Brincadeira Perigosa

14 Capítulo 14 Dívidas.


Notas iniciais
Oi, assim como prometi aqui está o cap 14.
Quero agradecer a:
Kina Kim
e a
Poison
pelas recomendações, adorei garotas! Obrigada!
Agradeço também a todos que deixam review pois sem vocês a fic não seria o sucesso que é.
Aos leitores fantasma só posso lamentar, a fic tem 81 leitores, 14 capítulos e 134 reviews, então todos podem imaginar quantos leitores não comentam, o que é uma pena.
Mas aos leitores que estão sempre presente deixo o meu muito obrigada e mais um cap pra vocês.
Aos demais isso não é uma crítica, quero que continuem lendo, isso é só um desabafo e um convite a que venham dizer se estão gostando ou não, o que precisa ser melhorado.
Boa leitura a todos!

Entrei em casa e subi as escadas correndo, fui direto para o banheiro, tirei a roupa, liguei o chuveiro e entrei debaixo do jato morno que sai rapidamente, lavei os cabelos e ensaboei meu corpo, dez minutos depois saia enrolada por uma toalha macia e trazia outra envolta nos cabelos, fui até o armário e peguei o vestido que havia comprado coloquei-o em cima da cama, em seguida escolhi a roupa íntima um sutiã tomara que caia rendado na cor preta e uma calcinha box rendada na mesma cor fazendo o conjunto, vesti a roupa íntima e coloquei um roupão lilás atoalhado por cima, voltei ao banheiro e comecei a secar os cabelos com a toalha e depois com o secador deixando-os ainda mais liso, reparti de lado, depois peguei o babyliss e fiz alguns cachos nas pontas, voltei ao quarto e vesti o vestido voltando ao banheiro para fazer a maquiagem, decidi fazer uma maquiagem clean tentando não aparentar a idade que tenho, passei pó, uma sombra na cor pérola, lápis verde escuro e máscara preta, batom rosa claro e uma leve camada de blush na cor pêssego para dar um tom mais saudável, calcei uma sandália com salto alto na cor preta e escolhi uma bolsa de mão preta, olhei-me no espelho e achei que não era assim tão sem graça como imaginava. O único problema é que não tenho mais a mínima vontade de ir à festa com Naruto. Só espero que ele não perceba.

A porta do banheiro foi aberta e Kurenai entrou, como há muito tempo ela não me procurava imaginei que estava querendo algum favor, quem sabe veio me pedir para preparar uma refeição para Sasuke, conheço bem esse olhar de falsa doçura que minha madrasta sempre usa antes de pedir alguma coisa.

Nem deixei ela falar e fui logo avisando:

— Não precisa se preocupar porque vou sair. Tem muita comida no congelador e...

— Quem foi que disse que estou preocupada com comida? Minha nossa Sakura você só sabe pensar nessas coisas tão triviais? Queria apenas que me fizesse um pequeno favor.

Suspirei.

— Mas vou sair daqui a pouco Kurenai, não tenho tempo...

— Não quero nada agora, neste momento. Pode fazer o favor a qualquer hora. Claro que quanto mais cedo melhor. O problema é que... Bem, preciso de algum dinheiro e sei que você tem. Esta economizando o salário que recebe da loja e não mexeu na droga de mesada que seu pai deixou. Não tem comprado nada, a não ser esse trapo que está usando e isso não pode ter custado uma fortuna.

— Você é tão educada e gentil que me deixa embaraçada Kurenai, virei-me e a encarei, para minha enorme surpresa ela corou um pouco. Não fazia ideia de que ela fosse uma atriz tão boa.

— Ora querida é o meu jeito de falar. Não tem nada de pessoal e você sabe.

Kurenai estava se esforçando para fingir-se de boazinha, a sua maneira é óbvio.

— Não vamos discutir só porque temos gostos diferentes para roupas, não é? O que quero saber é o seguinte: você pode me ajudar?

— Só isso? Depende. O que é que vai mal? Por que precisa de dinheiro assim de repente? Você também tem sua mesada.

— Aquilo! Meu Deus, quase não sobrou nada. Já peguei vários pagamentos adiantados. Tive que comprar roupas. Nenhuma das minhas roupas da Nuvem serviriam neste fim de mundo.

— Não pode esperar até o próximo pagamento? ( eu já estava irritada) — Seja lá o que queira comprar a loja reserva para você, se fizer um depósito. O que é dessa vez? Outro vestido?

— Não, nada disso, se quer mesmo saber, estou devendo dinheiro a algumas pessoas, pensei que poderia pagar, mas a dívida cresceu muito e a situação está se tornando embaraçosa.

— Você deve dinheiro? (senti como se um antigo pesadelo estivesse começando de novo) — Mas, Kurenai, por quê? Como? Não é possível!

— E mais do que possível. Me poupe Sakura, eu tenho que me divertir. Sasuke não podia me trancar aqui e esperar que eu só vivesse quando ele está por perto, sem conhecer ninguém, além daqueles detestáveis Uzumaki.

— Tem algo a ver com a cidade, não é? Pensei ter visto você lá, há alguns dias. Numa casa enorme.

— Isso mesmo. Não queria me envolver dessa vez. Pensei que tinha aprendido a lição depois daquele desagradável incidente com Tsunade Senju, mas as coisas fugiram do meu controle.

— Jogo, novamente? Kurenai!

— Não precisa fazer essa cara de piedade. Não é nenhuma tragédia. Acontece que não posso viver isolada, tenho que estar entre pessoas alegres e coisas bonitas. Pensei que ia enlouquecer neste lugar, até que encontrei Hana no cabeleireiro e começamos a conversar. Depois, ela me convidou para ir à sua casa e me apresentou às amigas. Jogamos só como diversão e eu ganhei. Nas primeiras vezes tive muita sorte. Mas aí a sorte virou e tem sido assim desde então.

— Quanto você está devendo?

— Por volta de seiscentos ienes.

— Minha nossa! (senti um frio no estômago) — Não tenho tudo isso no banco.

— Então me dê o que tiver. Eu devolvo, juro. Quando receber as próximas mesadas. Só que Sasuke não pode saber de nada. Estragaria tudo.

Parecia que havíamos voltado no tempo, quando moravam na Nuvem. Sei perfeitamente que Kurenai nunca paga o que me pedia emprestado e que quando dizia que sua dívida era "por volta de" alguma coisa, isso significava que podia ser até mesmo o dobro. Não aguento mais tanta irresponsabilidade! Será que algum dia vou me livrar de tantas mentiras?

Falei em um sussurro:

— Kurenai eu trabalhei duro para juntar esse dinheiro. Se os credores esperaram até agora, podem esperar mais um pouco. E você não deve continuar escondendo coisas tão sérias de Sasuke. Se ele vai ser seu marido precisa saber o que se passa por aqui.

— Nas contas das lojas dou um jeito, mas Hana e os outros já estão me tratando com frieza.

Com toda razão. A sra. Yuhe do Ninho dos Corvos, havia enganado todo mundo, com suas roupas caras e importadas.

— Se eu lhe desse o dinheiro você pararia de jogar e de ver essa gente? Papai costumava dizer que um bom jogador precisa de sorte, além de habilidade. Não acho que você tenha sorte, Kurenai.

— Mas é claro que não vou parar de vê-los. São meus amigos. São o que torna minha vida aqui mais suportável. Não venha me pregar sermões garota! E não meta seu pai nessa história. Ele não é nenhum exemplo para ser seguido. Se tivesse tido mais sorte nos negócios eu não estaria nesta situação agora. (Sua voz tinha uma nota de histeria)

— Talvez. O que quer dizer que não somos uma família de sorte.

— Isso não importa. Como é? Vai me ajudar ou não?

Senti-me gelar, porém não tenho como adiar mais essa decisão.

— Não creio que possa. A única pessoa que está em condições de ajudá-la é o homem com quem vai se casar. Tente ser honesta com ele. Fará bem a você e deve funcionar.

— Se você pensa assim então é mais idiota do que eu imaginei. Nenhum homem gosta de ver seu ideal de mulher cair do pedestal. Nem mesmo o cínico bastardo do Sasuke. Lembre-se disso.

— Felizmente, não sou seu ideal de mulher.

— Resumindo: você não vai mesmo me ajudar?

— Não posso. Não tenho a soma de que você precisa e tenho que pensar no meu futuro. Quando o verão terminar quero ser autossuficiente. Vou precisar de cada tostão que economizei e ainda mais.

Meu tom de voz era firme, mas no íntimo sentia-me muito fraca, essa é a primeira vez que não deixo Kurenai me enrolar com suas súplicas e chantagens. Teria sido muito mais fácil ir ao banco tirar minhas economias e entregar tudo a minha madrasta, Entretanto, dessa vez a situação é diferente. O futuro de Kurenai está garantido ao lado de Sasuke, já o meu não tem como ser mais duvidoso e em nome do passado e do presente preciso pensar em mim mesma antes de qualquer coisa. É imensamente importante, fundamental mesmo, conquistar minha independência quando o verão chegar ao fim.

Houve um silêncio carregado de ressentimento. Então Kurenai disse venenosa:

— Você vai se arrepender por isso. Vou fazer com que se arrependa amargamente por ter vindo para cá.

— Agora é muito tarde Kurenai, já estou arrependida.

Contudo ela já havia partido batendo a porta com violência, sei muito bem que devo tomar cuidado com as ameaças da minha madrasta, Kurenai não é o tipo de pessoa que releva as afrontas, mas agora tenho uma festa para ir e espero que acabe logo sem muitas consequências.

Notas finais
Bem espero que tenham gostado e comentem, postei no blog a roupa da Sakura.
Link: http://persefone-hagne.blogspot.com.br/
Eu quero convidar todos os meus leitores a lerem duas outras fics que estou postando uma é a one-shot Noite Quente que recebeu muitos reviews e que fiquei muito feliz.
Link: http://fanfiction.com.br/historia/264339/Noite_Quente
E a outra é: Minha Doce Empregada. Escrita por Sakura Uchiha Redfield e por mim Persefone-hagne.
Link: http://fanfiction.com.br/historia/264158/Minha_Doce_Empregada
Ficarei muito feliz se puder contar com a presença e participação de vocês, deem uma lida quem sabe vocês gostem e passem a acompanhar, bjs e até o próximo cap.