Brincadeira Perigosa
17 Capítulo 17 Choque
Notas iniciais
Espero que apreciem esse, embora acredite que muita gente vai ficar com mais raiva, mas fazer o que é a vida, aguardo ansiosa os reviews.
Mais uma vez agradeço a todos que leem e deixam um comentário, pois é ele que me da animo para continuar escrevendo, a fic possui 105 leitores, 50 favoritos, 167 reviews e oito recomendações então pode-se notar que são poucos os leitores que comentam, mas enfim é a esses leitores fieis que estão a todos os capítulos comentando e expressando sua opinião e curiosidade é que agradeço do fundo do coração.
Quanto aos leitores fantasmas é uma pena que sejam tão mesquinhos guardando só pra si o que acham da fic, acredito que gostem e muito já que estão aí, quem sabe resolvam aparecer agora que está quase no final e deixar que a fic termine com pelo menos 200 reviews será que é desejar muito? Acho que não, mas a decisão é de vocês, façam o que achar melhor.
Pois eu tenho certeza que meus leitores fieis continuaram comigo dividindo seus pensamentos até o fim.
Muito obrigada meus queridos e queridas vocês é que fazem dessa fic um sucesso, um sucesso sim pois vocês estão aqui lendo e comentando isso é tudo que posso pedir.
Acordei com os raios solares penetrando pela janela, por causa da sonolência achei que estava atrasada para o trabalho, no entanto as recordações da noite anterior começaram a aflorar em minha mente, sentei-me e suspirei pesadamente, é hora de recolher os pedaços de minha vida e tentar seguir em frente.
Vesti o roupão e fui ao banheiro, fiz minha higiene, tomei um banho rápido e voltei a meu quarto, vesti uma calça jeans, uma blusa de alça em tom roxo e um casaco cinza, calcei botas preta, penteei os cabelos deixando-os soltos, em seguida fui ao quarto de Kurenai não há sinal de que ela tenha dormido aqui.
Desci as escadas e toda a casa encontra-se em silêncio, ao chegar a sala encontrei minha madrasta, ela olhou-me de alto a baixo e abriu um sorriso triunfante.
— Bom dia queridinha. Você está horrível. Sua noite não foi um sucesso?
— Kurenai, sinto muito sobre o nosso desentendimento, mas quero que entenda que, se eu pudesse, ajudaria. Só que é impossível...
— Não se preocupe com isso. (puxou um bolo de notas do bolso e mostrou desafiadora)
— Mas você disse...
— Acho que me precipitei um pouco. Mas dinheiro não é mais um problema. Realmente, não é... — (enquanto falava olhava na direção do quarto de Sasuke) — Você estava certa meu bem. Foi a melhor solução, afinal.
— Estou contente por você, Kurenai. Imagino que vão se casar logo.
— É só uma questão de resolver todas as formalidades, papeladas, essas coisas. (fez uma pausa) — Suponho que você não vai mais querer perder seu tempo por aqui. Deve estar ansiosa para voltar para Nuvem ou outro lugar qualquer.
— É. (será que Kurenai consegue imaginar a agonia que sinto e está fazendo isso de pura maldade?)
— Bem, não há mais nada que a prenda aqui.
Minha madrasta sorri e está com uma aparência excelente. Talvez a maioria das mulheres fique assim depois de uma realização, suave e relaxada e não se importando que os outros notassem.
— Tentei convencer Sasuke a nos perdoar, mas você o deixou muito zangado, queridinha. Sasuke não perdoa com facilidade.
— Tenho todos os motivos para desaparecer, assim que puder. (fiz uma pausa) — Sasuke contou a você que perdi meu emprego?
— Não. Como foi que aconteceu?
— É uma história comprida e não vou chatear você. Tenho que conseguir outro emprego ou não vou poder continuar as aulas.
— Mas você certamente pode encontrar trabalho na Nuvem.
— Talvez. Mas acho que terei mais chances na cidade do Som, as lojas sempre precisam de uma ajuda extra na época das férias. Se você for até lá, gostaria que me desse uma carona. Quero começar a procurar imediatamente.
— Eu não vou. (falou distraída) — Ainda acho que você faria muito melhor voltando agora para a Nuvem. Pensei que era isso o que mais desejava no mundo. Será mais fácil esquecer o incidente com Sasuke se estiver longe dele.
— Kurenai vim até aqui para proveito seu, mas vou embora quando for conveniente para mim. Não tenho a menor intenção de partir para a Nuvem ou qualquer outro lugar feito uma desvairada, sem trabalho, sem ter onde morar e quase sem dinheiro. Nem você devia esperar isso. Sinto muito se a minha presença a incomoda tanto, mas vai ter que aguentar. Devo lembrar-lhe que jamais quis vir para cá.
— Não, você não quis. Pena eu não ter deixado que apodrecesse naquele apartamentozinho imundo. Acredite que eu teria feito isso, se pudesse.
— Oh, estou bem certa disso. Eu só servia a um propósito. Agora que vai casar com um homem rico e ainda salvou sua herança, sou completamente descartável. Infelizmente, ainda vai ter que me aturar por algum tempo é o mínimo que pode fazer. Por sua causa minha vida está toda complicada. Da próxima vez, vou tentar me sair melhor.
— Como quiser, queridinha. (Kurenai levou a mão à boca bocejando) — Só achei que seria menos humilhante se você fizesse uma retirada estratégica. Ah, querida, se for fazer café, eu gostaria de tomar uma xícara. Acredito que Sasuke também.
Minha vontade foi a de gritar que ela mesma fizesse seu café, no entanto não quero e nem preciso de mais confusão, tenho certeza que minha madrasta fará de tudo pra tornar minha vida aqui um inferno.
Preparei o café, dei uma arrumada rápida na cozinha e abri a porta que da para o jardim, senti uma tristeza invadir meu peito em breve terei que partir e deixar essa beleza e paz para traz, voltando a conviver com a agitação da cidade e a poluição, é incrível como me afeiçoei a esse lugar é como se eu tivesse me tornado parte dele, toda essa liberdade dos falcões, um dia espero ser como eles.
Subitamente senti que não estava mais sozinha, virei e me deparei com Sasuke, este possui uma aparência sombria.
— Bom dia. Quer... um pouco de café?
— Quando eu pensar nesse miserável verão, vou me lembrar sempre de você me oferecendo café.
— Sinto muito, mas Kurenai disse...
— Estou certo de que ela disse. Não precisa se desculpar. Vou querer café sim, e um analgésico também, se você souber onde está guardado.
— Não tenho certeza se temos analgésicos, aguarde um minuto acho que vi alguns quando arrumei o banheiro de Chiyo no outro dia.
Fui até a porta, mas Sasuke barrou meu caminho.
— O analgésico pode esperar Sakura, nós temos que conversar. (não conseguiu olhar para ele)
— Não há nada a falar.
— Acho que há. (aproximou-se mais de mim) — Depois de ontem à noite...
— Sobre ontem à noite, quero falar menos ainda. Por favor, me deixe ir e viver em paz.
Houve um longo silêncio e em seguida ele continuou:
— Se é o que você quer... está bem.
Pensei que tudo o que mais quero é Sasuke Uchiha, eu o quero agora e para sempre, na doença e na saúde, como diz o padre na cerimônia do casamento. Quero estar perto dele de corpo e alma. Quero ter um filho de Sasuke e viver só para ele.
No entanto é com o coração pesado que pronuncio tais palavras:
— É o que eu quero. (sai da cozinha)
Fui para meu quarto e comecei a divagar sobre minha vida e onde tudo isso vai me levar, sei que tenho culpa por Sasuke está dessa forma, afinal contribui para as coisas chegarem a esse ponto, na verdade eu poderia ter dito não a Kurenai, mesmo ela insistindo tanto e fazendo toda essa chantagem emocional, mas acho que foi mais por mim mesma, eu quis isso tanto quanto ela, eu queria ficar perto do Sasuke, conhecê-lo melhor e veja onde tudo isso acabou, ele me odeia, acha que sou uma mentirosa e mercenária. Agora sei que nunca mais terei uma chance com ele, em breve irei embora e ele se casará com Kurenai e nunca mais o verei novamente.
Atormentada por minha infelicidade, abri os olhos quando Sasuke bateu e entrou no quarto, sem esperar que o convidasse.
Parece cansado e abatido, suas palavras são formais, veio me avisar que uma nova governanta chegará no dia seguinte.
─ Será que se importa de mostrar o serviço à empregada e explicar que ninguém deve entrar no estúdio enquanto eu trabalho?
— Então vai voltar a pintar? Fico contente.
— Fica mesmo? Resolvi aceitar o seu conselho e vou começar um retrato de Kurenai.
— Isso é bom.
Imaginei como minha madrasta deve estar presunçosa. Um quadro era um tributo à sua beleza.
Sasuke também veio avisar que Kushina está esperando por mim lá embaixo, para se desculpar. Naruto lhe contou tudo o que tinha acontecido na festa e ela ficou consternada, no entanto me recusei a descer e pedi que ele inventasse qualquer coisa. Que estava com dor de cabeça, por exemplo.
— Não vou dizer nada disso. Por mais injusta que Kushina tenha sido, aconteceu num momento de desespero. Ela gosta muito de você e veio oferecer seu emprego de volta. Acho que deve pelo menos ouvir o que tem a dizer. Vingança infantil não leva a nada.
Ele tem razão claro, assim que Sasuke saiu eu o segui. Kushina começou a falar assim que eu apareci.
— Sinto muito querida. Sei que errei. Tirei conclusões precipitadas. Será que você me perdoa e volta a trabalhar conosco? Não podemos ficar sem a vendedora e sem a amiga.
— Volto sim, Kushina. Só não prometo ficar todo o verão. Logo que tiver economizado o suficiente, irei para a Nuvem. Se você me quiser nessas condições...
— O que foi? Você brigou com Sasuke? Foi por nossa causa?
— Claro que não. O que aconteceu ontem à noite me obrigou a contar a ele que não sou tão criança como imaginava. Ficou furioso, pensando que tentei fazê-lo de bobo.
— Ora, nós suspeitamos disso assim que a vimos. Só não entendemos por quê. Você é moça demais para precisar esconder a idade.
— Vamos dizer que pareceu uma boa ideia no momento.
— Ele fica uma fera quando perde a esportiva...
— Mas isso não importa. Foi apenas a gota d'água. Eu já tinha mesmo resolvido ir embora. Como vai Naruto?
— Péssimo, desejando estar morto. Teve a pior ressaca que já vi. O médico acha que não passou disso, mas ele esteve bem perto do coma alcoólico. Meu Deus, não quero nem pensar!
— E Juugo Utatane?
— Minato foi até lá e assustou tanto o rapaz que ele viajou ontem mesmo para Suna. Aliás, parece que a família inteira vai embora. A tia e a irmã colocaram à venda a casa e a loja. Mas não vamos falar dessa gente. Então minha querida, está combinado, não está? Você volta ao trabalho na segunda-feira?
— Pode esperar por mim. (pouco depois Kushina foi embora)
Olhei em volta e a casa está tão mal cuidada, refleti por uns segundos e cheguei a conclusão que posso colocar em ordem as coisas fazendo uma limpeza na casa antes que a nova governanta chegue, trabalhei cerca de duas horas, no entanto o resultado não foi o que esperava. O Ninho dos Falcões está longe de ter a aparência imaculada de quando chegamos, mas, pelo menos, perdeu o aspecto de negligência e descuido.
Kurenai encontrou-me às voltas com o aspirador.
— Não precisa mais bancar a empregadinha, queridinha. Sasuke já contratou alguém. Foi o carro de Kushina que saiu daqui ainda há pouco?
— Foi. Ela veio me oferecer o emprego de volta.
— Grande coisa... (parou um momento para acender um cigarro) — Você aceitou?
— É claro.
— Não tem nada de "claro". Está cansada de saber que não quero você por aqui muito tempo, lançando olhares melosos para Sasuke, pensei que ia procurar trabalho na cidade do Som. Lá você pode encontrar uma outra moça para dividir um quarto com você.
— Obrigada pelo interesse e pelo conselho. Você é engraçada Kurenai me amolou para vir para cá e agora age como se tivesse sido uma péssima ideia.
— E foi mesmo. Tudo não passou de um grande erro. Devia estar maluca... tanta preocupação, por causa daquela miséria de herança que seu pai deixou. Graças a Deus não preciso esperar mais.
— Antes você falava como se aquela "miséria de herança" fosse a coisa mais importante do mundo.
— Nem me lembre. Felizmente o tempo de contar migalhas já passou e...
Kurenai parou de repente, pois Sasuke acabava de chegar e estava de cara fechada.
— Qual é o problema agora? Espero que vocês duas saibam se comportar. Vamos ter uma empregada nova morando aqui e não quero que ela veja discussões e gritarias.
— Oh, sinto muito querido. (Kurenai foi até ele toda melosa) — Ficamos um pouco exaltadas, mas não foi nada sério.
Ele nem olhou para ela. Dirigiu-se a mim.
— Não precisa ficar fazendo o trabalho da casa. Mas gostaria que desse uma olhada no apartamento de Chiyo, ela deve voltar dentro de alguns dias e quero que tudo esteja em ordem por lá.
Pude notar que a notícia é novidade para Kurenai e que ela não tinha gostado nem um pouco. Não fiz comentários para não piorar a situação.
— Claro. Vou ver se o apartamento está em ordem.
Na verdade nem precisava olhar. Vinha mantendo o apartamento arrumado desde que ela fora para a clínica. Mas olhando em volta senti que havia algo estranho. Como se faltasse alguma coisa. Não consegui descobrir o quê.
Os dias seguintes foram razoavelmente tranquilos. A sra. Akimichi a nova governanta é uma mulher alta, com um corpo fofinho, contudo trabalha com rapidez como se tivesse um corpo de bailarina. Não gosta que fiquem lhe dando explicações e não aceita a interferência de ninguém.
Na tarde de domingo saí pela primeira vez, fiquei livre para passear, aproveitei para seguir o atalho até o alto da montanha, onde tinha estado com Sasuke.
Na segunda-feira voltei a trabalhar, o movimento de fregueses aumentara muito e quase não tenho um minuto de folga, mas gosto disso. Quase não via Naruto que parecia envergonhado com os problemas que me causou e desinteressado agora que sabe que sou mais velha do que ele.
Também não vejo mais Kurenai que deve estar ocupada posando para o retrato, no estúdio de Sasuke. No início eu perguntava como estava indo o quadro, mas desisti pois toda vez que toco no assunto minha madrasta insinua que fazem coisa bem diferente de pintar. Se o que Kurenai diz é verdade não sei, duvido que o retrato seja desculpa para fazer amor com a noiva. Eles podem passar o dia inteiro na cama se quiserem.
Não fosse a próxima chegada de Chiyo Kurenai estaria radiante.
Uma tarde, ao voltar para casa vi uma ambulância parada na porta, corri para abraçar Chiyo, mas fiquei chocada com a palidez e a aparência abatida dela, imaginei que fosse o cansaço da viagem ou a excitação da volta, mas logo desconfiei que havia algo mais, Sasuke também estava estranho.
— Chiyo que bom que chegou! A casa estava tão vazia sem você!
Kurenai deu uma risadinha nervosa, que eu não entendi e entendi menos ainda ao notar lágrimas nos olhos de Chiyo.
— É você quem diz isso? (Chiyo perguntou, sua voz tremia) — Como é que tem coragem de ficar aí parada com essa cara de criança inocente depois de tudo o que fez? Eu confiei em você...
Olhei para os três assustada.
— Não entendo. O que foi que aconteceu?
Sasuke respondeu num tom acusador:
— Muita coisa aconteceu. Todas elas erradas. Não preciso perguntar se reconhece isto, não é? (mostrou duas miniaturas de prata que costumavam ficar sobre a lareira)
— É lógico que reconheço. (olhei em volta e depois o encarei) — O que é isso? Não vai me dizer qual é o problema? Por que vocês todos estão me olhando como se eu fosse uma criminosa?
— Não propriamente uma criminosa, querida (Kurenai replicou com a voz carregada de maldade) — Só uma pequena ladra que acaba de ser apanhada em flagrante.
— Não pensei que você chegasse a esse extremo Sakura. O que fez com o resto das coisas que pegou?
O choque foi tão grande, que mal consegui falar.
Notas finais
A roupa da Sakura está postada no blog.
Endereço: http://persefone-hagne.blogspot.com.br/
Estou escrevendo uma nova fic que pretendo postar em breve espero contar com a companhia de vocês, comentando e dizendo o que acham, bjs e até o próximo.
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