Bring Me the Mermaids

29 Terou Island. Final Part.


Notas iniciais
Tenha misericórdia! Não vou nem perguntar quanto tempo, porque jesus! Acho que nem respondi os comentários D: Gente, desculpa DD: Esse mês foi bastante complicado. Nas notas finais estará tudo explicadinho da demora! Boa leitura lindes! ♥ ♥ ♥ ♥

Heartfilia

Sabia que o que Erza estava falando era mentira, obviamente fará algo tão bizarro ou pior quanto o que estava prestes a fazer. Assenti sorrindo, pelo menos o essencial fará. A ruiva respirou bem fundo e enfiou o pequeno ser dentro da sua boca.

Em vez de esperar as consequências disso, puxei seu braço para lugar afora. Precisávamos sair agora! Não parecia que Erza tinha engolido alguma coisa, seu corpo aparentava estar bem e ela corria em uma velocidade incrível. Mas parecia que talvez não poderíamos chegar na borda.

Decidi olhar para trás esperando com que estivéssemos salvas, infelizmente aquele não era o nosso dia. Em cima das árvores, apareceu diversas fadas querendo vingança pela morte de sua companheira. Como podiam voar, a proximidade foi diminuída rapidamente, não era preciso olhar para trás novamente para saber o quão próximas estavam.

Em um pulo, entrei dentro do mar. Como antes, as bolhas de ar naquele território não funcionariam por muito tempo, precisávamos nadar bem rápido para não ter problemas. Estava com facilidade para nadar, mas Erza estava começando a ficar lerda e isso se dava por ela sofrer com os primeiros sintomas de engolir uma fada, esperava que o pior ocorresse depois que passarmos a barreira.

Com medo de algo ocorrer a ela, peguei sua mão, assim iríamos mais rápido e teríamos mais chances de nos proteger. Tentava nadar mais rápido, mas um peso o fazia ficar mais lento.

Olhei para trás esperando ser uma fada nos puxando, o que seria fácil afastar, no entanto, Erza praticamente desmaiada fez com que o desespero tomasse conta de mim. Tão rápido assim?! Não é possível! A bolha ainda estava em seu rosto, então respirar não seria uma dificuldade.

Senti a bolha ficar cada vez menor a cada distância diminuída, precisava nadar mais rápido e mais precisa, não era ali que Erza morreria e muito menos dessa forma!

Consegui perceber a energia poderosa da barreira, estava aumentando e isso queria dizer que as fadas estavam fortificando. Não que adiantasse alguma coisa, estavam lidando com uma lendária afinal de contas. Nós escaparíamos dessa.

Respirei a quantidade de ar que poderia e liberei a mesma quantidade de magia de antes, abri uma parte do bloqueio e passei primeiro Erza e depois eu. Tão rápido como passamos, nossas bolhas de ar foram aumentadas e estávamos próximas do navio. Por não estar mais em território das Bluecap, Juvia tinha total liberdade para manusear a água.

Logo senti o chão do navio sobre meus pés, e para não perder tempo, depositei Erza na superfície.

— O que aconteceu?

— Não estou com tempo para responder esse tipo de pergunta agora.

Coloquei minha orelha em seu coração, os batimentos estavam fortes, porém demorados. Movi minha mão para sua barriga, esperava sentir apenas uma energia, mas um pequeno movimento em baixo da minha mão foi o suficiente para entender que a pequena fada se alimentava da energia de Erza. Se continuasse dessa forma, Fairy Tail não terá mais vice capitã.

— Juvia, preciso que coloque todas as proteções que souber em volta de nós. – Levantei a cabeça e olhei para a tripulação. – Preciso de algo que corte. – Vi Natsu se aproximando de mim.

— O que está acontecendo? – Ele retirou uma bainha de sua cintura, sua mão segurava a lâmina enquanto apontava o pomo para mim. – O que aconteceu na ilha?

— Explico tudo depois.

Peguei rapidamente a espada, olhei os movimentos feitos no estômago dela e, sem pensar duas vezes, perfurei o local. O olhar surpreso de Natsu não era convidativo. Para não deixar com que a fada se regenerasse, deixei a espada no corpo.

Olhei atentamente para o local esperando com que tenha acertado a fada e tirado, pelo menos, metade do que Erza aguentaria. No entanto, isso apressou um resultado. O mar, que estava antes a nossa volta, sumiu de repente, e em seu lugar, um cenário negro cobria o lugar da água.

Diferente o que ocorreu com meu amigo, não estávamos completamente protegidos. A situação era pior do que pensava.

— O que está acontecendo?

Sussurros desesperados feito pelos piratas causavam um nervosismo a todos. O desespero era compreensivo, mas não resolveria a situação. Buscando respostas, olhavam para mim achando que saberia de tudo.

Não poderia dizer a eles que o que ocorreu foi culpa de Erza e que somente ela pode nos tirar daqui. Além do mais, o que ocorrer com a ruiva será algo que eu não poderei resolver. Tudo o que posso fazer é protegê-los de tudo que pode aparecer.

— Fiquem quietos! – Em um grito, Mirajane silenciou a tripulação. Tão calma como parecia, a albina andou até a mim – Pode nos dizer o que estamos enfrentando? – Sentou do meu lado.

Assenti em resposta. Respirei fundo e soltei o ar. Preocupada com Erza, passei ambas as mãos em seu corpo.

— Estamos em lugar nenhum. Esse espaço negro não existe no universo. – Olhei para o espaço. – Posso dizer que é um lugar feito por Erza. Não precisam se preocupar, não acontecerá nada com vocês. – Sorri tranquila para os rostos desesperados. Devido ao alívio sentido, alguns caíram no chão. Riria se não soubesse como era ter essa sensação.

— Então… Se estamos bem, por que Erza parece estar mal?

— Nesse exato momento, ela está confrontando a fada. Não é corporal, e sim espiritual. Enquanto viva, a anciã liberará energia para vencer sua vice capitã e conseguir não somente seu corpo, mas também os resquícios de alma que existem nela. – Me movi para a cabeça da ruiva e a coloquei em minhas pernas, quem sabe assim ela não estará mais confortável.

— Heartfilia. – A voz rude era inconfundível. – Ela vai viver?

Dos meses que estou aqui, poucas vezes vi Dragneel sendo tão amável com seus companheiros. Os desafios que os tripulantes foram participar, não houve uma única vez que o rosado mostrou-se realmente preocupado. Consigo entender tamanho medo, afinal perder um deles daria bastante sofrimento.

E com Erza inconsciente, o arrogante capitão da frota mostrava-se preocupado. Mas infelizmente, não poderia dar boas notícias. Se ela viveria ou não, era algo que cabe a ela resolver. Nesse confronto, Erza terá que ser forte e íntegra em suas respostas.

— Infelizmente Dragneel, não posso dar essa resposta. – Abaixei a cabeça. – Isso é algo que apenas ela pode resolver.

Com o coração ansioso, esperávamos que a ruiva conseguisse acordar tão bem como estava mais cedo.

Erza Scarllet

Se alguém me perguntasse o que estava fazendo, não poderia dizer com certeza. Parecia vir em minhas lembranças uma corrida e morte. Mas eram momentos que logo eram substituídos por pessoas que já há muito tempo não tenho contato. Alguns rostos eram reconhecíveis, outros não muito. Memórias de infância, talvez?

Em passe de mágica, todas essas pessoas desapareceram e, em seu lugar, uma escuridão tomou seus lugares. Não tinha como saber o que estava a minha frente, olhar para trás não adiantaria alguma coisa. Tomar a decisão de olhar para o meu corpo parecia ser a mais sensata, e foi o que fiz. Abaixei a cabeça esperando com que a escuridão tenha enegrecido tudo, mas a fraca luz que saía de mim provava o contrário.

— Então, eu sou a luz.

Afirmei levantando meu braço e olhando para ele. O movi para frente, achando que um feixe de luz se formasse, mas foi inútil. Nada além de mim brilhava. Decidida a saber mais do que estava acontecendo, passei a andar para frente. Talvez exista um caminho que possa me guiar para longe daqui. Olhava para os lados esperando com que alguma coisa acontecesse. Não sabia que lugar era esse, talvez fosse uma armadilha do inimigo. O problema era: eu não sabia que inimigo era esse. A sensação de perigo existia, porém não sabia o que fazer. As memórias que apareceram antes não ajudavam em nada. Eram rostos conhecidos, mas não ao ponto de eu realmente saber quem são.

Lidar com esse esquecimento era difícil.

Aqui é o seu lugar especial?”. A voz repentina assustou-me. “Ora! Não tenhas medo humana, não sou tão temível como pensas”.

Estava apreensiva demais para que a voz conseguisse me acalmar. Instantaneamente, coloquei a mão em minha cintura, fiquei surpresa por não haver nada nela. Engraçado, esperava encontrar uma arma, porém tudo que me foi concedido foi o toque em minha pele. Isso era estranho. Não sei por qual motivo, mas achei esquisito não encontrar nada mais do que meu próprio corpo. Algo estava faltando, e não era apenas a arma.

O que, não saberia dizer.

Aqui é o seu mundo, mas parece que não sabe nada sobre ele”. Ouvi a risada delicada. “Parece que não sabe nada sobre si própria. Que humana estúpida.”. E a risada intensificou.

Rolei os olhos. Não poderia negar, não estava sabendo de nada que estava acontecendo. A única coisa que sabia era que estava na escuridão e eu sou a luz. Se havia um caminho ou algo além disso, dificilmente saberia.

E então, qual seu nome?”. Nome? Eu teria um nome? Pensei durante um bom tempo em situações que alguém poderia ter me chamado, mas nada além de pensamentos abstratos aparecia. Então a perda de memória não afetava somente os rostos. “Tu não sabes teu próprio nome?”. Neguei um pouco decepcionada. De tantos momentos que apareceram para mim, o nome era algo que me parecia ser essencial. “É uma pena, queria conhecer aquela que me matou.”. Não pude fingir surpresa, não lembrava disso. “Então é isso que ocorre quando um mero mortal se alimenta de um ser como nós.”.

— O que seria você? E por que matei você?

Isso somente tu podes me dizer, humana. Os fatos que lhe fizeram tomar essa decisão, somente tu podes lembrar.”. Fez uma pequena pausa, o que me fez tentar lembrar do que estava fazendo. “Eu sou uma existência antiga. Meu clã é feito por seres capazes de viajar entre mundos e viver diversas experiências.”. Soltou uma risada. “Se fosse tão jovem quanto as pequenas que me seguem, não teria aceitado com tanta facilidade a morte que me trouxe.”.

— Por que não tentou lutar?

E ter um destino pior que este? Não é algo que sonho.”. Cansada de ficar em pé, sentei no vácuo. Esperava que não caísse de repente. “Além do mais, estar dentro de ti me parece ser um local apropriado.”. A voz riu. “Tu me pareces perdida, por qual motivo?”. Neguei olhando para baixo.

Parecia que a escuridão não tinha fim. O que me assustava um pouco, quando conseguiria ver outra forma de luz além de minha própria?

— Não consigo saber nada sobre mim. Você me perguntou meu nome, mas não sei dizer para você qual é. Talvez não é para que eu saiba.

Ou não estejas preparada. Suas memórias são bastantes bagunçadas, é difícil achar uma que não remete a medo. O quanto sofreu para ter tanto medo do mundo?”. Ficamos em silêncio por uma boa parte do tempo. A voz parecia querer estar em silêncio, e eu pensava em quando poderia sair da escuridão. Minha preocupação estava principalmente nisso. A busca por uma saída era a melhor coisa que se passava na minha cabeça, se não fosse a única.

Que tal…” A voz parou um pouco, parecia receosa. “Que tal procurarmos juntas o motivo de tu não saber seu nome? Assim… Assim não ficarás sozinha na escuridão.”. Como um passe de mágica, um pequeno ponto brilhante apareceu meu lado. Percebi que havia uma diferença entre a minha luz e a dela. A da voz era pequena, não brilhava muito e parecia poder mover para qualquer lugar. Sua cor não era em um tom muito claro, e sim esverdeado, diferente do meu, que era um tom avermelhado.

Tocada pelo que a voz falou, assenti sorrindo. A escuridão não parecia ser assustadora mais.

[…]

Algumas memórias eram absurdamente ruins. Em determinadas cenas, parecia que a sensação de horror e pânico tomavam conta de meu corpo e, sem pensar duas vezes, corria para qualquer lugar que pudesse me proteger. Cheguei a pensar que a escuridão pudesse me engolir para que conseguisse escapar sem ser machucada. Era insuportável a forma como apareciam. Minha mente estava cansada e a pequena luz do meu lado parecia se preocupar mais, tinha a sensação que ela sentia-se culpada por me fazer sofrer, a ideia foi dela afinal. Como as outras vezes, ficamos em silêncio esperando eu me recuperar.

Tu estais melhores?”. Assenti sem conseguir falar. Novamente, uma enxurrada de cenas apareceu na minha frente, eram tantas que não conseguia receber a informação realmente. Não sabia quem escolhia esses momentos, se era a pequena luz ou eu.

É difícil negar que todas as cenas são ruins e tristes, existem algumas que me faz sorrir. Parecia ser momentos eternos de felicidade. Conseguia ver que quando criança, uma adulta me amava mais do que a si própria, mas que não pude estar com ela por muito tempo. Sem ter conhecimento, lágrimas rolavam em meu rosto. Uma perda como aquela, era impossível segurar o choro. A pequena luz ao meu lado, de alguma forma, me trazia conforto. A forma como brilhava e as poucas palavras de apoio, faziam com que, vagarosamente, eu me recuperasse devagar.

Se quiser, podemos parar.”. Olhei para a luz surpresa pelo palpite. “Há sempre uma forma de achar a solução, e não parece que esta situação vai nos ajudar.”.

— É verdade, mas acho que vamos achar a resposta que procuramos, mesmo que eu sofra no processo.

Tu é uma humana estúpida.”. De alguma forma, parecia ser muito mais que zombamento vindo da voz. “Não precisa sofrer para encontrar a resposta.”. Parecia ser uma tarefa um tanto quanto difícil, pelo menos para mim. Pelo que percebi, a única forma para descobrir algo era sofrendo.

Passamos por um bom tempo apenas observando as memórias que chegavam. Não sabia como elas viam, mas a voz me explicou que ela trazia com o poder dela. Se ela era capaz de apagar memórias, então trazê-las de volta não seria difícil, ainda mais se for em um evento momentâneo como este. O que estávamos enfrentando era a minha perda de memória, que aconteceu devido a algo que eu não sei, mas que a voz certamente sabe.

De um jeito, as imagens com os corpos estranhos desapareceram e, em seu lugar, diversas vozes se fizeram presente. Com tantas vozes dentro do espaço, acabava por ouvir nenhuma. Nem a graciosa voz que estava comigo era capaz de entender o que ela dizia. Murmúrios e gritos faziam parte e isso estava me irritando. Queria que tivesse uma forma de estar em silêncio, porém permitir com que as vozes continuassem, dessa forma saberia meu nome. Precisava daquela voz novamente, ela certamente saberia o que fazer.

Não valeria a pena procurar por luzes, já que o local estava rodeado de pequenos pontos coloridos, então comecei a pensar na presença que sentia anteriormente com ela. Respirei fundo e me concentrei. As vozes ainda eram presentes, mas depois de um tempo, pareciam diminuir. Pensando em não extinguir essas vozes, concentrei mais ainda.

Ora, finalmente achastes a minha voz.”. Sorri diante afirmação. “Pelo visto encontrou uma forma de realizar uma ação sem sofrer. Estais melhorando, humana.”. Suas palavras preenchiam meu coração. Sem que precisasse falar, o pequeno ponto de luz começou a dizer sobre o que eu deveria fazer, como filtrar as vozes e estar em um ponto silencioso, sem que venham me perturbar.

Não poderia fazer correndo, precisava ouvir calmamente o caminho para que não sofresse no final. Primeiro, pensei em minha presença. O local onde está meu corpo, a respiração, movimentos e espaço. A força em que ele se constitui. Saber o quanto meu corpo é pesado me deixou surpresa. Depois passei a expandir essa presença, como se formasse um pequeno círculo em volta de mim, protegendo-me de tudo que poderia estar me fazendo mal. Obviamente não excluiria a pequena voz.

O terceiro passo seria, miraculosamente, deixar o pequeno espaço em que meu corpo estava envolvido em pleno silêncio. O lado de fora poderia estar um pandemônio, mas dentro jamais deve haver tanto barulho. “Tu precisas de silêncio para pensar, afinal, é no silêncio que percebemos o quanto os pensamentos podem incomodar.”. Sua explicação era bastante simples para isso, mas não era ela quem faria. “Para assimilar as informações recebidas, é necessário que tu tenhas o pleno silêncio dentro de vós. Nada poderá escapar de teu mundo, pois tudo fará parte dele.”. Não estava entendendo absolutamente nada.

Resolvi deixar essas explicações para lá e pensar no milagre que precisava fazer. Entretanto, era algo completamente fácil. Não era pensar em como fazer silêncio e sim provocá-lo. O último passo era, calmamente, escolher uma voz de cada vez e escutar, não somente suas lamúrias, mas a história daquela voz. Pode ser que talvez uma delas seja reconhecida.

Tinha algumas que não acreditava que estava conversando comigo, que eu teria falado com elas. Outras, fazia com que desejos de continuar o diálogo continuasse, fato que não ocorreria com tanta facilidade. Demorou bastante tempo para conseguir sons significativos. Algumas descobertas estavam sendo “satisfatórias”, era simplesmente difícil não sorrir com isso.

Uma voz em específico sempre aparecia, a pequena luz me explicou que isso era devido a ela ter participado de muitas coisas em minha vida. Se era bom ou ruim, não saberia dizer. Algo em mim dizia que não era uma boa ideia escutá-la, então resolvi escutar isso e sempre ignorar quando aparecesse. Outra voz me parecia ser bastante familiar, era grossa e arrogante, mas com um toque de gentileza.

Parecia certo ouvir, e me surpreendi por tamanha informação. O melhor foi: devagar, minhas memórias passaram a vir e, dessa forma, sabia que estava em um navio anteriormente e que haviam várias pessoas que eu comandava. O rosto da voz se fez presente, e um sorriso tomou conta de mim. Não sabia que Natsu era tão barulhento.

Se estais sorrindo, então deve ter um bom motivo.”.

— O capitão da frota em que estou é arrogante e bastante barulhento, mas é inteligente também. – Dei de ombros.

Estais lembrando!!”. Assenti sorrindo. “Então logo lembrarás de quem és.”.

Fechei meus olhos e continuei a focar nas vozes que vinham. Algumas eram gentis e outras assustadoras, mas que me ajudavam a lembrar de muitas coisas do meu passado. A lembrança da pessoa gentil que me chorar momentos antes, era de minha mãe, e pensar novamente em sua morte era algo deprimente. O falecimento dela foi horrível, lembro de ter jurado vingar por isso.

Diversas partes de minha memória já haviam voltado, mas o essencial não. Meu nome não foi falado por ninguém, sequer Natsu ou Mira. Melhor, eles falavam, mas eu não era capaz de ouvir. Seria isso um bloqueio? Perguntei isso a pequena luz.

O nome é o que te forma, de que adiantas eles lhe chamarem e você não perceber?”.

Sequer consegui entender quando minha própria mãe me chamava. Parece que teria que ouvir a voz que não queria. Respirei bem fundo para me preparar, só não esperava pelo ataque.

[…]

As coisas que tinha feito, o que tinha ouvido e falado. Tudo parecia ter sido explicado. Como poderia esquecer de minha própria história? Como pude esquecer do meu próprio nome? De forma simples, silenciei a voz e a pequena luz veio em meu socorro.

Estais bem?”. Assenti. “Depois que aquela voz começou a falar, não consegui mais alcançar-te.”. Era verdade, mas isso não era difícil de entender. O dono da voz conseguia fazer isso, então a fala não seria diferente. Ri alto por tamanho poder dele. “O que é tão engraçado?”. Neguei.

— Apenas penso na vontade absurda de enfiar a lâmina na cabeça dele. – Levantei do vácuo e limpei minha roupa, um ato inútil. – Vai ser um prazer fazer isso.

Lembraste de tudo?”. Assenti. “Qual o nome daquele que me silenciou?”. A olhei me perguntando se deveria falar, mesmo ela dentro de mim e eu, tomando consciência de que estava em meu domínio, não sabia se poderia confiar.

— Não me lembro. – Dei de ombros. – Apenas sei que o matarei, assim meu nome não será falado com tanto desprezo.

Qual seu nome, humana? E o que te fazes continuar com tanto ódio?” De certa forma, o medo da pequena fada me fazia sentir mal, depois de tanta conversa e ajuda, não achava que ela sentiria medo de mim. Mas não retiro a razão dela de sentir isso.

— Erza Scallet. – Uma espada foi feita na minha mão. – Estava com saudade disso. – Coloquei a lâmina próximo ao rosto. – Ódio, né? – Dei uma curta risada. – É mais simples do que imagina, se for pensar. Se olhar muito afundo, vai ver muito mais do que uma massa de ódio e, provavelmente, vai ser capaz de matá-la.

Como podes dizer com tanta facilidade?”. Me virei para a pequena luz sem expressão no rosto. Coloquei a espada na bainha e fui em direção a fada, ela não podia se mexer porque eu não queria que isso ocorresse. “Pretende me matar novamente?”. Soltou uma risada curta, porém assustada. “Que bom que estava preparada.”.

— Você tem muito medo de mim. – A cutuquei com meus dedos. – Não sou tão cruel assim. – Sorri amigavelmente. – Tive uma vida difícil, não foi fácil sobreviver ao mundo. – Fiquei séria novamente. – Te matei para conseguir ir em outros mundos, e apenas eu teria a capacidade de fazer isso. Estamos com uma Heartfilia e vamos atrás do tesouro lendário.

Incrivelmente, parecia que a luz ofuscante começava a diminuir e a forma dela passou a parecer. Pelo menos a cabeça eu conseguia ver. Sua feição foi tomada por susto, para depois compreensão.

E precisam de mim para encontrar o Rei do Fogo.”. Assenti curiosa pela informação. “Parece que a Heartfilia segue os passos de seu amigo mágico.” Ela olhou para seu corpo. “Minhas forças estão diminuindo gradativamente, acredito que logo nos tornaremos somente um ser.”. Suspirou. “Espero não sentir a raiva que sentes.”.

— Acha que só carrego raiva? – Ri alto quando ela assentiu. – É muito mais do que isso. – Peguei a espada novamente e passei a manejar. – Passei por muita coisa para só sentir raiva. Com o poder que tenho, e que ainda vou ter, vou ser capaz de realizar meu juramento. – Antes que ela começasse a falar, terminei minha fala. – Vou matar todos aqueles que ousaram tocar suas mãos imundas em mim. – Um sorriso sombrio tomou conta do meu rosto. – E isso não vai ser difícil de fazer.

Notas finais
Se tem algum erro de coerência e gramática, peço desculpas! E me falem para poder corrigir!!! Então gente, como prometido :D Comecei a fazer estágio remunerado, e só chego em casa 20:30; na faculdade tem o estágio obrigatório (que nem começou ainda, mas que tá numa luta tensa pra achar campo); comecei a fazer parte de um projeto extensivo, tenho que ler textos ENORMES para debater nas reuniões. Tá triste D: Quase não entro no computador, então assim, peço desculpas. Já fiz muitos rascunhos de capítulos futuros, então estamos salvos daqui a muito tempo :D KKKKKKKKKKKK Ai gente, que bom que deu tudo certo hoje! Esse capítulo é de aniversário para uma amiga minha que só enche meu saco :D Jés Mellody (sempre erro o Melody .-.) Quero saber, o que acharam? Finalmente a saga acabou!!! Erzinha com poderes lindos *----* Apenas para vocês ficarem de boas: a Bluecap será explicada no próximo capítulo NORMAL, lembrando que o seguinte é ESPECIAL. Não se esqueçam de falar o personagem que quer. :D É isso gente, muito obrigada pelos favoritos, comentários, acompanhamentos, divulgação etc. Obrigada mesmo! Não estaria aqui sem vocês S2 Depois responderei os comentários. Beeeeeijos!