Bring Me the Mermaids
14 Look Foward
Notas iniciais
~Olhe Para Frente
Bisca e Alzack seguiam o casal a sua frente com certo receio. Eles não sabiam o que a ilha tinha, o que os dois planejavam e estavam com medo de não voltarem vivos. Ver os dois conversando animadamente, faziam com o que a preocupação deles aumentasse. Se é uma missão dada por eles, então deveriam estar em silêncio e os dois atrás observando seus comportamentos. Certo? O contexto deveria ser sério, e não aparentemente descontraído.
Em alguns momentos, Bisca e Alzack viam a mesma mulher sangrenta andar um pouco mais a frente deles, e ela andava com muita dificuldade, de longe eles conseguiam ver partes do corpo em que estavam seriamente feridos. Eles queriam andar mais rápido que Anne e John para que pudesse ajudar essa mulher, mas parecia que os dois não viam. O que era confuso, pois a mulher estava na frente deles!
Anne e John guiavam os dois sem olhar para trás, entretidos na própria conversa, então sequer perceberam o que estava acontecendo atrás deles. Andaram até chegarem em uma árvore com o comprimento largo e raízes que conectava a todas as árvores da floresta. John foi até a árvore e encostou sua mão nela. Ele olhava para cima com certa nostalgia. Anne, olhava para a mulher encostada na árvore, a mesma mulher que estava sangrando anteriormente. A morena se virou para os dois sorrindo.
– Eu sei que vocês viram a mulher andando machucada, e detesto dar péssimas notícias, mas essa mulher sou eu há muito tempo. Poucos dias antes de morrer na verdade. – O casal arregalou os olhos e Anne se virou para seu companheiro. – John não morreu aqui como vocês sabem, ele morreu na Jamaica, mas ele quer ser livre juntamente comigo. – Voltou o olhar para os Connell. Anne olhava para os dois com empatia, ela entendia o sofrimento deles. – O que vão passar aqui vai ser um crescimento muito grande para vocês e para o seu capitão. Espero que vocês possam ser capazes de ver a luz que nós não vimos.
Navio Fairy Tail
Entardecer
No navio, Natsu Dragneel se apoia na proa* navio encaram o barco do casal na ilha. Estava preocupado com o que poderia acontecer, ainda mais quando viu que os dois pararam durante um tempo em frente a floresta e só depois de um tempo entraram. Ele não via absolutamente nada na ilha, e não ajudava quando o que a Heartfilia tinha falado antes em sua cabine estava preso em sua mente.
Quem ela achava que era para falar daquele jeito? Ela não sabe o significado de escuridão. E como foi que ela viu que ele já estava dentro dela? Ele não sabia dizer, e não estava querendo pensar no quando a sereia poderia atrapalhar sua vida pessoal. Sentiu uma presença do seu lado, e não precisou virar para saber que era Erza que foi para ao seu lado. Com o vento soprando contra eles, Natsu poderia ver os cabelos ruivos soltos voando ao vento.
– Eles vão voltar Natsu. – O rosado assentiu. – Então volta pra cabine que a gente precisa ver o que fazer agora.
– Não dá para planejar sem eles Erza. – Suspirou e abaixou a cabeça. – Ainda mais quando tem mais uma frase para a Heartfilia falar para a gente o que é, e eu não duvido que quando Bisca e Alzack voltarem, vai ter mais uma frase para descobrir para onde vamos.
Viu a vice capitã virar, encostando sua coluna na proa enquanto seus braços se apoiavam nele. A Scallet olhava para o céu azul, que se escondia com as nuvens com suas diversas formas. Direcionou seu olhar para a sereia, vendo que ela também olhava as para as nuvens, e parecia se divertir com as formas feitas pelo vento. Cansada pelo silêncio de seu capitão, caminhou atá a Heartfilia, fazendo com que a loira parasse de olhar o céu acima delas e prestasse atenção na ruiva que vinha em sua direção.
– Se diverte tanto olhando as nuvens Heartfilia? – A sereia riu em resposta.
– Não é isso. – Viu Erza colocar uma mão na cintura. – Está bem, também é isso. Mas sabe, as nuvens podem dizer muita coisa Erza. – A ruiva levantou uma sobrancelha curiosa e pediu para que um marujo trouxesse uma cadeira para ela. Gostava de ouvir coisas novas. – Algumas vezes, nós podemos ver nosso futuro nela, o que mais desejamos e a verdadeira natureza de alguém. Infelizmente eu não consigo ler muito bem as nuvens, mas eu conheço alguém que só de olhar para você sabe o que passou pela vida. – Colocou as mãos para trás enquanto sorria.
– E lendo as nuvens, o que você viu?
– Eu não sou muito boa, quer mesmo saber o que eu vi? – A ruiva assentiu. – Se não gostar, já aviso, não sou realmente boa em leitura com as nuvens… Ou com qualquer outra coisa… – Completou fazendo a ruiva rir. Feliz por ter obtido esse resultado, olhou para as nuvens novamente. – Uma tempestade para esse navio, mas ela vai trazer coisas boas para todos presentes. A luz começará a entrar e alguns vão se libertar…? – Franziu o cenho não satisfeita pelo que viu. – Ah! – Exclamou virando para a ruiva. – Será? Hum… Erza, você por acaso já se apaixonou?
Arquipélago
Casal Conneell
Bisca e Alzack se aproximaram da árvore a pedido de Anne, a cada passo eles sentiam como se a árvore emanasse algum tipo de magia, porém era uma magia que atraia eles, tanto que chegaram a ficar hipnotizados por ela. Observaram que a mulher sangrenta tinha suas roupas bastantes manchadas, largas e rasgadas, deduziram que Anne anteriormente teria acabado de sair de uma batalha.
Quando o corpo físico de Anne virou, eles viram que a mulher estava com uma barriga protuberante, a forma dela demonstrava que ali antes vivia uma criança. Os Connell viraram para John e Anne, que se abraçavam enquanto olhava para os dois. Atônicos demais para falar o que sentiram, os dois juntaram suas mãos, se sentindo vivos.
– Quando eu morri… – Começou John. – Eu só soube que Anne estava esperando um filho meu quando um guarda falou que ela tinha sido liberta por estar grávida. – Apertou o abraço na morena em seus braços. – A maior diferente entre nós dois para vocês dois, é que vocês estão vivos.
– Eu sinto que Bisca deve ter sofrido muito quando viu que sua filha nasceu morta, mas sabe… – Se soltou do abraço e caminho até a mulher de cabelos verdes, pegando suas duas mãos. – Você nunca ficou sozinha. – Ficaram um tempo em silêncio. Anne soltou as mãos e voltou para perto de John, ficando de costas para os dois. – Nessa ilha, existe um lugar na qual eu e meu filho morremos juntos. Vocês dois vão procurar esse lugar e me trazer os ossos de meu filho. – Virou-se para eles com um sorriso no rosto. – Vamos esperar por vocês aqui.
E desapareceram. Bisca e Alzack se sentiam perdidos, olhavam em volta para começarem a pensar no que poderiam fazer. E não podiam ficar separados, tinham a intuição de que se fizesse isso, seria bem pior. Viram que o corpo físico de Anne respirava com bastante dificuldade, suas mãos passavam em volta da barriga e pelo corpo. Suas mãos, que antes estavam limpas, se sujavam de sangue a cada toque no próprio corpo.
Algum tempo depois, quando sentiu-se mais descansada, Anne começou a se mover para o interior da floresta. Seguindo os passos dela, observaram que no caminho, Anne jogava no chão as roupas que antes tinha vestido, e com os olhos deles, conseguiam ver trapos de roupas pela mata florestal. Alzack se abaixou para pegar um pedaço de pano, o que era bastante diferente do que eles viram Anne jogar. A morena tinha jogado um pedaço muito grande de pano, parecido com a blusa que antes estava vestindo. O simples pedaço de pano era apenas um trapo cheio de sangue.
– Bisca… Acho que o que estamos vendo é uma parte do passado dela. – Alzack murmurou assustado e sua companheira assentiu.
– Talvez Anne esteja mostrando os últimos dias dela para a gente. O que ela falou para a gente antes? – Virou para o moreno ao seu lado. – Lembra o que a Heartfilia disse antes? Precisamos prestar atenção no que ela fala, e eu acho que isso envolve o passado também. – Alzack murmurou e voltou a olhar o pedaço de pano.
– Anne disse que nós vamos poder ver a luz que eles não viram, o que isso quer dizer?
– Eu não sei, mas precisamos descobrir.
Assentindo, os dois seguiram Anne ferida em passos rápidos até chegarem em uma cachoeira. Perceberam que ela tinha se desfeito de toda roupa e objeto, mas que um permanecia com ela. Um pequeno cordão, aparentemente de ouro, chamou a atenção dos dois. Repararam em duas coisas: a primeira em que Anne tinha um apego muito grande pelo cordão, pois ficava colocando sua mão nele a todo momento e apertava com uma leve força. A segunda, é que esse mesmo cordão estava na mão da Heartfilia momentos antes da criatura estranha aparecer e ela fazer a bolha de água.
Chegaram cuidadosamente para mais perto de Anne, querendo com que a morena não percebesse que estava sendo observada, viram que ela pegava um pouco de água da cachoeira com as mãos e passava no corpo ensanguentado. Demorou um tempo, mas o corpo mostrou-se, aparentemente, limpo, e perceberam que Anne se mostrava seriamente ferida. Sua coluna estava com duas linhas grandes marcadas de vermelho, seu braço direito parecia cortado até o cotovelo. Se por trás ela parecia estar ferida desse modo, então provavelmente estaria pior na frente.
Não era difícil de imaginar a dificuldade que parecia ser para Anne, que por mais que esteja machucada, pareceu tentar proteger o filho que carrega.
Navio Fairy Tail
Anoitecer
O dia tinha passado e os marujos encaravam a ilha em conjunto. Pensavam que iria ver Bisca e Alzack chegando no barco comemorando o fato de terem conseguido solucionar o problema. Mas era muito mais complicado do que eles imaginavam, e talvez por saber disso, apenas a Heartfilia olhava para o céu estrelado.
– Loirinha. – Murmurou para Kana. – Você acha que os dois vão voltar vivos?
– Eu não sei Kana. – Suspirou e sentou na borda do tanque. – Tudo pode acontecer naquela ilha. – Pela primeira vez no dia, dirigiu seu olhar para o arquipélago. – Só espero que eles não tenham problemas demais, John e Anne vão mostrar o pior das memórias para eles. Se foi ruim eles relembrarem aqui quando foi citado, lá que é mostrado… – Suspirou novamente. – Espero que ocorra tudo bem.
Por estar preocupada com os amigos na ilha, Kana acabou bebendo mais do que deveria. Chamando a atenção dos marujos do navio, já que sempre que a morena bebia mais do que o necessário, momentos engraçados viria a acontecer. De outro modo, Kana Alberona não era a única com pensamentos preocupantes. Natsu olhava para ilha pensando seriamente se não deveria pegar um outro barco e ir encontrar seus marujos, mas tinha a possibilidade de Erza e Mirajane apanharem ele, e por mais que seja o capitão, nunca é uma boa ideia ver aquelas duas em fúria.
Erza Scallet, no entanto, observava todos ao seu redor com a mente afastada da realidade. A pergunta feita mais cedo pela sereia rondava sua cabeça, sabia que isso tinha correlação com o seu passado, e por esse motivo, se pegou pensando se a pessoa com quem se encontrava em um antigamente, era a pessoa a quem tinha se apaixonado. Mas o problema não era esse e sim a forma como a Heartfilia falou, induzindo ela a pensar que em um futuro próximo, ela vai se apaixonar. Todavia, a ruiva tinha a certeza de que isso não iria de forma alguma acontecer. Ora pois, ela é Erza Scallet, a mulher mais temida dentro da pirataria, não tem como ela se apaixonar por alguém.
A madrugada passou silenciosa dentro do navio. Os casais se pegaram mais próximos do que o habitual, receosos das mil e uma das possibilidades que pensavam sobre o casal Connell.
Arquipélago
Casal Connell
Três dias após a chegada
Peso. Fardo. Sangue. Morte. Pensamentos principais de Bisca e Alzack Connell ao avistarem Anne Bonny deitada na areia da praia. Durante os três dias, observaram que o espectro de Bonny não perceberia o fato de ser seguida durante seu caminho, então acompanharam de perto tudo o que a morena fez. O rosto com dor ao sentir os ferimentos se abrirem, vermelho por conta da febre pelos maus cuidados com o estancamento de sangue. Choroso, por sentir que perdeu seu filho antes dele nascer.
O sangue de Anne Bonny fez uma trilha por onde passaram, em alguns momentos, Bisca se pegava passando a mão na barriga, lembrando de quando sua filha foi nascer, e apenas sangue saia de sua intimidade. As roupas de Anne, antes ensaguentadas, estavam aos trapos pelas trilhas por onde os dois passavam. O ouro, que antes enfeitava a pele da morena, estava espalhado pela floresta, enferrujado por conta do tempo em que ficou naquele local.
Alzack sentia agonia por ver tudo o que ela passou sozinha. A dor que ela sentia do possível trabalho de parto, os gritos quando a água passava nos machucados, os passos que fraquejavam a cada metro percorrido. A desistência feita na praia por não se capaz mais de andar.
Não é muito difícil de imaginar a dor que Anne sentiu quando começou o trabalho de parto, que foi na própria areia, manchada por sangue. Os gritos agonizantes de ajuda que não eram escutados por ninguém além do casal, que não podiam fazer nada além de observar o que acontecia. Bisca, não aguentando olhar, abraçou Alzack escondendo seu rosto. O casal sentiu o desespero de Anne quando o filho nasceu e este não chorava, mesmo após o corte do cordão umbilical. Foi ouvido apenas suspiros provindos da morena, que ao tempo foram diminuindo até sobrar o silêncio assustador da ilha.
Esperaram o sol nascer para fazerem um movimento. Andaram até chegar no que se parecia ser o cadáver de Anne Bonny, porém o que estava na areia eram os esqueletos de uma mulher e o que ser de uma criança, esta, um pouco abaixo da perna. Bisca, atraída pela curiosidade, tocou nos ossos menores, e teve uma visão de sua filha ao nascer. Assustada, deu passo para trás, caindo na areia. O moreno chegou próximo de sua companheira, e assim como ela, tocou no osso e teve a mesma visão.
Tanto Alzack e Bisca tocaram novamente no osso, e tiveram a visão de uma pequena criança com cabelos tão negros quanto o homem e olhos vívidos quanto a mulher.
– Impossível… – Murmurou a mulher de cabelos verdes.
O casal não acreditava no que foi mostrado para eles, e impossibilitados de falar, os dois caíram em um choro profundo.
Navio Fairy Tail
Três dias depois da ida de Bisca e Alzack
Anoitecer
O deck estava estranhamente vazio, e pelas últimas experiências que teve com um deck vazio, a Heartfilia esperava que Dragneel aparecesse e desse o ar de sua graça. O que, pelo ponto de vista da sereia, demorou mais que o habitual para que ele aparecesse. A loira observou o rosado caminhar até chegar ao tanque, ao que parece, ele não continuaria a ler a história. Seria uma noite um tanto assustadora para ela.
– O que você sabe o que escuridão? – Perguntou friamente.
– O que dói em você para estar na escuridão Dragneel? – O capitão cerrou os olhos perante a resposta. – Um sentimento ou uma memória pode te levar ao obscuro, não precisa ser necessariamente um ato. – Encostou a cabeça nos braços cruzados na borda. – Sinto como se metade dos humanos do navio fossem cobertos de sombras, e somente quando uma brecha de luz entrar, é que as sombras irão a se dispersar.
Natsu, refletindo sobre o que a Heartfilia falou, moveu sua cabeça para baixo. O rosado lembrava dos momentos decisivos de sua vida, os motivos de ter se tornado capitão pirata e o que fez para que se tornasse um. Fechou os olhos respirando fundo, voltou de volta para sua cabine, e minutos depois voltou com uma cadeira e o livro que estava lendo antes para a Heartfilia.
– Acho que… Começamos errado. – Confessou o rosado em um tom de voz baixo demais para a Heartfilia entender. Olhou para a Heartfilia. – Posso fazer minha pergunta? – Ela assentiu sorrindo ao conseguir enxergar o livro. – Os dois na ilha… Vão voltar vivos?
– Possivelmente, se fazerem o que Anne e John pediram, voltarão. Reze para o que acredita faça com que eles realizem. – O rosado suspirou em resposta e quando ia começar a ler a primeira linha do capítulo, a loira o interrompeu: – Natsu, uma criatura está vindo atrás de nós. – Ele levantou rápido da cadeira alarmado. – Por isso, quando Bisca e Alzack chegarem, você vai direcionar esse navio para uma cidade o mais rápido possível.
– Por que você não luta com ela?
– Porque seria dolorido demais se eu fizesse isso. – Colocou as mãos no peito. – Me dói enganar uma pessoa como ela, mas é o máximo que posso fazer. – O rosado assentiu e começou a ler para a sereia.
Arquipélago
Casal Connell
Último dia
Os dois se dirigiam para o meio da floresta, pelo mesmo caminho em que passaram dias antes. O estado emocional do casal, outrora confiante, estava quebrado, os passos vacilantes que davam durante o caminho por avistar uma pequena criança correndo em sua frente. A criança, apenas ria e corria cada vez mais para longe deles, que iam desesperados tentando alcançá-la.
Correram até chegarem a grande árvore, vendo a pequena criança sentada em uma das raízes, e antes que pudessem tocar na pequena menina, Alzack sentiu um aperto em seu âmago. Um aviso. Eles morreriam se tocassem na menina. Alarmado, correu mais rápido até Bisca, e pulando em cima dela, a segurava de fortemente, impossibilitando ela de se mover.
– Al… Zack.. É nossa filha Alzack… – Lágrimas incessantes caíam de seu rosto. – Não podemos deixar ela morrer Alzack…
– Bis… Asuka já morreu. – A mulher arregalou os olhos com o que ouviu e se debateu mais nos braços do homem. – Olhe para mim Bis, nós estamos vivos. – Encostou suas testas fechando os olhos. – Dói muito não ter tido a Asuka, mas… Nós estamos vivos Bis, nós podemos continuar a ter nossa vida. Nós podemos tentar ter outro filho Bis… Por favor, não me faça perder você também.
A mulher, ouvindo o que seu companheiro disse, chorou mais. Não queria acreditar, não queria crer que a pequena menina estava morta, não queria acreditar que não tinha sequer as chances de tentar reviver sua amada filha. Alzack pegou Bisca no colo e a levou para fora da floresta, deitando-a na praia, juntos, olhavam o céu estrelado. Juntos, superavam a morte de sua filha.
Com o sol nascendo, o casal foi recolher os ossos do bebê que tinha próximo ao esqueleto de Anne, colocaram dentro de uma frouxa de pano que tinham trago do navio, entrelaçaram suas mãos e voltaram a andar pela floresta. Seguiam o rastro de sangue que antes tinha sido deixado por Anne. Não demoraram muito a chegar na árvore novamente, encontrando em vez da criança, Anne Bonny e John Rackham, ambos encostados no tronco da árvore olhando satisfeitos com o retorno de Bisca e Alzack Connell.
– Demoraram bastante em. – Exclamou John. – Achei que tinham perdido a sanidade.
– Quase perdermos mas… – Respondeu Bisca. – Tivemos a sorte de estarmos juntos. – Sorriu para o homem ao seu lado. Andou até chegar em Anne e entregou a frouxa. – Aqui está os ossos de seu filho.
Anne pegou e abraçou carinhosamente a frouxa.
– Finalmente posso sentir meu filho. – John se aproximou de Anne e a abraçou por trás. – Muito obrigada Bisca, muito obrigada Alzack. Agora nós podemos finalmente ir embora.
As almas se despediram do casal e desapareceram carregando consigo a frouxa com os ossos. Encarando o que viram com estranhamento, negaram a cabeça não querendo pensar muito e foram em direção ao barco para voltarem ao navio. O caminho foi silencioso. Mas não tortuoso, o casal queria aproveitar o pouco momento que teria, pois quando chegassem no navio, não teriam tempo para estarem juntos.
Como dito, eles realmente não tiveram tempo de aproveitar sozinhos, pois assim que o barco foi amarrado de volta ao navio, e os dois pisaram na madeira, houve uma gritaria junto com abraços extremamente apertados. Eles se sentiam aliviados em estar de volta para o lugar que consagravam como casa, e pela primeira vez desde a perda de Asuka, os dois se sentiam capazes de sorrir abertamente.
Foi uma noite bastante festiva para os marujos, que não tiveram descanso assim que acordaram, pois teve ordens diretas do capitão que levassem o navio para longe da ilha e para uma cidade o mais rápido possível. Ordem incomum, mas não poderiam ir contra o capitão. Pelo caminho, Bisca andava alegremente até a sereia para contar o que ocorreu na ilha e agradecer pelo conselho que salvou a vida deles.
Antes que pudesse falar, a Heartfilia olhou para ela com seus olhos dourados, e movendo sua mão calmamente, tocou na testa da mulher, dizendo em alto bom som:
– Tege oculos crystallis, et ex sonis qui sentiunt, commoveatur vestra spine.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
MIL PERDÕES, MAS MINHAS NOTAS FINAIS NÃO APARECEM!
*Proa: A frente do navio. Comparar com vante. Também conhecido em senso de direção como sendo o rumo momentâneo em que se encontra o navio, geralmente em graus, em relação ao norte. (wikipedia.com)
E ENTÃO! É, todos erraram ao falar que a mulher sangrenta era alguma coisa ai. KKKKKKKKK Desculpa, não lembrei. KKKKKKKKKK MAS, o que acharam? Eu, particularmente, estou com pé atrás nesse capítulo, mas espero que tenham gostado. ENTÃO, Natsu e Lucy ficaram bunitinhos e não tiveram TANTA discussão como sempre. NÉ? E descobrimos, também, que os dois podem finalmente viver em paz! ALELUIA! E bem, MAIS UMA FRASE CAMBADA!!!!!!! UHUUUUUUUUUL! KKKKKKKKK Mais uma... pqp. KKKKKK E Erza, hmmmmmmm, será que ela vai se apaixonar? E quem é o passado dela? Agora a história vai pipocar legal! Tá no rumo que eu quero! Mas em, pipocar? NÃO PERGUNTE! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK TÁ! Muito obrigada ♥ Lindos os comentários e favoritos maravilhosos que só crescem!! ♥ Antes que eu me esqueça, tem o grupo no whatsup, se quiserem participar, só mandar mensagem no PRIVADO com seu número. OK? Beeeeeeijos ♥ Vejo vocês nos comentários? ♥
Fale com o autor