Breathe
3 Chapter two
Notas iniciais
Kathryn
-Então isso é uma doença? — Perguntou Mason.
-Quer saber? Acho que você precisa de uma folga. Vá passear pela casa. — Falei balançando a mão para dispensá-lo. Pelo canto do olho vi ele erguendo uma sobrancelha. — O que foi?
-Você. É totalmente diferente quando não está no meio de uma multidão.
-Você quis dizer quando você está me humilhando na frente de todo mundo? — Perguntei sarcasticamente. — Pois é. — Vi pela primeira vez na minha vida Mason Rodriguez abaixando a cabeça por vergonha. Ficamos em um silêncio desconfortável fitando o chão até que Max entrou latindo na sala onde estávamos.
-Max! — Max era um pet bull branco, mas pequeno. O peguei no colo e afaguei sua cabeça. Mason se agachou ao meu lado e afagou sua cabeça, o que fez Max rolar e ficar de barriga para cima.
-É um filhote? — Ele perguntou ainda brincando com Max.
-Na verdade não. Eu e meus pais o adotamos por que era o único filhote que ainda não havia sido vendido. Ele nasceu com algum problema, não sei qual, que o impede de crescer e se ninguém adotasse ele iriam sacrificá-lo.
-Wow, então você é uma defensora dos pobres e oprimidos? — Ele caçoou. Na verdade eu sou uma pobre e oprimida, pensei em dizer, mas guardei para mim como sempre. Não sei por que fazia isso. Não conseguia responder as pessoas, por mais que tivesse vontade, é como se tivesse um tipo de tampo na minha garganta que me impede de falar o que penso. Odeio isso. Meus devaneios foram interrompidos pela voz de Mason:
-Que horas são?
-Ãn... — Olhei no visor do relógio. — Seis e meia.
-Já!? — Ele exclamou com os olhos arregalados. — Tenho que ir! — Falou pegando a mochila e indo em direção á porta, quando chegou lá olhou por cima do ombro. — Até... amanhã?
-Claro. — Respondi tentando parecer indiferente. Encarei seus olhos, verdes como uma esmeralda, e notei que ele sustentou o olhar. Ficamos assim por alguns poucos minutos até que o garoto quebrou o silêncio:
-Eu tenho mesmo que ir... Tchau. — Falou e saiu pela porta, sem esperar uma resposta. Ele parecia nervoso? Talvez, mas isso não importa. Resolvi guardar as coisas que usamos e percebi que não usamos nada somente meu notbook, olhei a página do word que abri para colocar algumas pesquisas e notei que estava em branco. Estranhei, até que a realidade da situação me atingiu em cheio: Mason e eu passamos o dia na minha casa, sem brigas, conversando como dois amigos. Tive a idéia de que talvez ele estivesse assim pelo mesmo motivo aparente. Fui tomar um banho para ver se esfriava a cabeça, não sei por que mas toda a vez que fico nervosa minhas mãos tremem e eu fico gelada. Estava assim agora. Tirei as roupas e olhei para o espelho, desde a sétima série tinha perdido muito peso, e mesmo depois disso Mason continuava me dando apelidos sobre ele. Passei o olhar pelo meu corpo e notei as cicatrizes em meus pulsos e antebraço, foi esse o jeito que inventei para me distrair das zoações de Mason e seus amigos idiotas. O certo seria que eu ficasse com raiva dele, afinal esse não é o esperado? Mas não, admirava Mason por sua coragem de dizer o que pensava. Ok eu admito, talvez não seja por isso que eu o admire, talvez seja por que desde a sexta série sou completamente apaixonada por ele. Isso me abalou de um modo que espantou e mim mesma de um modo extraordinário. Nunca tinha admitido esse sentimento nem para mim mesma, talvez por achar que se não o admitisse me livraria dos problemas que traria futuramente.
-Eu só posso estar ficando louca! — Gritei e entrei no chuveiro, ligando a água no ponto mais gelado que o chuveiro permitia. Joguei um pouco de água gelada no rosto para disperçar os pensamentos.
O resto do dia passei sozinha em casa, pois meus pais estavam trabalhando e não tenho irmãos, muito menos amigos. Sem perceber, adormeci assistindo TV no quarto de meus pais. Nenhuma razaõ especial, é só que amo a cama deles (uma humilde box queen). Acordei no dia seguinte na minha cama, com o despertador businando em meu ouvido. Me arrumei para a escola e desci as escadas, indo em direção á porta, mas a voz de minha mãe me fez parar:
-Bom dia querida! Não vai comer nada?
-Bom dia. Não estou com fome. — Respondi em um tom baixo.
-E como foi a dia ontém com aquele garoto? Ele te ofendeu? Nós ainda podemos falar com sua professora para trocar você de parceiro. — Se intrometeu meu pai.
-Não é preciso. — Respondi rápido demais, mas logo me arrependendo ao ver o olhar de meus pais sobre mim. — Já fizemos uma aprte do trbalho e... não estou com muita vontade de começar tudo de novo. — Menti descaradamente.
-Ok. — Falaram os dois em um unissono.
-Até depois. — Falei e saí pela porta antes de ser enchida por outro enchoval de perguntas. Andei até a escola como de costume, quando cheguei lá notei que Mason não me provocou como de costume, mas também não dirigiu a palavra á mim. Isso de um jeito estranho me magoou, preferia que falasse comigo mesmo que fosse para tirar sarro de mim, do que me ignorassse. Mas decidi não falar nada, só passei reto e senti olhares em minhas costas, não ousei olhar para trás.
Durante o dia as aulas passaram normalmente, ninguém parecia ter notado a ausência das provocações de Mason contra mim. Assim que o sinal bateu fui para casa, como de costume á pé. No meio do caminho senti uma mão em meu ombro e uma respiração ofegante provindo de trás de mim. Me virei e dei de cara com a pessoa que menos esperava que encontraria.
-Oi. — Cumprimentei Mason, que ainda estava recuperando o fôlego.
-Oi. — O encarei em expectativa, esperando que falasse algo.
-Bom, ontém eu percebi que não fizemos nada sobre o trabalho... — Senti meu rosto corar com esse comentário. — então como ontém fui á sua casa, pensei que hoje poderíamos fazer o trabalho na minha.
-Ok. — Respondi, por falta de palavras melhores.
-Mas, a minha casa é para lá. — Ela disse apontando para a direção oposta á que eu estava andando. Deve ter notado minha expressão, pois deu uma risada breve.
-Não é tão longe assim, só uns quarteirões para cima. — Ele apontou.
-Então, vamos? — Perguntei, quebrando o silêncio que havia se instalado. Começamos a andar, ambos sem falar nada, até que ele resolveu perguntar:
-Qual é sua cor preferida?
-Vermelho. Por quê? — Falei franzindo o cenho.
-Para saber. — Ele deu ombros. — Vamos passar muito tempo juntos por causa desse trabalho... então pensei em recomçar... do zero... — Ele falou inseguro, gaguejando um pouco. A expectativa era de que eu ficasse exasperada, afinal depois de quatro anos de humilhação essa e a reação esperada, mas só consegui ficar feliz. Feliz por Mason querer ser meu amigo, feliz por depois de todos esses anos ter a chance de tê-lo. Isso pode parecer compeltamente ridículo, mas não podia estar mais feliz.
-O que está sugerindo? — Perguntei cautelosa.
-An... Estou te pedindo desculpas, por tudo, e queria recomeçar toda essa história. Eu sei que é absurdo falar isso assim, principalmente depois de fazer tudo o que fiz para você, mas...
-Está bem. — Falei, tentando conter minha alegria.
-O que? — Ele perguntou espantado.
-Aceito esse ''recomeço'' — Fiz aspas no ar.
-É sério? — Ele parecia não estar acreditando.
-É.
-Valeu! — Mason exclamou me dando um abraço, mas se afastando abruptamente logo em seguida. — Desculpa.
-Tudo bem. — Falei um pouco desconfortável, por mais que quizesse esse recomeço não poderia dar o braço a torcer tão rápidamente.
-E qual é a sua? — Perguntei e ele me encarou com a dúvida estamapada em seu rosto. — Sua cor preferida.
-Ah, laranja. Como o por do sol. (N/a: Quem lembrou do Peeta levanta a mão \\o/)
Fomos conversando sobre assuntos diversos até chegarmos á sua casa. Era enorme, uns três andares e um quintal enorme, cheio de estatuetas, e arbustos bem podados.
-Wow! — Exclamei.
-É grande né? Ainda não entendi por que meus pais compraram uma casa tão grande para apenas quatro pessoas. — Olhei para ele interrogativa. Quatro pessoas?
-Minha irmã Olivia. — Ele respondeu como se tivesse lido minha mente. Depois disso entramos e fui apresentada á Olivia, ela parecia uma irmã legal. Era alguns anos mais velha que Mason, pois já estava na faculdade. Passamos o resto do dia fazendo pesquisas na internet e alguns livros, chegamos ao acordo que depois faríamos uma entrevista opinativa com algumas pessoas e mostraríamos as gravações para a classe no dia da apresentação do projeto. Me peguei pensando que Mason não era como eu imaginava, era ainda melhor, esse recomeço seria interessante.
Notas finais
Enfim, a partir desse capítulo que vai dar tipo um TCHÃN! aí eles vão se tocar de umas coisas, tipo sentimentos sabe... so dizendo...
MAS ENTÃO, EU QUERO SABER A OPINIÃO DE VCS!
parando de fazer pressão, tá calor né? Nem parece que é inverno, principalmente aqui na minha cidade onde é frio .-. é Apolo brincando de esturricar a gente tsc tsc tsc
2 bjs
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