Brincadeira Perigosa
19 Capítulo 19 Encontros e verdades
Notas iniciais
Espero que gostem, este é o penúltimo capítulo.
Boa leitura!
Assim que volto de viagem encontro à casa silenciosa, olhar para esta sala enorme e saber que a Sakura não está mais aqui é muito deprimente. Uma hora se passou até que ouvi a porta sendo aberta e a voz de Kurenai ecoar pelo recinto, viro-me e deparo com olhos vorazes e astutos.
─ Sasuke meu querido finalmente voltou, achei que tivesse me esquecido. (voz manhosa)
─ Não Kurenai, eu não poderia te esquecer. Na verdade pensei muito em você durante essa viagem.
─ É mesmo? (sorriso malicioso) ─ Também pensei muito em você. Estava morrendo de saudades querido. (acariciando o rosto de Sasuke)
─ Essa viagem foi muito esclarecedora pra mim. Eu vi o que realmente está faltando em minha vida. E agradeço a você.
─ Sei bem como pode me agradecer paixão. (beijou o queixo do Uchiha)
─ Imagino que sim. (Sasuke afasta Kurenai de si)
─ O que houve querido? Achei que...
─ Sei bem o que achou Kurenai. Quanto tempo mais achou que conseguiria me enganar? (olhar de raiva)
─ Enganar?! Do que está falando Sasuke? Se for sobre o que houve quando a Sakura estava...
─ Eu sei de tudo Kurenai. Não adianta mais mentir. (Sasuke fala alterado)
─ Tudo o que? O que foi que andaram lhe dizendo? É tudo calúnia! Mentira! (Kurenai grita)
─ Mentira! Eu sei que foi você quem vendeu as coisas de Chiyo.
─ Não é verdade. Foi a Sakura quem disse isso? Você não pode acreditar nela! Você viu as provas. Ela mesmo admitiu que foi ela quem roubou tudo. (Kurenai retorque com voz embargada pelo choro) ─ Você não sabe quem é aquela garota. Você não a conhece. Não sabe do que ela é capaz.
─ Então me diga quem ela é.
─ Quando me casei com o Satoru achei que fosse ganhar uma filha, mas logo no inicio descobri que havia ganhado uma inimiga. (lágrimas nos olhos) ─ Mesmo Sakura sendo jovem ela tinha ciúmes de mim, ou melhor, raiva ela acreditava que tinha roubado o amor de seu pai e por esse motivo ela vivia me infernizando quando meu falecido marido não estava por perto.
─ Comovente. (Sasuke proferiu irônico)
─ Não zombe de mim Sasuke. Você não sabe o que tive que aguentar daquela garota. (chorando dramaticamente)
─ E o pai dela nunca percebeu nada?
─ Satoru era um homem muito bom e ingênuo, não sabia a cobra que criava. As coisas só pioraram depois que ele morreu.
─ Imagino. Você ficou sem dinheiro e teve que conviver com a Sakura, Você a obrigou a vir para cá e mentir. (falou maldoso)
─ Isso não é verdade! Já disse que ela que me convenceu a mentir pra você. Ela disse que era o melhor a fazer e me deixei levar.
─ Me poupe Kurenai. Você não é o tipo de mulher que se deixa influenciar, muito menos por uma garota como a Sakura.
─ Parece que fizeram sua cabeça contra mim. Mas vou lhe contar o que houve de verdade. (profere ferinamente)
Kurenai parece ferida com meu ceticismo, mas é difícil acreditar que Sakura tenha arquitetado tudo isso, as palavras de minha prima ecoam em meus ouvidos como se fosse lava quente.
─ Realmente você sabe que o dinheiro é importante pra mim. Não nego, mas isso não é tudo na vida, amei profundamente meu marido. Assim como amo você.
─ Me poupe Kurenai.
─ É a verdade. Toda essa confusão começou quando você me obrigou a vir para cá. Assim que a Sakura pôs os olhos em você, ela começou a arquitetar seu plano. Quando lhe contei que devia dinheiro a você e que pagaria trabalhando aqui, ela imediatamente disse que viria junto. Tentei argumentar, mas ela disse que não perderia a mesada do falecido pai.
─Até aí não vejo problema.
─ Eu também não, mas conforme ela ia discorrendo suas ideias. Tentei refutá-la, no entanto Sakura foi categórica. Ela disse que se eu não fizesse o que ela mandava iria me arruinar.
─ E como ela faria isso?
─ Primeiro eu ficaria sem a mesada, depois ela pretendia procurar você e contar mentiras a meu respeito. (soluça derramando lágrimas)
─ E o que ela poderia dizer de tão terrível contra você? (escarneceu Sasuke)
─ Ela disse que ia espalhar que Satoru morreu por minha causa. Que eu provoquei sua morte, ou melhor, que eu o matei. (sussurrou chorando)
─ Isso é um absurdo! Foi um acidente de avião. Você não teria como derrubar um avião.
─ Eu sei. Você sabe, mas uma fofoca como essa pode destruir uma pessoa mesmo sendo mentira. Sakura é ardilosa, ela faz tudo por dinheiro. Ela quis vir pra cá para poder conquistar você. Ela estava atrás do seu dinheiro meu querido.
─ Ela nem me conhecia.
─ Sim. Porém o seu nome é muito conhecido, suas fotos estão em todos os meios de comunicação. Ela só viu mais uma vítima para seus caprichos.
─ Do que está falando?(perguntou curioso)
─ Como eu disse, a Sakura é muito apegada ao dinheiro, aos bens materiais. Quando o pai faleceu, ela quase pirou, não pela morte em si, mas pelo fato de ficar sem dinheiro e quando soube que estaria presa a mim até os vinte e um anos ou até uma de nós duas nos casarmos primeiro começou a procurar um otário rico que a sustentasse pra vida toda.
─ O que quer dizer com isso?
─ Ela é uma caça dotes. Ela se envolveu com um homem muito rico, tudo parecia as mil maravilhas, mas seis meses depois as coisas começaram a ruir. Ela brigava muito com o tal homem, recebia telefonemas suspeitos e quando eu perguntava o que estava acontecendo ela me dizia para não me intrometer.
─ Todo casal briga, vai dizer que você e seu falecido marido nunca discutiram?
─ Eu sei que isso acontece. Ma no caso da Sakura o problema veio como fogo que devasta tudo. Uma noite ela chegou em casa toda machucada e não pôde mais esconder a verdade.
─ O cretino bateu nela? Covarde!
─ Não fique assim meu querido. Ela mereceu e não. Não foi ele quem bateu nela, mas a mulher dele. O homem era casado e muito bem casado, tem três filhos, casado há mais de vinte anos. Como pode ver ela gosta de homens mais velhos.
─ Kurenai isso é verdade? (brilho de fúria nos olhos)
─ A sim meu bem. Sakura é uma mercenária, uma cadelinha mercenária e vingativa, se fazendo de boa moça, de virgenzinha frágil e indefesa. Mas na verdade não passa de uma víbora caça dote e destruidora de lares.
─ Sua vagabunda! Ordinária! Como pode ser tão peçonhenta?
─ O que...
Kurenai não disfarça a surpresa, ela realmente não esperava se deparar com uma situação dessa, ser confrontada cara a cara.
─ Eu a convidei, pretendia conversarmos os três juntos, mas você desatinou a falar.
─ Por que a trouxe? Essa mulherzinha não vale nada, é uma mentirosa desavergonhada. (fala alterada)
─ Nossa! Você se descreveu muito bem Kurenai.
─ Não adianta fingir Sakura. Sasuke tem provas do seu roubo, não adianta mais mentir, você não tem como escapar da verdade. (profere venenosamente)
─ Tem razão Kurenai. Tenho provas. Só esperava que você tivesse a decência de falar a verdade pelo menos uma vez. Mas me enganei terrivelmente. Continua mentindo e caluniando descaradamente. (Sasuke profere acusatório)
─ Do que está falando? (pergunta temerosa)
─ Fiz uma lista de tudo que foi roubado de Chiyo e percorri todos os antiquários da região. Até que num deles, o dono lembrou que tinha vendido os castiçais e me fez uma descrição completa e detalhada de você, Kurenai. Admita.
─ Isso não é verdade, ela deve ter subornado o tal homem pra dizer que era eu caso você fosse investigar. (fala alterada cuspindo as palavras com raiva)
─ Basta Kurenai! Eu não sou idiota. Admita vai ser melhor pra você. Se continuar insistindo na mentira, denunciarei o roubo à polícia e você será indiciada. Então o que prefere? Dizer a verdade aqui para mim, ou para a polícia? Você escolhe.
Minha madrasta parece atordoada, o cerco se fechou e por essa ela não esperava, ou diz a verdade aqui, ou Sasuke a levará a polícia, duvido que ela esteja disposta a ganhar uma ficha corrida na polícia.
─ Então o que tem pra dizer?
─ Muito bem! Fui eu sim que fiz tudo. Mas fiz por que estava desesperada. Sakura não quis me emprestar o dinheiro para quitar minhas dividas. Então não tive alternativa. Perdoe-me Sasuke, sabe que não fiz por mal e...
─ Não teve alternativa? Ora Kurenai espera mesmo que eu acredite nisso?
─ A culpa é dessa vadia, você sempre foi um estorvo, maldita hora em que me casei com seu pai.
─ Eu é que o diga! Você nunca amou meu pai. Sempre esteve de olho no dinheiro dele.
─ Amar? Dinheiro? Seu pai era um incompetente, que mal sabia administrar o que tinha, casei iludida, ele me prometeu uma vida de rainha e tudo que consegui foi ter que aturar você e aquele velho imbecil...
Não me contive, quando dei por mim havia esbofeteado Kurenai, minha raiva é tamanha que estou tremendo, depois de tudo que me fez ainda fala mal do meu pai. Ele sempre deu tudo o que ela quis. Sempre a tratou como uma rainha e essa cobra o espezinha.
─ Sua cretina! Sasuke não vai fazer nada? Ela me agride e fica assim mesmo?
─ Você provocou Kurenai. Sakura foi muito tolerante com você durante todo esse tempo, tudo o que você fez contra ela, e ela ainda assim a ajudou, devia sentir vergonha.
─ Mas Sasuke...
─ Mas nada. Arrume suas coisas e saia daqui o mais rápido. A quero fora da minha casa e da minha vida pra sempre.
─ Você não pode fazer isso.
─ Posso. É tanto que estou fazendo isso agora mesmo. Não suporto mais suas mentiras e artimanhas.
─ Eu te amo. Você...
─ Amor? Você não sabe o que é isso. Hoje pude constatar verdadeiramente o tipo de pessoa que você é. E o que é capaz de fazer por dinheiro. Nunca mais quero saber de você. Espero que para o seu próprio bem seja sensata e acate o que digo. Pois se não vai se arrepender amargamente. Agora vá.
─ Você vai se arrepende. Essa cadelinha não é mulher pra você, quando ela lhe trair vai entender o que digo. Ela é pior do que eu. Acredite. (despejou venenosa)
Kurenai saiu feito um furacão, seu olhar de ódio para mim parecia querer me fulminar e pensar que tudo isso aconteceu por uma visita inesperada.
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Duas semanas se passaram desde que cheguei à casa de Maya e certa noite ela bateu à porta de meu quarto, avisando que havia uma visita para mim.
— Desço já. Deve ser o advogado de papai. Telefonei dando meu endereço.
Imagino que deve haver algum problema com a herança, já que Kurenai e eu não estamos mais morando juntas.
No entanto ao chegar à sala parei petrificada.
— O que está fazendo aqui?
— Procurando por você. E antes que tire conclusões precipitadas, não foi Kushina quem contou. Soube onde você estava pelo advogado de seu pai.
— Mas acabei de entrar em contato com ele...
— Pedi que me avisasse, assim que você desse notícias.
— Entendo. Acho que você o procurou para avisar de seu casamento com Kurenai, não é?
— Não me casei com Kurenai. Nunca tive intenção de fazer isso, apesar de os planos dela serem bem diferentes. — Havia tristeza em sua voz.
— Então... você sabe?
— Tudo. Ou acho que sei. E você pode completar os detalhes que estiverem faltando. — Olhou para minha figurinha pálida, com lágrimas saltando dos olhos. — Sua tola, pequena orgulhosa! Por que me deixou pensar que estava roubando as coisas de Chiyo? Por que não mandou Kurenai para o inferno e contou toda a verdade sobre ela?
— Porque achei que você não gostaria de ouvir. Pensei...
— Você pensa demais. Perdoe-me por ter duvidado de você?
— Kurenai me fez pensar que vocês se amavam e que eu estava atrapalhando.
— Ela não mudou nada. (levou-me até o sofá) — Desde menina, tem o hábito de distorcer as coisas da maneira que mais lhe convém. Emprestei o dinheiro para a butique porque queria ajudar, mas quando percebi que interpretou isso como uma fraqueza minha, resolvi lhe dar uma lição. Não adiantou nada, não é?
— Pensei que você a amava. Kurenai é tão bonita... e você pintou o retrato dela.
— Não pintei. Fiz uns esboços, mas Kurenai é péssima modelo. Houve uma época em que estive apaixonado por Kurenai, mas logo descobri que ela era vazia, sem calor e sem generosidade. Quero muito mais de uma mulher, além de sexo. Muito mais do que o direito de usar seu corpo, em troca de um teto e do meu dinheiro para gastar.
Sasuke ficou em silêncio por um momento e depois prosseguiu:
— Chiyo me contou que era você quem fazia todo o serviço da casa. Ela gosta muito de você, querida. Mesmo quando todas as provas a acusavam, ela me disse que não conseguia acreditar que fosse culpada. Chamou minha atenção para o fato de você, em nenhum momento ter confessado o roubo.
─ Ela é um anjo. Espero que esteja bem.
─ Sim ela está. Também está com saudades de você. Venha comigo. Volte para o Ninho dos Falcões.
─ Eu não posso. Não quero mais problemas.
─ Não se preocupe, vamos resolver essa história de uma vez, vamos confrontar Kurenai juntos, ela não vai ter como continuar mentindo.
Aceitei o pedido de Sasuke e voltei com ele.
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Nunca imaginei ouvir tanta mentira vinda de Kurenai, sempre soube que ela é perigosa, mas não pensei que fosse tanto. O Sasuke tinha razão quando disse que eu deveria ter mandado Kurenai para o inferno e seguido com minha vida. Assim como Kushina me avisou que sou ingênua em demasia. Mas agora finalmente tudo se revelou, agora posso viver em paz, sabendo que não devo mais nada ao Sasuke.
Olhei paro o homem a minha frente e suspirei, Sasuke olha-me intensamente, as coisas entre nós sempre foi assim um grande frenesi.
─ Vou embora. Não tenho mais nada pra fazer aqui. (falei olhando para baixo)
─ Não diga isso. Precisamos conversar.
─ Não temos mais nada pra conversar Sasuke. Agora que você sabe a verdade, pode se ver livre da Kurenai e de mim também.
─ E quem disse que quero me ver livre de você?
─ Houve tantas mentiras, tantas palavras foram proferidas e...
─ Tudo o que eu disse antes foi no calor do momento. Como você disse havia muitas mentiras, eu estava confuso não sabia em que acreditar e você também não facilitou nada.
─ Eu sei Sasuke, sei que errei ao colaborar com as maluquices da Kurenai, mas eu fiz isso e peço que me perdoe. Se eu não aceitasse as chantagens emocionais dela, se eu não tivesse concordado em vir para o Ninho dos Falcões nada disso teria acontecido.
─ Se você não tivesse vindo. Não teríamos nos conhecido melhor, não sentiríamos o que sentimos.
─ Esse é o ponto. Eu nunca devia ter entrado em sua vida. Quanto ao que sentimos é irrelevante. O seu desejo por mim vai passar logo, principalmente quando eu não estiver mais por perto.
─ Tem razão quando diz que sinto desejo por você, mas não sei se é só isso, tudo entre nós sempre foi tão intenso. E me culpava por isso, pois achava que era uma menininha e eu um pervertido. Sei que sou muito mais velho e fiz você sofrer com meu mau gênio, mas me dê uma chance e vou remediar todos os meus erros.
— Sasuke como é que pode dar certo? Sou ingênua e estúpida. Não estou preparada para casar com ninguém. Ainda mais com um homem como você, famoso e que circula entre gente rica e sofisticada. Seria um peixe fora d'água.
— Vou ensinar você a nadar.
— Você se arrependeria, em menos de um ano.
Sasuke acariciou meu rosto e com o seu toque gentil fechei meus olhos e suspirei. Ficar com ele é o que mais quero, mas não sei se devo.
─ Fique e verá que não vou me arrepender.
─ Você não me ama.
─ Eu não sei o que sinto. Mas se você me der uma chance, sei que descobrirei logo.
─ Desculpe, mas não posso. Não quero que se sinta obrigado a me amar, ou a sentir mais do que desejo.
─ E o que você sente por mim, não conta? Nos de uma chance Sakura.
─ Um tempo. Isso é o que precisamos, aconteceram muitas coisas e nada melhor do que um tempo sozinho pra pensar melhor, sem cobranças, sem todo esse frenesi.
─ Você só pode estar brincando! Separar-nos pra que? Já ficamos muito tempo separados.
─ Foi diferente, você ainda não sabia a verdade, estava confuso. Agora é diferente, você precisa disso.
─ E você não? O motivo sou eu, por quê?
─ Você pode dizer que me ama? Diria isso com toda convicção e firmeza?
─ O problema é esse? Se eu disser que te amo você fica?
─ Não. Pois você só estaria falando para que eu ficasse. Não quero que se sinta obrigado a nada Sasuke. Pense com calma, espere mais um tempo e depois conversamos. Será melhor.
Sasuke relutou muito, mas consegui me impor, acho que estou começando a tomar as rédeas de minha vida, chega de me submeter à vontade de todos. Eu o amo loucamente, mas preciso ter certeza que ele também me ama. Que não é só desejo por algo que ele achava que era proibido.
Saí mais uma vez do Ninho dos Falcões, só que agora com a consciência tranquila, sabendo que tudo foi esclarecido. Só vai depender do Sasuke para que eu volte, se ele me amar vai me procurar.
Fui visitar Kushina e sua família, lhe contei todo o ocorrido e ela ficou muito feliz por Sasuke ter descoberto tudo e aliviada por Kurenai ir embora. Mas ficou chateada com minha decisão.
─ Ele a ama Sakura, só está confuso, não vá embora novamente.
─ Sei que ele gosta de mim, que me deseja. Mas amar, isso eu não sei. E pelo fato dele estar confuso é que precisa desse tempo. Se ele me amar realmente vai me buscar.
─ Mas você poderia continuar aqui, não precisa ir embora, vocês poderia começar um namoro. O que me diz?
─ Eu tenho que ir. Ele precisa de tempo e espaço.
Conversamos por mais um tempo, passei a noite em sua casa e na manhã seguinte voltei para a Nuvem. Não tive nem sinal de Sasuke, talvez ele tenha ficado mais chateado do que imaginei.
Continuei morando com a senhora maya por mais dois meses, durante esse período não tive noticias de Saskue. Já o advogado de papai contou-me que Kurenai havia se casado com um milionário pecuarista. E com isso recebi minha parte da herança. O testamento na verdade continha sim uma cláusula onde Kurenai e eu deveríamos viver juntas até meus vinte e um anos, ou até uma de nós nos casarmos, ou caso se tornasse impossível a nossa convivência, um caso extremo. Cláusula essa que meu falecido pai pediu que fosse omitida, deixando a critério do advogado decidir ou não se esse extremo realmente acontecia.
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Um ano se passou sem que tivesse uma noticia se quer do Sasuke, mudei-me para Suna após os dois meses em que não tive noticias do Sasuke. Arrumei emprego em uma clínica particular, sou técnica de enfermagem, terminei o curso há três meses e logo consegui o emprego graças a um amigo que fiz no curso. Estou estudando medicina e minha vida deu uma grande guinada. Para melhor se é que posso dizer isso, mesmo não sabendo mais do Sasuke segui em frente. Sempre recebo cartas de Kushina contando sobre a cidade, as novidade, a família, mas nada sobre o Sasuke. Nas cartas que mandei também não fiz menção a ele.
Pra minha surpresa encontrei com o Sasuke em um restaurante, ele estava acompanhado por uma mulher muito bonita pele alva como porcelana, cabelos longos e negros com reflexos azulados, olhos claros e um corpo curvilíneo. A mulher veste um vestido preto justo ao corpo e com mangas longas, calça um salto alto vermelho com um laço na lateral, seus olhos estão bem marcados com delineador preto, seus lábios carregam um leve tom rosado, assim como suas bochechas. Sasuke está ainda mais charmoso e bonito e muito bem vestido em seu terno preto.
Eles não me viram de imediato, senti minhas mãos suarem com esse possível confronto, respirei fundo e sorri para meu acompanhante que percebeu meu desconforto, ele segurou minhas mãos acariciando-as e sorriu para mim. Levantei-me e fui ao toalete, olhei-me no espelho averiguando minha figura assustada, passei as mãos pelo vestido azul claro de uma manga só que estou usando, retoquei a maquiagem e ajeitei o cabelo que agora está abaixo dos ombros, em um corte mais volumoso e uma franja jogada de lado, respirei fundo algumas vezes e voltei para junto de meu acompanhante. Bebemos mais uma taça de champanhe em comemoração ao nosso aniversário. E logo após ele pediu a conta, nos levantamos para ir embora e senti o toque firme em meu cotovelo, olhei para o lado e deparei com o sorriso confiante de meu parceiro.
Andamos em direção à porta e meus olhos se encontraram com os de Sasuke, pude ver incredulidade com um misto de surpresa e alegria. Meu corpo estremeceu imediatamente, só não desmaiei por estar amparada por uma mão firme, Sasuke esboçou um sorriso e levantou-se.
─ Sakura! Quanto tempo? (sorriso de admiração)
─ Como vai sasuke? (tentando manter a calma e controlar o coração)
─ Vou bem. Mas vejo que você está melhor ainda. Está muito bonita. (sorriso irônico) ─ Vejo que o tempo te fez muito bem.
─ É fez sim. Mas você também está ótimo.
Ouvi um pigarrear a minhas costas e me virei sorrindo.
─ Me desculpe. Sasuke este é Gaara. Sabaku no Gaara. Gaara este é Uchiha Sasuke.
Ambos os homens se cumprimentaram com um aperto de mão e pude notar certa antipatia do Uchiha em relação ao Gaara.
─ Perdão querida. Sakura Haruno, Hinata Hyuga, Gaara, Hinata.
Cumprimentamos-nos e em seguida Sasuke disse que Hinata é filha do doutor Hyuga que cuidou de Chiyo quando a mesma sofreu a queda no jardim. Hinata disse que também é médica, Sasuke nos convidou para sentarmos a sua mesa, mas recusamos dizendo que temos outro compromisso, nos despedimos e partimos o mais rápido possível.
Minhas pernas tremem como vara verde. Apoiei-me em Gaara e o mesmo me levou até o carro, ele abriu a porta para que eu entrasse e prendeu o sinto de segurança. Deu a volta no veículo e adentrou o mesmo.
─ Não fique assim querida, sabíamos que um dia isso aconteceria, só não esperávamos que fosse hoje e ele estivesse tão bem acompanhado. (sorri meigamente acariciando meu rosto)
─ Eu sei. Desculpe-me por isso, foi o choque do momento. Não vai acontecer de novo. Prometo. (falei secando uma lágrima que teimou em cair)
─ Não se preocupe. Agora vamos pra casa, Aime deve estar com saudades. (falou sorrindo)
─ Tem razão, ela deve estar deixando Sai maluco. (rimos da situação)
Voltamos pra casa e encontramos Sai completamente molhado.
─ Não sei como vocês conseguem dar banho nessa boneca sem ficarem encharcados. (falou eufórico)
─ Prática. (dissemos ambos rindo)
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Achei que estava tendo uma alucinação quando olhei para frente e me deparei com aqueles olhos verdes, embora tenha se passado mais de um ano, esses olhos continuam iguais, sua aparência está diferente mais madura, mais mulher, mas com um jeitinho de menina. Linda essa é a palavra, senti meu coração acelerar em alegria e diminuir uma batida quando vi aquela mão possessiva em seu braço. Olhei para o homem e constatei que deveria ter entre vinte cinco e vinte oito anos no máximo. Alto, ruivo de olhos verdes, uma figura estoica. Senti certo ciúme daquele homem, ele está onde eu sonhei por tanto tempo estar. Cumprimentei Sakura e trocamos algumas palavras, em seguida o homem chamou sua atenção e ela o apresentou como Gaara, apertei sua mão, mas na verdade minha vontade era socar aquela cara. No entanto me controlei, lembrei-me de Hinata e a apresentei, trocamos mais algumas palavras e eles se foram.
Nunca imaginei que ela fosse me esquecer tão rápido, senti um aperto enorme no coração, sei que a amo e pelo infeliz fato dela ter me dado aquele tempo foi que a perdi de vez.
Olhei Hinata que me encara séria e pude ver compaixão em seu doce olhar.
Notas finais
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Postei um a nova oneshot que talvez vocês gostem ela terá dois capítulos o nome da fic é Perda.
link : http://fanfiction.com.br/historia/281345/Perda
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