Notas iniciais
Hey, como estão vocês? Prontos para comer muito chocolate nesta Páscoa? Não pedirei desculpas nem me justificarei desta vez, saibam apenas que tentei publicar este capítulo o mais rápido possível. Eu costumo escrever os capítulos por partes, mas este escrevi de uma só vez, porque a inspiração simplesmente chegou num momento beeeeem inesperado. Portanto, se ficou ruim, me desculpem! Espero que gostem e boa leitura!

– Bom dia, Larissa! – Eduardo sorriu para a garota ao entrar na sala de aula.

– Bom dia, Harper! – ela observou-o enquanto ele jogava a mochila no chão e sentava-se à sua frente.

– Quando vai parar de me chamar pelo sobrenome?

Larissa simplesmente encolheu os ombros, dando a conversa por terminada.

– Posso falar com você, Lari? – Emma aproximou-se, apreensiva. Ambas as garotas fitaram Eduardo por um breve momento

– Já entendi – o garoto levantou-se rapidamente. –, o assunto não é da minha conta. – afastou-se delas, indo conversar com Nico, quem acabara de chegar.

– Lembra-se de ontem? – Emma possuía uma expressão séria. – Aquele ocorrido incômodo.

– Difícil esquecer tão rápido! – Larissa bufou. – O que tem ele?

– Não foi você que fez aquilo, foi?

– Claro que não! – Larissa elevou um pouco seu tom de voz. – Vocês estão desconfiando de mim agora, Emma? Não, não fui eu!

– Calma. Ninguém está desconfiando de você! – Emma mantinha firmeza em seu tom – Só quero saber quem foi e não estou apontando culpados. Foi só uma pergunta!

– Então pergunte para a Gabriela – Larissa bufou novamente. –, tenho certeza de que ela armou tudo isso para fazer uma cena!

– Parem com isso! – Marina interviu. – Já não havíamos dado esta discussão por terminada?

– Sim Marina, mas se alguém anda fazendo isto, precisamos saber quem é. – Emma argumentou.

– Não, não precisamos. A única coisa que precisamos é ter nossas consciências limpas. A minha está, e a de vocês?

Emma e Larissa assentiram.

– Bem, então esperaremos a pessoa aparecer e confessar tudo.

Marina sentou-se em seu lugar. Todos fizeram o mesmo, pois a professora de física havia chegado.

**

– Eu ainda não entendi... – Cadu desviou os olhos de seu caderno. Anie extava explicando matemática para o garoto.

– É fácil, Carlos Eduardo! – a garota tomou o lápis do garoto e apontou a ponta deste para uma das fórmulas anotadas no caderno. – Esta é a fórmula, você só precisa saber o que o problema está pedindo e as informações que ele te dá. Será muito simples fazer a conta desta forma!

– Carlos Eduardo? – Cadu encarou-a, parecia chateado. – Por que não só Cadu?

Anie riu brevemente.

– Não sei Cadu, simplesmente escapou. Esqueci que você não gosta do seu nome, desculpe!

– Sem problemas, Annalisa Dallas! – o garoto recebeu uma cotovelada da loira. – Ai, doeu.

– Não era para fazer cócegas, era? – ela esboçava um sorriso em seu rosto.

– Um dia você ainda vai me matar com essas cotoveladas!

– Não me dê ideias!

– AH É? Sua... – Cadu derrubou-a do banco do pátio e sentou-se ao seu lado no chão. Possuía um sorriso divertido nos lábios.

Anie começou a rir por conta das cócegas. O garoto também ria, divertindo-se. Ela tentava se livrar dele, mas Cadu segurava-lhe os pulsos.

– Para, Carlos! – Pediu entre os risos.

– Eu vou te ensinar a não me fazer de bobo!

– Mas eu não fiz nada, você é bobo por si só!

– Você acha mesmo? – Cadu intensificou as cócegas.

Ela tentava se esquivar das mãos do garoto, mas era impossível. Ele finalmente cessou as cócegas.

– Não valeu, eu só te dei uma cotovelada! – Anie argumentou, ofegante.

– Valeu sim! Suas cotoveladas doem, sabia?

– Claro, por que você acha que elas são tão eficazes?

– Minhas cócegas também são muito eficazes! – Cadu passou a mão pela testa, limpando o suor.

– Eu já aprendi. – a loira riu.

– Eu ainda não... – o garoto fez uma careta. – Pelo menos, não matemática!

– Vem, eu te explico de novo. – Anie sentou-se novamente no banco. Cadu fez o mesmo, agarrando seu caderno e lápis.

**

– Pessoal esta é Casssandra Stonem. – tia Sofia apresentava a nova moradora do orfanato.

– Ei, seja bem-vinda! – Guilherme e Emma, os únicos presentes na sala, cumprimentaram-na.

Cassie encolheu os ombros. A garota possuía olhos azuis, pele branca, cabelos castanho-escuros, algumas mechas roxas, além de lábios e bochechas rosadas.

– Onde posso deixar minhas coisas?

– No quarto. Deixe-me te apresentar o orfanato. – Emma ofereceu gentilmente.

– Está bem.

Cassie seguiu Emma até o quarto das meninas, onde estavam Larissa e Marina.

– Meninas, esta é a Cassandra, a nova moradora. – a inglesa apresentou alegremente a nova companheira.

– Cassie, apenas Cassie. – contestou secamente.

Larissa e Marina se entreolharam. Ambas tiveram uma primeira impressão nada agradável.

– Seja bem-vinda! – disseram juntas.

– Obrigada.

As garotas instruíram Cassie a escolher uma cama, especificando quais estavam ocupadas e quais não.

– Com licença meninas. – Lucas surgiu na porta, que estava entreaberta. – Marina, podemos conversar?

– Claro Lucas!

O garoto fez sinal para que ela fosse até o corredor.

– Então... O que foi?

– É... – o garoto passou a mão pelos cabelos, estava nervoso. – Que tal irmos tomar sorvete amanhã depois da escola? – soltou as palavras de uma vez, fechando os olhos em seguida.

– Pode ser. – Marina sorriu.

– Ufa, achei que você recusaria! – Lucas suspirou, abrindo os olhos.

– Não... Sorvete é bom! – ela riu, ele fez o mesmo.

– Não vá esquecer, ouviu? – o garoto foi se afastando. Sentia uma mescla estranha de felicidade e ansiedade.

– Ouvi sim, senhor Lucas!

Notas finais
Gostaram? Como ficou? :3 Eu não gosto de história massantes, onde as coisas demoram muito para acontecer, por isso o capítulo está como está (não sei explicar "como está"). Espero que tenham gostado. Feliz Páscoa para quem comemora, comam muito chocolate! :3 Até o próximo capítulo ♥