Breathless
6 Six
Notas iniciais
*No pátio*
Eu estava sentado embaixo de uma árvore ao lado de Mayumi, nós conversavamos sobre a festa que iria ter no fim de semana e que eu havia recusado ir, pois não queria nada que vinhesse daquele idiota do Matt Hunting.
— Não seja tão mal assim, Lucas. — disse Mayumi.
— Escuta, mesmo que eu aceitasse ir para essa festa, o que a gente ia fazer lá? Ia chegar lá e ver os populares dançando, tomando cerveja, beijando garotas populares... e a gente no canto?!
— Você consegue ser bem negativo quando quer. — a japonesa comentou. Eu só estava dizendo a verdade, é o que iria acontecer...
— Mayumi, eu realmente ... acho que não devemos ir para essa festa. Imagine, um bilhão de pessoas populares rindo e bebendo... enquanto eu e você '' os mais novos '' estaremos no canto sem fazer nada.
— Lucas, eu sempre estive ao seu lado, sempre apoiei suas opiniões e sempre segui seus conselhos... — ela disse. — Mas dessa vez, eu não vou te ouvir. Se você quer perder uma das festas mais legais de todo o mundo, o problema é seu. Mas eu não vou perder!
De repente, Matt apareceu com um sorriso estampado em sua face. — Oi, então... vocês vão para a festa no fim de semana? — perguntou parecendo ansioso.
— Não. — respondi sem nem olha-lo.
— Eu vou com certeza! — Mayumi disse com um grande sorriso.
— Ah, que bom que você vai Mayumi. — ele sorriu. — Porque você não vai, Lucas? — perguntou.
— Não gosto de festas. — respondi enquanto me levantava e ia até o banheiro. Eu nem queria fazer nada, só não queria ficar perto do Matt, aquele idiota estranho.
Quando cheguei ao banheiro, me olhei no espelho e vi que estava totalmente pálido. Abri a torneira e lavei o rosto. A porta se abriu e pude ver o reflexo de Matt no espelho, ele sorria para mim. Porém, eu não o olhei nos olhos, apenas fiquei parado naquele lugar em frente ao espelho. Matt se aproximou de meu corpo e me agarrou por trás. Fiquei assustado com aquilo, meu coração disparou, minhas bochechas ficaram vermelhas e meus ombros se encolheram.
— Porque você não vai a festa? — ele perguntou sussurrando em meu ouvido.
— E-Eu não quero ir... — respondi tentando me soltar dos braços do mais velho, mas era inútil... ele era mais alto e mais forte que eu.
— Eu quero que você vá. — ele disse.
— Você...não manda em mim.
— Porque você é tão difícil? — perguntou.
— E-Eu.. eu não sou gay, nem bi... — respondi.
— Então você não sente atração por mim?
— Não!
— E porque você sempre fica irritado quando me vê com a Elizabeth?
— Então esse é o nome da garota que sempre está com você.
— Sim. — ele sorriu como se não importasse.
— Você é idiota. — eu disse e tentei mais uma vez me soltar dos braços do mais velho. Dessa vez ele me apertou mais forte, como se não quisesse me deixar sair.
— Eu não sou idiota, Lucas. — ele disse. — Eu gosto de você.
— Droga, pare de falar besteiras! — exclamei e fechei os olhos.
— Não estou falando besteiras. — ele dei um leve beijo em minha bochecha, deixando-me mais corado ainda.
— P-Pare! — eu disse.
— Eu só vou parar quando você disser que vai para a festa no fim de semana.
— Você é doente ou algo parecido? — perguntei irritado. Matt começou a deslisar uma de suas mãos por de baixo de minha camiseta branca. — Pare com isso! — exclamei. Mas ele continuou.
Ele deslisava sua mão sob meu abdômen e logo depois, ele começou a deslisa-la por cima da minha calça skinny, eu nunca havia me sentido daquela forma antes. Meu corpo não se controlava, Matt, aquele garoto... estava ... me deixando excitado. Era tão estranho.
— P-Pare com isto! — exclamei quase implorando. Matt sorriu, ele me colocou contra a parede e me deu um longo e delicado beijo, logo sua mão esquerda começou a acariciar minha face infantil e inocente, eu não pude me conter e acabei retribuindo o beijo. Eu coloquei minha mão em sua nuca e me aproximei cada vez mais dele, meu coração estava parecendo que iria explodir, apesar de ser um pouco estranho... eu estava me sentindo nas nuvens. Talvez eu gostasse dele, eu... eu não sabia ao certo, só sabia que aquele beijo... fora o melhor beijo da minha vida.
*alguns minutos depois*
Matt se afastou e deu uma leve mordida em meu pescoço, ele sorriu e disse:
— Acho melhor pararmos por aqui, Infelizmente estamos na escola e eu não posso fazer tudo oque eu tenho vontade de fazer com você aqui.
— Hãn?! Ah, sim... acho melhor pararmos com isso... estamos em um banheiro, afinal. — me afastei dele e me olhei no espelho, fiquei observando as visíveis marcas roxas em meu pescoço.
— Você é tão bonito, parece um bebê... — ele disse e me deu um selinho.
— Um ... bebê?
— Sim. — confirmou. — Um adorável bebê.
— E-eu... sou um bebê?!
— Eu adoro bebês. — ele sussurrou em meu ouvido e me abraçou.
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