Breathless
9 Nine
Notas iniciais
Não consegui me concentrar em mais nada pelo resto do dia, eu me sentia tão usado e idiota. Como eu poderia deixa-lo fazer aquele tipo de coisa comigo? Como eu poderia deixa-lo abusar de mim daquela forma? E por que ele tinha aquele efeito sobre mim? Quer dizer, sempre que ele se aproximava de mim, meu corpo queimava. Eu não sabia o que acontecia, eu só sei que quando olhava em seus olhos... eu perdia meu chão, quando sentia os lábios dele selados aos meus... o mundo não importava. Talvez por esses motivos eu sempre tentava evitar aquele tipo de contato... é ... com certeza era isso. Finalmente o sinal de término das aula tocou, fazendo-me dispertar de meus pensamentos.
— Vamos? — Mayumi disse.
— S-Sim...
Nós saimos da sala de aula e fomos em direção ao portão de saída, Mayumi se despediu de mim e seguiu seu caminho. Enquanto eu ia em direção ao ônibus que estava parado em frente a escola. Meu coração acelerou, Matt já devia estar lá...
Mas quando eu subi, eu não o vi. Fiquei aliviado por um lado, mas por outro lado fiquei pensando se ele estaria com alguém, não que eu me importasse... mas... Droga, eu não tenho nada a ver com a vida dele afinal. Me sentei em um lugar que estava vazio ao lado da janela, e fiquei observando para ver se Matt já vinha, mas ... eu o vi com Elizabeth... eles... eles estavam se beijando! Eu não pude acreditar em meus olhos, eles estavam se beijando com tanta delicadeza e paixão.
Meu coração parou de bater por um segundo, minha vista ficou escura, minha cabeça doeu. Senti lágrimas se acumularem em meus olhos. Era isso que ele fazia depois de tudo o que havia me dito? Bom saber! O beijo demorou bastante e eu resolvi fechar a cortina da janela, não era obrigado a ver aquela vagabunda beijando aquele idiota.
Depois de um tempo, Matt finalmente subiu no ônibus e Elizabeth veio atrás dele. Ao me ver sentado sozinho, ele sentou-se ao meu lado. Ele sorria para mim, aquilo me deixou irritado.
— Como vai? — ele perguntou sorrindo. Eu continuei calado. — Lucas, estou falando com você, meu amor. — ele disse.
Como ele podia me chamar de ''amor'' depois do que havia feito? Mais do que nunca eu me sentia usado e idiota. Por algum motivo eu queria chegar em casa e chorar até o resto da minha vida.
— Lucas, você tem certeza que não vai falar comigo? — ele perguntou enquanto deslisava uma de suas mãos por de baixo do meu jeans. No mesmo momento em que ele fez aquilo, eu bati em sua mão e o encarei friamente.
— Não toque em mim! — eu disse.
— Eu gosto de toca-lo. — ele sorriu maliciosamente.
— Eu não quero que encoste em mim novamente, entendeu?
— Só tem um problema nisso tudo, Lucas... — ele disse. — Você não manda em mim, lembra? — ele sussurrou em meu ouvido.
— Você é idiota ou algo parecido, Matt? — perguntei irritado. — Eu vi você se beijando com a Elizabeth, você acha que sou tão idiota quanto você deve pensar? Eu não sou cego, Matt! Você acha que eu sou um simples brinquedo que você pode abusar na hora que quiser? Eu tenho uma informação para você, eu NÃO sou um brinquedo! Eu não quero que você dirija a palavra á mim nunca mais! Eu quero que você simplesmente desaparessa da minha vida ou eu vou contar para o diretor o que você faz comigo, seu idiota! — eu me levantei e sai do ônibus, mais uma vez eu iria andando de volta para casa.
*No caminho de volta*
Meus olhos estavam cheios d'água, eu não conseguia conter as lágrimas, como ele pode fazer aquilo comigo? Não que ele tivesse que me dar satisfações ou algo parecido, mas... mas... droga, nem eu mesmo estava me entendo. Eu havia perdido o rumo da minha vida depois que Matt Hunting começou a falar comigo. Eu já não sabia controlar minhas emoções, era tudo tão difícil, tão estranho. Tudo o que eu mais queria naquele momento era poder voltar no tempo e nunca ter olhado para ele no começo daquela semana. Foram aqueles malditos olhares indiscretos que o fizeram se interessar na minha pobre inocencia, e foram aqueles malditos olhares que me fizeram sentir coisas que eu jamais pensei que iria sentir.Minha cabeça doia muito, eu não via a hora de chegar em casa e descançar pelo resto da eternidade.
* Já em casa*
Eu estava deitado na cama, quando minha mãe abriu a porta do quarto. Ela estava bem arrumada e cheia de malas em suas mãos.
— Querido... — ela disse.
— O que foi mãe? — perguntei enquanto disfarçava as lágrimas.
— Eu vou ficar fora no fim de semana, você quer ir comigo?
— Não mãe, eu vou ficar bem sozinho.
— Tem certeza, bebê? Você só tem quatorze anos...
— Eu vou ficar bem, qualquer coisa... eu chamo o Charlles para ficar aqui.
— ótimo! Charlles já tem vinte e dois anos, é casado e tem filhos! Chame-o para ficar aqui.
— Está bem. — eu disse. Minha mãe se retirou do meu quarto após me dar um beijo e um abraço. Eu pude ouvir o barulho do carro saindo da garagem, agora eu poderia chorar avontade sem que ninguém ficasse me perguntando o motivo.
Resolvi ligar para Mayumi e chama-la para vim dormir na minha casa, eu precisava de uma amiga mais do que nunca. Rapidamente peguei meu celular e liguei para ela, a japonesa não demorou para atender:
— Hai. — ela disse.
— Mayumi, quer dormir aqui? — perguntei sem hesitar.
— Claro! — ela disse animada.
Desliguei o celular e me deitei em minha cama, acabei adormecendo. Algum tempo depois, percebi que algo me cutucava... abri os olhos lentamente e vi a japonesa em cima de mim, ela cutucava minha testa com uma cara inocente.
— Acordou! — ela comemorou.
— Hãn?! Por que você está em cima de mim? — perguntei surpreso. Eu sabia que Mayumi não era uma santa, se ela tivesse uma oportunidade ela faria coisas que muitas pessoas jamais pensariam que ela seria capaz de fazer. Acreditem, os animes yaoi provocam esse tipo de coisa nas fangirls.
— Ah, eu cheguei aqui e vi você deitado... ai eu me lembrei de um episódio de Junjou Romântica ... ai eu resolvi imitar para ver se era tão legal fazer na vida real quanto no anime. — ela explicou.
— E o que você pretendia fazer?
— Não importa. — ela saiu de cima de mim e se sentou na cadeira do computador, ela entrou no msn e eu pude ver que rapidamente varias janelinhas começaram a piscar.
— Quem são? — perguntei curioso.
— Amigos... — ela respondeu.
— AMIGOS? desde quando você tem amigos que não sejam eu? — perguntei surpreso.
— Nossa, obrigada.
— Ei, eu não quis...
— Eu tô brincando! — ela sorriu. — São amigos virtuais... você também tem os seus.
— Ah.
— Ei, o Matt tá online. — ela disse.
— Não me fale naquele idiota.
— Por que?
— Porque nunca mais quero vê-lo na minha vida, ele é um idiota.
— Nossa! Ah, ele ta falando assim '' Fala para o Lucas que eu preciso conversar com ele amanhã na festa, e que é para ele me desculpar, eu não queria que ele visse aquilo. ''
— Manda ele ir a merda. — eu disse e sai do quarto.
— Lucas, espera. — Mayumi foi atrás de mim.
Eu fui para a cozinha e me encostei na parede, lágrimas começaram a cair dos meus olhos e molharam minha face. Eu me sentia tão idiota por chorar por aquele imbecíl do Matt. Ele ainda tinha a cara de pau de se desculpar por msn, que maldito sem coração. Como ele podia fazer aquilo? Imagino o tempo que ele estava fazendo aquele tipo de coisa, e se... ele já tivesse ... transado com a Elizabeth?!
— Eu sou um idiota! — eu disse.
— Luk-Chan? Por que você está chorando? — Mayumi perguntou.
— Eu sou um idiota, Mayumi!
— Hãn? Não, você não é.
— É claro que eu sou!
— Você não é um idiota, eu não acho que você seja. — ela disse. Aquelas palavras me fizeram lembrar do Matt. Eu me virei de frente para a japonesa e me aproximei dela. Então eu a beijei.
Eu pude sentir o corpo dela estremecer, seus olhos se arregalaram. Mais lágrimas escorreram por minha face, não era a mesma coisa que beijar ao Matt, era tão diferente. Eu não sentia absolutamente nada. Que droga.
Mayumi se afastou um pouco e me olhou nos olhos. — P-Por que você fez isso? — ela perguntou enquanto colocava os dedos sob seus lábios vermelhos.
— Mayumi... m-me desculpe... — eu disse, mas quando eu ia tentar correr, ela me puxou pelo pulso e me abraçou.
— Eu sei que você gosta do Matt, mas... se quiser tanto assim esquece-lo, eu vou fazer de tudo para que você me ame. — ela disse em meu ouvido.
— E-Eu não posso fazer isso.
— Por que não?
— Eu não quero te usar e não quero sofrer mais ainda.
— Eu não quero ver você sofrendo, Lucas. — ela disse. — Eu nunca vou ficar com raiva de você, somos amigos e se quiser ter alguns benefícios... por mim está tudo bem. Eu só não quero que você sofra.
— E-eu... eu não posso.
— Tudo bem... — ela disse — está tudo bem, Luk-Chan. — ela me abraçou mais forte, um abraço amigável e reconfortante.
Notas finais
criando mais um casinho HSEUISAHEIUSHAEUIHE -qq
espero que estejam gostando e me falem se preferem que continue esses casinhos do Matt e Elizabeth,
e do Lucas e da Mayumi. ^^
Beeeeeijos, espero respostas :)
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