Bring Me To Life

22 A chegada do inverno!


Notas iniciais
Oi! Eu sei que eu disse que ia postar só no próximo mês e tal, mas eu tive tempo. Além do feriado (no qual eu li feito um retardada que nunca tinha visto um livro) eu não fui na escola nem ontem, nem hoje porque cair da escada e não dá para andar direito.... Então eu tive tempo suficiente para escrever e reescrever. No início eu fiz uma coisa muito doida, mas como eu não sou normal tudo bem!

A noite tinha sido fria, apesar do inverno ainda não ter chegado. O inverno é uma das estações mais esperadas no colégio, não só porque todos têm direito a uma semana de aula –que antigamente era duas- mas também porque junto com ele vinha uma das coisas mais esperadas pela maioria dos alunos: Baile de Inverno! Para muitos o baile é uma excelente forma de mostrar sua popularidade, outras vão apenas para não ter que ficar em casa, uns vão para “vegetar” e outros, como Annabeth, nem notam essa data.

Annabeth não estava preocupada em terminar o colegial sem nunca ter ido a um baile, para ela aquilo não fazia a mínima diferença. Talvez mais tarde ela se arrependesse. Porém garota já tinha coisas de mais para se arrepender, aquilo não era nada comparado ao resto.

Enquanto metade das meninas da escola estava preocupada com a roupa que iria vestir, Annabeth se preocupava com a semana que antecedia o baile, estava preocupada extremamente com a sua viajem a Nova York para passar com o pai. Será que sua mãe já havia ligado para ela? Ou ainda teria chance de fazê-la mudar de idéia? Apesar de tudo Atena não costuma trocar de idéia. A menina só tinha duas semanas para fazer isso, embora pareça muito tempo não é sempre que via sua mãe, principalmente consciente

Percy estava preocupado com o que faria para pedir desculpas a Annabeth. Ele não queria que ela pensasse mal dele, afinal o garoto não fez por querer ou será que fez? Nem ele sabia ao certo, ele nunca pensou que realmente gostaria da bela garota de olhos cinza. Por que isso tinha que acontecer? Ele já tinha uma vida praticamente perfeita e ela apareceu certo? Errado. A vida de Percy Jackson podia ser muita coisa menos perfeita isso é impossível. O garoto só queria se um adolescente normal, mas isso ele nunca seria.

Rachel Elizabeth Dare não gostava do inverno. Para a ruiva não existe época pior, ainda mais agora que fazem cinco longos e doloridos anos que sua avó morreu. Ela ainda tinha pesadelos com aquela noite. Nenhuma das suas amigas sabia seu passado assombroso e tudo leva a crer que jamais vão saber. Todo inverno ela passava na casa da avó, ia sempre ao cemitério para estar perto dela de novo. Por que doía tanto? Por que não passava? Por que ela tinha que morrer? A vida realmente não é muito justa às vezes. Rachel sempre passa para as pessoas um ar de superioridade e de imensa felicidade, contudo não é num perto de como ela se sente de verdade. Ela queria um lar, alguém com quem pudesse contar. Ela gostava bastante de Percy, mas seria exagero dizer que o amava tudo que sentia por ele era amor de irmãos, ele passava confiança para ela. Ela sabia que ele não a amava, mas se afastar dele seria muito doloroso. Mais do que ela poderia suportar. Tantas perdas para uma jovem, como ela queria voltar no tempo. Queria ter morrido no lugar de sua irmã, talvez assim o mundo fosse um lugar melhor.

E finalmente Thalia Grace. Ela sinceramente amava o inverno. Quando estava na neve voltava à infância e podia sentir a presença de Annabeth de novo. Amigas para sempre, talvez até depois disso. Sempre estariam uma com a outra, como irmãs. Quantas promessas vazias! Sete anos e amizade destruídos em uma só noite e tudo culpa de Thalia e fazia três anos que as duas não haviam nem se falado por sinal de fumaça. A menina de olhos azuis tempestade desejava tanto pode voltar no tempo e não cometer o erro de ter sua única amiga verdadeiro de volta. Será que Annabeth de perdoá-la ou não tem mais volta? Varias vezes Thalia tinha estado em São Francisco em busca de loiro, mas não teve sucesso com a sua busca. Felizmente para ela esse inverno tudo seria diferente. Tudo

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Percy acordou o mais cedo que conseguiu queria sair de casa antes de sua mãe acordar, não estava pronto para enfrentá-la. Caminhou cuidadosamente em direção a escola pensando no que Annabeth lhe falou. Será que é isso que ela pensa de mim? Perguntava-se o menino. Percy decidiu que ia ser igual a como a loira o imaginava. Mal, cruel, frio e incapaz de amar. Se for isso que ela pensa é isso que vai ter

Quando chegou a escola poucas pessoas já estavam lá. Uma delas era Rachel, de longo e Percy podia jurar que ela estava chorando, mas assim que reparou nele se recompôs.

-Tudo bem?- perguntou o garoto sentando ao seu lado.

-Não, mas vou melhorar em breve- Rachel estava tão sem forças, tão cansada que de mentir que pela primeira vez em muito tempo falou a verdade, mesmo a parte que iria melhorar

-Tem certeza? – a menina só fez assenti

-O que você vai fazer nas férias — perguntou à ruiva mudando de assunto

-Vou ficar por aqui e você?

-Vou viajar com meus pais! – para visitar minha avó, acrescentou mentalmente

Logo depois Nico chegou e os três ficaram conversando por um bom tempo rindo e contando historias estranhas, como adolescentes normais

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Sangue. Esse era o cheiro do quarto de Annabeth. Havia sangue pelo lençol, bem perto a cabeça da menina, sua blusa também estava coberta de sangue e seu pulso mostrava o lugar de onde tinha saído todo aquele sangue. Não foi um corte profundo, não o suficiente para matá-la. O corte era pequeno, contudo esse não era o problema. O verdadeiro problema é que não era apenas um corte e sim vários espalhados por diferentes lugares do braço da garota. Enquanto todos dormiam Annabeth estava com uma pequena faca em mãos a noite toda, nenhum corte doeu, na verdade eles levaram trabalhando em conjunto com um rio de lagrimas derramado por Annabeth

Dor, solidão, medo, pena e mágoa esses eram os únicos sentimentos da menina no momento. Por que as coisas só pioram? Por que ela não conseguia mais rir? Por que ela não achava resposta?

Estava lá a menina chorando, coberta de sangue, ela olha para os lados e depois diretamente para o espelho e ao fazer isso ela olha uma garota tão perdida, fria e sem sentimentos. Não parecia nem de longe com a antiga Annabeth. Recusava-se a acreditar que aquilo era realmente ela. Não podia ser. Moveu os olhos do espelho para si, estava horrível. Não é a toa que ninguém gosta de mim, pensou. Seus olhos bateram na caixa de chocolate que estava ao seu lado, e logo ela já estava no banheiro, vomitando enquanto o pulso ainda sagrava.

Ela se arrastou para quarto, pegou seu caderno e escreveu:"Dói quando você percebe que ninguém te ama, dói quando você se vê sozinho num a sala escura procurando uma vela. Dói quando você se perde dentro de você. Dói quando você faz tudo pra ser aceito e mesmo assim está sempre de canto. E essa dor nunca passa. Ela sempre está aqui, do meu lado, a cada passo que eu dou." Lágrimas mancharam a folha, mas ela não ligava. Ler, escrever, vomitar e tentar se matar diminuam sua dor ou pelo menos era essa a idéia que Annabeth tinha

Algum tempo depois foi para a escola, nem se deu o trabalho de cobrir o pulso. Quem iria notar? A primeira coisa que percebeu quando chegou foi Percy, Rachel e Nico rindo. Annabeth pensou instantaneamente que ele tinha contado para eles como a fez de idiota. Como fez a Annabeth Chase mais uma vez de boboca, entretanto ela estava enganada. Ele nunca quis ferir ela, não do modo com que ela pensa

Eles não se falaram, mas sempre um estava olhando para o outro. Ambos estavam decidido a ignorar tudo que tinha acontecido. Queriam esquecer um do outro. Todavia, o amor não é esquecido tão rapidamente quanto se espera, e eles querendo ou não estavam apaixonados. Como se alguém escolhesse quem amar. O amor só acontece e ao contrario do que muitos pensam ele pode acabar, não facilmente, mas acaba. O amor é essencial para todos, é como água. Amor não é só entre duas pessoas, muitas coisas levam a o amor. O amor é aquilo que te prende na terra, aquilo que te guia. Pena que muita gente o ignora

-A aposta ainda esta valendo? — perguntou Nico a Percy

-Está, por que a pergunta?

-Porque seu time está perdendo- Nico sorriu com as palavras

-Eu não vou deixar você ganhar, sabe disso- Percy estava ficando furioso com as insinuações de Nico

-Tem certeza? – o tom da voz de Nico era tão arrogante que aquilo foi a gota d’água para o garoto de olhos verdes

-Olha aqui Nico, o jogo pode ter acabado, mas o campeonato está só começando. E da próxima vez que você quiser alguma cosia diga direto

-Ok, desculpe. Mas lembre-se você tem até o baile

-Ainda tem tempo, ninguém é campeão até o ultimo segundo- Percy deu um sorriso torto e foi para casa.

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-Alô- atendeu Thalia com uma voz monótona

-Oi, Thalia. Quem fala é Atena, a mãe de Annabeth – a menina pensou que desmaiaria ali mesmo.

-Oi! Tudo bem? – Thalia fez questão de mostrar sua felicidade

-Tudo sim. Eu só liguei para avisar que Annabeth está indo para Nova York?

-O que?- exclamou a morena de felicidade