Brincadeira De Crianças

3 Castigo dos inuteis


Capitulo anterior...

Não prestando atenção ao que ela dizia, abri a folha amassada. Tinha uma imagem de uma menina correndo, olhei com mais atenção, era impressão minha ou a garota tinha cabelos rosados iguais aos meus?

-OH Merda!!! – Gritei, aquela garota era eu: ontem; correndo; semi-nua...

--

-A sonhorita Hinamori gostaria de acrescentar algo a minha explicação ? – O professor perguntou, já com uma veia saltando.

Olhei para ele entediada.

-Sua aula é muito chata e tenho que matar alguem agora – Disse na maior cara larga – Com a sua licença.

Levantei rapidamente da cadeira e ignorando os protestos inuteis do professor sai da sala de aula. Meu corpo parecia estar em brasa e a palma de minha mão coçava.

Após passar por algumas sala, finalmente vi a que eu procurava.

Esquecendo a educação, abri a porta num puxão, logo olhando para a sala cheia de alunos surpresos e focalizando minha presa, que dormia tranquilamente sobre a mesa.

Com um sorriso assassino no rosto, me preparei “Tsukiyomi Ikuto vou te ensinar a nunca mais mexer com a honra de Hinamori Amu! E também a nunca mais mexer com uma garota faixa preta em varios estilos de luta”. Lhe dei uma voadora.

O imbecil voo longe, igualzinho a aqueles bonecos de demonstração de batida, e por isso mesmo por um momentos pensei que o havia matado, mas isso não me impediu de lhe continuar socando. Sem controle nenhum, senti alguem me segurando ou puxando por tras e então cometi um grande erro, desviei minha atenção para a pessoas que me atrapalhava e não percebi que o amiginho que eu estava momentos antes mantando, estava acordado e pronto para revidar.

-Desculpa , Amu-koi – A voz rouca soo e logo uma mão veio em direção ao meu abdomen, então tudo escureceu.

--

Abri os olhos incomodada, olhei ao meu redor e logo constatei que estava na enfermaria.

-Que bom que voce acordou Amu-chan – Encarei sonolenta a enfermeira da escola – A diretora esta esperando voce na sala dela.

- Obrigada pelo aviso, Miaky-sensei – Falei desgostosa com a noticia de sempre – Já vou fazer minha visitinha da semana lá na diretoria.

Sem animo arrastei-me para fora da maca mega desconfortavel, que com certeza faria um doente sair dali pior do que quando entrou, ainda bem que já estou acostumado com essa tábua que chamam de “cama”. E assim fui andando lentamente pelo corredor, mais parecendo um zumbi com torcicolor.

Após alguns minutos cheguei a diretoria; antes é claro: eu dei a volta na escola inteira, assustei os moleques do primario da escola ao lado e fiz uma pausa para tomar um lanche.

Entrei na sala sem bater, já encontrando a Diretora Asume e o Ikuto no meio de uma conversa. Ambos olharam para mim, e vi feliz uma marca mega roxa na bochecha esquerada do Ikuto, que mais parecia que haviam tacado um caderno na cara dele.

-Bom dia Senhorita Hinamori... –Sera que só eu estou sentindo essa aura assustadora.

-Bom dia Oba-san! Não é necessario formalidades – Eu disse arrastando uma cadeira para sentar – Como esta sendo seu dia?

Ela me fuzilou com os olhos, e a gente pensando que velho não é mortal, quer apostar quanto que um dia desses ela ainda pula no meu pescoço.

-Estaria sendo bem melhor se você não estivesse na minha frente agora.

-Ui! Essa doe, ehh. Oba-san como você é má, eu gosto tanto de passar meu horário escolar com você – Falei com a cara mais inocente possivel – Além disso faz tempo que eu não venho te visitar.

-Não faz nem três dias, senhorita – Verdade! Lembrei – A senhorita e o senhor Tsukiyomi andam me fazendo mais visitas que o normal.

Olhei de relance para Ikuto, que tentava segurava o riso, sem sucesso.

-Eu já não sei o que fazer com vocês dois. Vocês estão sempre brigando ou pertubando os outros – Ela fala de modo cansado, eu até sinto uma pontinha de remorço, mas só isso – Semana passada foi a guerra de comida e depois os pequenos do colégio ao lado. Eu não aguento mais, eu já apliquei todo tipo de castigo, mas não resolve. Por hoje vão cuidar do jardim da escola, mas eu pretendo, ainda esse mes, conversar com os pais de vocês.

Acenamos a cabeça positivamente e saimos. Ao passar pela porta caimos na risada e como sempre esqueçemos o porque de nossa briga. Era comum isso ocorrer, desde de meus 11 anos eu conhecia a família Tsukiyomi e eu e Ikuto sempre tivemos esse tipo de relacionamento. Ele me tratava como uma irmãzinha...

Observei seus gestos enquanto iamos para o patio; era hora do lanche. Ele se movia livremente, como um gato, sempre atraindo os olhares da menina e, é claro, retribuindo-lhes. Um ponta de ciumes se acendeu dentro de mim, eu gostava dele, sempre gostei, mas ele não me via dessa forma. E por mais que eu tivesse mudado, ela provavelmente nunca me veria assim, como mulher.

-Ei Amu-koi! Não fiquei enrolando. Os outros estão na árvore nos esperando – Acordei de meu pensamente, ainda meio para baixo – Vamos logo, pequena!

Fuzilando-o lhe dei um chute e passei a sua frente “Não me chame de pequena...”.

Logo estavamos todos juntos á raizes de uma grande cerejera, que havia no patio da escola. Utau estava aos amassos com seu namorado Kukkai, Nagihiko e Rima, outro casal, conversavam animados sobre algum programa de comédia e Tadase olhava esperançoso para seu celulara a espera da resposta de sua namorada(Sera que alguem sentia a pressão aqui?).

Ignorando os outros, esperei Ikuto, meu travesseirinho; logo ele sentou na grama, ainda me xingando pelo chute(Eita macho! Não aguenta nem uma biquinha...) e eu deitei, encostando minha cabeça em seu peito.

Aquele era meu lugar, eu sempre me sentia completa quando estavamos assim, o calor do seu corpo e o barulho de seu coração eram sempre uma novidade para mim, eu adorava aquilo. Fechei os olhos altomáticamente, querendo ter para sempre aquela pessoa especial ao meu lado. Pena que esse para sempre é tão diferente para ele.

- Desculpa Amu-koi, mas eu preciso ir ali rapidinho – Abri os olhos ao ouvir sua voz, olhei instintivamente para onde ele apontava, e vi uma menina lhe olhar sugestivamente.

Sentei, já não tendo o calor de seu corpo contra o meu, e o vi se afastar direto para os braços de outra...

Aquele era, com certeza, o meu castigo.

Próximo capitulo: Desafio inocente