Bringing Hope (interativa)
9 Capítulo Nove
Notas iniciais
– Ei pessoal, que tal assistirmos um filme? – sugeriu Clara.
– Boa ideia... – comentou Marina, acomodando-se no sofá.
– Oba! – Larissa sentou-se no chão, prestando atenção enquanto Clara pegava uma caixa cheia de DVD’s.
– Hoje não, pessoal, talvez na próxima. – Cadu levantou-se da poltrona e seguiu em direção ao pátio.
– Ele está preocupado com a irmã, pessoal. – Emma tentou justificar.
– Ele deveria tentar se distrair! – Marina encarou Emma por um instante, mas logo se concentrou novamente em Clara, quem procurava uma boa opção de filme.
– Esse parece legal. – comentou a ruiva, apontando para um dos DVD’s presentes na caixa. – É uma comédia.
– Pela capa parece... Interessante. – Emma sorriu, sentando-se numa das poltronas.
– Eu vou pedir para o Chico fazer pipoca! – exclamou Larissa ao se levantar – Vocês querem?
– Claro! – responderam todas.
A garota deu sorriso e dirigiu-se à cozinha.
No pátio Cadu surpreendeu-se com a presença de Anie, quem estava sentada sobre o chão com um olhar pensativo. Suspirou longamente e aproximou-se da garota.
– O que foi Cadu? – questionou a menina, encarando-o por um breve momento. – Algo errado?
– Não. – sentou-se ao seu lado. – Eu só queria respirar um pouco, trocar de ambiente, mas você teve essa ideia antes! – brincou.
A loira não pôde evitar que um pequeno sorriso se formasse em seus lábios, porém logo abaixou a cabeça, encarando as próprias mãos.
– E você? – o garoto passou a mão pelos cabelos, despenteando-os.
– Eu? O quê? – os olhos de ambos se encontraram.
– Há algo errado?
– Não. – suspirou. – Eu só... Só estava pensando no meu pai. – explicou. – Sabe, eu... Tento não pensar, mas às vezes se torna impossível.
– Sei bem como é. – fez uma longa pausa. – Sabe... Depois que meu pai se suicidou me senti muito mal, sempre achei que havia algo errado em pensar nele. – segurou uma das mãos da garota. – Hoje sei que não há. Ele sempre será meu pai, não importam os motivos que o levaram a fazer o que fez.
– Não, não há nada de errado em pensar nos pais, mesmo quando eles nos abandonaram – referia-se à sua mãe. –, são assassinados, morrem em um acidente ou até mesmo quando se suicidam. Afinal, se não fosse por eles, não estaríamos aqui! Ou estaríamos? – riu.
– Suponho que não. – o garoto fez uma careta tentando expressar dúvida, porém não conseguiu segurar o riso.
Ambos riam descontroladamente quando Larissa surgiu no pátio. Ao ver a cena, recuou um passo, dizendo:
– E... Eu vou voltar lá pra sala!
– Não, Lari! – Anie levantou-se. – O que foi?
– Ah, eu queria chamar vocês, o Chico fez pipoca e as meninas vão ver um filme. – explicou um pouco sem graça.
– Oba, pipoca! – comemorou Cadu.
– Mas você disse que não queria ver o filme! – brincou.
– Mas você não disse que haveria pipoca!
O garoto levantou-se em um pulo e correu em direção à sala. As meninas riram e o seguiram. Ver um filme não seria nada mal, já que o fim de tarde não era um dos mais animados.
Quando chegaram à sala o filme já havia começado. Acomodaram-se como puderam e o mais rápido possível.
O filme era uma verdadeira comédia. Riram sem parar por um bom tempo. Quando a comédia terminou, Larissa, Marina, Clara e Anie foram para o quarto das meninas. Emma e Cadu foram para a cozinha, alegando estarem com fome.
– Fala sério, Annalisa! – disse Larissa para a amiga.
– Sobre o que, senhorita Larissa? – a garota arqueou uma sobrancelha.
– Sobre o Cadu – Clara aproximou-se.
– O quê? Vocês não estão achando que eu e...
– Ele é muito velho para mim. – Clara defendeu-se.
– Ele não faz meu tipo. – justificou Larissa com um sorriso travesso.
– Não estamos achando nada. – contestou Marina. – Não ligue para elas, a vida é sua!
Antes que a garota pudesse responder, Ernestina abriu a porta com um estrondo.
– Vamos cambada, os moradores novos chegaram!
– Hoje? – questionou Clara. – Mas ninguém nos avisou que eles chegariam hoje!
– E você acha que me avisaram? – a zeladora saiu sem ao menos esperar uma resposta.
As garotas deram de ombros. Ao descerem as escadas, depararam-se com dois garotos e uma garota. O primeiro garoto de estatura baixa, olhos cor de mel, cabelos encaracolados e de aparentemente onze anos; o segundo possuía cabelos castanhos, olhos negros e altura mediana; a garota, morena e possuía belos olhos verdes.
– Pessoal – começou Junior. –, esses são Guilherme – indicou o primeiro garoto com uma das mãos. –, Lucas e Gabriela.
– Oi. – disseram Lucas e Gabriela, um pouco tímidos.
– Eaê pessoal! Tudo beleza? – Guilherme deu alguns passos. – E então, que tal me apresentarem o local?
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