Vivia sobre asas de seus pais, mesmo eles brigando constantemente enfraquecendo a consistência metal do jovem.

Aos sete anos de idade já tinha sobre as costas o peso do desprezo vindo daqueles que viviam ao seu redor: colegas de classe, família, todos...

Naquele mesmo ano, fugiu para lugar nenhum. Apenas procurou refúgio na sua prisão psicológica.

E foi nela que provou do seu próprio sangue, figurado nos mais clássicos e raros livros ao qual dedicou os próximos anos de sua vida. Até que, aos 15 anos, viu a lanterna do coveiro, na escura cova do grande general. Essa luz mostrou-lhe uma lamina, a muito tempo não afiada.

Quando se deparou com seus pulsos sendo cortados e tentou lembrar-se dos seus momentos felizes, mas só via a “bulling” que sofrerá desde a infância e tudo isso tornou toda aquela melancolia no mais puro ódio que passou a fazer seu coração bater novamente.

E esse mesmo ódio vez com que ele parasse de se cortar para querer matar todos aqueles que o ofenderam até ali, mas já era tarde, o a lamina já chegará a veia e o sangue já escoava pelo chão, mas não tão tarde para que podesse demonstrar uma pequena, mas valiosa prova de seu coração enraivecido.

Naquela noite saiu cantarolando com o mais belo e verdadeiro sorriso, talvez o primeiro que já tivesse brotado em seu rosto.

Projetou em seu pensamento que mataria seu pai com a mesma adaga que desfolaria sua mãe.

E, sutilmente, saiu pela janela em direção a vingança, mas ao cruzar a rua... Sentiu uma pancada.

Era o ônibus, aquele que cortava as periferias em direção ao centro que, desta vez, não levava seu corpo, e sim, sua alma em direção ao desconhecido.


Notas finais
W.C. Sibuna

Pr favor não me julguem por esse conto, foi o primeiro que escrevi, é muito antigo. E, pra ser sincero, não gosto dele por que acho ele mau elaborado.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!