Bring Me To Life
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Sakura vivia com sua mãe numa casa bem afastada da cidade perto da praia. As duas viviam numa casa simples, mas confortável. Sobreviviam com a venda de ervas medicinais que as duas plantavam nos fundos da casa. No inverno tudo congelava, mas na primavera as flores se abriam deixando o lugar como um pequeno paraíso na terra... havia alguns poucos vizinhos próximo a casa: Seus avós. Um casal de velhinhos que viviam e cuidavam de um templo próximo, apenas alguns minutos de caminhada.
Após a morte de sua mãe Sakura passou a viver sozinha, mesmo contra a insistente madrinha tsunade que vivia a chamando para que fosse morar com ela na cidade. Mas Sakura não queria sair dali. Aquele era seu Lar. Foi ali que cresceu e fora feliz, alem do mas, adorava aquele lugar.
- Sakura querida, eu não entendo o poque de você ainda viver aqui. Venha morar comigo, lá você pode arrumar um bom emprego. Você entende muito de ervas pode me ajudar no hospital. – disse Tsunade.
- Madrinha, ficarei muito feliz em te ajudar no hospital, mas eu gosto de morar aqui. É tranqüilo e não tem o caos de uma cidade.
- Mas fico preocupada com você morando aqui sozinha. Pode lhe acontecer algo. Eu dormiria melhor se você viesse para cidade comigo.
- Eu tenho tudo que preciso aqui, se acontecer algo posse lhe telefonar.
- Mas até que alguém chegue pode ser tarde. Prometa-me que vai pensar.
- Tá eu prometo.
- Obrigada. – disse Tsunade a abraçando.
- está começando a esfriar. Logo será inverno.
- mais Um motivo para você ir pra minha casa. Você ficará aqui isolada em meio a neve.
- eu disse que vou pensar.
- Ok menina. Agora é melhor eu ir, aquele hospital sem mim é um caos. Prometa-me que vai me visitar.
- Vou a cidade amanhã, passo na sua casa.
- Estarei esperando. Uma ultima coisa, quando você irá viver com seus avós?
- Sim. Já levei quase todas as minhas coisas para lá. Amanha mesmo termino a mudança.
- Isso me deixa mais tranqüila apesar de achar que você ficaria melhor na cidade.
- Meus avós já estão velhos e quero cuidar deles.
- Você é uma boa pessoa sakura. – se despediram e Tsunade foi embora. Apesar da casa ser afastada não era muito longe da cidade. Apenas alguns minutos de carro.
...
A noite o telefone toca:
- Sakura querida.
- Vovó.
- Estou ligando para te convidar para vim jantar com agente. Sei que amanhã você virá morar aqui mas queria ter sua companhia hoje.
- Obrigada, vou sim.
- ótimo querida, te espero as sete. – desligaram o telefone. Sakura olhou no relógio e viu que eram seis horas. Foi para o quarto, tomou banho e se arrumou.
Andou pela estrada que levava até o templo sozinha, não tinha perigo pois ninguém ia para aquele lado. O templo não era muito longe apenas 10 minutos de caminhada e Sakura chegou as escadas que levariam ao templo em que Chyo sua avó vivia. Ela era viúva e após a morte de seu marido passou a cuidar do templo sozinha. Os monges que viviam em um monastério não muito longo vinham ajudá-la com a limpeza e manutenção do templo. Era um templo muito antigo, diziam ter mais de mil anos. Durante o dia as pessoas iam visitar o templo e fazer suas orações, mas apenas duas vezes por semana nos outros dias o templo era fechado a visitações. O dinheiro arrecadado com as visitas ajudava com as despesas do templo e uma parte era doada ao monastério. Sakura subiu as escadas que levavam ao tempo e no topo delas Sasori um dos monges que ajudavam sua vó a esperava.
- Sakura que bom que veio.
- Não sabia que estaria aqui hoje. – disse Sakura ofegante por ter subido tantos degraus.
- Venha, a vovó chyo esta te esperando. Ela está animada porque você vem morar com ela. Falou disso pra todo mundo. –Sakura não pode evitar um sorriso. as famílias de Sakura e de Sasori eram amigas pois suas mães haviam estudado na mesma escola e foram grandes amigas.
Sakura entrou no templo e foi direto para a casa de sua avó que ficavam nas instalações do templo.
- Sakura querida, quanto tempo. – Disse Chyo a abraçando.
- Me desculpa, com a mudança ando meio sem tempo mas.
- Mas que mentira deslavada. Você vive enfurnada naquela casa. A empresa que você contratou já montou todas as suas coisas no seu quarto. O que fera com a casa?
- vou vendê-la. Uma empresa de chás comprou junto com minhas ervas.
- Ótimo e quando você poderá vim?
- Amanhã mesmo
- Isso é perfeito querida. Agora venha, eu fiz sopa de frango. – e foram para a mesa. A refeição estava deliciosa e Sakura pode passar um tempo agradável que a tempos não tinha. Olhou no relógio e viu que eram quase 11 da noite.
- Nossa, já é tão tarde? Vovó eu preciso ir – disse Sakura.
- Se quiser pode dormir aqui querida. Seu quarto esta pronto.
- Não posso, tenho que entregar algumas ervas amanhã cedo, é melhor eu ir agora.
- Eu levo você. – disse Sasori.
- Não precisa. Posso ir sozinha, além do mais não há perigo.
- Então deixe-me acompanhá-la pelo menos até a porta.
- Isso eu não posso recusar. – se despediu de chyo e os dois foram andando. Passaram pelo templo e Sakura parou ao reparar nas fotos das varias sacerdotisas que já habitaram aquele templo. Haviam muitas delas. A parede estava repleta de fotos, as mais antigas eram pinturas, verdadeiras obras de arte. Uma pintura que se destacava chamou sua atenção.
- Essa foi a Mikoto-sama. A primeira sacerdotisa deste templo. – disse Sasori.
- Ela era linda. – Disse Sakura admirando a pintura.
- Sim, diz a lenda que um demônio de apaixonou por ela.
- Serio? Um demônio.
- Sim. Dizem que esse templo é a entrada para o outro mundo. Segundo as escrituras o portal seria perto do lago que há aqui perto. Mas os demônios não podem passar a menos que tenham sido convidados. E por isso que o templo existe, pessoas normais poderiam sem saber do que se trata convidar os demônios a entrar nesse mundo.
- Se eles só entram se forem convidados como esse tal demônio entrou aqui e viu a sacerdotisa?
- Ele era diferente. O demônio mais poderoso de todos. O rei do mundo das trevas. Ele não precisa de convite.
- E você acredita nisso?
- Não. Mas uma coisa é certa: demônios são atraídos pelos sentimentos humanos, eles se alimentam deles.
- Me conta mais sobre essa Mikoto.
- Então, dizem que o demônio caiu de amores por ela.
- E o que aconteceu depois?
- Não sei como mas ela também acabou se apaixonando pelo tal demônio e segundo as lendas eles tiveram dois filhos.
- E isso é possível? Ter filhos com um demônio? Eles não são monstros?
- Bem nunca vi um demônio para poder dizer. – disse sorrindo.
- Demônios podem amar?
- Quem sabem. Dizem que o demônio se encantou com a beleza dela e com sua gentileza.
- E o que aconteceu com eles?
- Ele a levou para o mundo das trevas.
- Ela está lá até hoje?
- Ninguém sabe. Talvez sim, talvez não. Talvez o demônio tenha se cansado dela e a devorado. Ou talvez ainda estejam juntos. Gosto de pensar que sim, que ela tenha mudado o demônio e que estão juntos até hoje, mesmo depois de um milênio.
- Pensando por esse lado fica tudo muito bonito.
- sim. – ele disse deixando Sakura constrangida pelo seu tom de voz. – mas você já sabe dessa história não é? Afinal sua avó vive aqui deve ter lhe contado;
- Sim, mas não com tantos detalhes como você. Bom, melhor eu ir Né?
- Tchau Sakura, Estou feliz que você vira morar aqui.
- Na próxima vez eu irei preparar o jantar. – disse sorrindo e desceu as escadas para ir pra sua casa.
Sakura andava pela estrada escura há alguns minutos não estava muito longe de sua casa, podia vê-la. Então ouviu um barulho vindo perto de algumas arvores. Pensou que poderia ser algum animal então apressou o passo. O barulho se aproximou. Viu algo grande de aproximar. Pode ver mesmo estando escuro que era a forma de uma pessoa, mas ninguém tinha olhos vermelhos.
- Quem está ai? – a criatura se aproximava mais. – Fique longe. Iria correr mas acabou tropeçando e caindo. Rapidamente a criatura se aproximou dela, do chão ela observava os olhos vermelhos. Nenhum ser humano tinha olhos assim. – Por favor não me machuque. – Ele se abaixou e olhou-a nos olhos sakura pode ver então que se tratava de um homem, não sabia se ficava aliviada ou mais assustada ainda, homens era capazes das piores coisas, sua mão tocou o rosto da garota e Sakura pode sentir algo molhado. Levou a mão ao local que ele tocou e pode constatar sangue. Antes que ela pudesse dizer alguma coisa o homem caiu em cima de si desmaiado. Estava ferido muito ferido. – Então era isso? – disse Sakura para si mesma. – ele só queria ajuda.
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