Brincadeira De Crianças

6 Encontros ao acaso


Capitulo anterior...

“Antes que Mori-kun pudesse perguntar quem era aquela, as luzes se apagaram e eu soube na hora, que só tinha uma chance de participar desse desafio e não destroçar meu coração. Apertei a mão daquele que viera sendo meu grande amigo por anos, e apesar da pontada de culpa, beijei-o, selando assim o meu destino, por mais que não soubesse na hora.”

....

A luminosidade voltou ao lugar em questão de segundos, obrigando-me a encarar todo o desafio, que agora iria começar.

-Desculpe-me Mori-senpai, por te envolver nesta brincadeira – Olhei para seus olhos, sentindo o peso daquela decisão.

Logo, decidi desisitir, pela primeira vez de uma desafio imposto por Ikuto. E pronta para declarar sua vitoria, o vi vindo em nossa direção com Hebi em seu encalçe. Para termos uma conversa melhor puxei Mori para um canto vazio, esperando Ikuto chegar com sua acompanhante.

Como sempre tive dificuldades em cuidar de muitos problemas de uma vez, olhei de relance para Hebi, e guardei no fundo de minha mente todas as perguntas que fervilhavam em minha boca ao ver sua pessoas, esquencendo isso por um instante, fingi não a conhecer e voltei-me para Ikuto.Um problema por vez.

-A quanto tempo Mori-kun – Ele falou com certa raiva(muito mal escondida) na voz – Eu não sabia , que você havia voltado.

-Não que você precise saber, mas vim para ficar – Ele deu um sorriso de lado para mim e continuou – Então se acostume com minha presença.

Será que era só impressão minha ou esses ‘machos’ tinham algum problema(eu só ando com idiotas, apesar de lindos). Eles murmuraram mais algumas ameaças, xingamentos e quando chegaram as juras de vingança, interrompi:

-ok! Acabo, daqui a pouco vocês vão acabar saindo nos murros. Então vamos acabar logo com isso – Separei os dois idiotas, que se fuzilavam até não poder mais, e fitei Hebi – Prazer, meu nome é Hinamori Amu.H eb

Ela entendendo a deixa falou sem hesitar:

-Prazer Hinamori-san, eu me chamo Hebi – Ela piscou para mim e sorriu maldosamente – Apenas Hebi.

Após essa pequena insinuação de problemas do passado, ficamos nos encarando, daquela forma que só as meninas conseguem, sem demonstrar nossos verdadeiros sentimentos....

-Então Amu esta pronta para o inicio do desafio? – Ikutos falou ainda tentando matar Mori-kun com os olhos, e ignorando completamente o clima pesado que nós envolvia(Hebi e eu).

Não respondi de imediato á aquela pergunta, minha mente estava mais bagunçada que meu quarto(olha que é recorde!). Os sentimentos de culpa, duvida, arrependimento, saudades, orgulho, ódio e amor misturavam-se em minha cabeça e acabavam me impossibitando de dar uma resposta coerênte.

-Hum... Eu acho.... Eu... Eu.... – Tentei falar desviando o olhar de Hebi e fitando Ikuto – Eu acho que...

Maldito orgulho que me impedia de falar as duas palavras do mal “Eu desisto”, mas fazer o que eu sempre fui uma menina obstinada, desisitir nunca foi uma opção e eu tinha esperanças de que nunca chegasse a ser.

-Nós estamos prontos! – Olhei assombrada para Mori-kun. O que diabos ele estava falando?!

Vendo minha total confusão e surpresa, Mori voltou a segurar minhas mão e se aproximou de mim o suficiente para sussurar:

-A Utau-chan, já me explicou tudo sobre esse seu novo desafio, então eu decidi aproveitar a oportunidade – Ele esperou alguma reação de minha parte.

.......... Estou sentindo, que eu fui usada, manipulada... E eu sentindo culpa por esse infeliz!

Utau, minha amiga maldita, que eu tanto amo, um dia eu ainda me vingo por todas essas suas ‘boas’ ações!!

-Então seguindo as regras desse desafio – Mori-senpai continuou a falar dessa vez em voz alta, desistindo de esperar por uma reação minha – Amu, você quer ser minha namorada?

Segurei minha boca para não deixa-la cair ou falar algo do tipo: “Você esta louco?!” ou “Você não tem amor próprio?” ou, em ultimas circunstâncias “Quem te pagou para falar isso?”

Eu admito que estava surpresa, já que nunca me perguntaram isso antes(que mal amada...) e mesmo sabendo que aquilo fazia parte de um desafio, respondi, esquecendo-o por um instante e ponderei apenas as emoções transmitidos por aquela questão.

- Sim – respondi com um novo e caloroso sentimento nascendo em meu peito.

Senti, logo após minha resposta, suas mão me puxarem para seus braços e nossos lábios se encontrarem. Nesse instante a imagem de Ikuto me veio a mente, mas logo me repreendi, se fosse para namorar algum eu não faria isso pela metade, não eu; não Hinamori Amu.

...

Depois de tudo, Ikuto explicou o desafio para Hebi e ela prontamente aceitou participar. Durante esse meio tempo pude perceber que o mesmo se encontrava muito incomodado e sem paciência, lançando olhares constante para minha mão estrelaçada com a de Mori-kun, MEU namorado!(Eita! Garota possessiva!). Eu não penso, que tal atitude seja devido a ciúmes (Ikuto com ciúmes? Ha!! É mais fácil o papai noel ser gay do que isso! E observem: não tenho nada contra homossexuais), acredito que ele esteja assim pelo desavença entre ambos os ‘machos’.

-Desculpe, querido mas agora eu tenho que ir – Hebi falou alto, chamando minha atenção e acabando com minha discussão mental(da até dó do Mori, fico de ladinho) – Então, quando será nosso primeiro encontro?

Encontro? Ainda existe isso? E eu na minha inocência pesando que era só ficar.... Sabe eu nunca tive bons casais para comparar, os unicos que sempre vejo, já estão juntos desde que nasceram(Droga! Não lembro de uma época sequer em que eles, Utau e Kukai, Rima e Nagihiko, Tadese e um ser que não lembro o nome, estivessem solteiros!!!). E é claro o unico que ficava ‘sozinho’ era Ikuto, mas cá entre nós o “sozinho” do Ikuto não é nada solitario. Então aqui estou eu, sem saber ao certo o que é um namoro. Depois eu peço para Utau me explicar...

- Será na segunda! – Utau apareceu do nada e exclamou – Você vão se encontrar no Shopping Central, ás duas da tarde – Ela folou séria apontando para cada um de nós — os quatro.

Vi a suas costas Nagihiko, afirmar calmamente e depois falar:

-Nós, como juizes observaremos esse primeiro encontro – Agora to de boca aberta. Primeiro eles chegam do nada, tipo Puf! E aparecem e depois falam, que vão nos seguir.Ha! Só falta quererem, que eu use um sinalizador ou uma bandeirinha(“Amu está aqui!”) – Não como você esta pensando Amu-chan, não ficaremos grudados em vocês. Iremos acompanha-los de longe....

Não sei se foi só para mim que isso sou entranho, como um psicopata a espreita. Observei os outros, todos estavam de certa forma serenos, menos Hebi, que parecia se divertir com aquilo(suspeita...).

-Então, depois eu conversarei direito com você, Amu, e o Nagi falara com o Inutil(traduzindo: Ikuto) – Utau terminou de falar e saiu andando.

Logo o outro ser ou juiz foi-se também e ficamos todos calados. Fiquei chingando mentalmente a maldita hora em que fui aceitar esse desafio.

-Como é só isso, eu vou indo – Hebi, comunicou e ficando nas pontas dos pés deu um selinho(o selinho mais cumprido esse) em Ikuto e fazendo um gesto, já conhecido por mim, saiu andando.

Ela queria conversar em particular.

- Mori-kun eu já volto, vou no banheiro – A velha desculpa do banheiro, que apesar de super antiga e cliche, funcionou.

Sai andando, empurando o povo bebado e doidões da frente. Em poucos segundo, já me encontrava na entrada do bar junto de Hebi. Logo que me viu, ela começou a andar num passo mais apressado e eu a segui.

Fomos para o parque, onde horas antes estive com Rima e Utau. Sentamos em um banquinho de canto e ali ficamos em silencio por um tempo, até que decidi falar:

-Por que você voltou? -Respirei fundo ao proferir tais palavras tão duras.

-O que é isso Amu-chan? Não estava com saudades de mim? – Ela me encarou triste – Eu tive tanto trabalho para voltar e é assim que você me recebe? Fingindo que nem me conheçe?

Finquei minhas unhas em meu braços, tentando me segurar, para não gritar ali mesmo.

-... Por que você voltou? – Perguntei novamente.

-Oras! Porque eu estavam morrendo de saudades da minha querida irmãzinha – Ela enfatizou o ‘morrendo’, tentando é claro me provocar – E me diga uma coisa: eles sabem quem você realmente é? Por que pelo visto não... Eles são muito amigaveis....

Eu já esperava por uma pergunta daquelas, mas não consegui responder, acredito que apenas minha cara deixava tudo claro.

Hebi deixou uma discreta risada escapar de seus lábios.

— É claro que eles não sabem! – Continuei calada — Mas deixando esse assunto de lado, aquele seu amiginho é super apetitoso.

-Você não é minha irmã! Não se intrometa no meus assuntos! – Pronunciei cada palavras devagar, deixando-a assimilar tudo – E não se aproxime do Ikuto.

Ela suspiro e falou manhosa:

-Por que Amu-chan? Eu também quero me divertir um pouco! – Ela sorriu maldosamente com a ideia – Com certeza será divertido.

-Ele não é uma pessoas com a qual você possa brincar! Não se aproxime de meus amigos e nem de mim! Volte para aquele inferno, que é seu lugar! – Gritei perdendo a razão.

-Ui! Não é necessario gritar assim, rosinha! – Ela passou a unha por minha bochecha, esperando uma reação ao utilizar aquele apelido – Se você quer tanto, eu vou embora.... – Ela colocou a mão delicada no queixo, pensativa – Mas, só por hoje.

Ela se levantou e lançou um beijo para mim.

-Por que você voltou, hebi? – Falei alto, esperando um resposta.

Ela voltou-se para mim, e dando curtos passos parou a minha frente, a menos de dois passos.

-Simples querida, para te destruir! – Sorrindo amavelmente ela lançou um tchauzinha e foi embora, deixando-me ali, sozinha.

..

Minutos se passaram e com a escuridão a minha volta continuei a encarar o caminho percorrido por Hebi ao deixar-me. Senti um aperto no peito e uma irritação nos olhos, enquanto lembrava de sua imagem, de seu sorriso, de seu abraço e de sua mão, que sempre me socorreu, quando eu precisava.

Mordi meus labios, tentando impedir aquelas palavras, que a anos se mantinham guardadas no fundo de meu coração, de sair. Palavras, que apenas a noite escutou:

-Eu também senti saudades de você, nee-chan....

Próximo capitulo: Lembranças de uma nova amizade

No próximo capitulo...

“- Eu quero esclarecer tudo!”

“- Você sabia de meus sentimentos — Ele não negou — mesmo assim pisou neles!”