Notas iniciais
Aqui começo mais uma fic, espero que tenha tantos leitores como as outras.

Sakura vivia com sua mãe numa casa bem afastada da cidade perto da praia. As duas viviam numa casa simples, mas confortável. Sobreviviam com a venda de ervas medicinais que as duas plantavam nos fundos da casa. No inverno tudo congelava, mas na primavera as flores se abriam deixando o lugar como um pequeno paraíso na terra... havia alguns poucos vizinhos próximo a casa: Seus avós. Um casal de velhinhos que viviam e cuidavam de um templo próximo, apenas alguns minutos de caminhada.

Após a morte de sua mãe Sakura passou a viver sozinha, mesmo contra a insistente madrinha tsunade que vivia a chamando para que fosse morar com ela na cidade. Mas Sakura não queria sair dali. Aquele era seu Lar. Foi ali que cresceu e fora feliz, alem do mas, adorava aquele lugar.

- Sakura querida, eu não entendo o poque de você ainda viver aqui. Venha morar comigo, lá você pode arrumar um bom emprego. Você entende muito de ervas pode me ajudar no hospital. – disse Tsunade.

- Madrinha, ficarei muito feliz em te ajudar no hospital, mas eu gosto de morar aqui. É tranqüilo e não tem o caos de uma cidade.

- Mas fico preocupada com você morando aqui sozinha. Pode lhe acontecer algo. Eu dormiria melhor se você viesse para cidade comigo.

- Eu tenho tudo que preciso aqui, se acontecer algo posse lhe telefonar.

- Mas até que alguém chegue pode ser tarde. Prometa-me que vai pensar.

- Tá eu prometo.

- Obrigada. – disse Tsunade a abraçando.

- está começando a esfriar. Logo será inverno.

- mais Um motivo para você ir pra minha casa. Você ficará aqui isolada em meio a neve.

- eu disse que vou pensar.

- Ok menina. Agora é melhor eu ir, aquele hospital sem mim é um caos. Prometa-me que vai me visitar.

- Vou a cidade amanhã, passo na sua casa.

- Estarei esperando. Uma ultima coisa, quando você irá viver com seus avós?

- Sim. Já levei quase todas as minhas coisas para lá. Amanha mesmo termino a mudança.

- Isso me deixa mais tranqüila apesar de achar que você ficaria melhor na cidade.

- Meus avós já estão velhos e quero cuidar deles.

- Você é uma boa pessoa sakura. – se despediram e Tsunade foi embora. Apesar da casa ser afastada não era muito longe da cidade. Apenas alguns minutos de carro.

...

A noite o telefone toca:

- Sakura querida.

- Vovó.

- Estou ligando para te convidar para vim jantar com agente. Sei que amanhã você virá morar aqui mas queria ter sua companhia hoje.

- Obrigada, vou sim.

- ótimo querida, te espero as sete. – desligaram o telefone. Sakura olhou no relógio e viu que eram seis horas. Foi para o quarto, tomou banho e se arrumou.

Andou pela estrada que levava até o templo sozinha, não tinha perigo pois ninguém ia para aquele lado. O templo não era muito longe apenas 10 minutos de caminhada e Sakura chegou as escadas que levariam ao templo em que Chyo sua avó vivia. Ela era viúva e após a morte de seu marido passou a cuidar do templo sozinha. Os monges que viviam em um monastério não muito longo vinham ajudá-la com a limpeza e manutenção do templo. Era um templo muito antigo, diziam ter mais de mil anos. Durante o dia as pessoas iam visitar o templo e fazer suas orações, mas apenas duas vezes por semana nos outros dias o templo era fechado a visitações. O dinheiro arrecadado com as visitas ajudava com as despesas do templo e uma parte era doada ao monastério. Sakura subiu as escadas que levavam ao tempo e no topo delas Sasori um dos monges que ajudavam sua vó a esperava.

- Sakura que bom que veio.

- Não sabia que estaria aqui hoje. – disse Sakura ofegante por ter subido tantos degraus.

- Venha, a vovó chyo esta te esperando. Ela está animada porque você vem morar com ela. Falou disso pra todo mundo. –Sakura não pode evitar um sorriso. as famílias de Sakura e de Sasori eram amigas pois suas mães haviam estudado na mesma escola e foram grandes amigas.

Sakura entrou no templo e foi direto para a casa de sua avó que ficavam nas instalações do templo.

- Sakura querida, quanto tempo. – Disse Chyo a abraçando.

- Me desculpa, com a mudança ando meio sem tempo mas.

- Mas que mentira deslavada. Você vive enfurnada naquela casa. A empresa que você contratou já montou todas as suas coisas no seu quarto. O que fera com a casa?

- vou vendê-la. Uma empresa de chás comprou junto com minhas ervas.

- Ótimo e quando você poderá vim?

- Amanhã mesmo

- Isso é perfeito querida. Agora venha, eu fiz sopa de frango. – e foram para a mesa. A refeição estava deliciosa e Sakura pode passar um tempo agradável que a tempos não tinha. Olhou no relógio e viu que eram quase 11 da noite.

- Nossa, já é tão tarde? Vovó eu preciso ir – disse Sakura.

- Se quiser pode dormir aqui querida. Seu quarto esta pronto.

- Não posso, tenho que entregar algumas ervas amanhã cedo, é melhor eu ir agora.

- Eu levo você. – disse Sasori.

- Não precisa. Posso ir sozinha, além do mais não há perigo.

- Então deixe-me acompanhá-la pelo menos até a porta.

- Isso eu não posso recusar. – se despediu de chyo e os dois foram andando. Passaram pelo templo e Sakura parou ao reparar nas fotos das varias sacerdotisas que já habitaram aquele templo. Haviam muitas delas. A parede estava repleta de fotos, as mais antigas eram pinturas, verdadeiras obras de arte. Uma pintura que se destacava chamou sua atenção.

- Essa foi a Mikoto-sama. A primeira sacerdotisa deste templo. – disse Sasori.

- Ela era linda. – Disse Sakura admirando a pintura.

- Sim, diz a lenda que um demônio de apaixonou por ela.

- Serio? Um demônio.

- Sim. Dizem que esse templo é a entrada para o outro mundo. Segundo as escrituras o portal seria perto do lago que há aqui perto. Mas os demônios não podem passar a menos que tenham sido convidados. E por isso que o templo existe, pessoas normais poderiam sem saber do que se trata convidar os demônios a entrar nesse mundo.

- Se eles só entram se forem convidados como esse tal demônio entrou aqui e viu a sacerdotisa?

- Ele era diferente. O demônio mais poderoso de todos. O rei do mundo das trevas. Ele não precisa de convite.

- E você acredita nisso?

- Não. Mas uma coisa é certa: demônios são atraídos pelos sentimentos humanos, eles se alimentam deles.

- Me conta mais sobre essa Mikoto.

- Então, dizem que o demônio caiu de amores por ela.

- E o que aconteceu depois?

- Não sei como mas ela também acabou se apaixonando pelo tal demônio e segundo as lendas eles tiveram dois filhos.

- E isso é possível? Ter filhos com um demônio? Eles não são monstros?

- Bem nunca vi um demônio para poder dizer. – disse sorrindo.

- Demônios podem amar?

- Quem sabem. Dizem que o demônio se encantou com a beleza dela e com sua gentileza.

- E o que aconteceu com eles?

- Ele a levou para o mundo das trevas.

- Ela está lá até hoje?

- Ninguém sabe. Talvez sim, talvez não. Talvez o demônio tenha se cansado dela e a devorado. Ou talvez ainda estejam juntos. Gosto de pensar que sim, que ela tenha mudado o demônio e que estão juntos até hoje, mesmo depois de um milênio.

- Pensando por esse lado fica tudo muito bonito.

- sim. – ele disse deixando Sakura constrangida pelo seu tom de voz. – mas você já sabe dessa história não é? Afinal sua avó vive aqui deve ter lhe contado;

- Sim, mas não com tantos detalhes como você. Bom, melhor eu ir Né?

- Tchau Sakura, Estou feliz que você vira morar aqui.

- Na próxima vez eu irei preparar o jantar. – disse sorrindo e desceu as escadas para ir pra sua casa.

Sakura andava pela estrada escura há alguns minutos não estava muito longe de sua casa, podia vê-la. Então ouviu um barulho vindo perto de algumas arvores. Pensou que poderia ser algum animal então apressou o passo. O barulho se aproximou. Viu algo grande de aproximar. Pode ver mesmo estando escuro que era a forma de uma pessoa, mas ninguém tinha olhos vermelhos.

- Quem está ai? – a criatura se aproximava mais. – Fique longe. Iria correr mas acabou tropeçando e caindo. Rapidamente a criatura se aproximou dela, do chão ela observava os olhos vermelhos. Nenhum ser humano tinha olhos assim. – Por favor não me machuque. – Ele se abaixou e olhou-a nos olhos sakura pode ver então que se tratava de um homem, não sabia se ficava aliviada ou mais assustada ainda, homens era capazes das piores coisas, sua mão tocou o rosto da garota e Sakura pode sentir algo molhado. Levou a mão ao local que ele tocou e pode constatar sangue. Antes que ela pudesse dizer alguma coisa o homem caiu em cima de si desmaiado. Estava ferido muito ferido. – Então era isso? – disse Sakura para si mesma. – ele só queria ajuda.