Brincadeira De Crianças

5 Surpresas no escuro


Notas iniciais
Eu já vou avisando que até o capitulo 9 não havera muito diferença do que eu escrevi originalmente!

Capitulo anterior

“-Qual será meu premio? – Ele sussurou em meu ouvido; não era necessario nem virar para descobrir quem era.

-O que você quiser...

Em seus braços passei a noite dançando e apaixonando-me cada vez mais por sua presença sem igual.”

....

-Amu, você vai realmente fazer isso? – Utau indagou, meio surpresa com o novo desafio.

Encarei-a já entediada e aborrecida com as perguntas tolas.

-Sim, Utau. Eu vou fazer isso; ambos já combinamos, e você e o Nagi foram escolhidos como juizes desse desafio, OK?

Estamos na casa de Rima, já que após a balada haviamos combinado de durmir na casa mais proxima, como a da Rima era só uns poucos quarteirões afastada, ficamos lá.

-Como se eu tivesse escolha – Ela suspirou se dando por vencida.

-Obrigada Utau! – Eu lhe abraçei, feliz.

Porém, mesmo com aquele gesto carinhosos de sua amiga, Utau continuava com uma cara triste, e suspirando pesadamente viu Rima aproximar-se dela e colocar a mão carinhosamente em sua cabeça.

-Você consegue! – A pequena disse, lhe dando um sinal positivo em seguida e se afastando com pensamentos como: “Ainda bem que ela não me escolheu”

-Então Amu, quando vai começar o desafio? – Utau disse afastando a amiga meio grude.

Amu ficou encarando-a meio atonita e de repente como se tivesse acabado de acordar deu um salto.

-SEXTA-FEIRA! O DIA DA MINHA RUINA! – Gritei pulando feito louca – Droga! Sexta é o dia em que o Mori-kun vira me visitar.... – Me joguei no chão, sem vida.

Olhei para o teto do quarto pensando e esperando um milagre ocorrer, Mori-kun não poderia ficar sabendo desse desafio, senão seria a minha morte. Provavelmente ele contaria para meus “pais”, que já estão insatisfeito com meu comportamento na escola, e... eles acabariam me levando para morar com a vóvo lá no fim de mundo onde judas perdeu a cueca...

Aquele sitio velho, cheio de animais, com a vovó resmungando o dia inteiro e pedindo para mim massagear seus pés asquerosos e sem internet ou sinal!!!!

-NÃOOOOOOOO!!! – Fiquei em posição fetal e começei a me balançar para frente e para trás, enquanto sussurava – Ele não pode... sem sinal .... fim do mundo.... vovó....pé .... vovó... pé...

E enquanto eu dava meu ataque, minha amaveis amigas ficavam ao canto me observando como se fosse um animal perigoso.

-Vixi, Rima! Ela pirou de vez! O que faremos agora? – Utau falou temerosa, tentando colocar a mão em minha cabeça.

-Vamos deixa-la apodrecer nos quintos dos infernos com a vovó dela – Rima disse com a uma voz sombria e um sorriso maligno no rosto – E sem.... internet!!!!

Utau olhou para a tragica cena a sua frente, duas amigas que necessitavam ir para o hospicio...

-Você ainda esta com raiva dela, por causa do Harry Potter e do Papai Noel, não é? – Rima afirmou ficando triste por um instante – Não fique assim querida, ela não fez por querer, você bem conhece a imprestavel da sua amiga, ela nunca pensa antes de falar. E devido a esses problemas que ela tem na cabeça devemos ajuda-la – Utau disse de modo mais solidario possivel.

-Você tem razão Utau-chan, nós precisamos ajudar os fracos, inocentes e idiotas!

Ao ouvir as ultimas frases me recompus, olhando de lado para minha amiga, que estavam me xingando(SEM INTENÇÕES MAUDOSAS!!!) ou melhor dizendo, classificando meus defeitos, para me ajudar. Como a nossa amizade é linda!

-Ok, meninas vou esquecer que voces acabaram de arruinar minha imagem intelectual, então vamos pensar em um plano para amanha.

Assim três jovens, espertas e lindas garotas passaram a noite fofocando, em vez, é claro, de planejar algo(INUTEIS!)

...

Mei club(Sexta-feira, noite)

-Amu! Aquieta o facho, coisinha! – Utau disse quase me batendo – Eu sei que você esta nervosa, mas não é pra tanto.

Não é pra tanto?! Eu teria que namorar um cara qualquer por três semanas inteirinhas!NÃOOO! Olhei novamente para meu relógio e vi nervosa que logo começaria a hora Free dance, durante uma horas poderiamos dançar, cantar, espernear, fazer o que quiser(claro, que nada muito extremo...) e em em meio a esse periodo havia o Beijo no escuro, quando todas as luzes se apagavam por um minuto e os beijos rolavam soltos(A hora do ataque!).

Olhei preocupada para Mori-kun, que se encontrava dançando com umas garotas. Ele chegara de manhã e insistira para que eu o trouxe-se aqui(Não pude dizer não!), já que adora festas e meninas(galinha!), muitas meninas. Mori tinha 17 anos, era apenas um ano mais velho que eu, porém seu nivel de perversão era incomparável, apenas perdendo, é claro, para o Ikuto(A competição mais inutil do mundo!). E como ele é um modelo famoso, não preciso nem dizer o quanto é lindo... Bronzeado, loiro e com lindos olhos cinzas, com um corpo de fazer qualquer uma babar(Digo por experiencia propria) e tão gentil, apesar de pervertido.

-Dança comigo, Amu-chan? – Ele se aproximou de mim, dispensando as diversas jovens e mulheres super mega lingas(Ai! Minha alto-estima) que se agarravam a ele.

Abri a boca varias vezes, tentando pronunciar aquele terrivel “Não”, mas com aqueles olhinhos cinzas encarando-me e seu sorriso(“suspiro” Merda!), não pude.

-Claro! – Super derrota, apenas com um sorriso. Segurei sua mão e levantei-me seguindo-o para o centro da pista.

Com suas mão em minha cintura me deixei levar pela musica, dançando como nunca. Os corpos se esfregando, o forte cheiro de suor, o calor intenso e a exitação, tudo isso formava aquele lugar, aquele ambiente, que mexia comigo de uma forma estranha.

Senti Mori-kun me virar, ficamos cara a cara apesar da grande diferença de altura, e então com o desejo explicito em seus olhos o vi se aproximar, fechei os olhos intistivamente e senti seus labios pressionarem os meus. Logo sua lingua estava dentro de minha boca e minhas mãos seguravam firmemente seu cabelo, enquanto ele me puxava mais e mais.

Nos separamos se folego e tomando consciencia de meu ato, abaixei a cabeça corada. Ele era meu amigo, apenas meu amigo...

-Não é necessario que você fique invergonhada Amu-chan – Ele colocou ambas as mãos em meu rosto levantando-o, sorrindo docemente para mim – Eu nunca disse, mas sempre gostei de você e desculpe-me o beijo...

Que droga! Como esse garotos conseguem ser tão lindos, maravilhosos, fofos e super romanticos(Esse é meu fim!), suspirei pesarosamente enquanto ele meio que se desculpava, com sua mão segurando gentilmente a minha. Sentindo-me ser observada e vi de canto de olho Ikuto nos encarando friamente. Eu já estava me esquecendo dele(sabe como é: beijar um enquanto pensa em outro não é legal...) e de nosso desafio(também com um beijo desses)

Querendo acabar logo com aquilo, para poder conversar calmamente com Mori-kun, e questionar Ikuto a respeito da cara feia(que nunquinha seria feia, nem fazendo careta... tragico) tentei ir em sua direção, porém a massa de pessoas e MEU atual companheiro me impediam, deixando-me ver apenas que ele não estava sozinho(OBS: Ele NUNCA esta sozinho, e me refiro no geral a apenas companhias femininas), isso não me surpreendeu, porém ao ver os distintos cabelos azuis senti meu corpo congelar e uma saudade e ódio imensos preencherem meu peito.

-Hebi.... – Sussurei testando o gosto daquele nome que à tempos eu não pronunciava. Num flesh vi duas pequenas garotas se abraçando, ambas choravam e tentavam ao mesmo tempo consolarem-se, em frente a três grandes caixões...

Antes que Mori-kun pudesse perguntar quem era aquela, as luzes se apagaram e eu soube na hora, que só tinha uma chance de participar desse desafio e não destroçar meu coração. Apertei a mão daquele que viera sendo meu grande amigo por anos, e apesar da pontada de culpa, beijei-o, selando assim o meu destino, por mais que não soubesse na hora.

Próximo capitulo: Encontros ao acaso

No próximo capitulo...

“- Amu você quer ser minha namorada?”

“ — Sim – respondeu com um novo e caloroso sentimento nascendo em seu peito”

“ — Por que você voltou Hebi?”

“ — Para te destruir “