British Royal Family.
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Muito obrigado a todas que leram & deixaram review
no capitulo antérior.
Não aguentei esperar,e decidi postar logo esse capitulo ♥
Espero que gostem.. Nos vemos la em baixo!
Boa leitura ♥
LONDON — UK
1rst February 2012
Os jornais de todo o mundo, comentavam sobre o evento real. Os palpites eram lançados de segundo a segundo. A Realeza Britânica estava na boca do povo. Todo o mistério a volta do "evento oficial" estava aguçando cada vez mais a curiosidade dos suditos.
Não sabiam sequer o que esperar, só que todos tinham um pequeno pressentimento de que esse "evento oficial" iria mudar bastante as coisas. Ou para o bem ou para o mal. Os mais lunáticos e viajantes, até ponderavam que a razão para algazarra era a 3° Guerra Mundial que seria anunciada. Já outros, mais realistas, acreditavam que poderia ser apenas o anúncio de que Kate e William teriam um herdeiro, ou que Harry estaria prestes a casar-se.
Não era muito difícil pensar em tais hipóteses, visto que a realeza desde o comunicado, o anúncio deste evento estavam muito felizes, com sorrisos estampados nos rostos, vinte-quatro horas por dia. A segurança nos castelos havia redobrado, e a Rainha andava a torto e a direita, dando tchauzinho e sorrisos meigos para todos que queriam.
Thalita, chegou no Palácio de Buckingham, e subiu para o aposento real que sua avó havia preparado para a ocasião. Olhou a redor do quarto, e viu como sempre estampado em cada milímetro do local, o luxo e o glamour da realeza. Logo vieram em sua direcção e puxaram-na para sentar-se na cadeira com um estofado vermelho sangue e totalmente banhada a ouro. Soltaram os seus cabelos, passando a mão por eles, acariciando-os levemente, fazendo-a fechar os olhos lentamente, desligando-se mais ainda do mundo. As vozes que conversavam, tagarelavam pelo quarto, começaram a ficar mais longe do que o normal. Era assim, era exactamente assim que ela fugia de tudo e de todos, fechando os olhos e ignorando qualquer barulho exterior.
Ela conseguia imaginar inúmeras coisas que poderiam acontecer no dia de hoje, durante o evento e na festa que teria. Ela conseguia imaginar a cara de cada um deles, a cara de surpresa. Sem dúvidas aquele dia seria cheio de emoções, cheio de revelações. O seu coração apertava-se, fazia-se pequeno, ao pensar, que de uma vez por todas, estaria sendo lançada para o topo da pirâmide. Mas dentro de si era como sê tivesse caindo dentro de um oceano violento e frio. Sentia-se afundando-se cada vez mais. Havia tentado fugir desse sentimento de "perca" o tempo todo. Durante o último ano, era essa a sensação que a perseguia, a sensação de estar afundando-se. E ali, sentada naquela cadeira, rodeada por pessoas ansiosas e felizes por estarem preparando a Princesa da Inglaterra para a sua apresentação a sociedade, ela sentia-se completamente imersa por água, sentia-se completamente incapaz de sobreviver, de respirar.
Mas ela sabia que aquilo era psicológico, era a sua alma gritando, tentando fugir do seu destino que havia sido traçado antes mesmo do seu nascimento. Era o sangue azul de seu pai, misturando-se, envolvendo-se com o de sua mãe, fazendo um tornado, um veneno percorrer todo o seu corpo, todas as suas veias. Abriu os olhos, com a visão turva por alguns segundos, e viu diante de si, uma garota. Uma garota, cuja cara estava repleta de sentimentos desconexos, seus olhos sem brilho algum. Seus lábios vermelhos por natureza, estavam pálidos. O seu peito apertou ainda mais quando notou o quão Diana aquele menina do espelho parecia. Abaixou o olhar, e sentiu vontade de chorar. Vontade de chorar, chorar tudo o que tinha para chorar. Mas não, ela não iria fazer aquilo ali, não na frente de todas aquelas pessoas. Respirou fundo, uma, duas, três vezes, e voltou a erguer a cabeça. Encarou novamente o espelho que reflectia a mesma imagem da menina totalmente infeliz e quebrada por dentro, de anteriormente. Deu um sorriso de canto, forçado e fechado. Não, ela não queria tornar-se uma Diana. Ela não queria ter a mesma vida que a sua mãe. Não queria passar o resto de sua vida infeliz, e depressiva. Não, ela definitivamente não queria esse destino.
Voltou a fechar os olhos, engolindo tentando fazer com que o no que estava em sua garganta desaparecer, e a vontade de chorar ir desaparecer também.
A sua mente voou longe, voltou na época em que ela era apenas uma cidadã no enorme pais da Rainha. Das tardes de inverno e frio insistente, estas cujo ela e suas amigas, passeavam pelos parques totalmente mortos e congelados, com um copo de café do Starbucks nas mãos, e sorrisos verdadeiros nos lábios. Dos seus gritos de felicidade ao ser surpresa com bolas de neve, que eram lançadas por seus amigos, nem um pouco normais. Dos abraços quentes, e apertados que ela dava naquele cujo habitava em seu coração por tanto tempo. Aquele cujo ela havia escrito o nome na arvore mais velha do parque, e havia colocado um coração em baixo. Aquele que nas tardes frias & sem vida, após a escola, ela esquentava-se nos braços, e derretia-se nos lábios. Daqueles olhos azuis, amorosos e apaixonantes, nos quais ela perdia-se por enumeras vezes. Mordeu o lábio, distraidamente, e voltou a abrir os olhos. É ela já estava com mais saudades dele do que ela havia previsto.
– Princesa... — Chamou-lhe uma Senhora loira, com os olhos extremamente verdes. Ela desviou os olhos do espelho e olhou-a. — O vosso irmão, o Príncipe Harry, perguntou sê ele pode entrar? — Falou, fazendo Thalita sorrir instantaneamente ao ouvir o nome do irmão.
– Pode. Pode mandar ele entrar por favor. — Respondeu rapidamente, ainda sorrindo. Sim, ela estava precisando de alguém como Harry ao seu lado para que aquele dia não fosse tão deprimente. Para que ela não viesse a ficar moendo e remoendo o quanto ela queria estar bem longe dali.
– Meu amor! — Exclamou Harry, aparecendo no enorme quarto, com aquele sorriso enorme e contagiante que ele sempre tinha. Thalita fez bico, e o irmão aproximou-se dela, e encostou o rosto nos labios dela, recebendo um beijo. — Nossa hein. Ta ficando toda produzida... Será que ainda vai ficar mais gata ainda? — Comentou, fazendo o hairstylist dar uma gargalhada super afeminada.
– Claro que vai! Nas minhas mãos uma Princesa , fica mais Princesa ainda. — Respondeu o Hairstylist Joshua, passando as mãos pelos longos e sedosos cabelos castanhos-claros.
– Meu Deus... — Falou Harry, balançando a cabeça negativamente. — Já vi, que hoje pelos visto eu vou ter que bancar de segurança particular, né? — Comentou, fazendo várias pessoas no quarto, concordarem, e levando Thalita, a dar-lhe um tapa no braço, sorrindo constrangida. — Ué maninha... Só estou averiguando os fatos. Só vai ter herdeirinho querendo conhecer a Princesinha. — Concluiu, fazendo-a revirar os olhos.
– Eu já tenho o meu Príncipe, Harry! — Exclamou ela, fazendo o irmão dar uma gargalhada gostosa.
– E o seu príncipe sabe, que você é uma Princesa de verdade? — Perguntou com a voz cheia de irônia fazendo o rosto dela assombrar-se por completo. — Não, pois não? — Perguntou, mais como uma afirmação, fazendo-a virar o rosto. — Então ele não vai mais querer ser seu príncipe. — Concluiu, fazendo-a voltar a virar o rosto na direcção dele, totalmente incrédula.
– Harry! — Exclamou ela, se segurando para não levantar e so Deus sabe o fazer o que com Harry. — Acho melhor você sair. Eu preciso preparar-me para o evento. — Falou, ignorando a vontade louca que ela tinha de chuta-lo dali. — Vai! — Insistiu, indicando-lhe a porta com o olhar. Harry mordeu o lábio inferior, balançando a cabeça negativamente e foi saindo do quarto, sem sequer dizer-lhe nem mais uma palavra. Quando a porta do quarto foi fechada, Thalita pegou o copo que estava ao seu lado, e jogou na parede, fazendo-o quebrar-se em mil pedaços, e espantando todos presentes no quarto. — Desculpe! — Desculpou-se olhando-os brevemente, sentando-se correctamente na cadeira e fingindo que aquilo não havia acontecido.
– Vamos lá pessoal. De volta ao trabalho, temos uma Princesa para preparar! — Ordenou Joshua, batendo palmas escandalosamente, fazendo todos voltarem-se a mexer. Thalita limitou-se a sorrir.
~~
– Pronto. — Falou Joshua, borrifando laqué no cabelo dela, levemente, fazendo-a fechar os olhos e sorrir. — Agora sim, a Princesa esta prontíssima. — Concluiu, pegando na mão dela e fazendo-a dar a volta, e ficar de frente ao enorme espelho. Sim. Ela estava linda, deslumbrante. Parecia uma pessoa cheia de vida, os seus longos cabelos lisos castanhos-claros estavam levemente ondulados. Ondulados estes que foram feitos com muito custo, pelo cabelo ser tão lisinho. Ela sorriu, aliviada. Conseguiram ao menos fazer com que a cara de morta-viva dela sumisse, e ela estava totalmente radiante. Ao menos isso.
Ela levou a mão ao colar, perfeitamente emoldurando o seu pescoço. Passou os dedos pela joia, e lembrou-se do sorriso de sua mãe nas noites escuras e frias, naquelas em que ela acordava enumeras vezes de madrugada com medo, pelo horrivéis pesadelos que a assombravam na madrugada. Sua mãe. Ela sem duvidas era a única razão para ela continuar ali. Ela só estava fazendo aquilo porque ela sabia, que sua mãe iria sê orgulhar da sua pequena garota. Ela sabia que o seu lugar era ao lado de seus irmãos, lutando e fazendo o possível para fazer do mundo um lugar melhor.
– Pode avisar que já estou pronta para descer... — Rompeu o silêncio, com a voz um pouco rouca. — Eu... Eu só preciso de um tempo sozinha, por favor. — Completou, soltando os braços ao longo do corpo.
– Tudo bem, Princesa. Iremos deixa-la a sós, e avisaremos que a Alteza já esta pronta para descer. — Joshua assentiu, e fez sinal para que começassem a sair dos aposentos reais. Pouco a pouco a Princesa começou a ver o local esvaziar-se, e quando a porta voltou a ser fechada, ela suspirou fundo.
Caminhou lentamente em direcção a sacada do quarto, e puxou um pouco a cortina, fazendo o exterior aparecer. Ela pode notar o quão animado estava o lado de fora. Fotógrafos, suditos, curiosos... Observou-os durante alguns instantes, e voltou a fechar novamente a cortina. Observou novamente o local, pela milésima vez pelo dia, e colocou-se a imaginar que sua mãe também já havia estado ali, talvez naquelas mesmas condições. Preparando-se para um evento real, super importante. O frio na barriga, este cujo ela não sentia desde o dia em que havia chegado no Castelo, voltou, e voltou com força. Fazendo suas mãos suarem, a vontade de vomitar também aparecer. Era sempre assim, exactamente desta forma. Ela nervosa, e todas aquelas sensações de mal-estar, de agonia aparecerem. Ela devia ter algum problema, sim, um problema bem grave, que a torturava sempre que algo importante estava a ponto de acontecer. Algo que fazia ela querer cavar um buraco no chão e sê esconder, sumir, sumir para sempre. Fugir de que ela própria era, dos seus deveres. Insegurança, medo, falta de vontade, tudo isso era pouco para descrever tudo o que atravessava aquele ser. Ela não teve muito tempo para tentar afastar ou pensar, nas neuras que a perseguiam, logo ela ouviu três batidas na porta, e a porta sendo aberta. Seus olhos surpresos, e um pouco assustados foram em direcção e porta, e ela viu diante dela, William, completamente arrumado, de terno e gravata. Ela suspirou aliviada. Ele ia estar ali, ao lado dela tal como ele havia prometido, a horas atrás.
– Tudo bem? — Perguntou com o tom de voz preocupado, aproximando-se dela.
– Tudo... — Respondeu, assentindo positivamente, abrindo um sorriso inseguro. — É.. — Balançou a cabeça negativamente. — É só o nervosismo. — Completou, recebendo um quente e inesperado abraço do irmão.
– Você esta linda... — Comentou William, quebrando o abraço e sorrindo verdadeiramente para a irmã. Ela corou, e revirou os olhos, sorrindo meigamente. — Esta pronta? — Perguntou, observando-a atentamente. Ela assentiu insegura, apoiando a mão no braço oferecido pelo irmão, e olhando-se uma vez no espelho.
" È Princesa. È agora. Honra o teu pais e a tua parentela! "
Os dois saíram do quarto, com passos razoavelmente regulares, após ela ter pegado a clunch de diamantes. Por onde eles passavam recebiam sorrisos verdadeiros pela parte dos empregados, estes cujo estavam contentes por terem visto o desenvolvimento da mais nova Princesa da Inglaterra. Não tardou, eles já estavam prestes a descerem as enormes escadas que davam para a sala principal do palácio. Thalita parou de andar, bloqueando completamente, fazendo o irmão olha-la confuso.
– Tha... — Começou ele, confuso.
– Will... Eu só preciso de uns segundos. — Interrompeu-lhe ela, olhando-o desesperadamente, antes de respirar fundo. — Só uns segundos... — Completou, abaixando o rosto.
– Tudo bem.... O tempo que você precisar. — Concordou William, mantendo-se na mesma posição.
Após alguns segundos, talvez até mais de dois minutos, Thalita recompôs-se e sorriu confiante para o irmão que entendeu aquilo como um : Pronto, já estou bem. Vamos continuar.
Os dois voltaram a andar, e começaram a descer as enormes escadas, todo tipo de pensamento, lembrança bailavam pela cabeça dela, deixando-a ansiosa e confusa.
Admirou-se ao chegar na metade das escadas e ao não ver ninguém na sala principal, olhou para o irmão, com uma cara meia confusa. Ele limitou-se a sorrir. Tudo bem. Pelos vistos já estavam todos na sala do evento.
O caminho nunca lhe pareceu tão curto quando naquele momento, em um piscar de olhos eles já estavam na porta da sala, esta cujo o evento aconteceria.
– Seria muito dramático e causaria um caos sê eu decidisse sair correndo, agora? — Perguntou, fazendo careta, e levando William a segurar a mão dela que repousava no braço dele.
– Seria. — Afirmou ele, acariciando a mão dela. — Mas você é guerreira. Não vai fugir agora. — Completou, fazendo-a revirar os olhos.
– Eu gosto de drama... — Comentou ela, fazendo-o balançar a cabeça negativamente.
– Como queira... — Sussurrou, antes de fazer sinal com a cabeça para os mordomos abrirem as portas.
As portas começaram-se a abrir, lentamente aos olhos de Thalita, era como sê o mundo houvesse parado de respirar, como sê o globo terrestre houvesse parado de girar. Como automaticamente, as cabeças começaram-se a virar, para a entrada da sala. Olhares curiosos e surpresos era tudo o que ela e William conseguiam distinguir. Os dois abriram um sorriso, tímido mais seguro, enquanto andavam pelo enorme tapete vermelho, passando pelos convidados reais. Os seus cabelos ondulados, voavam graciosamente a cada passo que ela dava. Os seus gestos delicados, os seus passos calmos, somente tornavam aquele momento mais surréal.
Todos, ou a maior parte deles, nos seus sub-conscientes ja sabiam perfeitamente quem ela era. Todos jà sabiam.
Chegaram onde os membros da família estavam sentados, e foram acolhidos pelo sorriso radiante de Harry, e o doce de Kate. Os dois sentaram-se em seus lugares, Thalita deslizou a mão até encontrar a da cunhada, procurando por segurança, que segurou a sua mão protetoramente, apertando-a, tentando passar-lhe o máximo de conforto e segurança.
– È normal... Eu estar com essa sentimento de que vou morrer? — Perguntou, sussurrando baixinho sem sequer olhar para a cunhada.
– É, é normal... — Assentiu Kate, sorrindo. A Duquesa inclinou-se para o lado, aproximando-se de William, e sussurrando algo no ouvido do esposo, que o fez assentir e sorrir. Kate voltou a sentar-se correctamente, com aquele sorriso enorme nos lábios.
Thalita não teve nem tempo para pensar em sê acalmar, pois logo ela viu, seu pai levantando-se e indo posicionar-se no púlpito, diante de todos aqueles convidados. Sem grandes cerimónias ele começou a falar, e a anunciar a razão para aquele evento oficial. Deu algumas explicações breves, e sem grandes detalhes, explicações estas quais, emocionaram os suditos que viam todo o evento pelas televisões e telões espalhados por toda a capital. Mais era totalmente de sê esperar. Era só tocar no nome de Diana, que a emoção percorria os Ingleses. As redes sociais instantâneas, os comentaristas, repórteres, a população mundial, já comentava sobre o "maior" presente de Diana para os Ingleses. Não tardou, Charles passou a palavra a sua Mãe a adorava e esplêndida, Rainha da Inglaterra.
A emoção já percorria as veias da Rainha desde o dia anterior. Ela havia passado horas em seus aposentos, vendo vídeos e fotos, da sua apresentação a sociedade, da apresentação a sociedade de Diana. O seu coração esta em um misto de felicidade e tristeza. Ela nunca tinha permitindo-se sentir tanto falta de Diana quando naquele momento. Ela havia tentado ao máximo, recuar, afastar todo sentimento que a levasse a chorar. As lembranças de Diana estavam tão fortes com a luz, tão vivos quando os ali presentes.
Ela começou o seu discurso, já com os olhos banhados em lágrimas, mas não permitiu-se chorar em nenhum momento. O discurso foi ouvido, sentido e guardado no coração dos Ingleses, e ela finalmente chamou a Princesa para ocupar o seu lugar, e ser apresentada a sociedade, oficialmente. Thalita levantou-se da cadeira, com as pernas tremulas e as mãos ainda mais suadas. Não ousou desviar o olhar uma vez sequer de sua avo, para não correr o risco de dar ouvidos ao seu interior que gritava mandando-a fugir, correr para bem longe dali. Os seus passos eram estudados, calculados, por todos os telespectadores do evento. Ao chegar ao lado da Rainha, e ao levantar o olhar, pode receber o sorriso de todos os convidados. " Meu Deus. Me segura! Eu não quero desmaiar aqui! " , Sua avó continuou a fazer o discurso, hora e meia olhando a neta e sorrindo. Por mais que ela não acreditasse, estava mais calma pelo simples facto de ter a sua avo ao seu lado, ali, diante de todos aqueles olhos, vigiando, monitorando cada movimento, cada respirar seu. O segredo era: Fazer tudo parecer normal, fazer cada gesto, cada sorriso parecer natural, como sê ela já soubesse agir daquela forma desde antes do seu nascimento, e principalmente ser suave e elegante.
Foi apenas questão de tempo para a Rainha Elizabeth passar a palavra a neta. O momento era esse. Agora ela teria que fazer o discurso, com suavidade e naturalidade.
– Primeiramente, eu gostaria de agradecer. — Começou a Princesa, com a voz suave e aveludada, fazendo os seus irmãos sorrirem, orgulhosos. — Agradecer pela presença de todos. Pela honra de estar aqui. Pela honra de poder fazer parte desta nação... — Continuou, passando o olhar pela sala, e vendo os convidados sorrirem mais abertamente. Thalita continuou o seu discurso, com graça e elegância, qual fez a muitos sentirem falta de Diana. Da Princesa mais querida. O seu jeito de falar, de agir, de sorrir meigamente, tudo apesar de passar despercebido a ela as semelhanças com sua mãe, os suditos, atentos a tudo, sorriam ao comparar, ao perceber. Lady Di, estaria mais viva ainda na lembrança de cada um deles, a partir deste momento. O seu discurso não foi longo, foi breve, mais emocionante. Ao finalizar a árdua tarefa, a Princesa sorriu pela primeira vez no dia, aliviada. Aplausos inundaram a sala de conferência, ela agradeceu, e a Rainha voltou ao lado da neta. E começou novamente um discurso já conhecido pelos ingleses. Era o momento da oficialização dela como princesa. O bispo, avançou-se, e saudou os convidados. Iniciando um pequeno discurso breve e automático.
– Eu, Thalita Audrey Spencer Montabotten-Windsor — Começou a Princesa, repetindo as palavras do bispo. Tal como ele havia dito. — Filha do Príncipe e da Princesa de Gales, Neta da Rainha Elizabeth II, prometo e faço compromisso, que irei honrar e respeitar a Inglaterra... — Suas palpebras fecharam-se pelo nervosismo, e pela vontade de chorar. — Que farei orgulho ao meu pais, a nação britânica. — Respirou fundo, e continuou repetindo as palavras do bispo, sem sequer hesitar. Para as últimas palavras, ela levou a mão ao peito, pousando-a sobre o coração, fazendo a promessa final. — Pelo sangue, pela paz. A nação britânica seguirei, servirei, honrarei, até ao meu último suspirar. — Finalizou, abrindo os olhos, sendo aplaudida de pé por todos os que estavam ali presentes. Sorriu carinhosamente, enquanto o bispo, abençoava-a.
Após o encerramento do evento oficial, Thalita e seus irmãos foram cumprimentar os convidados ali presentes. Hora de nervosismo maior ainda. Agora sim, ela teria que por em pratica tudo o que havia aprendido, tudo o que havia sido detalhadamente estudado. Manter o sorriso nos lábios, e a cara de interessada, mesmo em uma conversa super chata? Sim. E essa era uma das coisas que a Princesa mais tinha dificuldade. Visto que ela era uma debochada de primeira, e quando a coisa estava chata, aborrecedora demais, ela era a primeira a começar a revirar os olhos, e sair de perto. Sorrir, em situações dessas? Nunca antes havia acontecido. O máximo que acontecia, era, ela dando gargalhadas na cara da pessoa, de tão aborrecedora & desnecessária que ela achava a conversa.
Não tardou eles haviam praticamente cumprimentado todos os convidados, Thalita já estava com a mão doendo de tanto apertar a mão de estranhos, e com as bochechas super doloridas por sorrir, forçadamente. O mais irónico? O sorriso parecia tão verdadeiro que até Harry chegou a acreditar por um momento que ela estava gostando de conversar sobre o quão linda, e encantadora para o filho de um velho com cara de maníaco, ela era.
– Maninha, agora vamos cumprimentar uma família recém chegada aqui na Inglaterra. Eles são alemães. E sê possível, cumprimenta-os usando o seu encantador alemão, tudo bem? — Sussurrou William, baixinho e discretamente no ouvido dela, enquanto eles iam de encontro a família. Ela limitou-se a arregalar os olhos, surpresa, e a assentir segundos depois.
– Senhor e Senhora Trümper... — Exclamou William, aproximando-se deles com um sorriso enorme nos lábios, cumprimentando-os com um aperto de mão.
– Alteza Real William, prazer em voltar a vê-lo. — Cumprimentou-lhe o homem, antes de desviar o olhar, e sorrir mais abertamente ao ver Kate, Harry e Thalita.
– William, Senhor Trümper, William. — Corrigiu, fazendo-o sorrir.
– Gordon, prazer em voltar a vê-lo! — Exclamou Harry, sorrindo abertamente, quebrando qualquer formalidade com o homem mais velho. — Simone, a Senhora esta mais bonita! — Elogiou Harry, olhando para a esposa de Gordon, cortejando-a com um sorriso conquistador nos lábios. — O que aconteceu? As férias pelas Maldivas realmente fizeram bem! — Finalizou antes de beijar a mão dela.
– Harry! Sempre encantador. — Falou a mulher, sorrindo abertamente.
– Catherine, você esta deslumbrante! — Elogiou Gordon, a esposa de William, fazendo-a corar, e jogar o cabelo delicadamente para tras do ombro, antes de cumprimentá-lo.
– Obrigado Senhor Trümper. — Agradeceu, sorrindo.
– Gostaria de apresentar pessoalmente agora, a minha irmã. — Falou William, segurando na cintura da irmã delicadamente. — Thalita de Gales. — Finalizou, fazendo o casal sorrir ao encara-la.
– Prazer em conhece-la, Princesa. — Cumprimentou-lhe Gordon, apertando a mão da jovem.
– O prazer é todo meu Senhor Trümper. — Falou ela, em um alemão completamente perfeito, fazendo o casal alemão surpreender-se.
– Oh, a Princesa, também fala alemão? — Perguntou Simone, querendo uma confirmação, fazendo os quatro membros da realeza sorrirem.
– Um pouco, sim. — Respondeu a jovem, cordialmente, levando-os a sorrirem mais encantados ainda.
– Fico extremamente feliz e honrada por conhece-la, Princesa. — Falou Simone, fazendo a menina sorrir docemente, feliz pela primeira vez ter tido a sensação de receber um comentário verdadeiro, sem segundas intenções.
– A honra é toda minha, Senhora Trümper. — Falou a jovem, apertando a mão da Senhora, carinhosa e delicadamente.
– William, Harry, ela é uma jóia de pessoa! — Exclamou ela, olhando para os dois homens, fazendo-os sorrirem largamente. — Tão qual a mãe de vocês. — Completou, fazendo todos concordarem. — Diana era uma mulher maravilhosa, e sinta-se feliz querida, por também teres herdado a essência de sua mãe. A graça, elegância, o amor no olhar... — Comentou, com o rosto e com os olhos brilhando, e com amor e simpatia na voz. Aquela simples palavra, aquele pequeno comentário, fez a Princesa, sentir vontade de chorar. Sua mãe era uma pessoa extremamente amada e querida por todos, e agora aquela Senhora, viu nela, as maiores qualidades de sua mãe. Os seus olhos encheram-se de lágrimas sem que ela pudesse sequer notar e evitar. Sem dúvidas aquele dia, ela estava com as emoções a flor da pele nas últimas horas. Qualquer coisinha era capaz de faze-la chorar. E aquele elogio, comentário, havia feito ela desejar ter a mãe por perto. E fez-a dar-se conta, de quão enorme era a seu dever. Ela deveria dar orgulho como a sua mãe havia dado aos cidadãos Ingleses. Ela sentiu braços rodearem-lhe, e abraçarem-na carinhosa e protectoramente, e pelo perfume, ela pode notar que era Kate. Seu anjo da guarda do castelo. Uma das pessoas que ela mais podia contar, e confiar dentro da família real. Sua cunhada. Ela abraçou Kate, encostando-se no ombro dela, enquanto enxugava as lágrimas discretamente, para que ninguém mais além deles percebessem o ocorrido. Após alguns segundos abraçando a cunhada e sê recompondo, ela quebrou o abraço, agradecendo silenciosamente com um sorriso.
– Querida, perdoe-me, não era minha intenção tocar em um assunto tão delicado.. Mas... — Desculpou-se a Senhora, visivelmente desconfortável.
– Não. Tudo bem, Senhora Trümper. Sem problemas, é que o dia hoje esta sendo muito emocionante para mim. — Interrompeu-lhe, tranquilizando-a sorrindo carinhosamente.
– Senhor, e Senhora Trümper. Agora sê nos dão licença temos que ir cumprimentar os outros convidados. — Falou William, indo apertar a mão de Gordon, seguindo para apertar a mão da esposa do mesmo, despedindo-se. — Foi um prazer, conversar convosco! — Finalizou, sorrindo abertamente, enquanto os outros três despediam-se do casal.
Após mais algumas palavras de despedida, os quatro afastaram-se do casal, e Thalita respirou fundo.
– Céus! — Exclamou a garota pegando uma taça de champanhe, da bandeja do garçom que estava passando ao lado deles, e virando-a de uma só vez, bebendo todo o líquido. — Que dia! — Completou, afastando-se deles por instantes somente para pousar a taça vazia. Os três olhavam-a totalmente atónitos, com o ato da garota, a segundos atrás.
– Wow! — Exclamou Harry, olhando-a com os olhos arregalados. — Você é mesmo minha irmã! — Completou, totalmente bobo, sorrindo.
– Idiota! — Falou a menina, sorrindo divertida, antes de dar um beliscão no braço do irmão.
– E ai Thalita, pronta para cumprimentar mais umas cinco famílias e depois subir para preparar-se? — Questionou William, olhando-a atentamente.
– Vamos logo! — Exclamou ela, sem responder a pergunta dele, puxando-o pelo braço. — Não vejo a hora de acabar com isso! — Respondeu, totalmente ansiosa, fazendo-os darem uma risadinha baixa. Como ela era impaciente.
Cumprimentar os últimos convidados foi algo totalmente automático, ela estava fazendo de tudo para livrar-se daquilo. Já estava cansada de sorrir forçadamente, de dar apertos de mão, de ouvir elogios de velhos babões que ficavam mimando e tentando agrada-la por ela ser quem era. Não tardou a Princesa subiu para os seus aposentos, acompanhada por Kate.
– Nossa! Que povinho chato! — Exclamou ela, jogando-se na cama, após tirar os sapatos. Kate acabou de fechar a porta, e caminhou até a cama.
– Você também hein! — Falou, risonha Kate, balançando a cabeça negativamente.
– Eu, o que? — Perguntou, levantando a cabeça levemente, olhando para a cunhada curiosa. — Eu não suportava mais ter que sorrir e dar apertos de mão! — Completou, deixando a cabeça cair sobre o colchão macio.
– Você foi perfeita! — Elogiou Kate, tirando as sandálias, empurrando a cunhada, antes de deitar-se ao lado dela.
– Nada disso... — Falou Thalita, virando a cabeça para olha-la. — Nada disso, seria possível sê vocês não tivessem me ajudado! — Completou, sorrindo carinhosamente. Kate sorriu abertamente, e olhou para o teto.
– Concerteza você vai gostar mais do "Baile". — Falou Kate, fazendo aspas no ar, e dando um sorriso.
– Haha — Gargalhou Thalita, batendo os pés no colchão. — Sem dúvidas. — Completou, balançando a cabeça negativamente. — "Baile", de baile de certeza so tem o nome! — Finalizou, fazendo bico.
– Bom... Isso é verdade. — Concordou Kate, olhando-a de soslaio. — Mas você vai gostar, vai ser um momento mais descontraído! — Completou, fazendo a herdeira, sorrir.
– Espero assim... — Comentou a menina, sentando-se na cama.
As horas foram passando rapidamente, bem mais rápidas do que Thalita queria. Mal ela e Kate haviam ido para o quarto, logo a equipe de "beleza" que esteve com ela praticamente a manhã toda, entrou dentro do quarto, começando a prepara-la para a noite. A única diferença de antes para agora, é que ela estava mais leve, afinal a sua apresentação a sociedade ja havia sido feita. Ela estava totalmente leve, tanto, tanto que já conseguiu sê divertir com a equipe hilaria de "beleza", gargalhou, ouviu e contou piadas, até a barriga doer de tanto sorrir. E claro, levou muitos brigueiros do hairstylist, afinal ela não parava quieta, e estava hora e meia, mexendo nos cabelos por puro hábito.
Palácio de Buckingham — Sala de Baile.
Os seus olhos percorriam toda a sala com desinteresse. Bebeu mais um gole, da décima, ou vigésima taça de champanhe desde que chegou ali. Os seus ouvidos estavam cansados e fartos de ouvirem, conversas tão formais. Analisava uma das milhares formas de ir embora dali sem que ninguém notasse, pensava em como podia estar aproveitando a noite fora daquele lugar.
A música clássica, fazia-o ter náuseas. As pessoas, sorrindo por conveniência, forçadamente, fazia-o ter vontade de dar um murro em todas as pessoas naquela sala. Hipócritas. Estavam puramente interessados no estatuto social. Em como bem vistos eram por estarem convivendo com a Realeza Britânica.
– Com licença. Vou até lá fora tomar um pouco de ar. — Falou, olhando brevemente, para o grupo a sua volta, antes de sair, rumando em direcção a porta que dava para o jardim.
Os seus passos eram corridos, apressados. Estava definitivamente ansioso por sair daquele ambiente nem que fosse por breves minutos. Saiu pela enorme porta que dava para um dos imensos jardins do palacio, mal sentiu o ar fresco, levou a mão ao bolso do palito, tirando um maço de Marlboro, e tirando um cigarro. Passou a língua pelos lábios, molhando-os, e colocou o cigarro entre eles, espremendo-os um contra o outro, para segurar o cigarro, enquanto buscava o isqueiro, dentro do bolso da calça social. Mal achou o pequeno objecto, não tardou em acender o cigarro, tragando longamente, se sentindo agraciado por sentir a nicotina em seus pulmões. Soltou o fumo, após alguns segundos, relaxando completamente, e sentindo-se menos tenso. Mais ele mesmo.
O cigarro não tardou a chegar ao fim. Ponderou a ideia de fumar mais um, mas lembrou-se que sê fumasse novamente era capaz de ficar cheirando a cigarro e com certeza não iam gostar do seu odor. Ficou ainda alguns instantes do lado de fora, aproveitando a brisa, fria e suave daquela tão especial noite Londrina. Olhou ao relógio, e viu que já era hora de voltar para dentro. Suspirou longamente, criando coragem interiormente, para aturar mais algumas horinhas, naquele baile totalmente horrível.
Começou a caminhar lentamente e sem vontade nenhuma, para dentro do Palácio, mal entrou na sala de baile, seus olhos seguiram o olhar de todos os outros presentes na sala. A enorme porta principal da sala, estava novamente aberta, mas desta vez a cena era outra. Algo que fez-o sorrir, encantado. Seus olhos contemplavam, acompanhavam a menina, que entrava lenta e graciosamente dentro da sala, de braço dado com Harry. Seus gestos, seu sorriso, seu olhar, eram a coisa mais suave e delicada que ele alguma vez já havia visto. Seu corpo sentiu um enorme arrepio, quando o olhar da menina passou pela sala, e esquadrinhou todos os cantos possíveis, inclusive onde ele sê encontrava.
Colocou as mãos dentro dos bolsos da calça social, e apertou entre os seus dedos o isqueiro, sentindo-se nervoso, por aquela presença feminina. Num piscar de olhos, ele viu a sua visão ser tapada, mas nem sequer reagiu, limitou-se a piscar os olhos durante algumas vezes, e procurar com os olhos o grupo onde sê encontrava a minutos atrás, seguindo ao encontro deles. Enturmou-se novamente e voltou a conversar, tentando não fazer atenção a vontade que estava de ver aquela menina de perto, a vontade que o seu corpo tinha de ir até ela, e cumprimenta-lhe. Sentia-se completamente idiota, por não conseguir concentrar-se e tirar a imagem dela entrando dentro daquela sala... Ele em momento nenhum havia ponderado a opção do motivo daquele evento, ser a apresentação a sociedade de uma Princesa, filha de Diana e Charles. E pior ainda, ele não havia sequer pensado que a Princesa poderia ser bonita.
Os minutos passavam lentamente ao ver dele, mais ao ver dos outros convidados passava extremamente rápido. Os seus pensamentos estavam perseguindo e bajulando a Princesa dona de uma beleza tão imensa. Seus olhos que por momentos desviaram-se para um dos sócios de sua família, perderam a Princesa de vista. Procurou-a com os olhos por alguns minutos, mas não encontrou-a. Mordeu o lábio inferior, nervosamente.
" Raios partam! Essa mulher mal apareceu e ja deu cabo dos meus pensamentos. Homens, burros que nòs somos! Atraídos pela beleza exalante de mulheres sem a mínima intenção de causar terremotos em seres tão sem coração e audaciosos como nòs. "
Os seus olhos voltaram a examinar a sala, mas em meio a todas aquelas pessoas não conseguiu, achar a mulher que andava mexendo com os seus pensamentos.
( Thalita P.O.V )
O baile realmente estava melhor do que o evento de mais cedo. O clima estava mais leve, ao menos par mim. Apesar de não ser o baile que eu queria que fosse, não estava sendo nada mal, comparado ao que poderia ser. As pessoas conversavam e conviviam animadamente. É estranho por onde eu passar, as pessoas pararem para observar-me e elogiarem-me. Ei! Não que isso não acontecesse anteriormente. Mas agora é diferente, todos me vêm como a Princesa de Gales. Acabei perdendo Harry de vista, e Kate a William estavam conversando com uns representantes da Espanha. Nada que eu realmente quisesse estar a par. Procurei por minha prima Eugênia, mas esta parece, que escondeu-se ou simplesmente sumiu. Examinei pela décima vez todo salão e sorri. Quando será que me vou habituar a isso tudo? Quando vou me habituar a essas pessoas "mecânicas"? Dei uma risadinha seca, e peguei uma taça de champanhe, bebendo calmamente do liquido amargo. Que raios era esse champanhe? Nunca vi coisa mais horrível. Fiz uma careta seguida da outra, e me controlei para não mostrar a língua em sinal de nojo. É! A noite parece que será longa!
As horas, não sei bem quantas, passaram rapidamente, e os convidados já haviam praticamente todos ido embora, só estavam os mais próximos, mas já começavam a sair. Nossa, palmas, palmas, foi um "baile" que bombou, maravilhoso. Dei de ombros, nem para ser irónica, mais estou prestando. Talvez seja pela chatice oficial que foi a noite. Novamente voltei a perder Harry de vista. Mas que porcaria, o infeliz do enferrujado do menino vivia sumindo. Eu não podia parar para despedir-me de ninguém, que na primeira oportunidade ele sumia, e deixava-me completamente sozinha. É. Isso mesmo, estou sozinha novamente.
Suspirei pesadamente, e assustei-me quando ouvi a orquestra parar de tocar, e uma musica totalmente diferente começar a ressoar pelo local, fazendo-me virar-me e arrega-lar os olhos, surpresa.
– PRINCESA, ESSA É PARA VOCÊ! — Gritou Harry no microfone, antes de entrega-la a um homem qualquer, e vir na minha direcção. Eu arregalei os olhos, surpresa e totalmente confusa com aquilo.
For those who don't know me,
I can get a bit crazy
Have to get my way, yep
24 hours a day
'cause I'm hot like that
Segurei na mão do meu irmão e quando dei por mim já estava no meio da sala, com ele dançando, e me balançando junto com ele. Não conseguia sequer acreditar naquilo, uma noite tão aborrecedora, do nada vira... Aquilo? Olhei a minha volta sem conseguir sequer mover-me sozinha, e vi minha avó sorrir, e cochichar algo ao meu avô. E aquilo me fez sorrir, meus olhos logo, pararam em Kate e William que sorriam bobos, e Kate tinha as mãos na lateral do rosto surpresa com aquilo, olhando-nos sem acreditar.
Logo vi surgir de algum lugar, este cujo eu desconheço Eugênia, com um androgénio alto, e com os cabelos numa crista perfeitamente feita, loira, que até doíam os olhos. Os dois começaram a dançar de forma bem animada, e eu até diria... sensual ?!
Every guy, everywhere
Just gives me mad attention
Like I'm under inspection
I always gets a ten,
'cause I'm built like that
I go through guys like money
Flyin' out the hands
They try to change me
But they realize they can't
And every tomorrow is a day I never plan
If you're gonna be my man understand
– Vamos lá, Thaly! — Exclamou Harry, no meu ouvido. — Eu sei que você não pode ser domada, vamos lá dança comigo! — Completou, lançando-me um olhar desafiador. Isso foi a gota d'agua, para eu lançar-me na vontade que já corroía o meu corpo.
( Thalita P.O.V OF )
( INCONNU P.O.V ON )
I can't be tamed
I can't be tamed
I can't be blamed
I can't, can't, I can't, can't be tamed
I can't be changed
I can't be tamed
I can't be, can't, I can't be tamed
Vi-a soltar-se como um pássaro preso numa gaiola. Seus lábios estavam curvados em um sorriso totalmente provocante. Seu olhar era desafiador. Meu corpo tremeu ao pensar em ter aqueles olhos sobre mim, sobre os meus. Seus movimentos de suaves, agora tornaram-se totalmente sensuais... Meus olhos estreitaram-se e observei-a mais detalhadamente. Meus olhos percorreram o corpo dela, de longe sem o menor pudor, ou medo de que alguém me pegasse, devorando-a com os olhos.
Harry, afastou-se dela, deixando-a dançando sozinha com os outros que estavam dançando no centro da pista. Não tardou outras pessoas começaram a dançar com ela. Mordi o meu lábio inferior, me sentindo um total imbecil. Sabendo que poderia ser eu ali, dançando com ela, sê eu parasse de pensar nas sensações que observa-la me fazia sentir. O seu corpo movia-se deliciosamente, contra o de um imbecil qualquer com quem ela estava dançando, eu via que os seus gestos não eram maldosos, nem sequer fazia por onde eles serem tão sensuais. Mas para mim, qualquer movimento dela, neste instante tornava-se um convite a luxúria.
If there was a question about my intentions,
I'll tell ya
I'm not here to sell ya
Or tell you to go to hell
(I'm not a brat like that)
I'm like a puzzle
But all of my pieces are jagged
If you can understand this,
We can make some magic,
I'm wrong like that
( INCONNU P.O.V OFF )
Ela dançava animadamente, e sorriu ao ver que até Kate e William jà haviam sê juntado a turma. Aquilo sim era um baile. Sê ela houvesse previsto que a noite poderia acabar desta forma sem duvidas nenhuma ela teria, optado por um vestido curto, e menos quente do que aquele.
I wanna fly,
I wanna drive,
I wanna go
I wanna be a part of something I don't know
And if you try to hold me back I might explode
Baby, by now you should know
I can't be tamed
I can't be tamed
I can't be blamed
I can't, can't, I can't, can't be tamed
I can't be changed
I can't be tamed
I can't be, can't, I can't be tamed
O seu corpo foi puxado para trás, e ela sentiu-o chocar-se contra algo firme. Ela virou-se avidamente, e seus olhos chocaram-se com uns olhos castanhos cor de mel. Ela sentiu falta de ar na mesma hora, aqueles olhos encaravam-a tão profundamente, que ela sentia-se derreter-se, e afogar-se naqueles potes totalmente convidativos de mel. Engoliu seco, ao ver o olhar dele, detalhar o rosto dela lentamente. As mãos dele estavam firmadas na fina e delicada cintura dela, e ela sentia como sê uma brasa estivesse entre os dois, o calor estava fazendo-a ferver. Ela abaixou o olhar, fugindo do olhar tão envolvente daquele desconhecido.
Seus lábios, começaram a mover-se automaticamente, cantando a música...
Well I'm not a trick you play,
I'm wired a different way
I'm not a mistake,
I'm not a fake,
It's set in my DNA
Don't change me
Don't change me
Don't change me
Don't change me
(I can't be tamed)
Ela continou cantando e virou-se novamente de costas para o desconhecido, respirando fundo, por finalmente se ver longe daqueles olhos totalmente ipnotizantes.
Quem era ele? Ela não lembrava-se de ter visto tal beleza, tais olhos mais cedo. Não sem duvidas nenhuma ela não o havia visto. Seus olhos nunca deixariam passar uma tal beleza sem nota-la. O corpo quente, e masculo dele, queimava as costas dela, tamanha era a aproximação de ambos os corpos.
Ela estava sentindo-se inflamar por dentro, aquilo não era bom. Aquilo não era nada bom. E ela nem sequer conhecia aquele cujo, estava fazendo-a pegar fogo.
Ela aproveitou que o aprissionamento das mãos dele em sua cintura afrouxaram, e afastou-se dele sem aviso previo, indo para perto de Harry, que dançava dificilmente com a Rainha. Thalita ficou por instantes pasma com aquilo. Tudo bem os outros, mas a sua avò, ali dançando e rindo com Harry?! Ok, aquilo ela não estava esperando.
Sentiu uma mão macia, pegar o seu pulso e puxa-la, levando-a para um lado especifico, e ela viu que estava ela, Beatriz, Eugênia, Kate, e mais algumas Princesas em no meio da pista.
- Vamos mostrar que as Princesas, não são tão caretas! — Falou Beatriz, começando a mover-se mais animadamente.
Não tardou e ela foi seguida pelas outras, que apesar de no incio estarem timidas, no final ja estavam totalmente soltas, e dançando de uma forma bem... Sensual.
I wanna fly,
I wanna drive,
I wanna go
I wanna be a part of something I don't know
And if you try to hold me back I might explode
Baby, by now you should know
I can't be tamed
I can't be tamed
I can't be blamed
I can't, can't, I can't, can't be tamed
I can't be changed
I can't be tamed
I can't be, can't, I can't be tamed
A música chegou ao fim, e as Princesas, gargalharam juntas, vendo a cara de espanto que os acompanhantes delas anteriormente, estavam. Thalita nem sequer ousou em olhar para onde o "desconhecido" estava, pois só de saber que os olhos dele provavelmente haviam acompanhado todo aquele showzinho "Real", e a havia visto dançar de uma forma tão ousada com as outras Princesas, ela sentia-se queimando por dentro. Ela encostou-se em Kate, sorrindo abertamente, enquanto as Princesas, comemoravam e sorriam felizes por terem dado um fim ousado, e sensual aquela música, e terem sem dúvidas nenhuma "partido tudo".
Os olhos daquele homem sedutor acompanhou todos os movimentos feitos pela Princesa, desde o mais tímido ao mais ousado. O seu corpo estava em chamas só de lembrar o toque do dela contra o dele, os olhos dela sobre os dele, os lábios dela movendo-se tão provocadoramente cantando aquele trecho da música. Ele ansiava aproximar-se novamente dela, senti-la novamente contra ele.
Ele sabia, ela tinha ficado tão quente quanto ele, quando o corpo dos dois estavam colados.
Notas finais
Espero que tenham gostado ♥
Queeero todas as imprenções de vocês sobre este capitulo.
O que acharam do discurso, das conversas, da festa...
De TUDO!
Mereço GRANDES REVIEWS por este GRANDE CAPITULO? *.*
Os detalhes das roupas eu coloco amanhã, porque aqui ja esta suuuper tarde, ja são mais de 05:00am, portanto
tenho que ir dormir! Ah é também respondo os reviews!!
Espero que gostem;
Xoxo;* ♥
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