- Fique quieta. – ele disse áspero. Aquela voz lhe era familiar. Não agüentou mais e desmaiou.

...

Sasuke a levou em seus braços e ainda em sua forma demoníaca entrou na sala e a colocou deitada no sofá.

- O que aconteceu? – perguntou Chyo preocupada.

- Cheguei a tempo.

- Por Kami, ela está ferida.

- Vou curá-la. – Sasuke cortou o próprio braço derramando sangue.

- Não! – disse Chyo. – Isso é um pacto não é? – ele não respondeu, mas balançou a cabeça. – Não, não quero que minha neta pertença a um demônio.

- Se eu não fizer isso ela vai morrer por perda de sangue.

- Faça. – disse Chyo com pesar. Sabia as conseqüências para humanos que faziam pactos com demônios. – Mas por favor não a machuque. Você me disse que nunca a machucaria.

- Eu sempre cumpro o que falo. — Sasuke se aproximou da garota, cortou o próprio pulso e passou seu sangue por todo o corpo dela. – Afaste-se. – disse olhando para chyo. Voltou-se para Sakura e despejou sangue na boca da garota. Imediatamente o corpo de Sakura começou a se curar... Estando ela completamente curada sasuke mordeu o pulso dela ao tirar sua boca suja com o sangue da garota Chyo mesmo de longe pode ver uma marca pequena no pulso dela. Ele a havia marcado. Chyo deu um passo para se aproximar, mas Sasuke disse: — Não se aproxime.

- Quero ver como minha neta estar.

- Ela esta bem. – e a pegou no colo. – Vou levá-la para o quarto, amanhã não se lembrará de nada.

- E como Será de agora em diante.

- Não se preocupe. Eu cuido bem do que me pertence. – e desapareceu aparecendo no quarto. Delicadamente ele a colocou na cama. – Minha. – foi a ultima coisa que disse antes de sair

...

Sakura acordou tarde no dia seguinte. Sua cabeça doía e seu pulso ardia. Sentia-se como se alguém tivesse lhe dado uma surra. Após fazer sua higiene matinal foi para a cozinha onde sua avó estava.

Ao ver sua neta entrar pela cozinha Chyo a olhou preocupada. A analisou da cabeça aos pés. Ela estava bem.

- Com fome? – disse Chyo.

- Muita.

- Sente-se. — Sakura se sentou a mesa e começou a comer.

...

- A que devo a honra irmãozinho? – disse Itachi. – Agora você só quer saber de ficar na terra.

- O que Sasori está fazendo no mundo dos humanos? – perguntou sasuke.

- Humm, Sasori... – ele pensou um pouco. — Pelo que eu sei ele esta lá a uns 100 anos. Mas porque se interessa por isso?

- Ele atacou minha propriedade.

- Sasori controla demônios de classe inferior tenho certeza de que matar esses demônios não foi problema para você, mas o que mais me intriga é o porque do Sasori te atacar, ele é um demônio pacífico.

- Pensei que Sasori estivesse banido.

- Não, isso foi a 900 anos, ele já cumpriu sua sentença.

- Eu fiz um pacto. – sasuke despejou.

- O que? Você? – e caiu na gargalhada.

- O que foi? Não vejo graça nisso.

- Essa garota deve ser muito boa pra fazer Uchiha Sasuke que sempre teve nojo de humanos fazer um pacto com um deles.

- Imbecil. Não vejo nada de mais nisso. Ela é minha propriedade agora. Fiz isso para que nenhum outro demônio queira se alimentar dela.

- Tem certeza que foi só por isso?

- O que está insinuando?

- Nada irmãozinho, nada.

- Tenho uma dúvida.

- E qual seria?

- A velha que vive no templo, ela sabia que eu era um demônio. Como isso é possível?

- Qual o nome dessa velha?

- Haruno Chyo.

- Haruno é? Me diz uma coisa Sasuke, esse é o sobrenome de sua garota?

- Sim.

- Então está explicado.

- Fala logo imbecil.

- A família Haruno era a família de nossa mãe. Alguns membros dessa família têm poderes especiais e podem ver e identificar demônios. Nossa mãe era assim. Além disso, tem o cheiro. É deliciosa, a alma delas é um banquete para nós demônios. Por isso você não consegue resistir.

- Mas a Sakura não sabe que sou um demônio.

- Talvez ela não tenha herdado o dom. não são todos os membros dessa família que tem.

- E porque eles são assim?

- é uma lenda tão antiga como nosso pai. Não sei bem ao certo. Na verdade nunca me importei em saber.

- Pelo jeito terei que falar com nosso pai. Onde ele está?

- Não faço idéia. Ele pode estar em qualquer lugar em qualquer época. – Sasuke deu as costas ao irmão. – hey, aonde vai?

- Procurar nosso pai.

- Sasuke antes que vá precisa saber de algo.

- Diga.

- Orochimaru está na terra. Tenha cuidado.

- Aquela cobra velha não é forte o suficiente para me derrotar.

- É mais da ultima vez ele quase tomou o seu corpo.

- Quase não é conseguir.

- Não importa apenas tenha cuidado, ouvi dizer que ele ainda busca pelo corpo perfeito porque acha que assim vai conseguir dominar os três mundos.

- Isso não me importa. É melhor eu ir logo.

- Sim irmãozinho, não vai querer deixar sua garota preocupada com sua ausência.

- Imbecil. – e desapareceu da frente do irmão.

...

Sasuke andava pelo inferno. O lugar era escuro e cheio de demônios de todos os níveis. Por onde ele passava alguns demônios estava torturando humanos mas Sasuke não se importava com isso, se estava ali era porque mereciam. Alguns demônios saiam de sua frente para lhe dar passagem outros apenas continuavam o que faziam. Andou pelo local e nada, não encontrou seu pai. Voltou para o castelo onde viviam e perguntou ao assistente de seu pai onde ele estava.

- O Lord Fugaku, está no mundo dos humanos.

- O que? Mas meu pai nunca vai lá. Merda. – sasuke deu as costa ao demônio que não entendeu nada e se apressou para voltar ao templo.

...

O templo estava vazio. Eram 5 da tarde e não era dia de visita. Sakura terminou de ajudar sua avó com os afazeres e resolvei andar um pouco pelo templo.

Andou pelos longos e antigos corredores. Ela sempre ficava admirada com a beleza daquele lugar, tão antigo. Parecia guardar inúmeros segredos. Passou pela sala onde ficava o quadro da primeira sacerdotisa e estacou ao ver um homem parado sozinho observando o quadro.

- Boa tarde senhor, desculpa mas hoje não estamos abertos a visita. – ele se virou lentamente para encará-la. Ao vê-lo Sakura lembrou de alguém mas não lhe vinha a cabeça quem era.

- Me desculpe Senhorita eu apenas quis vim observar o quadro. Não queria incomodar.

- O senhor não incomoda, fique a vontade. – ela disse sorrindo. Observou bem o homem, ele aparentava ter uns 40 anos, mas ainda assim era muito bonito.

- A senhorita é muito gentil. Como se chama?

- Sakura Senhor. – Ele pegou a mão dela e a beijou. Demorou mais do que o normal com o ato. Virou a mão dela e observou o pulso da garota que achou aquilo estranho.

- Muito prazer Sakura. Me Chamo Fugaku. – Sakura sorriu pra ele. – Sabe Sakura, eu venho aqui a muitos anos. Esse quadro sempre me fascinou.

- É, realmente é muito bonito.

- Não tão bonito quando a dama que está nele.

- Sim, ela é muito bonita.

- Ela era perfeita. E o sorriso dela era o que mais chamava atenção.

- O senhor fala como se a conhecesse.

- Mas a conheci. Bem, todos conhecem a lenda da sacerdotisa do templo não é?

- Sim. É uma historia de amor interessante. – disse Sakura.

- Você acha? – ele levantou uma sobrancelha.

- Sim, um demônio se apaixonar por uma humana. Eu pensava que demônios não amavam, mas essa historia prova que até eles são capazes de sentir. – Fugaku sorriu para ela.

- Es uma menina interessante. Agora vejo o porque.

- Não entendo o que está dizendo Senhor.

- Nada criança. Acho melhor eu ir. Cuide-se. – Sakura piscou e ele tinha desaparecido. Que estranho, pensou.

- Sakura! – alguém a chamou. Se virou e viu Sasuke parado a poucos metros.

- Hey, onde você esteve o dia inteiro? – ele não respondeu. Sasuke rapidamente se aproximou dela.

- Seu cheiro é bom. – ele disse.

- Você é estranho. Vamos, a vovó deve está preocupada. – e os dois foram andando pelo templo até a casa onde viviam. – Sasuke-kun? – como ele não respondeu ela continuou. – Amanhã irei visitar minha madrinha, gostaria de ir comigo? – ele nada disse. – vou tomar o seu silencio como um sim. – e entrou em casa antes dele.