Notas iniciais
OI GENTE LINDA VEEEEEEEEEEEEEI ♥
Aí está o último capítulo, quero dizer que passei a madrugada e a manhã escrevendo ele >.<'
Me emocionei >.<'
TODAS AS PALAVRAS COM * DO LADO TEM UM LINK
VEJAM OS LINK DAS ROUPAS LÁ EMBAIXO.
Espero que gostem.
Boa leitura.

O bilhete em minha mão tremia em conjunto com minhas mãos nervosas. Aqui estava eu cometendo a mesma loucura pela segunda vez. Jacob ficara encarregado da empresa e bem aliviado de não perder o emprego por ter dado meu número escondido para Edward quando se despediu dele em Londres. Não pude brigar com ele, afinal foi assim que ele me achara e me enviara esse convite que tremia em minhas mãos dentro do avião à caminho de Londres. Era quase um déjà vu: reunião desmarcada por três dias, coração na boca, mãos suando indo em direção ao desconhecido. Mas dessa vez deixei minha empresa em boas mãos, sabia onde me hospedaria e quem eu encontraria lá.

Quase não tive tempo para comprar algo para usar. Saí correndo do trabalho às 16h e meu vôo estava marcado para 20h. Eu não tinha nenhuma noção do que usar, nem por onde começar e foi aí que Leah, a mulher de Jake, entrou. Liguei para ele um tanto desesperada que me recomendou sua esposa para me acompanhar às compras. Se eu não sabia como começar, Leah não sabia como terminar. Ela disse "Você tem a oportunidade de ouro, belas pernas e uma conta bancária invejável. Não arrume desculpas e gaste!". Depois de duas horas eu já tinha gastado mais dinheiro com bens supérfluos do que nunca. Leah tinha a alucinante idealização de que um vestido pede sapatos, sapatos pedem bolsas e bolsas pedem jóias. Aquela mulher é louca, mas de extremo bom gosto, muito simpática e inteligente assim como Jacob. No final das contas acabei com sapatos Valentino, colar Dolce & Gabanna, bolsa Gucci, um vestido azul divino, uma amiga nova e muitos dólares a menos.

Sorri sozinha em meu assento imaginando como deve ser engraçado Jacob com todo aquele tamanho de pura timidez e Leah autoritária cuidando da pequena Claire. Suspirei encantada com a imagem em minha mente de uma bela família e assim adormeci com um sonho onde Edward e eu corríamos pelo Green Park com uma linda garotinha de cabelos acobreados e olhos verdes.

–x-

Me hospedei no único hotel que eu me lembrava o nome. Me encontrava naquela mesma varanda, sentindo a mesma brisa fria, com o mesmo cigarro na mão e cercada por recordações. Dormi tranquilamente após a chegada de ontem nessa cama que me remete tão boas lembranças, mas agora vendo o sol se pôr e se aproximando do fim do meu primeiro dia aqui, o fatídico dia na exposição, a ansiedade voltava a fazer minhas mãos tremerem.

Pela primeira vez experimentei a roupa por completo, incluindo maquiagem e cabelo e pude me olhar no espelho. Eu definitivamente compraria alguma coisa para Leah recompensando-a. Tirando tudo isso, gostei também do que vi em meu rosto. Grandes olhos castanhos brilhantes de ansiedade, bochechas coradas e um sorriso enorme. Hoje eu estaria nos braços de Edward mais uma vez, pelo menos assim eu esperava.

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Assim que cheguei ao local da exposição, não conseguia me manter em minhas próprias pernas trêmulas. Não era bem uma casa, era uma linda mansão branca de dois andares. Os potões de madeira estavam abertos, um caminho forrado por um tapete vermelho, onde homens engravatados e mulheres bem vestidas entravam, era cercado de fotógrafos de um lado e do outro um cartaz um pouco maior que eu. Meu motorista estava parado em frente ao caminho esperando que eu saísse, mas meu olhar estava preso no tal cartaz. Acho que o sangue se esvaiu do meu rosto e minha expressão devia ser de pânico ao ver a enorme tela pintada à óleo do perfil do meu rosto, ao lado estava o nome da exposição e abaixo o nome de Edward, ambos feitos com o pincel, sua caligrafia bem desenhada.

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Nem nas minhas imaginações curiosas eu imaginei que o trabalho de Edward fosse tão bom. Era indiscutível seu talento, e tê-lo dedicado à mim dessa fez com que as lágrimas rolassem pelo meu rosto antes mesmo de eu sair do carro. Agora mais do que nunca eu precisava vê-lo, apertá-lo e dizer o quando estou emocionada por tudo isso. Eu precisava dizer a ele com todas as letras o que eu sentia, mesmo que não achasse as palavras certas.

A passagem pelo tapete foi quase uma tortura. Meu rosto devia sair completamente vermelho nas milhares de fotos que me pediram para tirar. Minha visão já embaçada pelas lágrimas estavam piores pelos flashs e eu tive sorte de não cair nesses saltos enquanto caminhava pelo quintal até a entrada da casa. Em frente à porta uma mulher de cabelos negros e espetados, pequena e encantadora cumprimentava os convidados. Assim que seus enormes olhos verdes pararam sobre mim ficaram marejados, um sorriso estonteante se abriu em seu rosto e as mãos se juntaram no coração. Ela não só parecia com uma fada, como estava vestida delicadamente num vestido de saia bailarina.

– Oh Meu Deus, você veio! — Sua voz soando como sinos aos meus ouvidos eram agradáveis. Correu até mim numa elegância invejável e me abraçou apertados em seus pequenos braços. Sem saber o que fazer, retribuí. Após segundos ela se afastou me segurando pelos ombros e examinando meu rosto. — Eu estava louca para saber como você era de perto. Você é tão bonita como nas fotos e nas pinturas.

– Obrigada. — Respondi meio sem jeito, o rosto corando novamente. Nunca tive jeito com elogios.

– Me desculpe, não me apresentei. Sou Alice*, irmã de Edward. — Bem que eu reconheci aqueles olhos e aquele sorriso encantador. Imediatamente simpatizei com ela.

– Bom, acho que já sabe quem eu sou. — Ela riu timidamente e começou a me puxar pela mão.

– Edward estava nervoso achando que você não viria. Ainda deve estar uma pilha de nervos... Oh, ali está ele! — Ela apontou para uma área onde havia um pequeno mural estrategicamente bagunçado com diversas fotos. Mesmo de longe soube que aquelas eram as fotos tiradas em nosso passeio na barata máquina descartável.

Mas meu coração parou ao ver Edward. Ele tinha os braços envolta da cintura de uma loira escultural e riam intimamente. Alice não pareceu se abalar com isso, mas eu estava a ponto de ter uma síncope.

– Vou voltar para a entrada, mais tarde conversamos. — Assenti com um sorriso forçado e em troca ganhei um beijo no rosto. Ali, paralisada em meio ao grande salão de entrada da mansão, envolta por tantas provas do que imaginei ser de um amor nunca esquecido, Edward beijou a testa da loira e voltou a rir. Minhas pernas não mais tremiam, mas meu coração não mais batia também. Pelo menos parecia. Ele estava tão lindo quanto remetiam minhas fracas lembranças e parecia combinar estranhamente com aquela mulher. O que eu esperava? Que ele esperasse dois anos por mim como havia prometido? Como me deixei iludir a esse ponto?

Ainda estava estática no lugar quando os olhos de Edward acharam os meus. E por longos segundos tudo desapareceu a minha volta e meu mundo se resumia na imagem daquele homem de cabelos revoltos e sorriso torto num terno perto. Edward era de tirar o fôlego. Sem soltar a cintura da loira e parar de sorrir ele caminhou em minha direção e eu só fiz olhar confusa para eles. Porque ele ainda sorria? Será que havia achado que eu o superaria tão fácil como ele fez?

– Bella... — Sua voz rouca dançou à minha volta — Meu Deus, estava tão nervoso achando que você não viria. — Não consegui responder. Ainda olhava para ele sem ser capaz de pedir em voz alta por uma explicação, mas ele percebeu e, como se tivesse acabado de contar a piada mais engraçada do mundo, ele gargalhou. — Bella, esta é Rosalie*, minha irmã.

Por um breve momento tive uma vertigem e soltei todo o ar que prendia desde que vi os dois juntos. O alívio foi tão grande que meu peito doeu. O que eu posso fazer se as poucas advogadas que eu conheci não usavam micro-vestidos, saltos e eram tão esculturais? Os olhos dela eram castanhos como os meus e presumi ter puxado da mãe, mas não era menos invejável por isso. Rosalie me estendeu a mão e me lançou o sorriso patenteado da Família Cullen.

– É um prazer finalmente te conhecer, Bella. — Retribuí seu gesto e sorri de volta quase como uma desculpa.

– O prazer é meu, Rosalie. — Não consegui esconder o alívio em minhas voz, o que os fez rir.

– Vou terminar de ver a exposição. Espero que goste, trabalhamos muito nela. — Eu não conseguia a olhar mais e nem prestar muita atenção no que dizia, meu olhar estava preso ao de Edward de volta à nossa bolha. E despercebida, Rosalie se retirou. Sem pensar direito, me atirei aos braços dele, que me envolveu fortemente nos seus, enterrei meu rosto na curva de seu pescoço sentindo aquele cheiro que tanto me acalmava.

– Senti tanto sua falta. — Murmurei contra sua pele.

– Acho que pode perceber que senti a sua também. — Ele suspirou pesadamente — Não precisa ter ciúmes de ninguém. — Soltou um riso contido — Eu esperei por você como prometi.

Então ali mesmo no meio de tanta gente nós nos beijamos. Profundamente, nos recordando das sensações nunca esquecidas, sentindo a sensação do lugar onde pertencemos: um junto ao outro, um lugar que eu nunca deveria ter deixado. Meus sonhos não faziam jus a sensação real no corpo dele junto ao meu. Quando nos afastamos estávamos ofegantes e então percebi que as pessoas à nossa volta nos aplaudiam.

–x-

– Alice se encarregou de toda decoração. — Ele me contou depois de darmos voltas e mais voltas e olharmos diversas vezes cada quadro magnífico e fotografias minhas fazendo caretas ridículas, agora caminhávamos para o fundo do local.

– Presumo que o carro vendido de Emmett tenha sido para alugar essa casa. — Seus dedos entrelaçados dos meus era o contado que tínhamos. Paramos em uma varanda que dava para a vista do lindo jardim ao fundo da mansão.

– Na verdade essa casa é dos meus pais. — Ele pausou apoiando as costas na mureta e me puxando para seus braços. — Meus pais são ricos, mas eu não acho que me encaixe muito bem em todo esse luxo. Emmett vendeu seu carro para comprar os materiais para as telas maiores e as tintas mais caras. Aquele carro não valia muito, era horrível. — Ele riu.

– Nunca vou conseguir colocar em palavras o quanto tudo está perfeito, Edward. Seu talento é incrível. — Ele sorriu tímido e suas bochechas coraram. Isso sim perecia uma foto que ocupasse uma parede inteira.

– A modelo ajuda. — Meu rosto esquentou. Ele deu um beijo casto em meus lábios. — Você está muito linda, Bella. Acho que minhas pinturas são um desrespeito à realidade.

– Nada comparado a sua família de super modelos. — Ri enquanto ele revirava os olhos. Seu olhar encontrou algo atrás de mim e ele sorriu.

– Vamos conhecer a mulher mais linda da família. — Sua mão na base das minhas costas me levaram até uma mulher incrivelmente elegante, mas não parecia uma irmã. Ela abraçava um homem alto, loiro de olhos verdes. Seus traços e seus sorrisos os denunciaram e logo deduzi quem eram. — Bella. Esses são meus pais Esme* e Carlisle. — Apertei a mão do homem elegante, mas Esme me abraços carinhosamente no mesmo modo que Alice fez.

– Então você é a responsável por meu filho largar aquele vício. — Ela sorriu emocionada — Bem vinda à família, querida. — Abri a boca para descordar, mas Edward me interrompeu dizendo que íamos passear pelo jardim, mas voltamos à varanda. Família? Eu não fazia parte da família, fazia? Edward e eu nem namoramos, pelo menos eu acho que não. Pelo caminho peguei uma taça de champanhe da bandeja de um dos garçons e virei de uma vez.

– O que ela disse não passou despercebido, não é? — Fiz que não com a cabeça olhando timidamente para Edward que leu meus pensamentos. Ele soltou um suspiro pesado e segurou meu rosto entre as mãos. — Bella, eu não quero apressar nada com você, mas você já percebeu que desde o começo as coisas são rápidas entre nós. — Ele sorriu — Nós não temos nada rotulado ainda, mas acho que pode ver hoje o quanto você significa pra mim. Não acho que a gente se conheça muito, mas nos conhecemos o suficiente e é por isso que você está aqui, por isso seu rosto não saiu da minha cabeça nem por um segundo, a prova disso são aqueles quadros. — Edward encostou a testa na minha e fechou os olhos — Espero que um dia eu possa dizer oficialmente que você é minha garota americana e faz parte dessa família.

O que eu podia dizer? Nada que o beijo que lhe dei após terminar de falar não dissesse. Era um beijo diferente do que demos na chegada. Havia uma urgência diferente, uma calor que ascendeu meu corpo inteiro. uma necessidade de mostrá-lo que já estou entregue à ele. Prendi meus dedos nos cabelos de Edward puxando-os de leve me deliciando ao ouvi-lo soltar um gemido abafado na minha boca.

– Edward... — Sussurrei por entre o beijo — Eu já sou sua. — Ele respondeu com outro gemido entrelaçando seus dedos em meus cabelos e me puxando para mais perto como se eu fosse algo necessário para sua sobrevivência.

– Vem comigo. — Ele disse próximo à minha orelha me fazendo arrepiar. Não perguntei para onde, não me importa. Subimos as escadas da mansão que nos levou a um corredor, Edward abriu a terceira porta e entramos num quarto. — Bem vinda ao meu quarto. — Eu conhecia aquele som rouco em sua voz. Um sorriso lascivo brincava em seus lábios e seu corpo me imprensou contra a porta fechada.

Seus beijos foram descendo por meu corpo, beijando cada parte, enquanto levava meu vestido consigo. Sua boca beijos meu pescoço, colo, seios, sua língua passando por minha barriga, mordendo de leve minhas coxas até que ele estava ajoelhado a minha frente e meu vestido completamente retirado. Ele olhou para cima e sorriu com a vista que teve do meu corpo quase nu a não ser pela calcinha de renda preta.

– Eu preciso pintar você assim. — Ele sorriu e ao se levantar, sua mão atrás de meu joelho levantou minha perna até seu quadril para que pudesse pressionar em mim sua ereção sob jeans. Eu estava tentando me controlar e gemer baixo para que ninguém ouvisse lá embaixo, mas quando a mão de Edward agarrou meu seio e puxou meu mamilo entre os dedos não resisti. Por sorte ele me deixou fazendo com que o som fosse abafado.

Com minha mãos trêmulas retirei seu paletó, gravata e desajeitadamente tentava abrir os botões de sua blusa, sem obter sucesso. Vendo meu fracasso total, Edward ergueu minha outra perna e as prendeu em torno de seu quadril me carregando até a cama onde me deitou. Se levantou com seu olhar num misto de brincadeira e prazer, um sorriso irresistível no rosto. Ele começou a desabotoar a blusa sem pressa alguma enquanto me olhava sobre a cama de calcinha e saltos. Ele estava brincando comigo e isso era tortura. Resolvendo entrar no jogo, mordi os lábios enquanto subia minhas mãos suavemente pela barriga, chegando aos seios, passando os dedos de leve entre eles. Vi o olhar de Edward escurecer e ele arrancar a blusa de uma vez sem muita paciência. Se deitou sobre mim me beijando descontroladamente. Me surpreendi quando ele trocou as posições e quando vi já estava sentada sobre ele.

– Está no comando, Srtª Cullen. — Adorei o como ele disse isso, como se eu realmente mandasse nele como mando em minha empresa. Me sinto poderosa lá e me sinto ainda mais aqui. Gosto de estar no comando e a visão de Edward abaixo de mim fazia de tudo ainda melhor. Levantei brevemente terminando de tirar o resto de roupa que havia restado e voltei-me sobre ele, posicionando-o e descendo devagar sentindo cada sensação que ele causava dentro de mim. — Porra, Isabella... — Edward xingando, de olhos fechados, boca entreaberta, cabeça jogada para trás perdendo o controle por minha causa era a coisa mais excitante que já vi na vida.

Apoiei minhas mãos em seu peito, as dele apertavam minha cintura com força e iniciando os movimentos. Primeiro lento, mesmo que eu choramingasse e pedisse por mais.

EDWARD

Meus Deus, onde estava essa mulher a minha vida toda? Senti tanta falta da presença dela, do cheiro, da voz, do corpo... Que a sensação de estar dentro dela depois de tanto tempo era como meu paraíso particular. Bella choramingava sobre mim, clamando que eu fosse mais rápido. Mas, por mais que eu quisesse eu não aguentaria muito tempo se o fizesse. Mas ela era tão deliciosamente apertada que não consegui manter meu controle por muito tempo.

Ela subia, descia e rebolava em mim, estabelecemos um ritmo em que nossos quadris fossem de encontro ao outro. Eu me sentia completo, não só fisicamente falando, mas ter Bella ali comigo dava sentindo a todo o esforço, tempo e dinheiro gasto. Valia todos os dois anos esperando por ela. Bella valia tudo para mim. Era é tudo para mim.

Foi me dando conta disso em meio a pensamentos perdidos, minha cabeça girando sem pensar em nada concreto. Sentido Bellaapertar em volta de mim, suas unhas arranhando meu peito, meu nome saindo em gemidos e sua boca, seu corpo tremendo levemente ao atingir seu orgasmo, que eu cheguei ao meu gemendo vergonhosamente alto o nome dela.

Seu corpo caiu sobre o meu, seu rosto em meu pescoço onde eu sentia sua respiração disforme. E adoro quando ela faz isso. Eu podia sentir em mim as batidas aceleradas do coração dela. Seus dedos começaram a brincar com a mecha dos meus cabelos e tive que lutar muito para não pegar no sono com isso. Uma de minhas mãos estava em sua nuca e a outra fazendo desenhos desconexos em suas costas fazendo-a se arrepiar.

Eu não sabia dizer o que sentia por Bella, mas desde o nosso primeiro dia juntos tê-la perto de mim se tornou algo essencial. Mesmo eu sabendo que iria perdê-la no dia seguinte, mesmo sabendo que ela seguiria sua vida em NY onde tinha uma empresa para tomar conta, mesmo sabendo que ela não podia largar tudo por um mero pintor de praça de Londres... Mesmo apesar dos pesares eu insisti em nutrir em mim um sentimento de esperança, um carinho por ela crescia dentro de mim, algo que nunca senti antes que me dava esperança para esperá-la. Foi com esse pensamento que dois anos se passaram lentamente. Depois de ter tido a ideia da exposição a esperança em meu peito se tornou milhões de vezes maior sabendo que eu poderia tê-la de volta, mesmo por pouco tempo novamente. Eu sabia que em breve, muito em breve, Bella iria embora de novo, mas isso não me abalava. Não como da primeira vez, pela incerteza se a teria de volta. Ela havia dito já é minha numa sinceridade até dolorosa de se ouvir. Não importa a distância que tivesse entre nós ou o tempo que se passasse. Eu me agarraria sempre a essas palavras e as promessas por trás delas.

–x-

BELLA

Edward, terrivelmente esperto, já tinha uma mochila de roupas esperando por ele naquele mesmo quarto. Depois de um tempo nos vestimos enquanto sorriamos cúmplices e desdemos para dos despedir dos Cullens que eram só elogios, tanto à mim quando à Edward que era o mais novo orgulho da família. Fomos direto para o hotel, nosso hotel, onde fizemos amor a noite inteira.

Era meu segundo dia aqui, amanhã iria embora e ainda assim isso não me abalava tanto. A exposição, as palavras de Edward e a alegria de Esme me dando boas vindas à família, me encheram de uma esperança que não tinha quando parti da primeira vez.

Estava na varanda, como sempre, mas tudo mudou. Não havia nada cinza ali, Londres estava encantadora em todas as suas cores. O sol da manhã aquecia minha pele agradavelmente enquanto eu me afundava em recordações maravilhosas da noite anterior.

Edward ainda dormia e ressonava tranquilamente, mas minha mania de acordar cedo devido à rotina adquirida em anos, não me deixaram permanecer na cama por mais tempo. Permaneci por algum tempo apenas observando o rosto jovem de Edward entregue ao sono pesado, mas a tentação de passar a mão por seus cabelos era tão grande que me obriguei a levantar e não acorda-lo.

Algum tempo depois de estar naquela varanda, enrolada naquele lençol,HeyJudecomeçou a tocar em algum lugar ao longe. Edward se mexeu na cama resmungando alguma coisa e sorri ao ver seu rosto amaçado de sono procurando pelo celular na calça jogada no chão. Ele falou por breves momentos e identifiquei que era Esme ao telefone. Após desligar, seus braços me envolveram e lá estávamos nós curtindo nosso momento ao sol na nossa varanda. Eu me perguntava se em algum momento meu coração se acostumaria com as vezes em que estávamos juntos e pararia de bater tão rápido e eu pararia de quase perder o fôlego pela felicidade quase sufocante. Sinceramente, espero que não aconteça.

– Fazendo o ritual de fumar na varanda enrolada no lençol? — Ele perguntou depositando um beijo em minha têmpora. — É algo que os nova-iorquinos fazem sempre ou é um hábito exclusivo seu? — Ri com seu bom humor matinal e me surpreendendo que também estava.

– Acho que parei de fumar. — Comentei suspirando.

– Sério? — Perguntou numa surpresa contida. Virei-me de frente para ele jogando meus braços ao redor de seu pescoço.

– Sério. Uma vez me contaram uma história de uma mãe que sempre brigava com seu filho por causa do cigarro. Ela disse pra ele que um dia ele acharia algo tão importante que esqueceria o vício. — Um sorriso com direito a todos os dentes atravessou o rosto de Edward e seus olhos brilharam. — Quem diria que Dona Esme tinha razão? — Sem conseguir direito desfazer o sorriso ele me beijou brevemente.

– Em falar em Dona Esme, ela acabou de ligar e temos um almoço marcado na Mansão Cullen. — Destacou o nome da casa cheio de humor — Mas antes... Eu tenho um presente pra você. — Ele sorriu, seus olhos brilhando ansiosos e correu para dentro do quarto fazendo um gesto para que eu esperasse ali. Foi até a mochila e de lá trouxe algo nas mãos fechadas. — É simples e espero que você goste. — Quando abriu as mãos surgiu um colar. Nada comparado com o Dolce & Gabbana que Leah me fez comprar, era indescritivelmente melhor. Um colar prata com quatro pingentes: um era preto com "GodSave The Queen" em branco, o outro era uma pequena coroa, o menor parecia um cristal e o maior era um coração com a bandeira do Reino Unido.

– Oh, Edward! — Me joguei em seus braços, apertando meu rosto contra seu peito — Foi o melhor presente que eu já ganhei. — Pude o ouvir sorrir e depois me afastar para que pudesse colocar o colar em meu pescoço.

–x-

Depois de tomarmos banho juntos e minha caça às roupas, conseguimos sair de casa. Fiquei apreensiva sobre o que usar naquela ocasião, mas Edward me tranquilizou rindo de mim e dizendo "Por Deus, Bella, você vai almoçar com a minha família e não com a Família Real". O que fazer se eu não tinha a em mim a pontualidade britânica? Por fim, decidi por uma roupa simples*, minha blusa dos Beatles tendo total aprovação de Edward.

–x-

EDWARD

O almoço na casa de minha família foi incrível. Ver como Bella foi bem vinda por todos, ter meus pais, minhas irmãs e Jasper de volta em Londres e Emmett menos carrancudo por ter vendido o carro, começo a desconfiar que o motivo seja a presença de Rose; todos conversando animados cada um em um assunto e as vezes todos no mesmo, era incrível de se ver. Era como a bolha que eu tinha com Bella tivesse se expandido e acolhido todos dentro de si.

Bella e Rose engataram uma conversa que pude ouvir um pouco e não entender nada. Conversavam em termos jurídicos que pra mim parecia outra língua e Bella estava excessivamente animada com a conversa. Quando nos despedimos de todos, Rose e Bella trocaram telefone e não pude deixar de sentir uma aflição quanto à isso. Como se minha namorada estivesse confraternizando com o inimigo. Convivi tempo bastante para saber o quão louca são minhas irmãs.

Pensar em Bella como namorada estava se tornando comum, mas o que ela acharia disso? Estávamos sentados na mesa da varanda do hotel dividindo uma pizza. Como sempre conversávamos sobre tudo ao mesmo tempo, mas eu pensamento ainda rodava em torno disso. Namorada. Lembro-me de ter tido uma ou duas na adolescência, mas nunca senti por elas metade do que sinto por Bella.

– Bella... Eu... Preciso te pedir uma coisa.

BELLA

Oh, não. Estava tudo indo muito bem. O almoço foi fantástico, minha conversa com Rose extremamente proveitosa e eu havia até esquecido que e um momento precisaria ir embora. Mas ali estava Edward querendo me pedir algo e provavelmente seria pra eu ficar. Não podíamos brigar outra vez, ele sabia que isso iria acontecer. Antes que eu abrisse a boca para dizer algo ele disparou:

– Bella, quer namorar comigo? — Não sei se era impressão minha ou Edward estava começando a suar depois do meu primeiro minuto completo de silêncio. — Oh meu Deus, você não quer, não é? — Ele estreitou os olhos me olhando com receio. Então, eu sorri. Um sorriso cheio de dentes e de emoções que mal cabiam em mim.

– É claro que eu quero, Edward! — Eu gritei e sem me conter pulei em seu colo. Naquele momento não me importava que eu teria que partir na manhã seguinte, não me importava quanto tempo eu ficaria longe. Naquele momento... Só me importava aquele momento.

EDWARD

Lá estávamos nós novamente abraçados no aeroporto. Eu a veria partir e não havia nada que eu pudesse fazer. Bella parecia diferente. Tinha um sorriso nos lábios, embora a evidente tristeza, e algo fazia seus olhos brilhares com um tipo de sentimento que não reconheci ao certo. Esperança, talvez?

Ela não soluçava como da última vez, o que foi um alívio. Não suportaria vê-la partir daquela forma novamente, parecendo tão desestabilizada. Bella era uma mulher forte e ter em minha mente que a última imagem que eu havia visto dela foi de uma mulher completamente sem chão foi desesperador, mas não havia nada que eu pudesse fazer para impedi-la de voltar. Como agora. Mas Bella aceitou meu pedido de namoro, isso quer dizer algo, não é? Quando me lembro de seu sorriso radiante ao aceitar não consigo deixar de sorrir também. Aquela mulher entrou em minha vida de modo pouco convencional e me fez em pouco tempo querer que ela nunca mais saia.

– Oh, minha Bella, não faça eu esperar tanto por você de novo. — Resmunguei igual uma criança teimosa, isso a fez rir.

– Edward, se eu aceitei namorar você é porque eu vou voltar. — Ela respondeu colando nossos lábios. Eu me sentia estranhamente de volta a adolescência e Bella de jeans, all star e uma blusinha preta parecia incrivelmente mais jovem e fazia parecer a beleza expressa em meus quadros medíocre. Confesso que as mulheres da minha família são realmente bonitas, mas à simples beleza daqueles olhos castanhos e sardas sobre o nariz. Sem contar aquele corpo... Talvez eu devesse parar de pensar nisso em lugares públicos.

– Vou sentir sua falta... — Sussurrei em seu ouvindo e a ouvi suspirar.

– Não me faça agarrá-lo no meio do aeroporto. — Seus dedos se entrelaçando nos meus cabelos me fizeram arrepiar.

– Talvez eu deva arrastá-la pra algum canto escondido. — Ela riu e um jeito que fez meu corpo inteiro reagir. Estava a ponto de realmente arrastá-la mas...

"Ultima chamada para o vôo de Nova Iorque"

Eu e Bella gememos de reprovação.

– Eu odeio essa mulher. — Ela resmungou pegando sua mala. Com o braço livre rodeou meu pescoço e me beijou demoradamente. Pude sentir suas lágrimas em meu rosto e meu coração se apertou.

– O que vou fazer sem você de novo? — Exagerei no drama na voz e ela riu.

– Faça o que disse da outra vez que nos despedimos. Agarre-se à esperança do dia que não vai precisar dizer adeus. — Não soube o que dizer. Bella disse exatamente o que eu iria fazer. Puxei-a para mais um beijo, mas não pudemos demorar muito.

– Até a próxima, minha Bella.

– Até breve, meu garoto britânico. — E mordendo o lábio, sorrindo sob as lágrimas, ela correu para seu caminho. Mas antes, quando estava quase chegando, parou no meio do caminho e com um sorriso entusiasmado me gritou algo que nunca pensei ouvir em nossa despedida... ou em qualquer outro momento nosso. — Ah! Diga à Rose que eu entro em contato assim que chegar.

–x-

BELLA

Quem diria que uma cunhada advogada seria tão útil? Duvido que qualquer advogado que eu contratasse para fazer isso fosse tão eficiente quanto Rose. Não sei se por ser uma característica sua ou por saber que quanto mais rápido fosse feito, mais rápido eu poderia voltar pra Edward e ela veria o irmão feliz. Nunca vou saber, mas serei eternamente grata por todo suporte que ela me deu. Seu trabalho não foi realmente necessário, mas graças a ela foi realizado. Me indicou as melhores pessoas no ramo e no final todos formamos uma ótima equipe.

O problema mesmo foi tirar Jacob do choque quando lhe contei minha ideia de lhe passar minha empresa. Depois o estágio na negação em que ele repetia não ser bom o suficiente para o cargo, mas foi só pedir o auxílio de Leah que tudo se resolveu com ele.

Já haviam se passado três meses desde que voltei. Estávamos todos na minha sala... Bom, ex sala, e comemorávamos a noticia de que todas as papeladas estavam prontas e que todo o processo havia sido finalizado com sucesso. Jacob era oficialmente o novo dono da empresa. Olhando em volta, a alegria de Jake, Leah, Rosalie e Mike, o contador que ajudou em tudo, eu tive certeza de que meus pais, onde quer que estivessem, estariam orgulhosos de mim.

EDWARD

Não pude acreditar quando Bella me ligou três meses depois de ter partido me contando tudo o que havia acontecido. Eu quis arrancar a cabeça de Rosalie por não ter me contado o que estava acontecendo e porque Bella não me ligava ou atendia meus telefonemas. Passei três meses achando que sua vida havia seguido em frente sem mim, mas dentro de mim tudo gritava que ela nunca me trairia. Mas como eu poderia arrancar a cabeça de uma irmã que se dedica tanto em uma surpresa assim? Eu seria eternamente grato à Rose e como recompensa lhe dei o telefone de Emmett que ela tanto pedia.

Foi impossível não chorar de alegria, quando no dia seguinte fui esperar minha Bella no aeroporto. Quando ela apareceu com um lindo sorriso, olhos marejados e uma camiseta com a bandeira do Reino Unido, eu soube que ela jamais me deixaria de novo.

–x-

Talvez eu devesse falar agora que vivemos em incrível harmonia para todo sempre. Acontece que não é bem assim, como eu imaginei que seria. Bella e eu não tínhamos experiência em relacionamentos e não nos conhecíamos tão bem quanto achávamos.

Brigas eram inevitáveis e incontáveis vezes em nossos três anos de relacionamento morando em um apartamento bem melhor que compramos juntos, já que agora eu tinha o dinheiro da exposição que ainda permanecera aberta e atraía muito público e até imprensa, eu tive que passar a noite no hotel em que nos conhecemos. O que eu podia fazer se pedi o sabor de pizza errado? Que tipo de demônio possui uma mulher no período da TPM que faz com que uma pizza de calabresa seja motivo para quase ter sido expulso do país? Mas apesar de tudo nossas brigas não duravam mais que um dia. Pode parecer estranho, mas era quase impossível ficarmos separados, simplesmente não conseguíamos.

Eu ainda ia ao Green Park pintar, mas não trabalhava mais pintando rostos. Não o de desconhecidos. Pintava a paisagem e Bella sempre estava nele. Esses quadros substituíam aqueles que eram vendidos e "American Girl Lost In London" estava indo de vento em popa. Bella começou a trabalhar numa pequena editora e estava incrivelmente empolgada com um trabalho simples. Aliás, ela começara a escrever um livro que não me deixava ler. Alguns rascunhos ela dava para Alice e até para Esme, mas à mim... Nada. Mas o que eu podia fazer? Roubar? Depois do episódio da pizza eu preferi não irritá-la muito.

Esses três anos haviam sido os melhores da minha vida. Mas então, um belo dia, eu chego em casa e vejo Bella no sofá abraçada aos joelhos e chorando descontroladamente. Seus olhos encontraram os meus e vi desespero ali. Por breves segundos em que nos olhamos em silêncio eu imaginei Bella me deixando, dizendo que não aguentava mais aquela vida simples que levávamos, que queria se divertir e não mais ficar trancada dentro de um apartamento meia boca. Mas nada que eu imaginei me preparou para o que ela tinha a me dizer.

–x-

BELLA

Nunca vou me esquecer dos gritos de Alice, das lágrimas de Esme, das palavras confortantes de Carlisle de que tudo ia ficar bem, dos palavrões surpresos de Rosalie ou dos abraços apertados de Emmett quando lhes dei a notícia. Mas principalmente nunca vou esquecer de Edward quase desmaiando, suando frio e ficando verde. Se eu soubesse que minha gravidez causaria em todos eles, eu teria esperado Rose ou Alice engravidarem antes.

Quando descobri, a primeira coisa que me passou pela cabeça foi o pânico. Edward gritando, dizendo que era jovem demais e que eu havia estragado todos os nossos planos de viagem e arruinado nosso relacionamento. Bom... Não foi bem assim que aconteceu.

É claro que a notícia não foi muito bem vinda, afinal nós nem cogitávamos a ideia de ter filhos. Nos abraçados e choramos juntos. Edward dizia que nós no sairíamos bem, mas por fim confessou que estava morrendo de medo. Ele não se achava maduro o suficiente e começou a puxar os cabelos quando pensou que teria que arrumar um emprego em que usasse terno e gravata. Acho que no final das contas eu que estava acalmando Edward.

A ideia de uma criança conosco me parecia muito surreal, como um sonho do qual eu acordaria a qualquer momento, mas quando minha barriga começou a crescer a ficha caiu de vez. A de Edward só pareceu cair quando fomos ao médico e ouvimos o coraçãozinho bater e descobrimos que seria uma menina.

E então tudo mudou de perspectiva. Nos vimos amadurecendo juntos aos poucos, nossa relação se fortalecendo e nossas brigas se tornando menos constantes. Os meses se passaram e os desejos vieram. Lembro-me da noite em que fiz Edward sair às três da manhã à procura de pêra e quando voltou às sete horas com cara de zumbi eu lhe disse que queria comer uvas.

Agora estava eu rindo em frente à um enorme espelho na linda mansão dos Cullen enquanto Rosalie e Alice arrumavam meu cabelo. Era relaxante e devido à gravidez e o sono que ela dá, cochilei me lembrando do pedido de casamento que recebi quando nossa cabine do London Eye chegou ao topo.

– Hey, Bella. — Uma voz suave me chamou — Está pronto, acorde. — Sorri com o tom de voz emocionado de Esme ao meu lado. Minha figura do espelho estava radiante. Meus cabelos presos* estavam estrategicamente desordenados, meu vestido* era um pouco acima das coxas com uma faixa abaixo dos seios e a saia caindo suavemente pelo contorno de meu ventre de cinco meses. Era simples e magnífico, feito por minha pequena cunhada Alice.

– Oh, Bella... Você está tão... tão... — Alice não conseguiu terminar pois seu lábio inferior tremia pelas lágrimas de emoção... Ou orgulho.

– Está perfeita. — Completou Rose.

– Então... Está pronta? — Perguntou o belo homem loiro e impecável em seu terno que me levaria ao altar: Carlisle.

–x-

[música: http://www.youtube.com/watch?v=gvH9Ccqk5qc ]

Todos estavam ali: Não só a família de Edward, mas também meus avós. Também estavam ali: Jacob, Leah e a pequena Claire.

Enquanto eu andava em direção ao altar, pude admirar Edward. Meu garoto britânico que parecia tão maduro com seus cabelos penteados pela primeira vez. Carlisle segurava meu braço protetoramente para que eu não caísse dos saltos enormes que Alice me fez usar.

O vento batia em meu rosto levando consigo toda a insegurança, toda a tristeza e toda a incerteza que restavam em mim em relação à Edward, à gravidez, à minha vida... Naquele momento, me aproximando de Edward que tinha em seus olhos tanto amor que transbordou em forma de lágrima escorrendo por seu belo rosto, eu tinha certeza de que não havia nada que eu precisasse me preocupar. Edward estaria comigo, minha nova família estaria comigo, meus amigos estariam comigo e daqui à uns três ou quatro meses, Renesmee estaria comigo.

–x-

EDWARD

"A felicidade não aparece diante de você quando você quer. A felicidade aparece quando você já perdeu as esperanças, quando você se vê no limite de tudo e sente suas forças acabando. Ela vem da forma que você menos espera. A minha apareceu em meio à insanidade. Três dias de reuniões canceladas, um dia na companhia de um estranho e dois anos na ausência do mesmo para eu descobrir que minha felicidade só estaria comigo no momento em que eu me rendesse à loucura. Desisti dos meus sonhos na ilusão de agradar àqueles que já haviam partido e esqueci de mim que estava viva.

Não deixem nada nem ninguém tirar a felicidade de vocês, pois ela não volta. Aventurem-se, viagem, vivam um amor que tinha tudo para dar errado e façam com que ele dê certo. Mostrem para si mesmos que vocês são capazes de fazerem a própria felicidade. Vendam o que prendam vocês, larguem um vício e se joguem nos braços daquela pessoa que a felicidade o trouxe. Ou nos braços daquele que trouxe sua felicidade.

E quando acharem que a felicidade os alcançou: não pare. Busque sempre por mais, não se contentem com o que já tem, pois é sempre possível ser mais feliz do que já é.

Edward me trouxe de volta à vida. Um britânico que me achou bêbada num bar. Pois é, a felicidade pode vir de modos pouco convenientes, mas ali estava ela no dia seguinte, no quarto de hotel comigo dormindo tranquilamente na forma de um jovem pintor britânico. E depois lá estava a felicidade novamente, uma outra dose que agora corre por todos os lados, grita e me leva à loucura. Uma felicidade de cabelos acobreados, olhos castanhos e quase sem dentes. Renesmee.

Poderia dizer para vocês que finalmente me vi completa e que não poderia ser mais feliz do que isso, mas eu estaria mentindo. A felicidade, para mim, estará a cada lugar que eu for, a cada ponto turístico que eu visitar, a cada dentinho novo que nascer e cair de minha filha, a cada vez que eu olhar nos olhos do meu garoto britânico.

Mas posso ter certeza que não deixarei minha felicidade escapar outra vez. Não haverão mais dias cinzentos enquanto houver os tons de verdes dos olhos de Edward comigo.

Ache a cor da sua felicidade e não deixe que se desbote."

Devia ser a terceira vez que eu lia o livro de Bella e sempre uma gota nova de lágrima manchava a página. Ela o chamou de "British Boy, American Girl: Perdendo a cabeça, achando o amor".

A cabeça de Bella repousava em meu colo, os olhos fechados e um sorriso tranquilo no rosto. Linda. Ela estava tendo muito sono desde o terceiro mês de gravidez nosso segundo filho. Não me opus quando Bella decidiu chamá-lo de Jacob, afinal, graças à ele eu consegui reencontrá-la, então nada mais justo que uma homenagem à altura.

O dia estava lindo em Paris. O sol agradável sobre nossa pele nos relaxava, para que mais tarde pudéssemos comparecer à estréia da minha exposição aqui. Era o último lugar depois de passarmos por Itália, Portugal e Brasil. O livro de Bella correu muitos mais lugares do que isso, e em boa parte deles estava em primeiro lugar dos mais vendidos. Eu não cabia em mim de orgulho.

– PAPAI, OLHA O QUE EU ACHEI! — Renesmee veio correndo até mim com uma linda flor branca na mão achada em uma árvore qualquer. Ela estava com cinco anos e era a mistura perfeita do pai e da mãe. Bella despertou, se espreguiçou e se sentou ao meu lado no banco da praça onde estávamos, encostando sua cabeça em meu ombro. — OLHA MAMÃE, OLHA! — Peguei nossa menina e a sentei no meu colo. — Toma, mamãe. É pra você. — Bella pegou a flor nas mãos e, ainda sonolenta, sorriu gentilmente agradecendo com um beijo na testa de Nessie. A pequena nem disse mais nada e já saltou de meu colo e voltou a correr pelo gramado à nossa frente.

– Meu Deus, ela não cansa? — Comentei depositando um casto beijo dos lábios da minha esposa.

– Talvez eu já esteja dormindo e comendo por mim, Jacob e Renesmee. — Nós rimos, eu nunca me cansaria do som do riso dela. — Quantas vezes já leu isso, Edward? — Ela apontou para o livro em minha mão.

– Ham... Algumas. — Admiti — Nunca vou me cansar de ler o quanto você diz que eu a faço feliz. — Ela sorriu e pegou meu rosto entre as mãos.

– Não precisa ler até os olhos caírem. — Ela riu — Você sabe que me faz feliz de todos os modos possíveis. Você me trouxe de volta à vida, me deu Renesmee e agora o pequeno Jake. — Seus olhos me olhavam tão apaixonadamente que senti meu coração inflar — Eu te amo, meu garoto britânico e teimoso. — Sorri com isso, nosso apelido nunca seria esquecido, nem por nós nem por todos que foram à minha exposição ou lessem aquele livro.

– Eu te amo, minha garota americana. Amo você, nossa menininha britânica e o pequeno Jake.

– E só Deus sabe onde ele irá nascer. — Nós rimos. A ideia de ter mais uma nacionalidade em nossa família era ótima, mas dentro de mim eu fazia questão que nascesse em Londres. Foi onde conheci Bella, onde nos apaixonamos e onde quero passar o resto dos meus dias com ela e a nossa família.

Como uma estrela pelo meu céu,

Como um anjo fora da página,

Você apareceu na minha vida,

Parece que eu nunca vou ser a mesma, C

omo uma canção em meu coração,

Como óleo em minhas mãos,

É uma honra amar você!.

– FIM -


Notas finais
* Alice: http://www.polyvore.com/sem_t%C3%ADtulo_62/set?id=69863336
* Rosalie: http://www.polyvore.com/sem_t%C3%ADtulo_63/set?id=69864456
* Esme: http://www.polyvore.com/sem_t%C3%ADtulo_64/set?id=69865795
* Bella: http://www.polyvore.com/sem_t%C3%ADtulo_65/set?id=69974402
* Penteado do Casamento: http://3.bp.blogspot.com/-67n1ONNuTSo/UOCXCa2X33I/AAAAAAAAHtU/aCuN7gvVQEk/s400/penteados-noivas-p.jpg
* Vestido do casamento: http://2.bp.blogspot.com/-EgNN7sq1p04/UCJ04p_wijI/AAAAAAAABJg/APHfhcm0F64/s1600/noiva+gravida+curto+2.jpg
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA SOCORRO *-*
Espero que esteja à altura do que vocês merecem. Obrigada a todos que me acompanharam, deixaram reviews, recomendação e até aos que leram às escondidas.
Até a próxima história ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!