Brincadeira Perigosa
16 Capítulo 16 "Verdade revelada"?!
Notas iniciais
Espero que gostem desse cap e comentem muito kkkkkkkkk
Boa leitura!
— O que pensa que está fazendo?
Nunca o vi tão zangado.
— Eu fiz uma pergunta, senhorita! Sei que você não se enquadra nos padrões normais de educação, mas nunca pensei que fosse louca o suficiente para transgredir a lei e ainda por cima arriscar se matar por essas estradas. Como é que Naruto permitiu uma maluquice dessas? O que é que esse rapaz está pensando da vida? É outro irresponsável!
Meu maior desejo é sentar na calçada fria e poeirenta e chorar. No entanto fiz um gesto indicando o carro.
— Naruto não está em condições de pensar nada. Veja você mesmo. (Sasuke fechou mais a cara)
— Você o deixou ficar nesse estado?
— Não sabia? É o meu passatempo favorito, adoro aliciar menores e despejar-lhes álcool garganta abaixo.
— Não tente bancar a espertinha comigo. Isso é muito sério. Quanto ele bebeu?
— Não faço a menor ideia. Eu não estava lá quando isso aconteceu. Por que não vai perguntar aos amigos dele?
— Também posso lhe dar uma surra! (ele agarrou-me pelos ombros)
Dei um grito de dor e ele sorriu sem diminuir a pressão dos dedos.
— Dói, não é? Acredite que isso não é nem a décima parte do que eu gostaria de fazer com você. Podia ter morrido sua tola irresponsável. Não percebe isso, garota idiota? O que teria feito se a polícia parasse você?
— Muito pouco (eu estava trêmula de raiva) — Não bebi nada a noite toda, a não ser refrigerante. Tenho uma carteira de motorista que está em ordem e acredito que o carro tenha seguro contra terceiros e eu poderia dizer que Naruto estava dormindo, se a polícia perguntasse. Certas mentiras são necessárias, não acha? Por isso pretendo mentir para Kushina e Minato também, quando me perguntarem como foi a festa. Satisfeito? Agora por favor, pare de me atormentar com esse interrogatório e me ajude! Precisamos levá-lo para dentro.
Sasuke me soltou sem pronunciar uma única palavra, ele se dirigiu até o carro e eu respirei fundo e o segui.
Naruto estava semiconsciente murmurando coisas desconexas e respirando com barulho, assim que o retiramos do carro para o ar puro da noite, sentiu-se mal novamente.
— Diabo! Vamos ter que acordar os pais dele — Sasuke disse irritado. — Não podemos deixá-lo sozinho nesse estado a noite toda.
A espera na sala pareceu uma eternidade, Sasuke deitou Naruto no sofá e eu permaneci a seu lado observando-o, ele ainda está enjoado, no entanto readquiriu um pouco da cor.
Enfim Kushina apareceu, veio apressada, arrumando o robe.
— Naruto! O que houve?
Abaixou-se até o filho e depois olhou para mim. A voz de Kushina falhou quando percebeu o estado em que me encontro: o vestido rasgado, pálida e abatida. Sua face se contorceu numa demonstração de repulsa.
— Não sei qual foi a sua participação nessa história, mas não quero nunca mais ver você, Sakura. Por favor, saia desta casa e não volte.
Mordi o lábio inferior para não chorar, corri em direção à porta. Eu poderia ter protestado e obrigado Kushina a ouvir a verdade, mas ela tem assuntos mais urgentes para cuidar. Além disso, estou exausta e cheia de tantos mal-entendidos. Continuei correndo pela calçada, tropeçando sem enxergar direito.
Atrás de mim Sasuke perguntou:
— Aonde você vai?
— Voltar para casa.
Passei as mãos no rosto, desesperada não queria que ele visse que estava chorando.
— Meu carro está na esquina.
— Prefiro andar.
— Não seja tola. Você vem comigo e não leve a sério as palavras de Kushina. Ela está muito nervosa e perturbada, Minato a mostrará como foi injusta expulsando você de lá. Ele estava chamando o médico quando saí.
Não respondi e Sasuke continuou:
— Sakura precisamos conversar.
— Acho que já ouvi o bastante. De todo mundo. (Limpei as lágrimas com as mãos)
— Pelo contrário, ainda nem começamos. Você insinuou que os amigos eram os responsáveis por tudo que aconteceu com Naruto hoje. Que amigos?
— Jugo Utatane. E a irmã... talvez.
— Por que diz isso?
— Naruto me disse. Ele desapareceu da festa durante uma hora e quando fui procurá-lo, Jugo estava lá... Parece que ficou raivoso com o fato de Naruto não sair mais com a irmã dele. Hoje de manhã nós nos deparamos na rua e ele quis me persuadir a não ir à festa com Naruto, para que ele saísse com Karin. Eu... recusei. Acho que o que fez agora à noite foi uma espécie de retaliação.
Chegamos ao carro e Sasuke abriu a porta do lado do motorista.
— A não ser que você queira dirigir. (Afundei no banco sem responder)
— E obvio que não vou pedir para ver sua carteira de motorista. Acredito que ela exista e que tenha sido arrumada legalmente, mas isso não se ajusta com certos fatos que pensei saber a seu respeito. Sakura, exatamente que idade você tem?
— Tenho dezenove. Vou fazer vinte em março. Satisfeito?
— Nem um pouco. (Há um tom ameaçador em sua voz que me fez estremecer) — Por que fingiu ter só dezesseis? É alguma brincadeira? Se é, escolheu a pessoa errada. Essa não é a minha diversão preferida.
— Não foi uma brincadeira.
— Então, foi o quê?
— Parecia mais seguro. (A verdade incriminaria Kurenai por isso optei dar outra versão) — Sua fama de conquistador é conhecida e Kurenai ficou preocupada comigo. Pensamos que, se eu fingisse ser mais jovem, você me deixaria em paz, no entanto parece que estávamos enganadas. (Ele não respondeu)
Fizemos o resto do caminho em silêncio. Quando chegamos a casa saí do carro imediatamente e subi a escada correndo, mas tropecei no degrau e quase caí. Novamente Sasuke me segurou impedindo que caísse.
— Oh, não, amorzinho você não vai escapar de mim tão fácil assim.
Sasuke pegou-me no colo e entrou na casa, comecei a me debater e esmurrar seu peito, mas o máximo que consegui foi ficar ainda mais cansada.
— Me coloca no chão!
— Quando eu quiser.
Ele entrou na sala e me jogou como um saco de batatas em cima do sofá.
— Você estragou seu vestido. Como já está rasgado...
Sasuke inclinou-se sobre mim e puxou o tecido que rasgou da barra até os seios.
— Não... por favor!
— Por que não?
Tentei esconder meus seios, mas Sasuke afastou minhas mãos com violência.
— Não há nada que possa me fazer parar agora, querida. Nenhuma regra moral. Nenhum remorso em relação à sua adolescência e inocência. Tive você nos braços antes e sei como sua boca e seu corpo respondem. Fiquei mais faminto ainda... mais faminto do que nunca.
— Sasuke, não! Sinto muito ter mentido para você. Mas pareceu a melhor coisa a fazer, no momento.
— Sente? Você nem sabe o significado dessa palavra, querida. Mas vai saber... amanhã de manhã.
O beijo dele foi violento e insolente, dominando-me e destruindo minha resistência. Porém não correspondi. Desse modo ele nunca conseguirá despertar meu desejo.
— Não lute Sakura. A batalha está no fim e você vai perder de qualquer jeito. Sabe disso. Então, por que não gozamos juntos a minha vitória?
— Porque não sou sua conquista. (minha cabeça começou a girar e o via através das lágrimas)
— Não chore. (Sasuke aproximou-se mais e passou a língua em meu rosto) — Lágrimas não são argumentos que funcionam comigo. Está perdendo o seu tempo... e o meu. Podíamos aproveitar esse tempo de um jeito muito melhor.
Rapidamente ele rasgou o resto do vestido que caiu no tapete.
— Acho que quando começar seu retrato vou querer pintá-la como está agora.
As mãos de Sasuke deslizaram por meu corpo, provocando, fazendo-me estremecer e perder o fôlego. Ele sorria, e eu já estava cada vez mais amedrontada.
Sua boca explorou a minha, debatia-me inutilmente, lutando mais contra o próprio desejo do que contra o dele. Aquele toque era mágico, era um tormento, era loucura.
Sussurrei numa voz irreconhecível:
— Por favor, você tem que me deixar ir Sasuke.
— Nem no inferno! E não acho que você queira mesmo isso.
— Kurenai...
— Está dormindo. Dessa vez ela não virá salvar você. Não que você queira ser salva. Ou quer? Não mais do que da outra vez. Você quer tudo aquilo e mais ainda.
Sasuke curvou-se e beijou meus seios, demorando-se nos bicos rosados, até que me sentiu enlouquecer de prazer. Puxei-o pelo cabelo e ele me comprimiu sob o próprio peso.
O que está acontecendo é inevitável, sempre soube disso, desde a primeira vez que o vi, talvez por esse motivo não tivesse resistido à ideia de vir morar no Ninho dos Falcões, no entanto se desejo tanto ser possuída por ele, por que essa estranha sensação de desgosto e perda?
A resposta é uma só.
— Você não me ama (disse com uma lágrima escorrendo do olho, Sasuke e encarou-me cínico)
— Não sabia que isso era indispensável. Aceite o fato de que eu a desejo violentamente, Sakura e deixe o sentimentalismo para as historinhas de romance.
Essas palavras foram como uma bofetada comecei a empurrá-lo.
— Desejar não é o bastante.
— Então, vou fazer com que seja. Não banque a ingênua. Não tente esconder seus desejos com emoções tolas.
— Emoções nunca são tolas e não posso deixar de ser ingênua. Não estou acostumada a situações como esta.
— E qual é a próxima desculpa? Que ainda é virgem? (Deu uma risada) — Nem tente isso, minha querida. Pensei que a brincadeira tinha acabado e estávamos jogando limpo.
— Não é um jogo é terrivelmente sério. Se você me possuir, serei sua para sempre e isso você não vai querer. No momento sou apenas uma novidade. Mas logo o seu desejo vai se transformar em constrangimento. Porque, depois desta noite, não serei mais capaz de esconder o que sinto por você... se me tornar sua amante.
Ele deu de ombros, e continuei:
— Eu não disse que não ia brincar. Mas deve haver um preço no mercado para a virgindade (acrescentou petulante)
— Se deseja tanto a minha, é justo que pague. Além do mais, é artigo raro hoje em dia.
— Muito raro. Mas se estamos negociando, que tal trocarmos sua dádiva preciosa por um quadro? Um Sasuke Uchiha original, assinado pelo artista. Um quadro de uma ninfa, naturalmente.
— Prefiro em dinheiro. Pintar um quadro demora muito e não pretendo passar nesta casa uma hora além do necessário. Bem, sr. Uchiha quanto está preparado para pagar, para satisfazer seus instintos? Espero que não ofereça menos do que o suficiente para que eu possa voltar a Nuvem e me sustentar, até achar um emprego.
— Estranho, mas parece que perdi o apetite. Até hoje nunca tive que comprar uma mulher e não pretendo começar com você sua cadelinha mercenária.
O desprezo machucou-me, mas tentei sorrir.
— Então, posso pegar o que sobrou do meu vestido?
— Com prazer. (Pegou o tecido rasgado e entregou a mim) — Espero que eu não tenha que pagar um novo.
— Não quero nada de você. (Sentia-me degradada e humilhada, à beira das lágrimas)
— É bastante ajuizada... em algumas coisas. Diga: está pensando em oferecer sua mercadoria a mais alguém? -
— Acho que não. (Não me atrevi a encará-lo) — Você é o único que conheço que poderia pagar o meu preço. Não aceitaria um tostão a menos.
— Você não vai chegar a nada, agindo desse jeito, Sakura. Se quiser sair daqui, terá que trabalhar para ganhar sua liberdade.
— Vou trabalhar, vou trabalhar. Oh, meu Deus, vou fazer tudo para sair deste lugar e nunca mais olhar para a sua cara. Será que fui clara?
— Como cristal. Agora, caia fora.
Quando cheguei à escada, mal pude subir de tão trêmula que estava. Tive medo de que Sasuke viesse atrás de mim, mas ouvi o tilintar de uma garrafa num copo. Quem dera que eu também pudesse encontrar consolo no álcool.
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