Brisa Veraneia

1 Capítulo Único


Notas iniciais
O que dizer desse anime que resolvi acompanhar sem compromisso, nenhuma expectativa, mas que entrou tão forte no coração, assim (junto com os shipps e tudo)?
Acabei de assistir o último capítulo e estou... SENTINDO JÁ FALTA :'(
Um dia, quando eu for rica, terei um PSVita e comprarei Prince of Stride (o otome game) mais as visual, light novels, o manngá spin-off da Galaxy Standart e por aí vai...

HaseKuga/KugaHeath, seja lá como for o nome do shipp Heath x Kuga, porque sim e também porque é o meu shipp favorito u.u (mas como shippo geral nesse anime, não me espanta nada se os "crack cracudos" e os "crossovers noiados" começarem a aparecer aqui também XD)

Sem mais delongas, boa leitura, seus lindos ^^

Todos, no time escolar de stride — esporte sensação do momento, uma mistura de corrida de revezamento com le parkour, do Japão de 2017 — Honan, estavam em um clima péssimo.

A derrota para a escola Kakyoin, mesmo sendo apenas uma demonstração, ainda era amaga, de longe a mais amarga de todas as derrotas. Afinal, não se tratava apenas do “time do pai da relationer, como técnico, e do lendário irmão corredor de largada daquele time”, era simplesmente o time perfeito, sem nenhuma falha técnica para explorar qualquer brecha existente e criar um contra-ataque. Pela primeira vez, o time de Honan sentia-se realmente sem saída, incluindo Kyosuke Kuga, o corredor âncora dali. Tanto que falou, durante o aquecimento, em mais um treinamento:

— O vento parou.

Aquilo preocupou todo mundo, principalmente seu companheiro de treinamento, o capitão do time, Heath Hasekura, pois, foi exatamente essa frase que Kuga soltou, antes de toda a sequência de eventos desastrosos, que resultaram na expulsão do âncora do time, mais o hiato da Escola Honan no stride e todos os veteranos do time preferiam esquecer aqueles momentos ruins. Fora que todos os membros já tinham suas preocupações particulares, como Heath e suas notas baixas, que faziam ele correr o risco de não poder competir no stride.

O clima piorou com uma briga séria entre o corredor de largada, Riku Yagami, e o segundo corredor, Takeru Fujiwara, onde, no final, o treino foi bem menos produtivo do que o esperado, e eles ainda tinham treino amanhã de manhã. Durante uma conversa pós treino, o principal corredor reserva do time, Ayumu Kadowaki, sugeriu aos outros membros para, ao invés de usarem a manhã de amanhã para treinar direto, irem até uma praia artificial, para eles descansarem a mente e depois, no final da tarde, irem treinar. A ideia foi aprovada por unanimidade.

Sábado chegou e eles já estavam animados no local, combinando algumas atividades de treino com o merecido descanso, entretanto o clima não continuava dos melhores. Cansados de tudo aquilo e querendo aproveitar de verdade o local, Heath e Kyosuke decidiram fazer entre eles uma competição de nado, algo que não faziam há tempos, além de estimularem diretamente um ao outro, através da rivalidade saudável.

A disputa terminou com a vitória de Kuga, por pouquíssimos milésimos de segundos de vantagem contra Hasekura. Tanto que o âncora do time, um rapaz de beleza selvagem e estonteantes cabelos longos e platinados, comentou:

— Boa. Competir com você me permitiu sair da minha casca.

Com um sorriso no rosto de satisfação, Heath concordou:

— Sim. Graças a você, posso suportar o treinamento duro. Vamos continuar a incentivar um ao outro. — para logo em seguida, os rapazes fazerem um efusivo high-five, com direito a segurarem bem forte suas mãos e sorrirem um para outro, como não faziam há tempos. Totalmente incentivados pelo clima de competição saudável, tentaram convencer Riku e Takeru a competirem entre si, para tentar melhorar o clima. Sem sucesso, pois Takeru não sabia nadar.

Diante da situação, o time decidiu fazer um rápido treinamento através do vôlei de praia, com os seguintes times: Kohinata, Kuga e Hasekura x Sakurai, Fujiwara e Yagami. Enquanto o time de Hasekura estava em uma perfeita harmonia e cooperação mútua, o time de Sakurai estava de mal a pior nesse sentido, apesar deles terem ganhado a competição.

Após o vôlei e fazerem mais um alongamento para relaxar os músculos, eles foram até uma barraca de kakigori*, onde Nana teve a grande ideia de pedir um kakigori gigante, servido em um balde, onde quem comesse ele até três minutos não pagava nada.

Sakurai começou a comer em um ritmo bom, mas obviamente o excesso de gelo em tão pouco tempo deu aquele choquinho básico. Tentou comer mais um pouco, porém era nítido que a moça já não aguentava mais. Vendo todo o esforço dela, Yagami começou a comer ferozmente a sobremesa, mas quando ele atingiu seu limite, o balde ainda estava na metade e faltava um minuto para o prazo terminar. Em um esforço conjunto, Takeru e Riku acabaram com o balde faltando um segundo para o prazo terminar. O feito foi comemorado com sucesso pelos outros membros, mas os próprios nem deram tempo de comemorar algo — foram direto para o banheiro e logo em seguida, eles tiveram que voltar para os treinos.

Após mais uma rotina de treinos duríssima, que foi até o início da noite, os membros do clube Honan tomaram seus banhos no vestiário (os cinco rapazes no masculino e Nana no feminino), trocaram de roupa e caminharam juntos até cada um tomar o seu rumo, exceto Hasekura e Kuga. Por morarem na mesma rua e serem praticamente vizinhos, a distância da mansão de Heath e o casarão de Kyosuke era de três casas, era inevitável eles andarem juntos até a casa um do outro. Naquele momento, já na esquina da rua deles, os rapazes decidiam:

— Eu te levo até a porta da sua casa ou você me leva até a porta da minha? — perguntou Hasekura.

— O vento está para o oeste, você me leva até em casa. — respondeu o outro.

Chegando na rua deles, os dois caminharam até o casarão de Kyosuke. Em frente ao local, Kuga destrancou o portão e ia perguntar algo, mas virou para trás e reparou que o outro falava ao celular em inglês. Preferiu aguardar Heath terminar a ligação para depois falar:

— Você já está indo para casa?

— Não, Kyosuke, estava avisando os meus pais e a minha irmã dispensar os empregados, porque vou dormir na sua casa hoje. Esqueceu que você me prometeu ajudar nos estudos? Espero que seus pais não reclamem e deixem eu ficar aqui... — foi interrompido pelo outro.

— Meus pais estão viajando e só voltam semana que vem, relaxa e... Heath, você já é praticamente de casa, caso tenha esquecido. Os ventos daqui sempre darão boas-vindas para você.

Após aquela resposta, a dupla entrou portão adentro, atravessou o jardim mais a garagem, onde estava guardada a moto de Kuga, e por fim no casarão — claro, antes de entrar lá dentro, eles retiraram os sapatos, calçaram as pantufas e colocaram os calçados no lugar adequado.

Foram direto para a cozinha, pois estavam morrendo de fome. Como era dia de descanso, eles se permitiram sair da dieta e comer uma suculenta omurice* feita por Kuga. Em seguida, já de dentes escovados, a dupla voltou para a cozinha e eles começaram a estudar.

Heath refletia em como Kyosuke se daria bem como professor. As explicações dele entravam muito mais fácil na sua cabeça do que as dos professores, justamente por serem simples, diretas e retas, assim como o vento.

O tempo passou e quando eles menos perceberam:

— Nossa, já é meia-noite! — exclamou Hasekura.

— Sim. Vamos terminar por aqui e continuar amanhã? — perguntou Kuga.

O outro aceitou de bom grado a sugestão. Fecharam os livros, deixaram a cozinha em ordem (com direito a lavar e secar as louças do jantar) e foram para o quarto de Kuga, no andar de cima, pegar as toalhas para tomar banho mais as mudas de roupa para dormir.

Primeiro Heath tomou seu banho, escovou os dentes e colocou apenas uma cueca boxer para dormir, devido ao calor naquele dia, depois foi a vez de Kyosuke. Vestido apenas com uma bermuda, Kuga, parado na porta, anunciou que ia ver um negócio e já voltava. Completou, reparando que o outro já estava deitado em seu futon*, coberto pelo lençol:

— Vou apagar a luz para você já dormir, ok! Boa noite, Heath.

— Boa noite, Kyosuke.

Após um tempo, Kuga sorrateiramente retornou para o quarto. Abriu a porta silenciosamente, trancou-a, dirigiu-se até onde estava localizado seu futon, ao lado do de Hasekura, agachou-se para mover o lençol, deitou no objeto e cobriu-se com lençol. Depois, virou-se para o lado de Heath e percebendo que o rapaz ainda estava acordado, falou:

— Meus pais dispensaram os empregados hoje.

O corredor nipo-britânico riu, esticou o braço até sua mão alcançar o rosto de Kuga, fazer um carinho no rosto do outro e comentou:

— Finalmente podemos ser nós mesmos.

— Eu sabia. O vento em direção ao oeste sempre será sinônimo de algo bom. — completou Kuga.

Sem nenhuma cerimônia, Heath se aproximou de Kyosuke, envolveu-o em um forte abraço, que foi imediatamente retribuído pelo outro. Em seguida, os rostos, já próximos, continuaram seu aproximar até os lábios se encostarem, as bocas se abrirem e as línguas se entrelaçarem, dando assim o início a um beijo apaixonado entre os rapazes, cheio de saudades e vontades para matar.

Kuga e Hasekura são namorados, entre várias idas e vindas, desde que entraram no colegial, porém devido a fatores pesadíssimos como a bifobia no Japão, os próprios pais de Kuga não aceitarem a bissexualidade como algo natural, medo da reação dos seus colegas de time, o casal namorava escondido. As únicas pessoas que sabiam do relacionamento deles, eram a família Hasekura; por eles serem totalmente liberal nesse assunto, a ponto de aceitarem a bissexualidade de Heath e Kyosuke sem problema algum, geralmente a mansão Hasekura era o ninho de amor deles. Entretanto, como bons adolescentes com hormônios à flor da pele, eles gostavam de correr seus riscos também, como namorar no casarão de Kuga, quando os pais dele não estão em casa, igual aquele dia.

Conforme os beijos ficavam mais profundos e acalorados, as mãos dos rapazes intensificavam seus explorares, com direito a lençóis já afastados e Kuga sentado no colo de Hasekura. O corredor de cabelos compridos, naquele momento, beijava o pescoço de Heath, enquanto ouvia os gemidos dele pelo seu nome e ao mesmo tempo, sentia as mãos do namorado acariciando sua bunda por baixo da bermuda.

Os beijos retornaram, as carícias passaram a ser cada vez ousadas... a bermuda de Kyosuke foi retirada, logo após a cueca de Heath. Sem nenhuma roupa para “atrapalhar”, os carinhos preliminares passaram a reinar. Beijos suaves por toda a tez, carícias além das mãos, o aproveitar das zonas erógenas, o matar saudades de todos os sabores da intimidade alheia... até chegar o momento ideal.

Hasekura deu um selinho em Kuga, foi até a conhecida “gaveta dos segredos” pegar lubrificante e preservativos, andou de volta para o futon, onde pediu:

— Fique de pernas abertas, Kyosuke.

Pedido atendido gentilmente, os carinhos preliminares foram direcionados para Kuga não sentir nenhum desconforto, quando àquela hora chegar e sempre atento as reações do outro. Após Kyosuke anunciar estar pronto, Heath colocou o preservativo na própria intimidade, encharcou-a de lubrificante e, com muito carinho, paciência e calma, começou a fazer amor com Kuga.

No paraíso particular daquele quarto, o amor de Kyosuke e Hasekura era celebrado da maneira mais sincera, pura e sem nenhuma pressa de terminar.

Stride é se conectar, mas o esporte também pode simbolizar a maneira mais honesta de amar e assim, no ápice do amor, Kyosuke Kuga e Heath Hasekura fizeram, fazem e farão até onde o destino permitir.

— Você é o vento que sopra no meu coração, seu vento é o que agita meu coração. Eu amo você, Heath.

— Você é a pessoa mais preciosa para mim e para sempre te protegerei, igual quando você me protegeu. Eu te amo, Kyosuke.

Notas finais
Glossário:

* kakigori: raspadinha japonesa, que é só gelo e calda. Caso você more na cidade de São Paulo, na feirinha da Liberdade tem uma barraca de kakigori muito boa. A de tutti frutti (blue hawaii), morango e groselha (que nem sei ainda tem, pois faz um booom tempo que não tomo raspadinha) são as melhores, na minha opinião;

* futon: aqueles colchões típicos japoneses e

* Omurice: é a famosa omelete japonesa, recheada com arroz, carne, legumes, etc, decorada com aquele ketchup por cima, onipresente em uma porrada de animes.

Feliz Páscoa para todos vocês, seus lindos, e até a próxima ^^

Beijos da tia minkly ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!