Brincadeira Perigosa
9 Capítulo 9 Sensações.
Notas iniciais
Boa leitura!
— Não sou muito forte, mas vou tentar levantá-la, passe os braços pelo meu pescoço e se segure bem, farei o possível para não machucar você.
—- Sou muito pesada, minha querida. Vá chamar Sasuke.
— Ele e Kurenai sairam, estamos sozinhas, temos que nos arrumar sem ajuda. Agora, faça o que mandei e tenha calma, vamos conseguir, prometo. Você não pode ficar nem mais um minuto aqui, está encharcada.
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— Sasuke mandou aplanar esta parte do jardim para fazer um gramado. Eu só vim dar uma olhada no trabalho, tentei correr de volta para casa quando ouvi os trovões.
Jamais imaginei que tivesse tanta força, com dificuldade, mas sem parar para descansar consegui levar Chiyo para casa, essa foi a caminhada mais longa e árdua de minha vida, parecia um daqueles pesadelos em que a gente anda, anda e nunca chega.
Entramos pela porta da cozinha para evitar os degraus da entrada principal. Ajudei-a se sentar no banco e percebi apavorada que ela tremia convulsivamente.
— Precisa tirar essa roupa molhada Chiyo, vou buscar sua camisola e o penhoar e depois telefono para o médico. Isso se o telefone estiver funcionando.
Assim que tirei o telefone do gancho, dei um suspiro de alívio. Por sorte está funcionando, disquei os números e uma voz feminina atendeu do outro lado, pedi para falar com o Dr. Hyuuga e em seguida estava falando com ele, por sorte o encontrei em casa, ele prometeu vir imediatamente. Antes de voltar à cozinha subi e peguei um cobertor.
— Esse deve ser o lugar mais quente da casa para você ficar, mesmo assim trouxe um cobertor para esquentá-la. Sinto muito que esteja tão escuro, não consegui encontrar uma lanterna sequer.
Chiyo sorriu para mim tentando me passar confiança, mas confesso que estou assustada.
— A tempestade está passando minha querida criança. Talvez possam ligar logo a eletricidade.
— Nem posso preparar uma bebida quente.
— Já fez bastante por mim. Agora precisa ir tirar essa roupa molhada. Eu insisto, destranque a porta da frente para que o Dr. Hyuuga possa entrar quando chegar.
Não protestei estava realmente precisando tirar essa roupa ensopada, subi as escadas o mais rápido que consegui fui direto ao banheiro e peguei uma toalha e a esfreguei em meu corpo gelado até sentir a circulação voltar ao normal, os braços e as pernas estão um pouco dormentes, peguei a primeira roupa que vi, um jeans escuro e um suéter claro, calcei uma bota sem salto de cano longo e me vesti rapidamente descendo logo em seguida.
O médico já havia chegado, é um homem de meia-idade, cabelos compridos castanhos, olhos extremamente claros, muito calmo e hábil. Elogiou-me por minha atitude rápida, ele examinou o tornozelo de Chiyo e apesar dos protestos dela disse que ia chamar uma ambulância.
— Vou levá-la para o Byouin do Som para observação é uma clínica particular, onde poderá ficar por uns dias. Imagino que queira acompanhá-la, srta. Haruno. Vou deixar um bilhete para Sasuke explicando o que aconteceu.
— Isso é ridículo Hiashi, essa criança não vai querer ir até uma casa de repouso.
— Não me parece que ela tenha se comportado de uma maneira infantil esta noite. Agora diga o que você quer levar para preparar sua mala. E pare de dar palpites.
Eu voltava com a maleta quando o médico me parou junto da escada e disse baixinho:
— É com o coração dela que estou preocupado. Teve dois ataques leves há um ano e eu a preveni de que não devia se emocionar nem fazer nenhum esforço, mas é teimosa e orgulhosa não quis deixar de cuidar da casa, pensei que a ideia de trazer a prima de Sasuke para cá como governanta fosse ajudar, mas...
— Acho que ajudou Chiyo agora só cuida do próprio apartamento. Isso porque não houve jeito de impedi-la, no entanto não se dá muito bem com minha madrasta acredito que está vivendo sob tensão desde que chegamos.
— Mas parece gostar muito de você.
— Na verdade não temos muito contato, mas tem sido sempre muito amável comigo.
— Então você deve ir com ela para evitar que fique muito agitada, nesses casos é sempre bom ter um rosto familiar por perto.
— Tudo bem.
Chiyo protestou o tempo todo insistindo em que não estava doente, quando a ambulância chegou ao hospital e a maca era retirada ela segurou minha mão.
— Querida menina o que eu faria sem você?
Ela parecia tão frágil e desprotegida, fui instalada em um quarto ao lado do dela. A chuva estava passando e pouco depois a luz voltou, só então lembrei que tinha deixado tudo ligado em casa, mas afinal era uma emergência não tinha como pensar em tudo.
Uma enfermeira trouxe-me uma xícara de chá agradeci e bebi bem devagar, não vi mais o Dr. Hyugga e nem sabia como voltaria para o Ninho dos Falcões. Então a porta foi aberta e Sasuke entrou.
— Como está Chiyo?
— Estava quase dormindo quando a trouxeram. Ainda não me deixaram vê-la nem disseram nada.
— Como isso foi acontecer? O que ela estava fazendo no jardim?
— Ela foi dar uma olhada no gramado, Chiyo tem o habito de sair para dar uma voltinha todas as tardes, você sabe, foi pega pelo temporal escorregou e caiu.
— Então de agora em diante só vai sair para passear em sua companhia. Não creio que se oponha a essa ideia. ( Sasuke fez uma pausa e continuou) — Foi ótimo você estar por lá Sakura.
— Você fala como se eu tivesse outra escolha.
— E você fala como se estivesse sendo mantida como prisioneira, pensei que era exagero de Kurenai quando me dizia isso. Naturalmente é um mundo muito restrito para você, deve sentir falta do movimento da Nuvem.
— Não tive muito tempo para aproveitar o movimento, mesmo que quisesse, mas não se preocupe comigo, dei um jeito na minha vida por aqui mesmo.
— Sim você deu. Acho que até hoje nunca lhe dei o devido valor.
Sinto-me mais segura quando ele me julga mal e me recrimina, fico menos vulnerável.
— Já que tocou no assunto. ( disse, procurando manter a voz num tom frio) — vamos esclarecer uma coisa, não aceitei o emprego na loja para receber aplausos ou mudar sua opinião a meu respeito, foi só para ganhar algum dinheiro e poder ir embora o mais cedo possível, não preciso da caridade nem da vigilância de um tutor.
— Em todo o caso enquanto estiver morando na minha casa não vejo motivo para não poder levar uma vida social normal. No momento parece que anda brigada com sua madrasta e essa não é uma situação agradável para ninguém.
— E também não é de sua conta. Posso perfeitamente cuidar da minha “vida social” como chama. Do mesmo jeito como faço com todo o resto.
— Então espero que seja Naruto Uzumaki o rapaz em quem está interessada, e não Juugo Utatane. Naruto tem um temperamento meio irresponsável, mas nunca se meteu em problemas sérios.
— Não preciso de seus conselhos e, muito menos de sua permissão para me interessar por quem quer que seja. Por que não me deixa em paz?
— Gostaria de poder, mas sou responsável por você, Sakura e não quero que esqueça isso. Não estou acostumado a lidar com meninas de sua idade, em um momento você é uma sereia e no outro parece um garoto arruaceiro.
Por um instante nossos olhos se encontraram em desafio, abaixei a cabeça e fui até a janela procurando controlar o nervosismo, a simples presença dele me deixa nervosíssima, lembrando como me se senti em seus braços. De costas para Sasuke falei:
— Sinto muito, não sei por que me comporto dessa maneira, também não estou acostumada a homens de sua idade.
Pude ouvi-lo suspirar.
— Então feitas as nossas confissões vou até o quarto de Chiyo ver se ela precisa de alguma coisa. Você vem comigo?
— Não... Se quiser falar com ela em particular.
— Não há nada que eu queira dizer que você não possa ouvir. Aliás ela deve querer ver você, acho que entende que lhe deve a vida.
— Isso é exagero.
— Não pelo recado que o Dr. Hyuuga deixou. Segundo ele, você é a heroína do ano.
— Foi muito gentil da parte dele. Só fiz o que qualquer pessoa teria feito.
— Duvido muito Sakura, você dá a impressão de total fragilidade, mas suspeito que seja falsa... como outras impressões.
Fiquei paralisada, essas palavras são uma ameaça aos cuidadosos planos de Kurenai que poderiam ruir como um castelo de cartas.
— Eu... não entendo.
— É claro que não. (havia um tom zombeteiro na resposta) — Agora vamos ver Chiyo.
No corredor encontramos a enfermeira que estava nos procurando, ela nos disse que Chiyo acordou e está chamando por nós.
— Você teve um dia difícil criança. Que tal um copo de leite morno e um bom sono?
Deitada naquela cama Chiyo parece muito pequena e pálida, o cabelo branco estava solto e caia aos lados do rosto enrugado.
Ela estendeu a mão para mim.
— Fico tão contente por você ainda estar aqui minha querida. Queria pedir um favor. Meu apartamento... minhas plantas... será que pode dar uma olhada para mim? Não quero...
Ela parou e olhou para Sasuke, mas tanto ele quanto eu sabíamos o que ia dizer, não queria que Kurenai tocasse em suas coisas.
— É claro que posso, não se preocupe com coisa alguma, logo vai estar de volta. Muito antes do que pensa.
— Que menina gentil! E que tola que eu sou!
A enfermeira aproximou-se avisando que Chiyo precisava descansar, depois explicou quais eram os horários de visita e me entregou as roupas que Chiyo usava ao ser internada. Parecia que Sasuke não tinha escutado uma palavra.
A chuva havia parado, mas nuvens pesadas escondiam as estrelas.
— No entanto, elas estão lá, só que a gente não pode ver. (murmurei para mim mesma)
— O quê?
Sasuke inclinou-se me olhando dentro dos olhos e só então percebi que falei mais alto do que pensava.
— As estrelas, ora.
Inexplicavelmente comecei a chorar, senti que Sasuke me abraçava, mas não tive forças para me afastar, a tensão das últimas horas explodia em lágrimas incontroláveis, deitei a cabeça no peito dele soluçando.
Quando consegui me controlar percebi que Sasuke havia me levado para o carro, agora ele acariciava meu cabelo murmurando palavras de consolo. Tudo que queria era ficar ali nos braços dele, mas seria arriscado demais, enxuguei as lágrimas afastei-me e entrei no carro, devia estar parecendo à criança que ele pensa que sou.
— Sinto muito.
— Por quê?
— Por ter chorado tanto, os homens detestam essas cenas...
-— Este homem aqui seria um grande ingrato, se ficasse incomodado com suas lágrimas. Você tinha direito a cada uma delas Sakura.
— Pareço uma idiota.
— Pelo contrário. Você parece à encosta da montanha lavada pela chuva (disse, brincalhão). — Só a paisagem não é adequada. Você devia estar em um bosque cercada por flores, uma verdadeira ninfa alseídes com flores no cabelo. Gostaria de pintá-la assim.
Sasuke afastou uma mecha clara que caía sobre meu rosto e depois acariciou meu queixo delicadamente.
Senti a garganta seca e a respiração difícil, fiquei tentada a pegar a mão dele e beijar, mas a prudência me diz que não devo me deixar dominar pelas emoções, como da outra vez. Sasuke está apenas sendo gentil, tentando me consolar, ao mesmo tempo mostrando-se grato, nada mudou. Não posso esperar que alguma coisa tenha mudado.
Sacudi a cabeça fazendo com que Sasuke me soltasse.
— Não acho que queira ser pintada. Não é preciso ficar imóvel durante horas? Isso não é comigo.
— Então terei que procurar outra modelo. Alguma sugestão?
— Não devem faltar voluntárias.
— É verdade e algumas delas já me pediram um retrato.
Depois de um momento de hesitação resolvei perguntar.
— Você vai começar a pintar novamente?
— Tudo indica que sim. Pensei que podia desistir, mas as pressões são muito grandes, acho que vou ter que deixar de lado minhas reservas.
Sasuke deu partida no carro e pegou a estrada, é a primeira vez que ficamos juntos assim de noite, me senti perturbada como se um grande perigo me rondasse, me mexi no banco desconfortável.
— Aonde vamos?
— Para casa, naturalmente.
Percebi que Sasuke também está tenso, talvez lamentasse ter permitido outra chance de contato físico entre nós dois.
Começou a chover novamente o barulho da água no vidro e do limpador de para-brisa fez com que eu adormecesse.
Acordei com uma freada brusca e dei um grito, Sasuke inclinou-se para mim dizendo:
— Calma menina, chegamos em casa.
Abri a porta, mas antes que tivesse tempo de descer do carro, Sasuke pegou-me no colo.
— O que está fazendo?
— Carregando você, não está vendo? Não venha me dizer que está em condições de andar, porque não é verdade.
Ele tem razão, mas comecei a me debater, prefiro ir me arrastando a ser carregada por ele.
— Largue-me!
— Só quando eu quiser. Esta é a minha casa e eu dou as ordens, lembra?
— Você não me dá uma chance de esquecer.
Ouvi que ele ria, Sasuke havia chegado à porta da frente e certamente iria me colocar no chão, porém Sasuke continuou me segurando, ele entrou, atravessou o hall e dirigiu-se para a escada em espiral.
Eu não queria mais lutar, sabia agora que o que sentia por ele não era mais apenas uma forte atração física, mas algo muito, muito mais profundo, que me assusta demais.
Inconscientemente passei os braços pelo pescoço dele. Sasuke parou e me encarou, em seus olhos cor de ônix não havia ironia nem divertimento, apenas uma pergunta que exigia uma resposta franca, sem sequer tentar me defender retribui o olhar sabendo como estava vulnerável naquele momento.
Ouvimos um barulho, uma porta que se abria e depois a voz de Kurenai cheia de ironia e despeito.
— Seduzindo menininhas, querido? Você não tinha esses desejos estranhos. Não costumava atacar berços.
A magia estava quebrada, vi a expressão perturbada de Sasuke quando se virou para olhar para a prima.
— Atacando não é bem a palavra minha querida ao contrário estou devolvendo a garotinha ao berço. Sakura teve um dia muito difícil e cansativo.
— E acha naturalmente que eu tive um dia muito agradável. Esse temporal miserável, uma tremenda ventania no restaurante e depois na volta para casa, o caos. Pelo amor de Deus, ponha Sakura no chão! Ela não é nenhum bebê e pelo que sei você não tem a menor vontade de se tornar o centro de uma fixação adolescente.
— Oh, não sei não. Pelo menos seria uma novidade.
Por alguns momentos Kurenai o encarou incrédula, depois voltou para o quarto batendo a porta.
Sasuke voltou a me olhar com aquela expressão que fazia meu coração disparar feito louco, depois como se nada houvesse acontecido continuou a me carregar pelo corredor.
Sasuke não falou nem olhou para mim enquanto me carregava para o quarto, ele me colocou na cama ajeitando o travesseiro, mas não me soltou.
— Pronto. Você está em sua casa Sakura.
— Não...
— Sim. Você quer dizer sim. Não finja mais, seja honesta comigo.
Ele segurou meu queixo com firmeza, impedindo que me virasse para o outro lado.
— Solte-me! Está se arriscando muito. Esqueceu o que Kurenai disse sobre fantasias de adolescentes?
— Mulheres também têm fantasias. Você não gostaria de descobrir qual é a diferença?
Sasuke me beijou de leve na boca e no pescoço e senti cada nervo do meu corpo vibrar, fechei os olhos novamente para fugir do poder hipnótico daquele olhar penetrante.
— Não. Nem quero ser o alvo de nenhum desejo estranho.
Ele ficou tenso e apertou-me tanto que chegou a me machucar.
— É mesmo? Então, azar o seu garotinha.
Sasuke começou a me beijar com insistência e a abrir os botões de minha blusa.
— Sasuke, por favor!
— Você vai gostar minha querida, vou lhe dar prazer e ensiná-la a me dar prazer. Assim...
Seus dedos já haviam aberto o fecho do meu sutiã e Sasuke acariciou meus seios com as mãos e os lábios. Ofegante o puxei mais para perto.
— Toque em mim Sakura...
Obedeci e comecei a desabotoar a camisa dele, cheia do desejo que Sasuke havia despertado, passei os braços por dentro da roupa e o contato de nossas peles foi como fogo.
Sasuke me beijou novamente e dessa vez minha resposta foi apaixonada, as mãos dele descem por meu ventre procurando o zíper da calça jeans, virei o corpo um pouco de lado para ajudá-lo, não conseguia pensar nem desejar mais nada, somente pertencer a ele.
No início o som pareceu vir de muito longe, só quando Sasuke se afastou com um gemido abafado e olhou para a porta foi que compreendi que Kurenai estava batendo, o medo gelou meu sangue, a qualquer momento minha madrasta poderia entrar e nos ver juntos, sentei-me puxando a blusa para cobrir os seios.
— Sasuke? Você está aí?
A voz de Kurenai era calma e controlada, mas eu já conhecia aquele tom e sabia o que me esperava.
— Telefonaram da clínica, querido.
Sasuke pareceu despertar de um sonho.
— Chiyo... (murmurou) — Meu Deus!
Vestiu a camisa rapidamente, colocou-a para dentro da calça de qualquer jeito e saiu.
Ouvi sua voz tensa fazendo perguntas, e depois o silêncio, fiquei deitada no escuro sentindo-me tonta e enjoada, há um minuto estava a meio caminho do sétimo céu e agora de volta a Terra, havia medo e remorsos.
Levantei-me cambaleante, vesti um pijama rosa e fui ao banheiro, parei diante do espelho e vi desaprovação e desgosto em meus olhos, se não fossemos interrompidos teria me entregado a Sasuke sem a menor hesitação. Apesar de estar apaixonada sei que não suportaria a vergonha de acordar nos braços dele no dia seguinte, para Sasuke sou apenas uma novidade, quando me possuísse perderia todo o interesse e me tornaria mais uma, igual às outras.
Escovei o cabelo com força quase como se quisesse me punir, além do remorso meu coração está pesado de presságios, o tempo todo tenho a impressão de ouvir passos no corredor, se alguma coisa tivesse acontecido a Chiyo alguém viria me avisar, descer e enfrentar Kurenai seria terrível, mas ficar aqui em cima esperando notícias o resto da noite é insuportável.
Vesti o casaquinho do pijama, calcei os chinelos e desci, a porta da sala está entreaberta, parei prestando atenção, mas não ouvi nada, escancarei a porta, deitada no sofá fumando um cigarro Kurenai sorriu para mim quando me viu entrar.
— Se estiver procurando Sasuke ele saiu queridinha, a pessoa que telefonou era mesmo da clínica, sabe se Chiyo fosse quarenta anos mais moça eu teria ficado muito enciumada. Você precisava ver como ele saiu correndo por causa dela. Quanta devoção! Bem não fique parada aí feito um fantasma, venha vamos ter uma conversinha de... digamos, mãe para filha. Sinto muito se interrompi sua ceninha romântica, mas não foi inteiramente minha culpa. Então o que achou dele?
— Você... você quer dizer que não se importa que ele estivesse me amando?
Kurenai olhou-me entre tolerante e divertida.
— Ora não seja ingênua! Não vai querer que eu acredite que a coisa foi assim tão longe em tão pouco tempo. Sasuke tem classe demais para se atirar sobre uma mulher e fazer amor com ela em poucos segundos feito um animal. Não se esqueça de que eu o conheço muito bem.
Kurenai espreguiçou-se com um suspiro como se estivesse recordando o quanto o conhecia, depois deu uma risada.
— O querido priminho estava muito aceso hoje. Louco para fazer umas diabruras, senti isso quando saímos juntos, sempre que fica assim é uma dificuldade para fazê-lo sair da minha cama...
— Não estou interessada em ouvir as intimidades de vocês dois.
— Acho que deve queridinha, assim vai parar de fantasiar grotas na sua idade são cheias de tolices românticas, não quero que interprete mal o que aconteceu esta noite, a verdade nua e crua benzinho é que até eu me canso de sexo. Sasuke anda muito exigente, insaciável, por isso, achei que seria interessante... só por um tempinho... se ele se divertisse com você, pensei que não havia nada de mais, porque você lutaria feito uma leoa pela sua virgindade, mas já que não o fez resolvi dar um basta na brincadeira de qualquer forma tenho certeza de que Sasuke não ia gostar. Com a experiência que tem duvido que as virgens façam seu gênero.
— Você é uma suja Kurenai. E o telefonema?
— Pura invenção como você já deve ter adivinhado. (fez cara de inocente) — Um terrível erro da minha parte, também com tantas emoções num dia só quem poderia me culpar? Ele não vai voltar de muito bom humor claro, mas não é de admirar, infelizmente foi a única coisa que me ocorreu para separar os dois, do jeito que ele estava só mesmo o cadáver de Chiyo o faria recuperar o controle. Sabe de uma coisa? Fico muito feliz de não ter nascido homem são umas criaturas tão primitivas!
— E você acha que fazendo esse tipo de coisa vai conquistar o Sasuke e levá-lo a casar?
Não consegui esconder o desprezo que sinto por minha madrasta.
—Oh, eu não acho. Eu sei, casamento foi a única coisa que ele ainda não me propôs, já fez todas as outras propostas, mas não demora. Aonde vai?
— Para a cama.
— Sábia decisão, mas não sonhe acordada não fique esperando por ele. Ir e voltar do Som deve ter esfriado o furor de Sasuke, mas mesmo que não tenha esfriado você não vai querer ser a segunda escolha, não é?
— No momento, não quero nem mesmo ser a primeira.
Só muito mais tarde consegui dormir, depois de repetir mil vezes para mim mesma que era ótimo estar sozinha nessa cama gelada.
Notas finais
http://persefone-hagne.blogspot.com.br/
Bjs e até o próximo.
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