Bring Me To Life

6 Wake me up inside


Notas iniciais
É uma droga ver que ninguém comentou. Mas a minha vida é uma zoeira e eu vou postar mesmo assim :v

Sinto-me quebrando. A cada hora, minuto e segundo. Meu coração está deixando as rachaduras separarem-se por completo. Daqui a pouco, sentirei seus cacos ferindo-me por dentro.

Tenho vontade de destruir tudo. Quebrar todas as coisas do meu quarto, os ossos de alguém e qualquer outra coisa que surgir no caminho.

Admito que já não me corto. Não serve para nada, não acaba com a minha raiva, é só uma modinha que a maioria quer seguir. Dane-se o meu sangue, se eu quero vê-lo. Estou próxima a morrer de desgraça mesmo.

Vai. Tenta me animar. Não vai dar certo. Eu já sei que não sou querida, que minha vida já não tem nenhuma qualidade. Não serão palavras hipócritas que irão me acordar por dentro.

Já estou cansada disso. Eu estive errada o tempo inteiro. Você não é capaz de enxergar minha alma. Você não sabe quando estou realmente bem. Porque – não sei como não percebi isso antes – você não se importa.

E eu não quero mais saber da sua vida. Estou cansada de cair no meio dos seus braços e ouvir o seu coração bater, ouvir você dizer que me ama para depois ir atrás da Hayley e me deixar sozinha novamente.

Quero saber porque sou obrigada a ver a droga da sua cara todos os dias, não apenas na escola mas também antes de dormir.

Quero saber porque fico imaginando o meu futuro quando deito a cabeça no meu travesseiro se ele nem ao menos irá chegar a acontecer.

Também quero saber porque estou dizendo que vou morrer logo se não fui diagnosticada com nenhuma doença terminal. Mas isso não importa. Não sei quando vou morrer, nem quero. Mas alguma parte de mim diz que será logo. Mal posso esperar por esse dia.

E, não, eu não estou chorando. Cansei de ficar derramando lágrima por garotos que não querem saber de mim. Cansei de ficar soluçando por alguém que não se importa com a porcaria da minha auto-estima baixa, que fica me fazendo odiar-me cada vez mais.

Se você quer saber, não estou nem um pouco aí. Não quero mais saber de ficar ligando para quem só me destrói o tempo todo. Dane-se a opinião dele, danem-se as suas ações, estou aqui para viver para mim, e é isso que importa.

Mas então por que ainda não consigo ser feliz?

Vai. Me abrace, sussurre qualquer coisa para me fazer sorrir novamente. Não quero saber. Não estou nem um pouco afim de ouvir suas palavras falsas. Elas só piorarão minha situação.

Não sei se notou, mas nem com o Peter eu falei hoje. Simplesmente o ignorei e me afastei quando o vi na escola, deixando-o falando sozinho. Ele não precisa de mim. E não tive a mínima vontade de lhe explicar os motivos.

Mas você foi diferente. Talvez nem tenha me visto; logo, nem ao menos me procurou. Me deixou jogada em um canto, e não demonstrou nada em relação a isso.

Saiba que eu te vi. Estive próxima a você o tempo inteiro. Ficou agarrado na Hayley, a abraçando, a beijando. E eu nem me pronunciei. Guardei tudo em mim; toda dor, toda decepção. E é isso que me mata, que me faz sentir como se fosse capaz de explodir.

E eu lembro de tudo.

Lembro de quando nos conhecemos. Lembro de quando percebi que estava apaixonada. Lembro de quando comecei a me odiar – e foi mais ou menos na mesma época. Lembro de que presenciei pelo menos um beijo seu com qualquer outra garota, e do meu grande desejo de ser pelo menos uma delas.

E eu me tornei. Infelizmente, eu me tornei. Eu te beijei, não sei se lembra. Eu puxei o seu rosto para perto do meu e encostei a minha boca na sua e senti sua mão apertar minha cintura, puxando-me para você, e a sua face praticamente grudada na minha. E eu fui uma idiota. Eu achei que você falasse sério quando disse que eu era importante.

Eu fui sincera, não sei se sabe. Tudo o que eu tinha falado era verdade. E agora entendo porque você quis que eu me afastasse. Não foi para evitar a dor que eu sinto – pois isso nem ao menos importa mais. Foi para que não houvesse nada entre você e a sua linda Hayley. Pois é para isso que eu sirvo. Para ser obstáculo nos relacionamentos das pessoas.

E você não está nem aí. Simplesmente me beija para depois me descartar como fez com todas as outras. Como fui tão ingênua? Por que me deixei imaginar que você sentia mesmo alguma coisa? Por que me deixei acreditar que eu podia ser diferente? Você me tratou pior do que às outras.

Mas ainda assim, me deixei cair no seu encanto, me deixei imaginar que podíamos ser um casal lindo, que você podia me trazer para a vida. E eu sou falha, vou fazer isso de novo.

Porque, mesmo te odiando, eu ainda te amo, e é isso que dói mais.

Amo quando inclina a cabeça para falar comigo e deixa o cabelo jogado sobre os olhos, os escondendo um pouco.

Amo quando me toca, ao sentir o calor da sua pele enquanto a minha está a formigar. E amo ouvir sua voz ao pronunciar meu nome, fazer-me sentir um certo frio na barriga do qual não me recordo mais.

Amo mexer no seu cabelo, sentir meus dedos enrolando-se no meio dos seus fios, ver o seu sorriso sem graça logo depois.

Amei ficar ao seu lado, amei te beijar, amei cada um dos nossos abraços. Amei sentir seu coração bater na minha orelha, amei ser pega no seu colo e te ouvir de chamar de “pequena”.

Amo cada sarda sua, cada fio anelado, cada tom dos seus olhos, cada modo seu de respirar, cada centímetro do seu corpo.

Porque, cara, eu não consigo deixar de te amar.

Mas, como diz aquela música da Amy Lee, eu quero permanecer apaixonada por você, mas tenho que te deixar ir.

Chegou a hora. Preciso acordar por dentro. Infelizmente, não sei como fazê-lo, ainda mais sozinha.

Notas finais
Só espero que seja digno de comentários...