Edward, sentindo-o brincar com minha aliança enquanto conversava. O vinho, oh sim o maldito que estava querendo sair. Ele era horrível. Me sentia suar frio enquanto salivava loucamente.
- Parem o carro! – pedi e eles não me ouviram – PAREM O CARRO! – gritei e Félix freou bruscamente, conduzindo ao acostamento. Antes do carro realmente parar, estava fora dele expelindo o maldito vinho. – Droga, eu odeio quando isso acontece.
Edward tirou seu lenço e me entregou, ajudando a limpar minha boca.
- Preciso de uns minutos... – pedi e ele assentiu levemente, me puxando para encostar no carro. Foi então que vi um paparazzi registrando tudo – Ah não...
- Demetri, pegue a câmera do rapaz. Apague as fotos. – Edward pediu, mas ele já estava indo em direção ao cara, acho que antes mesmo que pudesse vê-lo.
- Eu sinto o gosto daquela comida horrível. – choraminguei
- Se você se sentir melhor com isso... Eu também. – Edward riu e eu acompanhei.
- Podemos ir agora. Estou melhor.
Assim que chegamos em casa, Edward procurou um remédio para enjoo para nós dois. Tomamos rindo porque até ele, que dificilmente enjoava com as coisas, precisou de um. Eu dormi tendo pesadelos com mulheres-barbies, plásticas e vinhos com gosto de ferrugem. Acordei Edward, que tinha retornado ao seu velho habito de dormir feito pedra e nós estávamos atrasados. Muito.
De manhã cedo nós saímos disparados. Cheguei à faculdade me sentindo zonza de sono. Alice riu da minha pressa e me entregou suas anotações da aula. E só naquele momento ela contou que tinha ido aquele restaurante com Ian e foi muito ruim.
- Vou tentar não ficar com raiva de você. – brinquei quando saímos da sala e vimos Ian nos esperando no lugar costumeiro.
- Olá Beah, tudo bem? – brincou imitando Ethan. – Vocês conseguiram entender aquela matéria do Juan? Eu acho que preciso de reforço nessa. E isso no ultimo período, quando achei que só ia farrear.
- Eu entendi mandarim, mas não seu calculo. Vou tirar nota baixa, porque na semana da prova, eu tenho uma viagem com Edward. Eu não vou estudar.
- Eu entendi. – Alice riu de nós dois – Ok, eu ajudo vocês.
Ian apenas riu e despediu-se de Alice, indo a sua sala.
- Como se eu tivesse pedido. – resmunguei sobre a respiração e ela me beliscou, de repente ficando séria. – Que foi? – perguntei seguindo seu olhar e dando de cara com alguém que pensei que nunca mais iria ver. – Jasper! – falamos juntas.
- Oi meninas. – Jasper cumprimentou, mas não me olhando. Seu olhar estava focado em uma Alice congelada no lugar, branca feito a parede. – Alice?
- Hum... Oi Jasper. – murmurou insegura – O que você está fazendo aqui?
- Eu vim acompanhar Maria em um curso.
Vou vomitar. Esse pensamento correu bem forte e a primeira lixeira que encontrei, botei para fora meu café da manhã.
- Jasper, foi um prazer revê-lo, mas Bella está passando mal agora e eu preciso ajudá-la. – Alice foi sincera, eu a conhecia o suficiente para isso. Sua atenção se voltou pra mim tal como Edward fazia – Quando eu fui nesse restaurante com Ian, ele ficou mal por dias... Você trouxe o seu remédio?
Quando pensei em responder, meu celular tocou e vi Demetri saindo da lanchonete para minha direção.
- Bella, estou encerrando o dia hoje. Estou me sentindo muito enjoado e com dor de cabeça forte. – Edward soou desanimado do outro lado da linha.
- Eu imagino. Acabei de pagar meu maior mico universitário no corredor do curso. – resmunguei envergonhada.
- Vem pra casa também...
- Estou indo. Até daqui a pouco.
Eu ainda me sentia um porre e Alice riu docemente da minha vontade de me esconder na pilastra.
- Eu realmente não sabia que vocês iam lá. E que escolha de mau gosto. Ele tem recebido várias criticas negativas. Eu fui uma das primeiras a publicar no twitter uma.
- Foi o cliente que escolheu e se você olhar a mulher dele, vai saber que bom gosto não é uma de suas virtudes. – miei
- Alice... – Jasper chamou meio hesitante e nós duas pulamos assustadas. Pra mim ele tinha ido embora há muito tempo. Pelo visto, para Alice também. – Talvez não seja o melhor momento, mas eu gostaria de conversar com você. Talvez um jantar...
- Pra quê? – Alice rebateu friamente. Ela era tão igual a Edward que me assustava. O olhar assassino era idêntico.
- Bom, tem tempo e nós terminamos...
- Você falou algo certo. Tem tempo. Tem tempo que você foi embora depois de ter prometido pra mim que iria ficar em Nova Iorque. Tem tempo que Maria espalhou durante o colegial inteiro que eu roubei você dela e nós dois sabemos que não foi assim e quando você voltou a ela, saiu noticias em todos os jornais confirmando os atos do passado. Tem tempo que na primeira oportunidade de ser o garoto de Harvard você escolheu sem nem ao menos considerar em me contar. E olha que eu era a sua namorada à quase três anos. Tem tempo mesmo, Jasper. E agora você tem dois segundos para desaparecer da minha frente, porque eu não tolero traição, eu não tolero mentira, eu não tolero covardia e não tolero que em qualquer hipótese coloquem o sobrenome da minha família em qualquer crítica negativa. – respirou fundo, o que achei que ela fosse explodir ou arrancar meus dedos – Eu sou Mary Alice Masen Cullen, querido. Aquela que teve seu primeiro namorado jogando na cara que namoro de colegial não sobrevive a faculdade e também aquela que hoje não quer vê-lo pintado de ouro porque não merece estar no mesmo ambiente que eu. Se você quiser voltar nessa instituição para acompanhar sua namoradinha fofoqueira, aconselho que dê meia volta e nunca mais chegue perto de mim com esses olhinhos de arrependimento. Eu posso fazer com que você nunca mais seja recebido bem nesta cidade. Aproveite enquanto eu deixo você respirar aqui. Estamos completamente entendidos?
Eu fiquei tão chocada com suas palavras que vomitei novamente. Alice praticamente entrou em desespero e me puxou em direção ao banheiro. Eu não sabia se ela estava nervosa porque eu estava verde feito chuchu ou porque tinha acabado de dar um esculacho gigantesco no seu ex-namorado que ficou branco feito vela em dia de enterro e enfiou o rabo entre as pernas. Eu não sabia de 1/3 de tudo aquilo, mas foi perfeito. Se não tivesse vomitado, tinha aplaudido de pé. Ninguém mexe com a princesa, como diz Edward. E eu não podia concordar mais.
Não aguentei mais ficar na faculdade e fui embora para casa, agradecendo a Deus por estar sem transito, sem bloqueio policial ou guarda qualquer que sempre atrapalha meus horários. Cheguei em casa com felicidade e parei para ouvir Carmelita cantando na cozinha enquanto Edward ria. Eu reconheceria aquela risada em qualquer lugar.
- Pare de rir, menino.
- Impossível.
- O que vocês estão fazendo? – perguntei me fazendo presente e vi Edward comer um enorme pedaço de bolo de chocolate. – Você está bem agora?
- Deu vontade. Está tão bonito e ela acabou de fazer. – respondeu-me com os lábios sujinhos de chocolate. – Tudo bem? – sorriu torto e me aproximei, colocando as duas mãos em seu rosto e lambendo o chocolate descaradamente.
- Tudo bem agora. – sorri tirando o garfo da sua mão e comendo seu bolo – Delicioso. Receita nova Carmelita?
- Eu comprei um livro novo e quis experimentar. Tem raspinhas de maracujá também. – respondeu-me alegre – Gostaram mesmo?
- Por mim pode ter um desse todos os dias em casa. – Edward respondeu dando outra garfada.
Nós dois acabamos com o bolo somente conversando na cozinha antes do almoço. Eu não sei como ele teve disposição para almoçar depois e ainda provoquei que se ele perdesse aqueles gominhos lindos que tinha conquistado novamente na academia, iriamos ter um problema sério. Apesar de adorar quando ele tinha barriga o suficiente para dar aquela mordidinha. Só para irritar. Eu o amava de qualquer jeito e o irritante deste ato é ele ter plena consciência disso e continuar comendo na minha frente, enquanto não conseguia ver nada a minha frente.
Graças a Deus passou. Eu fiquei sabendo dias depois que o restaurante foi fechado. Edward apenas deu os ombros quando questionei que se ele tinha algo a ver com isso. Não sei por que ainda ficava surpresa com esse tipo de coisa.
Eu ainda não estava sem por cento acostumada com a casa. Dei muitas vezes de cara com a parede e entrei no quarto errado. Era enorme e ficava com pena da equipe de limpeza.
Minhas semanas de provas estavam me acabando e isso me deixou tão nervosa ao ponto de simplesmente enjoar. Fiquei dias enjoada pela manhã e comendo triplamente mais até que Rosalie veio com um calendário bem na minha cara e mostrou o que não via. Meu ciclo estava atrasado. Isso só podia significar uma coisa. Tinha que significar uma coisa.
Naquela noite, continuei na minha, apenas estudando para prova com ajuda de Edward. Eu não quis dar esperanças a ele nem nada. Podia ser só um atraso e não queria essa decepção. Só que internamente, contava as horas para poder fazer um exame de sangue bem cedo. Apenas Demetri e Rosalie sabiam dessa ida a clinica antes da terapia. Edward chamou minha atenção várias vezes antes porque estava desatenta e as duas vezes que errei o calculo, eu coloquei a resposta a hora.
De manhã eu consegui sair antes de Edward, louca de ansiosidade e nervosismo. Fechei os olhos durante a coleta de sangue e pedi a Deus que tivesse boas noticias. Durante a terapia, eu quase não consegui me conter de ansiosidade e nervosismo. Dr. Lucy riu demais e me relaxou o quanto pode.
- Não foi à faculdade hoje? – Ângela perguntou-me confusa
- Não. Preciso adiantar algumas coisas. Tenho uns planos... – respondi imaginando que se trabalhasse, o tempo passasse mais rápido.
Eu não vi Edward pela manhã inteira, só que isso não o impediu de ligar e mandar mensagens a cada respiração. Ele estava em reunião enquanto trabalhei em uns contratos grandes com Emmett. Acabei pedindo uma caixa de bolinhos sortidos e comi tudo antes mesmo que desse a hora do almoço. Não era fome. Era ansiosidade.
- Você está ocupada? – Edward chamou-me na porta e eu assenti – Vai ter um tempinho pra mim hoje? – perguntou-me baixo, com aquele tom de voz carente e eu neguei séria.
- Só mais tarde, querido.
- Ok... – resmungou quando nem sequer olhei pra ele.
Fiquei com pena, mas não me movi do lugar até Demetri entrar segurando meu envelope que podia mudar minha vida para sempre. Nervosa, fiquei segurando o papel com medo de abrir, tremendo de medo. Demetri saiu me dando privacidade e eu quase quis sair correndo e contar a Edward... Mas e se desse negativo?
Ele não iria suportar. Edward quer desesperadamente um filho. Ou pelo menos deu a entender todas as vezes que disse ‘dessa vez eu vou te engravidar’. Suspirando, rasquei o envelope, puxei o papel e li umas duas vezes até achar a resposta. Malditos termos médicos. Até que a palavrinha POSITIVO em negrito, no meio do texto, me trouxe a feliz realidade que tinha um bebê de sabe se lá quantas semanas dentro de mim.
Eu ia ser mãe.
Minha mão voou para minha barriga lisa e que ontem pela manhã, fiz 150 abdominais para ficar sarada. Em pouco tempo ficaria tão grande quanto de Rosalie.
Eu ia ser mãe. De verdade.
A verdade ainda não tinha me atingido, mas uma sensação estranhamente gostosa foi subindo pelas minhas pernas, causando um arrepio e um frio na barriga, dando aos meus lábios meu melhor sorriso emocionado. Eu estava casada e agora ia ser mãe. Isso, sem sombras de duvidas era um adeus a Bella Swan solitária e solidificando de uma só vez a Bella Cullen, esposa e agora, mãe.
Eu ia ser mãe. De um filho com Edward.
Li o papel mais uma vez, antes tirando os sapatos, trancando a porta da minha sala, entrando na de Edward, trancando a porta da sua sala, fui até o botão automático das cortinas e fechei todas, deixando apenas as luminárias acesas. Ele me olhava confuso porque eu chorava e ao mesmo tempo ria como uma idiota. Fiz sinal que saísse da sua mesa e sentasse no sofá. O nosso famoso sofá.
Confuso, obedeceu e puxei minha saia pra cima, dando um vislumbre da calcinha de renda azul celeste. Seu olhar se perdeu um tempo longo ali e quando apoiei meus joelhos para sentar em seu colo, suas mãos já estavam na minha bunda, puxando pra si e meus dedos enterraram nos seus cabelos, começando um beijo violento. Era uma batalha de línguas e gemidos. Ele devia estar amando aquela agressão de unhas e a pressão que minhas pernas estavam causando ao seu redor, conforme me esfregava nele com vontade. Eu estava excitada, mas tinha uma notícia.
- Nós vamos tentar fazer o nosso filho aqui? – provocou me beijando novamente e caminhando para rasgar minha calcinha. Eu já conhecia seus movimentos.
- Não. – sussurrei. É agora, Bella. Mate o homem do coração – Você já fez o filho em mim, papai. – escovei meus lábios no dele e Edward congelou, provavelmente quando a informação fez sentindo.
- Você está me dizendo que... – afastou-se com um brilho inconfundível no olhar.
- Estou dizendo que estou grávida, Edward. – sorri mostrando o papel. Assim como eu, ele leu umas vezes para compreender.
Então, um estalo correu na sua mente e bobamente, me fitou intensamente e percebi uma lágrima perfeita escorrer dos seus olhos quando sua mão foi até minha barriga. Edward ficou ainda em silencio, apenas me tocando, talvez com mil informações na cabeça e poucas palavras para expressar. Eu conseguia entender esse sentimento. Era bom demais.
- Caralho... Eu não posso acreditar... – sussurrou me apertando – Quer dizer, eu posso, mas... Isso é tão perfeito. – sussurrou rindo – Eu te amo tanto... Nós vamos ter um bebê. – Edward beijou-me da sua melhor forma doce, com cuidado extremo. Se não fosse lindo, eu poderia dizer que senti falta da agressividade de outrora. – Quanto tempo? Como você desconfiou? Por que não me falou antes? Já marcou alguma consulta? Contou a alguém?
- Calma... – sorri afrouxando sua gravata – Estava muito enjoada, todos os dias e comendo o dobro do que estou acostumada. Até que Rosalie veio me deu um alerta sobre meu ciclo. Ele não veio este mês... É possível que esteja apenas de quatro semanas, sei lá... Não fiz nada. Apenas o exame de sangue e vim te contar. Eu não contei antes com medo de apenas dar negativo e ser uma decepção...
- Bella, boba. Eu reparei seu enjoo, mas não quis te pressionar ou me dar esperanças... Só que agora é real.
- É...
- Quer ir ao médico agora saber? – perguntou-me animado – Estou curioso.
- Só que não marquei consulta nenhuma... – argumentei rindo do seu nervosismo.
- E isso é impedimento de alguém te atender? Quer ir agora ou não?
Fiquei momentaneamente pensando no quão excitada estava para saber de quantas semanas, se tinha algum problema, se minhas vitaminas iam mudar...
- Sim. Quero ir agora. Só que estou com fome, vamos comer antes? – perguntei pulando do seu colo e ele assentiu, indo até a sua mesa para programar tudo, que fez em menos de 10 minutos, já vindo pra mim novamente. – Nós vamos ser pais...
- É só comigo ou parece surreal demais? – perguntou-me me puxando para seu colo. – Eu esperei tanto pelo dia que você chegaria e me contasse que estava grávida.
- E chegou o momento. Eu disse a você que ia ser rápido. – brinquei – Vou pegar meu sapato e minha bolsa. Já volto.
Edward apenas assentiu olhando para minha barriga e disse a mim mesma que precisava me preparar psicologicamente para ser trocada pela minha barriga. Rosalie passou por isso e sobreviveu. Eu também posso. Pior que Emmett, Edward com toda certeza vai ser. Nós saímos sem contar a ninguém ainda e por estar fora dos horários de rush, chegamos em quinze minutos no consultório, com a secretária já nos esperando. Jéssica deve ter assustado a mulher. Eu sabia o quão persuasiva e assustadora ela poderia ser para conseguir algo que Edward queria.
- Boa tarde Bella! Você quer aquele chá gelado de sempre? – perguntou-me Dora, assistente da Dr. Grace. Ela era sempre simpática e bem profissional. Só que depois de quase dois anos sempre paciente da clínica, acabei criando um vinculo carinhoso com ela. – E você papai, deseja algo?
- Como você sabe? – perguntei chocada e Edward riu relaxado do meu lado. Ele estava com cara de quem estava pisando em nuvens. Pelo menos tirou a mão da minha barriga como ficou grudada durante o curto trajeto.
- Ora. Você mesma disse que Edward só viria aqui o dia que você estivesse grávida. Vejo que acertei, correto?
- Acertou. Por isso da emergência. – respondi rindo meio abobalhada.
- Vocês podem entrar que irei levar o chá. E parabéns!
- Bella Cullen! Você é rápida menina. – Dr. Grace brincou e quando viu Edward, sorriu – Ou devo dizer que ele é rápido? – provocou deixando meu marido vermelho – Quando Rosalie veio aqui e eu pensei: E nada de Dona Isabella se animar em ter um bebê. E então, quando Joseph nasceu, eu fiquei orgulhosa com aquele menino lindo, grande e sorridente eu vi seu olhar e conclui que faltava pouco.
Edward sorriu e puxou a cadeira pra mim.
- Trouxeram o exame de sangue? Eu mandei preparar a sala para fazermos uma ultrassonografia.
- E dois meses atrás eu suspendi tudo. Só que não o uso da camisinha tanto que fiquei menstruada.
- Certo. Só que... Eu acho que você não está grávida de quatro semanas não... – Dr. Grace sugeriu docemente.
- Como assim? A não ser que Edward tenha furado alguma camisinha de proposito. – brinquei cutucando Edward, que até agora estava quieto.
- Eu não me lembro de ter feito algo intencionalmente. – brincou um pouco vermelho.
- Camisinhas furam na pressa, na hora de abrir o pacote ou na falta de delicadeza... – Dr. Grace comentou – Vamos fazer uma ultrassom pra ter certeza... Só trocar de roupa ali.
Edward foi com Dr. Grace enquanto trocava de roupa para um tipo de pijama com uma abertura na barriga. Eu não tinha nenhuma barriga para caber naquele pequeno espaço ali. Deitei na cama com Edward sem língua ao meu lado, segurando minha mão, meio suada, meio gelada. Edward estava morrendo de ansiosidade ou felicidade.
- Calma papai...
- Estou meio nervoso mesmo... – Edward riu sem jeito.
- Só vamos ver quantas semanas, ouvir o coraçãozinho... – disse sorrindo e aplicou aquele gel gosmento e gelado. – Geladinho. E vamos lá...
- Já dá pra ouvir? – perguntei emocionada.
- Claro... Principalmente porque você está grávida de sete semanas. – Dr. Grace riu – Ouça o coração... – aumentou o volume e o aperto de Edward se intensificou na minha mão. – Ele já tem o sangue circulando pelo corpo, parte interna do seu órgão sexual e já se movimenta um pouquinho, você só vai demorar um pouquinho para sentir...
- Você disse sete semanas? Isso quer dizer que Edward me engravidou antes do tempo? – bati no seu ombro com força – E mesmo assim fiquei com aquela maldição durante três dias?
- Eu disse isso a você, querida. – beijou-me e voltou olhar para tela.
- Qual o tamanho dele? – perguntei – Ou dela...
- Ele ou ela tem cerca de 20 mm É bem grandinho para o sua semana. – Dr. Grace respondeu-me – Bom, vou imprimir umas fotos, e vamos conversar sobre os exames. Nós precisamos saber se está tudo bem com você e com ele mais corretamente e você precisa agendar uma consulta no seu cardiologista. – sorriu me ajudando a levantar.
- Eu já parei com todos aqueles remédios, mas ainda tem as vitaminas...
- Nós vamos mudar umas especificas a gestantes, que não interferem nos ductos lácteos e, Edward... Você precisa verificar a pressão de Bella todos os dias de manhã. Essas vitaminas precisam ser tomadas de manhã, na hora do café.
- E tomarei algum outro remédio?
- Nós iremos acrescentando caso necessário e depois dos exames. E as vitaminas começam amanhã, certo? Quando for ao cardiologista, traga os exames dele também.
- O fato de ter pressão alta, é algo preocupante? – Edward perguntou preocupado.
- Sim. Se ela não se cuidar, sim. – respondeu séria – Só que Bella é uma menina muito responsável e vai se cuidar... Evitando estresses, comendo bem de três em três horas... Você foi a nutricionista durante sua terapia e é o mesmo esquema, frutas, saladas, barras de cereais e comida normal mesmo. Você não gosta de nada integral.
- Eu nunca segui aquela dieta. – murmurei envergonhada — Eu nunca me lembro de comer de três em três horas.
- Agora você vai ter que lembrar. – Dr. Grace rebateu duramente. Edward riu concordando. – E você vai lembra-la. É sua missão como pai, manter a mãe e o bebê saudáveis.
Eu gemi audivelmente. Se Edward já me enchia o saco ligando a cada dez minutos, imagine agora grávida e precisando ter cuidado dobrado com minha alimentação. Edward olhou pra mim daquele jeito me deixando ciente de sua nova missão.
- Por hoje é isso. Nós nos veremos sempre, ok? Qualquer coisa é só me ligar. Tem meu numero de emergência. – Dr. Grace levantou-se encerrando a consulta e entregando a Edward a receita das vitaminas – Parabéns. Muitas felicidades! E dê um beijo estalado naquele menino Joseph, ok?
- Obrigada. E darei sim, muitos. – respondi com Edward me segurando.
No caminho ele continuou em silencio. Isso estava começando a me preocupar. Sua mão estava na minha barriga, fazendo carinho e seus lábios nunca deixaram de ter contato com a minha pele. Embora o silencio estava me matando. Cruzei a perna nervosa e sua outra mão, que estava no meu ombro, desceu para minha perna, por debaixo da saia. Fiquei meio sentada no seu colo, com as pernas por cima dele.
- Você está bem, Edward?
- Bem? Eu acho que vou voar de felicidade. Faltam-me palavras para expressar o quão feliz estou com tudo... Com o bebê. Você ouviu o coração dele? Tão rápido, apesar de tão pequeno... Eu te amo tanto e amo mais ainda poder compartilhar essa alegria com você – seu toque na minha barriga se intensificou e eu sorri, quase não contendo a emoção. Agora podia culpar os hormônios.
- E será que é menina ou menino? – perguntei confusa. – Falta tanto para saber. Alice e Esme vão comprar a cidade inteira. Nós estamos indo para casa?
- Claro... Precisamos comemorar e terminar o que começamos na empresa. – sussurrou no meu ouvido.
- Félix, pisa fundo, por favor. – pedi batendo no seu vidro, arrancando gargalhadas de Edward.
.~.
Edward e eu passamos aquela tarde apenas comemorando no quarto. Claro que ele me fez comer antes de subirmos. Foi só um aperitivo do inferno que minha vida ia se tornar com o cuidado extremo dele. Deitada na cama, depois do banho, Edward estava beijando cada parte do meu corpo, daquele jeito encantador. Sorri boba quando foi a vez da barriga e ele ficou conversando com o bebê menor que uma uva. Mas estava ali. O fruto do nosso casamento e amor.
- Essa sensação é tão boa... Estou tão feliz, Edward. Eu nunca imaginei que ia ser mãe e olhe só, estou grávida.
- Estamos grávidos. E em falar nisso, hora de comer. – sorriu torto e eu bufei irritada.
Nessas horas que mais lembrava de Victória. Ela simplesmente iria gritar com ele, bem nervosa porque odiava esses momentos. Foi deitada na cama que o interfone tocou, anunciando a chegada da nossa família com mais uma visita. Vesti uma roupa rápida e desci atrás dele.
- Marcus e Janice! – Edward desceu as escadas rápido, indo abraçar o casal com aparência familiar e um estilo um tanto peculiar. – Sinto muito não estar presente, mas Bella não podia ficar sem acompanhante no hospital naquele momento.
- Eu entendo querido. – disse a mulher com voz de choro – Nós sentimos muito por aquele doente ter envolvido sua menina em algo tão sádico.
- Como assim, tia? – Edward perguntou e olhar dela pousou em mim – Esta é Bella, minha esposa.
- Desculpe não ter vindo ao seu casamento, meu menino, mas você sabe... Seu tio... – sussurrou inclinando a cabeça a peça de museu que estava em pé ao lado dele. Carlisle e Esme estavam congelados ao seu lado e Alice apertava a mão de Ian com força. – E muito prazer em lhe conhecer, minha menina falou-me muito de você.
- Obrigada. É um prazer lhe conhecer também. – sussurrei com algumas lágrimas caindo no rosto. Ela era a mãe de Victória. – Desculpe.
- Bom – Carlisle limpou a garganta – Eles vieram até aqui, porque tem algo a mostrar. Chegou essa semana pelo correio.
- O quê exatamente? – perguntei confusa.
O que poderia ter feito esses dois saírem do interior do Texas até aqui? Pelo que ouvi, eles nunca saiam do rancho. Nunca. Exceto no aniversário de 15 anos de Victória. Nada depois disso. Eles não foram nem quando tudo aquilo aconteceu. Eu me sentia mal em pensar nela... Fiz tudo tão errado. Eu a aconselhei a superar aquele amor. E do que adiantou? Se ao menos naquele dia, nós por algum obsequio, desistíssemos de ir. Nada aconteceria.
- Vamos usar o DVD por uns instantes...
Edward concordou ainda meio confuso e nesse momento, Rosalie e Emmett entraram com Joseph bem alerta no colo. Ele sorriu abertamente quando viu Edward. Era sempre assim. E eu quase podia imaginar entrar carregando meu bebê e vê-lo sorrir apaixonado pelo pai. Segui o fluxo até a sala e observei Carlisle colocar um DVD sem capa para rodar.
- Está gravando?
- Está sim.
Um arrepio gelado tomou conta do meu corpo e estaquei no lugar. Era a voz de Victória e James.
- Você está preparada para se despedir? – ele perguntou virando a câmera para sua direção. Ela estava sentada em uma cadeira, no quarto de aparência abandonada, com a cama furada ao fundo. Parecia aquele mesmo prédio que nós ficamos presas.
Victória virou-se sorrindo de modo apaixonado. Aquilo foi um soco no meu estomago.
- Se você ficar comigo pra sempre dessa vez... – respondeu e virou-se séria para a câmera. – Mamãe e papai. Madrinha e padrinho... Edward, Emmett, Rosalie, Alice e Bella... Eu espero que vocês não fiquem chateados ou tristes comigo. Estou seguindo o conselho de Bella em superar e seguir em frente. James mandou-me sequestrar hoje e ele prometeu que você estaria bem e seria entregue segura. Ele vai cumprir sua promessa, ele sempre cumpre suas promessas. – Victoria virou-se para ele novamente – Inclusive, ele pede desculpas pelas brincadeirinhas feitas com você. Era só para chamar minha atenção. Nós decidimos ficar juntos. Novamente, eu sei. Sinto falta dele todos os dias e não dá mais para lutar contra o inevitável. Sinto muito por ter faltado ao seu casamento, eu sei que era uma data importante, mas eu tinha inveja demais de coisas que nunca tive. Você hoje me entende. E quando eu e James casarmos novamente, você será minha madrinha, Bella?
Meu corpo inteiro parecia tremer feio um telefone vibrando. Eu não podia acreditar naquilo que estava ouvindo. Era impossível.
- Nós vamos sair do país e ter um momento para nós dois. E quando tivermos prontos para voltar... Voltaremos. Eu prometo. Amo vocês.
O vídeo se encerrou com ela dando o primeiro gole do vinho que os matou. Estava envenenado. James a matou e se matou, ou morreram juntos. Era tudo tão sádico e doentio e minha culpa. Ela só voltou e acreditou no que ele falou porque eu disse para seguir em frente. Não era nesse maldito sentido! Era para simplesmente ir e deixar James pra trás.
- Não. Ele a coagiu para falar isso... – sussurrei realmente entrando em pânico. Eu podia ouvir todas as outras pessoas chorando. – Não era pra ser assim...
- Bella, respira amor... – Edward sussurrou com a voz rouca.
- NÃO!
- Bella, não se culpe. Ele a enganou coagiu... Ela devia nem saber o que tinha naquele vinho. Victória sempre foi apaixonada, cega por James... – Janice ajoelhou-se a minha frente.
- Só que não posso aceitar. Ela era minha amiga, por mais que a gente brigasse e ficasse de bico uma com a outra. Eu fiquei sem falar com ela e ela sem falar comigo, mas ninguém imagina que sua amiga pode ser sequestrada e assassinada do nada. Eu nunca, nunca deixaria isso acontecer. – rebati nervosa e com a voz alta, ecoando aos quatros cantos da sala. Joseph me olhou assustado – Eu não quero aceitar isso.
- Bella, não tem mais o que aceitar, querida. – Marcus se pronunciou pela primeira vez. – Victória estava vivendo um amor doentio. Ela, por mais forte que se fazia, ela estava doente. E vocês são mulheres, brigam, desbrigam, amam, não se amam... Você não podia imaginar que Victória fosse... Ou que ele fosse fazer isso... Não se culpe...
- Eu me sinto um lixo. – chorei soluçando um pouco alto, sentindo minha língua ficar seca e o corpo gelado.
Minha pressão.
- Edward, pegue um calmante. – Rosalie pediu entregando Joseph a Emmett. – Bella, olhe pra mim. Não foi sua culpa, ok? Pense em se acalmar, não por você. – Rosalie me olhou pedindo confirmação das nossas suspeitas e eu assenti chorando mais ainda – Oh querida, fique calma, por favor.
- Mãe, qualquer calmante serve para gestante? – Edward perguntou confuso, parado no meio da sala.
- Ai meu Deus! Bella está grávida? – Carlisle levantou-se em um pulo.
- Eu preciso das vitaminas, Edward... – sussurrei – Estou me sentindo trêmula.
- Deite-se um pouco... – Esme veio chorosa ao meu lado. Era um momento feliz e ao mesmo tempo triste. – Você comeu tem quanto tempo?
- Mais de quatro horas. Está realmente na hora. – sussurrei
- Vou preparar algo. – Ian levantou-se com Alice.
- Bella, querida. Aproveite essa benção que Deus está te dando. Victória queria mais que tudo na vida ser mãe e ela ficaria feliz. Ela estava feliz com a gravidez de Rosalie, só não soube como expressar. Não ache que foi cruel quando você ficou magoada por ela ter renegado seu casamento... Você teve o seu direito, como mulher, humana e imperfeita para não agir corretamente sempre. Você tem só tem 24 anos criança e ela tinha 32 anos. São jovens e imaturas com as adversidades da vida.
- Pense no seu bebê. Ele precisa ser forte e saudável, ok? Eu jamais traria algo a você que fosse te trazer mal. Perdoem-nos. – Marcus beijou-me na testa – Nós vamos entregar o apartamento dela e voltaremos. Até breve, amigos.
Eu não sei mais o que aconteceu. Carlisle saiu acompanhando Janice e Marcus. Esme estava acariciando meus cabelos e Rosalie sentada ao chão, tentava me acalmar. Eu era tão estupida. Emmett estava em pé, ninando Joseph, que queria a todo custo prestar atenção na cena a sua frente. Ele sorria pra nós três. Reconhecendo a Dinda, vovó e mamãe. Tão doce e inocente. Um coração tão puro, incapaz de absorver aquele clima ruim.
Eu queria ter um coração de criança. Totalmente puro.
- Eu me sinto tão mal. – sussurrei – Eu não queria que ela morresse...
- Ninguém quer mal a ninguém. Deus não escolhe os alvos da dor. Nós vamos superar isso em família. – Esme sussurrou secando minhas lágrimas – Você precisa pensar no meu neto...
- Vitaminas, suco e sanduiche de peito de peru com salada verde. – Edward veio com uma bandeja. – Baby, se você não melhorar, vou chamar seu médico.
- Eu só preciso comer. – resmunguei sentando-me – Nós íamos contar amanhã. Descobrimos da gravidez esta manhã e ficamos ainda um pouco perdido em nós mesmos.
- Compreendemos meu anjo, agora, coma. – Carlisle sentou-se a minha frente – E como vai ser essa questão dela com a pressão alta?
- Marquei o cardiologista para amanhã. – Edward respondeu – Amanhã suas vitaminas também mudam. Serão de três em três horas, começando pelo café.
- O cuidado será dobrado com essa teimosa. – Alice sentou-se a minha frente também, segurando meu suco. – Apesar desse momento ser muito ruim, você precisar deixar isso passar. Agora não é tempo mais de remoer o que poderia ter feito para salvar Victória. Você precisa cuidar do bebê.
- Além do mais, por mais que você e Victória vivessem em pé de guerra, ela jamais iria querer você tendo sérios problemas com sua gravidez por causa dela.
- Ok. Vocês tem razão... – suspirei bebendo um pouco mais do suco e me sentindo mais forte. – Obrigada família.
.~.
Naquela semana eu fui ao médico várias vezes para fazer exames e tomar novos remédios. Eu sofria de pressão alta e com a gravidez isso poderia se atenuar. Eu regredi na terapia quando o assunto era Victória, mas quando o mês passou e eu entrei no meu terceiro mês de gestação, percebi estar às voltas de completar um ano de casada. E eu tinha mais uma seção com Dr. Lucy antes de ir a Dr. Grace.
Essa história de ter um psicólogo estava me dando nos nervos. Essa historia de ficar indo ao médico de um lado ao outro estava me enchendo o saco. Ou eu acordei extremamente mau humorada hoje.
- Bella, hoje é a nossa ultima seção obrigatória. Você é livre para voltar sempre que quiser, mas agora, não há mais nada que eu possa fazer. Você precisa se libertar daquele episodio por si só, principalmente pelo bebê.
- Mas...
- Deixe-me terminar uma coisa. Victória era uma mulher doente, que decidiu, mesmo depois de ter passado coisas horríveis com aquele homem, a voltar a ele. Eu sinto muito por isso te doer. Foi escolha dela.
- Eu deveria tê-la obrigado a fazer terapia ou a internaria em uma clínica. Assim como Edward fez comigo.
- Olhe a diferença, Bella. Você tem um marido. Você, quando casou, escolheu Edward para ser aquele que pode tomar decisões por você quando não tivesse condições. Você compartilha a vida e a alma com ele. Victória não tinha essa ligação com você. Amizade não gera o mesmo tipo de ponte. O amor sim. E o amor dela por James era o único que tinha a chave do coração dela. Victória poderia te amar muito como amiga, mas você nunca poderia tirar James de dentro dela.
- Por que eu percebi isso muito tarde? Eu simplesmente achei que ela fosse fechada até mesmo por todos acontecimentos... Não que aquilo fosse amor. É desumano.
- Sim. O amor é desumano, Bella. Você também é dependente de Edward, sabia? Talvez não tão profundo e doloroso como ela era, mas você é. Você precisa dele para lembrar-se dos remédios, da alimentação e para ser seu marido. Você sabe os horários que ele vai te ligar e por isso tira o celular da bolsa, já visualizando a chamada dele na tela. Você sabe de cor todos os tipos de sorriso dele e as expressões tanto de desagrado quanto de agrado. Isso é normal. Você sendo esposa dele, precisa e deve conhecê-lo bem.
- Então eu nunca vou entender o que realmente aconteceu naquele dia?
- Nunca. Deixe a história de Victória e James fora da sua vida. Você não é a mulher maravilha. Você só é a Bella. E seja apenas a Bella, que agora está grávida. E precisa manter a saúde em dia pelo seu filho.
- Certo... – hesitante e coloquei a mão no meu pequeno bebê. Eu faria tudo por ele. – Você tem razão. Agora meu filho precisa de mim.
Encontrei Edward na sala de espera me sentindo menos emburrada do que essa manhã quando ele me acordou e eu quis matá-lo. Foi uma semana que fiquei chata e sonolenta. Dr. Grace e Rosalie me garantiram que era totalmente normal. E a fome também estava me assustando. Eu queria comer mais, só que me continha esperando loucamente que três horas passasse muito rápido.
- Tem algum chocolate? – perguntei a Edward no carro e ele riu. Era terceira vez que perguntava – Seu filho vai nascer com cara de chocolate.
- Não se preocupe com isso. Ele será lindo de qualquer jeito.
- Você está me negando um chocolate? – perguntei ultrajada.
- Não. Acabamos de chegar na consulta, amor. Depois você come. – Edward riu me ajudando a sair do carro. Tudo era maravilhoso para ele.
Eu vi outra grávida sair, fiquei momentaneamente com inveja dela, querendo minha barriga grandinha, mas ela estava bicudinha bem, bem, mas bem levemente. Não dava para ver, mas eu e Edward ficávamos na frente do espelho, olhando fixamente para minha barriga. Dois bobos e apaixonados por tudo que líamos nos livros e revistas para bebês.
Dr. Grace já nos aguardava e tinha todos meus exames. Da nutricionista, cardiologista, psicóloga e eu mal via a hora de simplesmente mandar todos os para longe. Em casa ainda teria que contar a Edward que hoje foi minha ultima ida a terapia e esperava fielmente ser para sempre. Sem mais problemas. Sem mas pesadelos.
- Olá família Cullen! – Dr. Grace saudou-nos. – Seja bem vindo. E podem sentar-se. E como vai mamãe? Você está na sua 13º semana! Passa rápido.
- Realmente. Só que ela não cresceu ainda... – resmunguei e eles riram.
- Em breve ela vai crescer sem parar. Na sua próxima consulta, já teremos um pequeno ovinho se formando aí. Acredite em mim. – sorriu docemente – E antes de conversar sobre seus exames, eu pedi uma ultrassom. Sei que combinamos isso na próxima, mas eu preciso verificar algo.
- Algo errado? – Edward perguntou preocupado.
- Eu acho que não. Vamos ver.
Abri minha blusa meio desconfiada, deitei na cama e esperei pelo liquido gelado na minha barriga. Dr. Grace sorriu docemente olhando para tela e aumentou o volume para o coração do meu bebê entoar pela sala. Só que tinha algo diferente.
- O que é isso? Está batendo mais rápido? – perguntei confusa.
- Não. – Dr. Grace sorriu – Tenho uma novidade. Não deu para perceber antes porque o coração ainda não estava formado...
- Saber do quê? – Edward cortou ansioso, com o olhar perdido na tela da ultrassom e na Dr. Grace.
- Bom. Nós temos gêmeos aqui, papai. – Dr. Grace respondeu rindo.
Eu ouvi bem ou ela falou que eu estou grávida de gêmeos?
And when the world gets sharp and tries to cut you down to size
and makes you feel like giving in
oh, I will stay, I will rain, I will wash the words and pain away
and I will chase away the way we push
the way we pull
you\\'re beautiful
E quando o mundo fica exigente e tenta te deixar menor
E faz você se sentir vontade de desitir
Oh, eu vou ficar, farei chover, eu vou lavar as palavras e dor pra longe
E vou procurar uma maneira de nos esforçarmos
Uma maneira de empurrar
Você é linda
N/A Eu sou naturalmente um tipo de pessoa malvada. Escrever Broken é muito relaxante pra mim, dificilmente fico olhado para tela inventando o que dizer, simplesmente flui dessa minha cabeça insana! Inicialmente eu não ia engravidar Bella até o epílogo porque fim de fanfic é igual de novela e pelos meus cálculos, ainda falta mais uma coisinha inha zinha acontecer e aí, um beijo procês! Não sei como isso vai desenrolar, eu sou louca! E então, escrevendo esse capítulo, já tinha planos de fazer Edward fechar o restaurante, ele mudou, é claro, mas continua sendo Edward Cullen A arrogância sobre pernas (lindas por sinal, vocês viram o Robert de “cueca” nas gravações do Rio e se não viram, apenas imaginem uma perna linda! Haahhahaha). Aí, eu pensei: Por que não? Meninos? Não! Meninas! Sim, duas para deixar de ser chato! Eu andei lendo uns capítulos e conclui que eu no lugar da Bella já tinha dado esse filho só para calar a boca. Só que eu não sou nenhum pouco pé no chão e pessimista (sim, ela NÃO mudou) como ela. E quanto ao Jasper? Será que ainda rola uma segunda chance? Quem será que vaai advinhar o destino da pequena Alice?!
Estou aqui tagarelando e vocês podem deixar reviews, ok? Se rolar 45 reviews eu volto rápido, se não, até quinta-feira que vem!
Ah, escrevi uma oneshot, só que não postei aqui. Está nesse link bonito aqui http://www.fanfiction.net/s/7474607/1/Disappear o esquema de deixar review é mais simples, mesmo sem conta, ok?
N/B: JASPER TOMOU!!! HIHUUUUUU!Chorei com a história da Victória... mas indo para a parte interessante da Fic.. A BELLA TA GRÁVIDA DE GÊMEOS MEU DEUS!!! É A CRECHE DO EDWARD!!!! Hahaha Vocês gostaram disso? Aiii eu amei sabe, ele queria tanto um filho, agora serão 2 para deixa-lo de cabelos brancos. Que feliiiiiz!! Beijos xx LeiliPattz
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