Bringing Hope (interativa)
7 Capítulo Sete
Notas iniciais
– O gatinho era da vizinha. – Chico contava o incidente da noite anterior para Carol.
– Esse gatinho nos deu um batia susto! – Marina serviu-se com uma xícara de café. – Bom dia Carol e Chico!
– Oi Má, bom dia! – respondeu a moça.
– Má? – a menina deixou escapar um sorriso. – Eu gosto do apelido!
– O café está bom? – Chico sentou-se ao lado de Carol.
– Sim. – a garota sorriu. – Maravilhoso!
Emma e Anie entraram na cozinha.
– Bom dia Carol – disseram em uníssono.
– Bom dia meus amores. – a moça deu um abraço e cada uma.
Emma serviu-se com um copo de leite e um pedaço de bolo de chocolate. Anie preferiu apenas uma xícara de café.
– Meninas... – Carol tomou um gole de seu café. – O que acham de sairmos hoje?
– Boa ideia. – Emma sentou-se ao lado de Carol. – Para onde vamos?
– Que tal um piquenique em um parque ecológico? – sugeriu Junior ao entrar na cozinha, o moço cumprimentou a esposa com um beijo.
– Parece ótimo! – comentou Anie com um sorriso.
– Gostei da ideia. – Marina levantou-se e levou sua xícara até a pia.
Neste momento Clara entrou na cozinha acompanhada de Larissa. Ambas serviram-se e sentam-se; Larissa ao lado de Anie e Clara ao lado de Carol.
– Ei meninas, vamos fazer um piquenique hoje! – Emma deu uma mordida em seu pedaço de bolo.
– Legal! – comentaram.
Em poucos minutos todos haviam terminado seu café. As meninas foram para o quarto e lá se arrumaram. Decidiram usar roupas bem frescas, já que o dia estava quente e ensolarado.
Na sala Carol, Junior, tia Sofia, Ernestina e Chico as aguardavam. Larissa e Anie foram as primeiras em descerem, seguidas por Emma, Clara e finalmente Marina.
– Vamos? – Junior abriu a porta e deu espaço para que todos passassem.
**
– Estou exausta. – Anie se jogou em sua cama. – O dia foi ótimo.
– Foi mesmo! – Larissa sentou-se no chão, ao lado da cama da Anie. – O parque é muito bonito...
– O piquenique foi a melhor parte. – comentou Clara. – Nos divertimos muito!
Marina, quem estava sentada em sua cama e organizava uma gaveta, encolheu os ombros. A garota esboçou um sorriso, mas como estava de costas para as meninas, elas não puderam vê-lo.
– Marina – chamou Larissa. –, você não gostou do passeio?
– Gostei sim! – Marina encarou-a por cima do ombro. – Mas eu não preciso ficar gritando isso para os quatro ventos como você faz, preciso?
– O que você quer dizer com isso? – Larissa levantou-se e apoiou as mãos no colchão da loira encarando-a.
– Nada. – Marina fez o mesmo que Larissa, as duas estavam face a face. – Mas se você inventou entrelinhas eu não posso fazer nada.
– Escute aqui Marin...
– Não, escute aqui você! – a garota interrompeu aos gritos. – Eu não sei o que você tem contra mim, mas você não é ninguém para falar comigo nesse tom! Além disso...
Larissa agarrou os pulsos de Marina com força, fazendo a garota se assustar. Anie levantou-se rapidamente e tentou apartá-las, sem sucesso.
– Parem! – gritou tentando fazer Larissa soltar Marina. – Parem com isso!
Clara olhava as meninas com certo espanto.
– É bom você calar a boca! – Lari dirigia-se a Marina.
– Ou o quê? – Marina encarava a garota com desprezo. – O que vai fazer? Diga-me!
Os momentos seguintes ocorreram muito rápido. Larissa levantou a mão e ia dar uma bofetada em Marina, mas a loira agarrou seu pulso antes que a garota pudesse continuar.
– Me respeite! – gritou.
As duas ficaram se encarando por alguns instantes até Larissa puxar seu braço bruscamente, soltando-se. A menina saiu do quarto pisando duro e, quando abriu a porta chocou-se com Emma, derrubando-a.
– Marina! – Annalisa acudiu a garota, sentou-a em sua cama e sentou-se ao seu lado. – Está tudo bem? Não fique brava com a Lari, ela só está... Nervosa.
Marina apenas assentiu, estava um pouco em choque.
– O que aconteceu? – questionou Emma se levantando.
– Nada, depois te explico! – disse Annalisa soltando Marina e correndo porta a fora. – Larissa, Larissa!
Após deixar o quarto, Anie atravessou o corredor como raio, quem a visse pensaria que ela estava treinando para uma corrida. Desceu as escadas com a mesma rapidez e sem se importar com o que poderia ocorrer.
Encontrou a garota no pátio, com as mãos sobre a cabeça.
– Lari... – tocou-lhe o ombro.
– Eu não a suporto! – a menina deixou-se cair sobre um dos bancos. – Ela e seus comentários idiotas!
– Se acalme. Você só precisa ignorar. – sentou-se ao lado da amiga.
– Ignorar! Como?
A campainha soou. Elas se entreolharam.
– Vem, vamos para a sala. – a menina segurou o braço da amiga e saiu arrastando-a
– Por quê?
– Por que vamos para a sala! – a expressão de Anie era desconcertante e ao mesmo tempo cômica. – Não quer saber quem tocou a campainha?
– Quero.
– Então!
Quando chegaram à sala se depararam com Emma e Marina descendo as escadas. A campainha soou novamente, ninguém havia aberto a porta quem seja que estivesse lá fora.
Larissa fuzilou Marina com os olhos. A menina retribuiu com um olhar de desprezo e virou-se para a porta, caminhando até a mesma.
– Já estou indo!
Ao abrir a porta um garoto de cabelos pretos, olhos castanhos pele clara e entrou correndo no orfanato, quase derrubando a garota. Tinha uma expressão de pânico.
– Feche a porta, feche-a! – pediu. – Socorro! Vocês precisão me ajudar! – ele segurou uma das mãos de Larissa e uma das de Emma. – Se ela me achar eu tenho certeza de que ela vai me matar da pior maneira possível, só será questão de tempo! – disse ofegante.
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