Bringing Hope (interativa)
1 Capítulo Um
Notas iniciais
– Ficou perfeito! – Carol exclamou, claramente empolgada. – Melhor do que eu imaginava!
Junior fitava a amada com tanta alegria que não lhe cabia o sorriso que esboçava em seu rosto. O orfanato estava pronto, todos os funcionários já haviam sido contratados. Era só questão de tempo até receberem as primeiras crianças.
– Quando as crianças vão chegar? – a moça questionou, depositando um beijo suave na face do marido. – Mal posso esperar!
– Logo. – ele respondeu abraçando-a.
Ficaram ali abraçados até Chico – o cozinheiro contratado, que já trabalhara para a família de Junior – surgir, carregando consigo uma travessa cheia de biscoitos. Sorriu para o casal e deixou-a sobre a mesa dizendo:
– Um lanchinho para vocês! Já conheceram todo o orfanato?
– Não Chico – Carol respondeu, mordendo um dos maravilhosos biscoitos. –, por enquanto só conhecemos a sala e a cozinha.
– Aposto que vamos adorar. – Junior completou. – Tudo está maravilhosamente bem arrumado, a decoração está incrível e o resto, bem... Não tenho palavras.
– Percebi que estão felizes com a inauguração do orfanato. – disse Sofia ao surgir sala, seu sorriso também era enorme. – Eu também mal posso esperar. A ideia de ajudar crianças abandonadas me deixa muito contente, impedir que elas passem fome e que durmam nas ruas.
– Tia Sofia! – Junior comemorou cumprimentando a mulher, quem antigamente fora a governanta de sua casa. – Estamos muito felizes com a inauguração sim, isso já não é novidade para ninguém! – riu.
– Tia Sofia – Carol cumprimentou Sofia, que era como uma conselheira e guardiã para a moça. – Já sabe quando as crianças vão chegar?
Sofia – ou tia Sofia, como era carinhosamente apelidada – riu e entregou à Carol uma pequena papelada. Enquanto a moça lia atentamente, comentou:
– Recebi isso hoje pela manhã. Se tudo der certo, em três dias a primeira criança estará aqui!
– Ah, ótimo! – disse Ernestina ao entrar na sala esboçando um largo sorriso.
– Ernê! –Carol, Junior e Sofia cumprimentaram-na alegremente.
– Como vai Ernêzinha? –Chico provocou.
– Ótima! Como um bolo de chocolate, Chiquinho. – ela brincou, virando-se para Carol e Junior. – Já conheceram todo o orfanato?
– Não! – Carol respondeu soltando uma pequena gargalhada. – Poderia nos mostrar o resto da casa?
– Claro.
Ernestina – ou Ernê, para os amigos e para Chico – mostrou todos os cômodos existentes no orfanato para Carol e Junior. Ambos ficaram fascinados, tudo que viam e ouviam era motivo de alegria. Fundar um orfanato tinha se tornado o sonho de ambos, devido à falta de filhos.
De volta à sala, todos riam e conversavam sobre a festa de inauguração do orfanato com empolgação. Chico estava indeciso sobre qual bolo fazer; de chocolate ou baunilha? Ernê resmungava algo sobre ter que limpar tudo depois da festa enquanto Carol, Junior e Sofia comentavam sobre as crianças; seus nomes, sexos, idades, aparências e tudo que tivesse relação com o tema.
Ao fim do dia, despediram-se e foram para suas respectivas casas, ansiosos pela chegada das crianças.
**
Balões; salgadinhos; bolo; refrigerante; doces; tudo estava pronto. Tia Sofia, Ernê, Chico, Carol e Junior aguardavam ansiosamente. José Ricardo, Carmen, Beto e Clarita compareceram. O grande dia havia chegando enfim.
Todos conversavam animadamente quando a campainha soou. Os olhares se voltaram para a porta. Carol e Junior se entreolharam. O herdeiro dos Almeida Campos caminhou até a porta com longos passos, pousando a mão trêmula sobre a maçaneta e girando-a lentamente.
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