Notas iniciais
Terceiro cap da Fic. Espero que gostem.

Sakura olhou pela janela, ainda chovia muito. Olhava para fora achando que a qualquer momento ele apareceria.

- Será que foi um sonho? Não, foi bem real. – então lembrou-se de algo. Correu até o lixo da cozinha e o abriu. Lá estavam as bandagens e algodão que ela usou pêra limpar os ferimentos dele, ainda estava sujos de sangue. – Então foi real. Droga, porque não paro e pensar nele? Será que é algum bandido que estava fugindo da policia? Isso explicaria os ferimentos mas e o fato dele ter se curado da noite para o dia? – Sakura se assusta com o telefone tocando. – Alô.

- Sakura querida, pensei que você viesse me vê hoje. – disse Tsunade. Sakura olhou no relógio e viu que passavam das 10 da manhã.

- Sim eu iria, mas fiquei esperando um cliente para entregar as ervas medicinais mas ele não veio.

- Tudo bem então. Você vai hoje pra casa de sua avó?

- Sim. Vou só terminar de arrumar minhas roupas que ficaram aqui.

- Ok querida, vê fico feliz que não vai mais ficar sozinha nessa casa.

- Estou feliz de morar com a vovó.

- Bem vou indo, tenho trabalho a fazer.

- Tchau, prometo visitá-la em breve.

- Vou esperar. – e desligou.

Sakura passou o resto da manhã terminando de arrumar suas coisas. Quando o relógio bateu 13:00 alguém chamou a porta.

- Sasori? O que faz aqui?

- É bom te ver também Sakura. – ele disse sorrindo. Sasori usava uma roupa de sacerdote

- Desculpe, é que fiquei surpresa, você nunca veio me visitar.

- Sua avó me pediu para ajudá-la com o resto a mudança.

- Obrigada, por favor entre. – e ele assim o fez. – são só essas três malas. O resto já está lá.

- E o resto dos móveis?

- Vendi com a casa. Podemos ir então.

- Sim vamos, sua avó fez um almoço pra você.

- Eu disse a ela que não precisava fazer nada.

- Deixe-a, ela está feliz.

- Eu também estou.

...

- Sakura querida até que enfim. – disse Chyo na porta do templo. Sakura mal conseguia falar, estava sem fôlego por subir tantas escadas com uma mala na mão. Sasori a ajudou levando as outras. – Vamos entrem, vou servir o almoço para vocês.

Almoçaram e passaram a tarde tranquilamente jogando conversa fora. Quando estava quase anoitecendo Sasori voltou para o monastério onde vivia. Apesar de viver lá ele não era um monge.

Sakura estava na sala pensativa quando chyo resolveu perguntar.

- O que aconteceu para você está assim aérea?

- Nada. eu não estou aérea.

- Sakura Haruno, não minta pra mim, eu te conheço desde que você nasceu. Agora conte para a sua avó o que lhe preocupa.

- Tudo bem. – Deu-se por vencida, conhecia sua avó e ela insistiria até que Sakura se abrisse com ela. – É que aconteceu algo estranho.

- De que tipo?

- Ontem quando eu estava voltando para casa encontrei um homem. Ele estava ferido. Levei ele para casa e cuidei dele.

- Minha neta você é louca, levou um estranho para sua casa, e se ele a tivesse machucado. Por kami. – disse Chyo.

- Ele não poderia me machucar. Estava muito ferido.

- E onde ele está agora?

- Eu não sei. Ele simplesmente foi embora. – Omitiu de sua avó o fato dele ter se curado numa velocidade sobre humana.

- Avisou a policia?

- Não. Ontem choveu a noite toda e o telefone estava mudo.

- Que estranho. Aqui o telefone estava normal, mesmo com a chuva, ontem mesmo falei com sua madrinha. — Sakura estranhou o fato mas nada disse. – Mas que bom que você não esta mais naquela casa, assim se esse homem voltar não te encontra lá. Vai que seja um bandido. Fico tão preocupada só em pensar que ele poderia ter te machucado.

- Vovó, se ele quisesse mesmo me machucar teria feito isso ontem a noite. Mas ele nada fez.

- Fico aliviada, então ele não era uma má pessoa. Se fosse, te machucaria ou coisa pior. – ele segurou a mão de Sakura. – Por Kami! O que é isso? – disse olhando a mordida no pulso de Sakura.

- Algum animal me mordeu. Não se preocupe eu já cuidei disso. – Chyo estreitou os olhos e pareceu pensar em algo, mas isso passou despercebido por Sakura.

- Que bom que entende de ervas, se não fosse assim estaria muito preocupada.

- Não se preocupe.

- Ok, vou preparar algo para comermos.

- Não precisa.

- Mais eu quero. Me deixe mimar minha neta, pelo menos nesse primeiro dia.

- Ok. – e se foi.

Sakura resolveu andar um pouco pelo templo. Andou pelas instalações, passou pela sala onde ficava o quadro da sacerdotisa, mas não parou andou até estar fora do templo. Olhou o terreno em volta e era enorme, costumava brincar correndo por ali quando era criança. Para se chegar ao templo que era num local alto como grande parte dos templos japoneses naquela região. Olhou do lado de fora e construção e admirou-a. Ficou imaginando como que a mil anos atrás as pessoas conseguiram construir um templo no alta de um morro, mas apesar de ser alto o terreno era plano e o templo era cercado por uma floresta. Havia também um jardim que deixava o lugar perfumado, um pouco mais longe havia o lago. Inúmeras vezes se banhou naquele lago quando criança, a lembrança a fez sorrir.

Sem perceber onde suas pernas a havia levado ela estava a margem do lago. Ficou ali observando o entardecer. Já estava quase completamente escuro quando se virou para retornar a casa.

- Haaaaaaaaaaaaaa. – se assustou ao ver quem a olhava. – Você. O que faz aqui? Como chegou aqui? – ele como sempre não respondeu. – haaa esqueci que você não fala. – ele se aproximou e Sakura pode notar que ele estava machucado, mas não como da outra vez. Eram apenas alguns cortes em seu braço. – Você se machucou denovo. – dessa vez ela se aproximou. – Venha, vou levá-lo pra casa e cuidar desses ferimentos. – Sakura andou na frente, quando olhou pra trás ele não estava mais lá. – Ai meu Kami, será que tive uma alucinação? Só pode ser isso. – foi andando em direção ao templo. Quando estava quase chegando a porta ele aparece em sua frente. – haaaaaaaaaaa. Você quer me matar de susto garoto. – ele nada disse. – Você é bem estranho. Porque sumiu ontem? Merda, não sei porque ainda insisto, bom já vi que você não vai me matar, se quisesse teria feito isso ontem. Venha. – Sakura entrou na casa e ele a seguiu. Andaram pelo templo passando pelo quadro da sacerdotisa ele parou e ficou olhando-a mas logo voltou a seguir Sakura pelo templo. – Venha, vamos até a cozinha. – andaram até a cozinha.

- Sakura querida o jantar estar pronto, te chamei mais você não estava aqui... Quem é seu amigo?

- Vovó, ele é o garoto de quem falei hoje cedo.

- Hummm. – ela o olhou desconfiada. – Como se chama? – Ele não disse nada.

- Ele não fala vovó.

- Entendo... sentem-se vou servi o jantar. – disse Chyo. Sakura olhou para o garoto e viu que ele já não possuía mais nenhum ferimento. Isso era estranho mas iria descobrir. Chyo serviu o jantar e ambos comeram. Chyo observava o convidado a todo instante. – Bem garoto, pelo que minha neta me disse você não tem onde ficar. – silencio. – Você não é fugitivo da policia é? – ele negou com a cabeça. – Bom, sei que não nos fará mal, pois se quisesse já teria feito. Se não tem mesmo onde ficar você pode ficar aqui por uns tempos. Você pode nos ajudar no templo. – Sakura sorriu ao ouvir isso. Sua avó era mesmo generosa. – Vou deixar vocês comerem e vou arrumar um quarto para nosso hospede. – e saiu deixando os dois a Sós.

...

- Esse será seu quarto. – disse Chyo mostrando o quarto a ele. – Sinta-se em casa. Boa noite. – e o deixaram dormir.

No quarto de Sakura ela e sua avó convrsavam.

- O que achou dele vovó?

- É um belo homem querida. Muito bonito. Bonito até demais. – disse ela colocando papeis na porta do quarto de Sakura.

- O que é isso?

- são só amuletos. Afasta o mal. Agora vou deixá-la dormir. Tranque a porta querida nunca se sabe.

- Ok vovó, a Senhora também. – e deu um beijo no rosto de sua avó que saiu do quarto deixando sua neta dormir.

Chyo andava pelos corredores do templo, antes de ir para o seu quarto ela passou no quarto do rapaz só para constar que ele estava lá. Abriu a porta lentamente sem fazer barulho e pode ver que o mesmo estava dormindo profundamente.

- É... Talvez ele não seja ao mal assim... – e saiu.

UMA SEMANA DEPOIS:

O jovem já estava habituado a viver no templo assim como Sakura. Ele ajudava chyo em tudo que ela pedisse e ela começou a afeiçoar-se a ele. As jovens que visitavam o templo suspiravam ao ver o novo morador do local. Ele realmente era muito bonito e chamava atenção por onde passavam apesar de nunca falar não dava atenção a ninguém mas nunca foi rude. Chyo sempre o chama de rapaz e Sakura acabou se acostumando com isso. Ele era estranho, nunca falava mas seguia sakura pelo templo.

Estavam os dois sentados na frente do templo, haviam acabado de varrer o local e pararam para descansar, só Sakura, pois ele nem parecia que tinha feito algum esforço físico.

- É uma pena você não falar, desse jeito nunca saberei seu nome. Você sabe escrever? – Disse Sakura, ele não disse nada. – Bom, vou considerar isso como um não. Então já que você não pode dizer seu nome vou dar um pra você o que acha? – silencio. Pela cara que ele fez não gostou muito da idéia. Sakura sorriu ao ver a cara emburrada dele. – Hummmmm vamos ver... que tal Arthur? Nome de um rei, humm. Não. Você não tem cara de Arthur... Edward. Vi um filme em que o protagonista de chamava Edward, você e tão branco quanto ele. – o rapaz ficou mais emburrado ainda. – Pela sua Cara Edward Não... Já sei. Que tal Miguel? Nome de anjo. Você parece um anj...

- Sasuke. Me chamo Sasuke. – ele disse antes que ele terminasse a frase.

- Haaaaaaaaaa. Você fala!