Bringing Hope (interativa)
26 Capítulo Vinte e Seis
Notas iniciais
– Sério mesmo Nico? – Marina encarava perplexamente o amigo.
O loiro assentiu, acabara de contar à amiga sobre a briga que tivera com Cassie.
– Você acha que necessário tomar alguma providência? Porque eu sinceramente não sei o que fazer, não sei. – suspirou frustrado.
– O certo é falar com a Carol. – a garota encolheu os ombros.
– É. Mas não sei como contar isso a ela. Não quero piorar a situação ou, sei lá, provocar a Terceira Guerra Mundial.
Má riu brevemente.
– Terceira Guerra Mundial? Que criativo! – fez uma pausa. – Mas, falando sério, acho que você deveria chegar e contar tudo exatamente como aconteceu. Sendo imparcial, sabe? Porque você não estava certo ao tomar as coisas da menina, não acha?
– Não, não estava. – suspirou. – Obrigado Má... A Carol está aqui? Quero falar com ela o quanto antes!
– Está sim! Na cozinha, conversando com as meninas sobre o casal que virá nos conhecer amanhã!
– Jura? Um casal? – Nico levantou-se, ajeitando os cabelos.
– Sim, o primeiro dede que o orfanato foi criado! – Marina possuía uma expressão séria, indiferente.
– E você não está empolgada? Eu estaria nas nuvens! – o loiro soltou uma gargalhada.
– Sinceramente, pra mim é algo... – Marina procurava a palavra certa. – Novo! Nada mais.
– É diferente, a sensação. Na primeira vez que isso aconteceu comigo, até hoje não sei descrever bem como me senti.
A garota riu, afastando uma mecha de cabelo que lhe dificultava a visão. Observou o amigo cruzar a sala.
– Desculpem, mas terei que interrompê-las! – Nico fez uma entrada quase triunfal. – Carol, podemos conversar? É um assunto... Um tanto sério!
– Claro Nico! – a moça levantou-se rapidamente, gesticulando para que ele a acompanhasse.
As garotas observaram-nos até sumirem de vista.
– Lá vai o dedo-duro! – Cassie bateu o punho contra a mesa. – Menino idiota, nem deveria estar aqui!
– Prefiro que ele esteja aqui, não você! – Larissa contestou tentando parecer indiferente, sem sucesso.
Cassie arqueou as sobrancelhas.
– Jura? – a garota de mechas roxas riu sarcasticamente.
– Juro! – respondeu secamente.
– Pois é, o sentimento e recíproco! – Cassandra levantou-se bruscamente e saiu da cozinha pisando duro. – Ele vai me escutar!
Larissa suspirou.
– A Gabriela vai embora e no lugar dela entra... Essa menina! O que eu fiz Deus? – gesticulou, tentando tirar a tensão que se criara no ambiente.
Emma, Clara e Anie riram. Sofia cruzou os braços.
– Meu irmão tem um péssimo gosto pra amigas! – encarou firmemente a garota. – E pra namoradas também, infelizmente. – dirigiu o olhar à Anie.
Sofia saiu da cozinha em seguida, com uma carranca.
– E uma má sorte horrível, porque com uma irmã dessas, inimigos são bem-vindos! – Larissa sorriu. Sentia-se mais feliz do que o normal.
– Só achei “namorada” um termo muito desnecessário. – Anie fazia uma dobradura com um guardanapo.
– Eu gostei dessa parte – Emma riu enquanto se esquivava do barquinho que Anie fizera com o guardanapo. –, até porque não está muito longe da verdade!
Anie fuzilou a amiga com o olhar.
– Ok Emma. Já entendi. – Anie fez sinal de desistência.
No pátio, Sofia sentou-se ao lado de Cassie.
– Ambas sabemos que você fez alguma coisa. Se quiser me contar, ficaria encantada em te ajudar a dar uma lição naquele loirinho intrometido!
– Nada tão surpreendente; ele ficou escandalizado por que eu ia fumar. Fez uma tempestade num copo d’agua. Disse que não era certo, que eu ia me matar e um monte de coisas mais! Exagerado, ele. – bufou.
– Tadinho! – Sofia ironizou. – Como se ele fosse um santo... Mas fumar aqui no orfanato? Essa foi boa! Aposto que as “mocinhas” iriam cair do pedestal se vissem!
– Claro que iriam.
– Focando no que interessa, você pretende se vingar?
– Claro! – Cassie sorriu maquiavélica. – Já tenho planos para isto. Planos muito bem bolados.
Fale com o autor