Brincadeira De Crianças
9 Brincadeiras de criança
-Amu! Coragem! – Utau me empurrava e falavras curtas palavras de incentivo – Eu sei que você consegue! Força!
Ri nervosa sentindo meu rosto ficar mais vermelho que o normal. Hoje era O dia, o dia onde eu me declararia para Ikuto-chan, o irmão de minha melhor amiga e meu amigo.
Apertei com força o papel em minha mão, eu colocara todos meus sentimentos naquela carta, naquele simples e barato pedaço de papel estava meu tesouro.
-OK! Eu vou conseguir!!! – Gritei, entrando na onda de Utau e me sentindo mais confiante ao mesmo tempo. Se eu não falasse tudo agora, nunca mais pensaria em tal possibilidade.
Finalmente chegamos em frente a sala dele, de onde um forte barulho vinha. Com a porta meio aberta, Utau chamou-o por um instante, ele logo veio com aquele sorriso arteiro no rosto, que ele só dava quando esta fazendo algo muito divertido(pelo menos para ele...).
-Yo Amu-chan e frescurenta! – Ele falou normal, já desviando do soco de Utau, pelo apelido.
Respirei fundo, sentindo que aquela carta não só continha meus sentimentos, mas também o futuro de nosso relacionamento.
-Ohayou Ikuto-kun! – Disse apressada colocando a carta em suas mãos – Sayonara Iku-kun!
E com essa longa conversa acabada peguei a mão de Utau e sai correndo. Viramos o corredor para sair da vista de seu irmão, que no observava atonito.
-Você consegui!!! – A lorinha de maria chiquinhas praticamente pulava com seus branço ao meu redor – Parabens!
Fiquei quieta sem palavras... Eu finalmente conseguira lhe entregar meus sentimentos, agora dependia dele saber o que fazer com os mesmo.
-Então Amu-chan, vamos ali na porta da sala para tentar ver sua reação? – A curiosidade de minha melhor amiga não era novidade, mas de qual quer forma, eu sentia que naquele momento minha mente não funcionava normalmente, então apenas concordei.
Senti sua mão segurar meu braço, me deixei levar. Com o coração querendo sair pela boca, a mão tremendo, a mente embolada e a visão embaçada, pensei que ia morrer de ansiedade! To virando uma molenga!
Paramos em frante a porta, e surpreendentemente a mesma estava silenciosa. Um milagre, se quer saber, uma sala de ensino fundamental quieta... Nunca questione essa coisas, você pode se surpreendeer ou se arrepender, como foi o meu caso.
-Gente olha só isso! – Um voz esganiçada ecoou pela sala, fazendo com que escutassemos – Essa cartinha ridicula que o Ikuto-kun recebeu!
Um certo tumolto foi provocado.
-Quem foi a vadia?! – Umas vozes femininas gritavam alto, meio raivosas. Senti Utau tremer ao meu lado, diante de tanto “ódio” – Para quem ela acha que esta se declarando? Pro NERD seis olhos do 6º ano A!
Senti-me ofendida com tal frase. Como essas meninas podiam ser tão sem cultura!
-Vamos ensinar para essas pirralhas que o Ikuto-sama é nosso! Não dessas nanicas em fase de crescimento! – Um coro de vivas veio.
Eu estava meio que ansiosa para ouvir a voz do Iku-kun defendendo a menina, que lhe entregara a carta. Mas infelizmente isso não ocorreu...
-Calminha meninas! Vocês não precisam se preocupar com essazinha – Sua voz espelhava certo nojo. Fiquei pretrificada – Eu só peguei a carta para não ter que aguentar ninguem chorando, além disso é só jogar fora.
Pela pequena fresta da porta o vi andar decidido até o lixo e com simples gesto rasgar o papel, amassando-o e tacando naquele cesto negro e vaziu. Senti nessa hora Utau me puxar, querendo me poupar de terminar de ver aquilo, mas não! Eu não iria fechar meus olhos e continuar vivendo nesse meu continho de fadas, não mais...
-Pronto! – Ele voltou a se sentar na mesa do professor, que provavelmente estava doente e faltara – Mais uma garotinha rejeitada! ... Essas meninas precisam aprender, que revelar seus sentimentos para alguem não dara em nada, muito menos escrevendo uma carta.
“Ainda mais algo como: Eu sei que pode soar estranho, mas gosto de você desde o dia em que nos conhecemos. Sempre, que estou com você sinto meu coração bater rapido e fico vermelha, como você já percebeu... “
Uma onda de risadas pertubou minha mente, enquanto Ikuto continuava a declamar o texto contido na carta. Senti as lagrimas virem e antes de sair correndo para o banheiro, uma unica palavras me parou e me fez voltar á aquele inferno para dar um soco na cara daquele infeliz. Ele usou o adjetivo: Ridiculo, para descrever meus sentimentos, e isso eu não perdoaria.
-Então Amu, eu devo me preocupar?
-Hun?! – Encarei Mori-kun confusa, o que ele queria dizer com isso?
Nós já estavamos no fim de nosso primeiro encontro. Haviamos ido no parque, no cinema e a uma pequena sorveteria no shopping, tudo tinha sido perfeito! Mais agradavel impossivel.
No momento, estavamos na sorveteria e a umas cinco mesas de nós Ikuto e Hebi, interagiam em seu “mundinho”. Ignorei-os.
-Eu sei muito bem que você gosta daquele muleque – Mori fala desgostoso apontando para o ser. Não fiquei surpresa com tal afirmação, acho que até hoje nunca tentei esconder meus sentimentos pelo mesmo, já que também a muito tempo parei de preza-los – Você é minha namorada agora, quero te ver feliz e se sua felicidade é ao lado...
Coloquei a mão em sua boca, calando-o.
-Paro! Como você já disse eu sou sua namorada e você é meu namorado, ninguem mais e ninguem menos. Não tem porque ficar colocando aquele inutil entre nós – Falei resoluta, sem dar chance àquela pequena parte de mim, que continuava confusa, de se mostrar – Além disso, eu já gostei dele um dia, mas com já te disse fui rejeitada, e nada mais. Agora somos apenas amigos.
-... Hun... Ok! Se você diz! Eu confio na minha namorada – Com essas palavras ele aproximou seu rosto do meu, e agindo como um casal normal correspondi lhe beijando.
Meu coração palpitava com aquele beijo, impedindo-me de ver que um certo rapaz à cinco mesas da minha, ignorava sua companheira apenas para me encarar triste e desiludido.
“O amor vira, o amor pula, o amor gruda, o amor muda, o amor morre, o amor crava, o amor mata e o amor brinca com meu coração e com o de muitos outros”
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