Brincadeira Perigosa
5 Capítulo 5 Conversas
Notas iniciais
Boa leitura!
— Afinal, o que você é? Meu presente de boas-vindas? Fico lisonjeado, claro, mas não acha que ainda é um pouco jovem para esse tipo de brincadeira?
— Eu não sou... quero dizer, não é o que está pensando.
Minha nossa no que eu fui me meter?
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— Fico muito aliviado em ouvir isso. Então, que tal me contar o que está fazendo no meu quarto?
Abaixei-me para pegar o aspirador.
— Ah, entendo. Onde está Kurenai?
— Na cidade do Som fazendo compras. Eu vim... vim fazer as camas, sinto muito.
— Ela costuma deixá-la sempre sozinha assim para fazer o serviço?
A verdade não ajudaria em nada os planos de Kurenai. Por isso e também por um pouco de orgulho menti.
— É claro que não Kurenai trabalha bastante e não me incomodo de ajudar.
— Quando é que ela volta?
— Não sei. Quer alguma coisa?
— Quero comer, de preferência algo leve, foi um voo péssimo e essa estrada, com chuva é o fim. Ovos mexidos está ótimo.
— Certo.
Percebi que estava descalça e rapidamente procurei minhas sandálias, elas tinham ficado do outro lado do quarto, fui até lá e calcei Sasuke observava cada um de meus movimentos. Perguntou entre intrigado e sarcástico.
— Você sempre limpa a casa descalça, ou tirou as sandálias especialmente para entrar aqui? Meu quarto por acaso é alguma espécie de templo sagrado?
— Nem uma coisa nem outra, foi só um impulso.
Ele olhou para a cama e disse:
— Foi só outro impulso você quer dizer, acho que teremos que fazer alguma coisa para conter esses seus impulsos srta. Haruno, antes que alguém interprete mal o seu comportamento.
Concordei com um gesto de cabeça sabia que merecia aquilo reuni as forças è a dignidade que me restam e caminhei na direção da porta.
— Só mais uma coisa antes que saia mocinha, quero café também, forte e sem açúcar, descerei em dez minutos.
Já estava sem fôlego quando cheguei à cozinha preparei o café seguindo as instruções de Sasuke e tentei ganhar alguns pontos com ele, fazendo também uma salada além dos ovos, não seria nada difícil para ele acreditar que só tenho dezesseis anos depois da prova de criancice que acabei de dar.
Acho que Freud explica esse meu comportamento idiota, aí que ódio como posso ser tão boba.
Estava terminando de preparar o lanche quando Sasuke chegou e se sentou no comprido banco da cozinha.
— Não prefere comer na sala de jantar?
— Não. Aqui mesmo. Como é? Vai continuar me torturando muito tempo com esse cheiro delicioso?
— Oh, desculpe...
— Está ótimo. (ele disse, depois da primeira garfada) — Você não vai comer?
— Não. Já almocei. (Coloquei o bule de café ao lado dele)
— Então pegue outra xícara e tome café comigo você pode ser uma arrumadeira cheia de... impulsos, mas sem dúvida sabe cozinhar acho melhor explorar mais esse talento, de agora em diante limite-se à cozinha.
— O que quer dizer?
— Será que preciso soletrar? Não costumo usar pijama, nem tenho roupão e para não repetirmos a cena do nosso encontro no banheiro que foi chocante pela sua cara de espanto e pavor, prefiro que Kurenai arrume os quartos de agora em diante. Não fique tão envergonhada amor, só estou tentando poupar a sua inocência, sabe que ficou vermelha feito um tomate? E já está ficando de novo é até charmoso, para ser franco não sabia que as garotas de hoje em dia ainda conseguiam corar desse jeito.
— Mas como é que vou explicar isso a Kurenai? Está querendo dizer que devo contar o que aconteceu?
— Por que não?
— Acho que ela não vai aceitar isso muito bem.
— Será que minha prima perdeu o senso de humor?
— Não creio que ela ache graça nenhuma nessa situação.
Tenho certeza que minha madrasta ficará furiosa por não estar em casa para receber Sasuke pessoalmente, o incidente não só a aborrecerá intensamente como despertará seu ciúme. Felizmente Sasuke não faz a menor ideia disso.
— Kurenai me contou que vocês eram muito amigos.
— É nos víamos muito quando jovens, mas ultimamente andamos um pouco afastados por motivos que prefiro não comentar.
— Acho que posso adivinhar.
— Se conhece bem Kurenai deve poder mesmo. Ainda tem café?
— Tem. Quer mais alguma coisa? Acho que sobrou queijo e frutas, se soubéssemos que vinha...
— Nem eu sabia... Vou querer queijo e uma maçã, por favor.
Servi a sobremesa e enchi a xícara dele. Sasuke cortou um pedaço de maçã e me ofereceu na ponta da faca, recusei com um meneio de cabeça.
— Continue trabalhando bem assim garota e vou me sentir novamente um ser humano.
Sasuke sorriu para mim e tocou minha mão ao pegar a xícara, senti-me tão atraída por aqueles olhos escuros que tive que me controlar para não sair correndo ou pior ainda me atirar nos braços de dele. Sasuke nem sequer estava tentando fazer charme. Mas o que estou pensando? Se Kurenai pudesse ler meus pensamentos com certeza me mataria.
— O que achou da Vila do Som?
— Gostei muito do que vi até agora.
— Aqui não temos muito o que oferecer a não ser para quem gosta de alpinismo.
— E possível chegar ao topo?
— Oh, sim. Existe uma trilha, mas não é qualquer um que consegue subir, é preciso se exercitar muito antes, como você é minha hóspede sinto-me na obrigação de avisar para não pegar nenhum dos atalhos não são bons lugares para passear. O tempo por aqui muda em questão de minutos e você ainda não conhece os sinais do caminho pode se perder no meio de uma tempestade, nunca saia sem agasalho. Vamos fazer disso um regulamento, não quero ter que chamar o serviço de salvamento da montanha porque você não se comportou como uma boa menina.
— Não precisa se preocupar tanto comigo esse tipo de passeio não é das coisas que mais gosto no mundo (falei ofendida com o tom paternal dele).
— Vou ser honesto com você Sakura eu realmente não incluí você no convite que fiz a Kurenai para vir para cá, só depois é que soube que estava sob os cuidados de sua madrasta, senão teria feito outro tipo de acordo para não obrigá-la a viver num lugar tão isolado. Isto não é para uma garota de sua idade.
— A Nuvem pode ser tão isolada e solitária como o Som.
— É, mas de um jeito diferente, lá pelo menos você teria mais chance de se divertir e levar uma vida normal não sei o que vai fazer para preencher o seu tempo.
— Isso não me preocupa nem um pouco.
Respondi pensando nas horas e horas de limpeza que tinha feito desde que cheguei tempo livre é algo que nunca me sobra e se sobrasse não teria ânimo para pensar em me divertir.
— Sinto muito ser uma carga para você, farei o máximo para não atrapalhar.
— Não foi isso o que eu quis dizer criança sensível, quem está aqui para pagar uma dívida é Kurenai você não tem nada a ver com a história.
— Você fala como se ela fosse uma condenada cumprindo pena.
— Não tenho a menor dúvida de que é assim que ela vê o nosso acordo e acho que esse passeio à cidade pelo jeito como demora, é uma espécie de liberdade condicional por bom comportamento.
— Acho que sim...
— Você não quis ir com ela ou já viu tudo o que há para ver por lá?
— Um pouco das duas coisas é melhor lavar esses pratos agora. (Ele sorriu)
— Deixe, estamos na história errada amor, você não é Cinderela, mas não tema princesinha seu segredo está bem guardado comigo, se acha tão importante não conto a Kurenai que você dormiu na minha cama. Vou cumprimentar Chiyo. Como é que vai ela?
— Acho que bem, não nos vemos muito.
— É uma pena Kurenai e ela nunca se entenderam. Acha que o tempo não mudou a situação?
— Não.
— Chiyo é teimosa não quer reconhecer que a artrite a impede de dirigir a casa como fazia antes, por isso eu queria mais alguém morando aqui não posso ficar sempre de olho nela.
— Gosta muito dela, não é?
— Chiyo praticamente me criou, pretendo cuidar dela até o fim, não fique tão surpresa amor. Não sou totalmente desprovido de sentimentos decentes, apesar do que Kurenai deve ter dito de mim.
— Mas ela não disse nada.
— Não acredito. Deve haver algum motivo para esse seu incômodo sempre que estou por perto.
— Talvez eu não esteja acostumada com homens.
— Na sua idade, não é mesmo de esperar que tenha uma grande experiência, mas também não é nenhuma donzela. Como vamos viver sob o mesmo teto por algum tempo você vai ter que se acostumar comigo, não é?
— Você... vai ficar aqui? Não vai embora novamente?
— Vou ficar sim. E você Sakura Haruno fará o melhor que puder.
Quando ele passou por mim pegou meu queixo carinhosamente e cada músculo do meu corpo ficou tenso.
— Obrigado pelo almoço amor e lembre-se do que eu disse, fique quietinha na cozinha longe do meu quarto. Será melhor para você.
Kureani parecia feliz quando chegou. Uma hora depois seu humor mudou ao saber que Sasuke tinha voltado.
— Ele podia ter nos avisado (reclamou pousando duas sacolas sobre a mesa da cozinha) — Graças a Deus a casa está em ordem, você se lembrou de limpar o quarto dele?
— Acho que me lembrei de fazer tudo.
— Tenho certeza que sim queridinha. Guarde a comida para mim sim, enquanto vejo o patrão.
— Ele ainda deve estar com Chiyo.
— Nesse caso vou esperar que me procure, faça um pouco de chá ficar na fila do açougue não foi um grande programa, estou morta.
— Trouxe carne fresca? Que bom vou preparar um assado para o jantar.
— Faça o que quiser. Por que será que ele voltou assim tão de repente?
— Não disse, mas falou que pretende ficar por algum tempo.
— Ótimo! Até que enfim uma boa notícia!
— O que é tão bom assim?
— O quê? Querido! O fato de você ter voltado para casa, claro.
— Se eu soubesse que as boas-vindas seriam assim teria voltado muito antes.
Sasuke puxou-a contra o peito e Kurenai deixou-se abraçar e beijar, não tinha a menor intenção de ficar assistindo àquela cena, fui para meu quarto tive o pressentimento de que passaria um bom tempo lá, os dois no andar térreo não iam querer companhia.
Senti a brisa pela janela aberta e fui fechá-la ouvi vozes lá embaixo e vi o casal passeando abraçado formavam um belo par, começava a entender por que meu pai nunca foi capaz de negar nada a Kurenai. Imaginava que satisfazer todas as suas vontades era uma espécie de tributo que os homens costumam pagar à beleza de uma mulher.
O caminho está livre para descer e começar a preparar o jantar, na vida real o conto de fadas é bem diferente o príncipe está com a madrasta enquanto a jovem enteada fica com o fogão e as panelas.
Caprichei no assado e acabava de colocá-lo no forno quando Kurenai entrou toda arrumada vestia um vestido de renda preto longo cavado nas costas, a maquiagem marcante batom vermelho e sombra preta, calçava um salto alto preto, bolsa na mesma cor, os cabelos caiam soltos em ondas perfeitas já que tinha ido ao cabeleireiro e para completar o visual uma estola branca, a olhei sem entender, mas ela começou a falar.
— Pode descansar esta noite queridinha Sasuke vai me levar para jantar fora.
— Mas já fiz o jantar...
— Então tenha um ótimo apetite se está tentando impressionar meu querido primo com sua comidinha caseira esqueça não vai adiantar nada ele está acostumado com a melhor cozinha internacional, como já deve ter percebido.
— Ele parece cansado não pensei que quisesse sair.
— Pensou errado Sasuke não pode ficar enterrado aqui e eu muito menos. Não precisa esperar por nós.
— Não tenho a menor intenção de esperar vocês dois acordada. Divirtam-se.
— Vou me divertir. Sabe querida se eu não a conhecesse muito bem diria que está com uma pontinha de ciúme. Mas seria uma grande perda de tempo, não é?
Kurenai sorriu e saiu tive vontade de jogar toda a comida fora, mas seria um desperdício, além do mais estou com fome, planejei transformar esse jantar numa pequena comemoração pela volta de Sasuke com castiçais e tudo mais sou mesmo uma idiota!
Olhei para minhas roupas jeans, camiseta com o desenho de um bolinho e um tênis florido, meus cabelos amarrados em um coque. Percebi que preciso melhorar minha aparência. Aqueles dois que se danem, vou ter um jantar especial não preciso de ninguém mais para isso, fui para meu quarto mudar de roupa e me maquiar.
O banheiro que divido com minha madrasta está embaçado de vapor e impregnado com o cheiro adocicado de seu perfume, tomei um banho rápido e coloquei um vestido longo de manguinhas estampado, um tanto sofisticado para uma menina de dezesseis anos, fiz uma maquiagem clara destacando mais os olhos, calcei um salto alto caramelo, fiz um rabo de cavalo alto em meus cabelos, esperei que os dois saíssem e desci.
Não devia me sentir tão decepcionada afinal Kurenai nunca escondeu suas verdadeiras intenções, sempre soube que ela aproveitaria todas as oportunidades que surgissem para ficar a sós com Sasuke, mesmo assim é difícil perceber que não posso contar com ninguém. A menos...
Decidida fui até o apartamento de Chiyo a senhora demorou um pouco para abrir e ficou parada na porta apoiada na bengala me observando atentamente.
— Você quer alguma coisa, mocinha? (Sua voz não estava muito amistosa)
— Não é nada demais. Só que preparei um assado para o jantar pensando que todos iam comer em casa, mas Kurenai e Sasuke saíram tem muita comida e... bem, pensei se a senhora gostaria de jantar comigo.
Houve um breve silêncio durante o qual Chiyo me observou de alto a baixo, mas com uma expressão diferente. Uma expressão de simpatia. Depois respondeu com um sorriso.
— Obrigada, Sakura seria muito bom, não me diga que fez o jantar sozinha.
— Gosto de cozinhar.
O apartamento de Chiyo é uma extensão da casa eu estava em uma enorme sala muito bem mobiliada, em um estilo mais antigo do que o resto da mansão, tem muitos quadros e objetos antigos, em um canto uma mesa redonda arrumada com uma toalha de linho branco, talheres de prata e no centro um jarro com narcisos muito perfumados, uma pequena lareira ardia em frente e junto dela uma grande poltrona Chyio se sentou.
— Que lugar lindo!
— Eu gosto muito daqui sou muito feliz de poder ter todas as minhas coisas por perto Sasuke insistiu nisso quando mandou construir a casa, mas isso que trouxe na bandeja é o seu assado querida? É melhor comermos antes que esfrie.
Foi o jantar mais agradável que tive desde que cheguei ao Ninho dos Falcões. Chiyo é admirável. Interessada sem ser curiosa bem ao contrário do que Kurenai tinha dito, só não fiquei mais à vontade porque todo o tempo tive que me patrulhar para não cair em nenhuma contradição que desmentisse a história que minha madrasta inventou.
Chiyo fez perguntas sobre meu pai e foi sincera ao lamentar sua morte súbita.
— Se quiser posso pedir para Sasuke se informar a respeito do testamento de seu pai essas coisas são muito complicadas para uma garota de sua idade.
— Oh, não, obrigada. Eu sei que Kurenai e eu temos que viver juntas até os meus vinte e um anos. A menos que eu me case antes... ou ela.
— Se ela casar antes da sua maioridade, o que será de você?
— Não sei bem, talvez ela não queira casar novamente.
— Não acho que Kurenai goste de ser viúva a menos que fosse uma viúva rica, aí seria diferente.
— É talvez a senhora tenha razão. Ela é muito bonita e jovem ainda para ficar sozinha.
Enquanto conversávamos notei que os olhos de Chyio passeavam pela sala, posso imaginar no que ela está pensando que se Sasuke casar com a prima, Kurenai tentaria se livrar dela.
— Quero que me desculpe minha querida, por falar desse jeito de sua madrasta. Não pretendo de forma alguma abalar sua confiança e sua lealdade por ela, você parece cansada criança.
— Não se preocupe, está tudo bem. Tive um dia cheio e difícil. A chegada de Sasuke... e tudo o mais.
"Tudo o mais" significa entre outras coisas que Kurenai está certa sinto sim uma pontinha de ciúme e tentei me convencer de que aquele jantar fora era apenas uma maneira que ele encontrou para agradecer a Kurenai pelos serviços prestados, se ele soubesse que ela não era capaz de levantar um dedo em casa!
Com medo de que Chiyo percebesse o verdadeiro motivo de meu nervosismo comentei.
— Sasuke me disse que vai passar algum tempo aqui.
— Você parece surpresa. Por quê? É a casa dele.
— Sim, mas pelo que sei ele não costuma vir para cá com frequência. Está sempre viajando.
— Ele tem sido muito bem-sucedido como homem de negócios e artista, mas sua vida não é tão glamorosa como as pessoas pensam. Pode ser bastante cansativa e ele não é mais nenhum garoto você sabe. Sasuke comprou esta propriedade e mandou construir a casa porque queria criar raízes, talvez tenha chegado a hora.
Deve ser por isso que ele convidou Kurenai? Ele deve continuar a amando mesmo depois de tanto tempo. Pensando bem será um casamento perfeito já que os dois se conhecem muito bem e não existe a barreira da idade para atrapalhar, como aconteceu com o meu pai.
Chiyo começou a recolher as xícaras de café.
— Minha querida está ficando tarde, é melhor lavarmos a louça e não se preocupe tudo vai dar certo. Para tudo há um jeito nesta vida.
Depois de lavar a louça voltei para o meu quarto tentei me convencer de que seria ótimo se Kurenai e Sasuke se casassem assim eu ganharei minha independência. Poderei ir embora e nunca mais ver os dois novamente, mas tenho certeza que nunca conseguirei apagar a imagem desse homem, tanto o seu físico perfeito, quanto sua aura imponente.
Sasuke não é um homem que se esqueça facilmente, se é que é possível esquecê-lo, alto com um corpo definido, mas não exagerado, possui ombros definidos, braços e pernas musculosas, barriga tanquinho seis quadradinhos pra ser exata, cabelos e olhos escuros, mãos grandes e um membro também grande, ele tinha razão quando disse que me assustei, nunca vi um homem nu ao vivo e a cores, mas devo admitir que Sasuke é perfeito, imagino quantas mulheres ele já deve ter levado a loucura de tanto prazer.
Já passava da meia-noite quando ouvi o barulho do carro chegando, permaneci muito quieta os nervos sobrecarregados, tentando escutar os dois e me odiando por isso, pouco depois de a porta da frente bater percebi que Kurenai subia a escada e ouvi ela passar em frente a porta do meu quarto e se dirigir para o dela, ela abriu e fechou a porta ao lado sozinha. Continuei esperando um longo tempo, mas Sasuke não foi ao encontro de Kurenai.
Preciso controlar bem os meus sentimentos não quero ser desprezada pelo Sasuke e muito menos entrar em uma guerra com minha madrasta. No que fui me meter?
Notas finais
endereço: http://persefone-hagne.blogspot.com.br/
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