Brincadeira Perigosa

15 Capítulo 15 Festa ou desastre?


Notas iniciais
Oi gente mais um cap pra vocês espero que gostem.
Boa leitura!

Naruto não notou que quase não falei quando nos dirigiamos para a festa, ele estava sempre brincando e muito do que dizia não exigia resposta. De vez em quando eu sorria para ele sem ter a menor ideia do que o mesmo comentava, logo em seguida mergulhava novamente em meus pensamentos sombrios.

Não gostei nada da ameaça de Kurenai, mas na verdade não há muita coisa que minha madrasta possa fazer para prejudicar-me. Se começasse a perseguir-me só me daria um motivo a mais para sair de uma vez por todas e para sempre desse lugar.

Duvido muito que minha madrasta conte toda a verdade a Sasuke. Sem querer lembrei-me dele, tão solitário no alto da montanha, olhando para o vale que tanto amava e que Kurenai detesta. Será que contornariam os problemas quando se casassem? Ou ele sacrificaria seus princípios em nome do amor? Isso significaria sair do Ninho dos Falcões e abandonar Chiyo.

Isso não é problema meu, preciso parar de me preocupar com a vida dos outros e cuidar de mim mesma.

Quando chegamos ao local da festa havia muitas motos estacionadas em frente ao clube, só então lembrei-me de Jugo. Será que ele já chegou? O dia foi cheio de encontros estranhos... Espero esquecer tudo com a música e a dança.

Deixou o casaco no hall e foi ao encontro de Naruto que me esperava no bar.

— Quer beber alguma coisa?

— Ainda é cedo. Vamos dançar para dar sede?

— Grande!

No salão a música tocava tão alto que levei as mãos aos ouvidos um pouco tonta.

— Você vai se acostumar (Naruto disse quase gritando) — Vamos tentar conseguir uma mesa enquanto é tempo.

Cerca de uma hora depois o salão estava lotado, apesar da confusão vi Jugo Utatane chegar, passou bem perto de nossa mesa, mas não me notou, ou fingiu não notar.

Desde que chegamos ainda não havíamos dançado, nos divertíamos observando os outros. Só quando a música enlouquecedora acabou e começaram a tocar algo mais lento e romântico é que Naruto pegou minha mão e me guiou para a pista de dança.

Ele me abraçou fortemente e fiquei sem saber o que fazer, não queria dançar tão junto, mas também não queria afasta-lo e ferir seus sentimentos. Finalmente consegui com muito jeito convencê-lo a voltarmos para a mesa com o pretexto de que estava com sede e queria a bebida que ele tinha oferecido.

— Uma coca, por favor.

Pensei que ele também fosse tomar um refrigerante afinal não tem idade para coisa mais forte, porém Naruto voltou do bar com um copo de bebida alcoólica.

Não ficamos sozinhos na mesa, outros casais jovens provavelmente colegas de escola juntaram-se a nós, eram divertidos apesar de barulhentos. Logo que a música recomeçou um dos rapazes me convidou para dançar, fiquei aliviada, pois é sinal de que ninguém aqui me considera propriedade exclusiva de Naruto, ele também foi dançar com uma menina muito bonitinha que o olhava como se fosse a oitava maravilha do mundo.

Só não gostei de ver que ele não parava de beber ao voltarmos para a mesa Naruto já estava no terceiro copo preparando-se para o quarto.

— Trouxe outra coca para você ou será que prefere algo mais forte?

— Não. O refrigerante está ótimo.

Naruto conversa e brinca sem parar, mas eu sentia que no íntimo ele não estava tão animado, quem sabe tenha percebido que inventei uma desculpa para não dançarmos tão abraçados. Paciência! Não posso arriscar a me meter em mais complicação e também não queri estragar o nosso relacionamento, somos bons amigos e a coisa deve ficar assim.

Ele é jovem, viril e fisicamente atraente, não deve estar acostumado a ser rejeitado. Vaidade ferida seu aborrecimento não passa disso.

Dançamos novamente e houve um certo constrangimento entre nós, foi um pouco depois do jantar oferecido e servido pelo clube local de fazendeiros que percebi que Naruto havia sumido, não consegui vê-lo em lugar algum, perguntei às moças que haviam dançado com ele e pedi aos rapazes que fossem procurá-lo no banheiro. Nada.

Olhei para o relógio preocupada e fui até o bar, Naruto não estava lá, depois de uma ligeira hesitação pedi um drinque e bebi em um trago só. Agora só faltava procurar lá fora.

Ao sair do salão cheio e abafado o ar noturno pareceu gelado, estremeci. Onde procurar primeiro?

Uma voz a minhas costa assustou-me.

— Boa noite, majestade.

Me virei e deparei-me com Jugo Utatane, ele me olhava e sorria de um jeito desprezível.

— Saindo tão cedo? Ainda nem dançamos...

— Não tenho a menor intenção de dançar com você. Saí só para respirar um pouco.

— Oh, é claro.

Ele ficou parado em minha frente com as mãos enfiadas nos bolsos da jaqueta de couro.

Tentei virar-me decidida a voltar para a festa. Jugo não fez um movimento para impedir-me, voltei para a festa e enquanto me aproximava da mesa percebi que a conversa parou de repente e tive certeza de que falavam de mim e Naruto. Comecei a me sentir humilhada, aguardei ver a qualquer momento o rapaz entrando com Karin Utatane, pelo menos eu saberia onde ele tinha estado e com quem.

No entanto outra hora se passou e nada aconteceu, já estava irritada e pra mim já é o bastante, vim aqui para me divertir e não para me preocupar com um garoto irresponsável e ser alvo de comentários. Despedi-me do grupo que estava tão embaraçado quanto eu e fui pegar meu casaco.

Tem um telefone no hall então decidi chamar um táxi, mas antes vou dar uma olhada no estacionamento e ver se o carro dele ainda está lá.

Para minha surpresa o carro continua no mesmo lugar onde o deixamos, aproximei-me e vi movimento, será que Naruto está com uma garota que não se importa com seus avanços. Já ia voltar quando ouvi um gemido e não era definitivamente o tipo de gemido que esperava ouvir.

Corri e abri a porta do carro, Naruto estava estendido no banco da frente, os olhos fechados e o rosto muito pálido.

— Naruto! O que foi que aconteceu?

Ele fez um esforço incrível para tirar a chave do bolso e começou a tatear procurando o contato.

Inclinei-me sobre ele e tirei a chave de sua mão.

— Você não vai dirigir para lugar nenhum.

Com certeza isso é efeito da bebida, peguei um lenço na bolsa e passei em sua testa, seu hálito cheirava fortemente a álcool e havia uma garrafa vazia caída no assoalho do carro.

— Quem lhe deu esse uísque, Naruto?

Fiz o possível para que o tom da pergunta fosse amistoso.

— Ju... o bo... Ju... (Naruto enrolou a língua)

— O bom Jugo, não é? Claro. Quem mais podia ter sido?

Agora o importante é levá-lo para casa o mais rápido possível. Será que há perigo de coma alcoólico? Aquele maluco do Jugo não seria capaz de ir tão longe. Ou seria? Lembrei-me do jeito ameaçador como me tratou e dos risos de seus amigos. Certos tipos covardes são capazes de tudo quando estão em grupo.

A primeira providência no momento é puxar Naruto para o outro lado colocando-o no banco do passageiro, não conseguiria isso facilmente, mas não quis chamar ninguém, pois ele é menor de idade, quanto menos gente souber de sua embriaguez melhor, só procurarei ajuda se constatar que é totalmente impossível continuar sozinha.

A dificuldade maior não foi arrasta-lo, mas sim seus equívocos, toda vez que me inclinava sobre ele tentando segurar seus braços, ele interpretava como um gesto amoroso e procurava abraçar-me.

Dei-lhe uns tapas para acalmá-lo, depois disso ele ficou quieto e pude trabalhar em paz e rapidamente, logo Naruto começou a chorar e em seguida sentiu-se enjoado e finalmente vomitou e caiu para o lado desmaiado.

Quando conseguiu arrastá-lo para o banco estava encharcada de suor, meu vestido novo prendeu na maçaneta da porta e acabou rasgando na barra, minha cabeça doía e sentia-me nauseada com vontade de chorar e vomitar também.

Apertando os dentes entrei e liguei o motor que só pegou depois de várias tentativas. Tive dificuldade com o câmbio duro e com o acelerador, No entanto consegui manobrar entre os outros carros sem bater em nenhum deles e pegar a estrada. Naruto encontrava-se no banco ao lado feito um boneco de pano.

A viagem de volta para a casa do Naruto foi um verdadeiro pesadelo, há minha aflição por ele, o problema de dirigir a caminhonete depois de meses sem treino e o fato de não conhecer a estrada direito. Felizmente o trânsito é pouco. Mesmo assim estou tensa, minhas costas começaram a doer e devido ao suor a roupa colou ao corpo, finalmente cheguei em frente a loja.

Estacionei um pouco afastado, desliguei o motor e preparei-me para o passo seguinte de minha aventura, tentar levar Naruto para casa sem fazer barulho para não acordar nem preocupar Kushina e Minato.

Essa vai ser a parte mais árdua, pois já me sinto esgotada, abri a porta zonza e teria caído no chão se mãos fortes não tivessem me segurado.

Um arrepio percorreu minha coluna ao ouvir a voz fria de Sasuke:

— O que pensa que está fazendo?

Notas finais
Bem gente eu sei que tenho que responder os reviews e prometo que vou responder em breve é que tenho tido muito trabalho e estou sem tempo, outra coisa é que estou doente de novo e não posso passar muito tempo em frente ao PC então pode ser que o próximo cap demore um pouquinho pra sair, mas prometo que vou tentar postar no próximo final de semana, mas já deixo avisado caso ocorra o atraso, bjs e comentem por favor.