Breath Of Life
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Capítulo 17
Parte 1 – Katerina Petrova
Abri o cofre de Klaus e encontrei a estaca de carvalho branco. Felizmente, ainda estavam todos a dormir devido à noite anterior então não me viram. Guardei-a no bolso interior do meu casaco para a chuva, que estava no bengaleiro.
Fui para a cozinha, preparar alguma coisa para comermos. Sim, eu estava a mudar. Klaus tinha-me mudado, tinha deixado a minha humanidade entrar e quanto notei, já não conseguia separar-me dele.
Preparei o tabuleiro e subi as escadas. Entrei no quarto dele. No nosso quarto. Sentei-me delicadamente, com o tabuleiro em cima das pernas, a observar as suas costas brancas que pareciam reluzentes devido aos raios de sol que teimavam em passar por entre as cortinas.
-Estás a olhar – murmurou ele, com aquela voz rouca e ensonada britânica.
-Não te queria acordar.
-Acordei mal senti o cheiro de waffers acabadas de fazer no meu quarto.
Coloquei o pequeno-almoço em cima da mesa-de-cabeceira e deitei-me por cima dele. Ele resfolegou e virou o rosto. Beijei-lhe a ponta do nariz e depois os seus lábios.
-Katerina – gemeu ele, ainda ensonado. Pegou no meu braço e fez-me deslizar para o seu lado.
Beijámo-nos e eu envolvi as minhas pernas na sua cintura.
-As waffers estão a arrefecer – disse, entre beijos.
-Tu é que me estás a prender – prendi-o ainda mais, não querendo largá-lo. E ele percebeu tudo.
Ficou tenso e parou os beijos. Os seus olhos azuis-esverdeados leram-me a alma, consumindo-a.
-Diz-me o que sentes por mim – mandou ele e eu não abri a boca. – Não me obrigues a hipnotizar-te!
-Eu… eu… eu… sinto uma formigueiro no meu estômago casa vez que estamos juntos.
-Borboletas a voar? – perguntou ele, com um sorriso nos lábios.
-Não gozes comigo, Klaus! – exclamei, irritada. – Sim, eu sinto.
-Katerina… essas borboletas têm que morrer – disse ele, com uma paciência calculada, como se eu fosse uma criança que precisasse de ser repreendida.
-E se eu não quiser?
-Então tudo bem.
-E se eu quiser acabar com elas?
-Tudo bem na mesma.
Fechei os olhos, sentindo-me subitamente cansada.
-Isto era para ser causal, sem compromisso.
Beijou-me a face e depois os lábios.
-E continua sem compromissos – disse Klaus.
-E se eu quiser mais?
-Queres que eu te peça em casamento? – ele parecia surpreendido e brincalhão.
-Não! Credo, não tenho idade para casar e muito menos tu!
Klaus riu, como sabia que faria, mas ficou sério de repente.
-Katerina, se eu te disser uma coisa, prometes que não te ris de mim?
Acenei com a cabeça.
-Prometo.
Ele fechou os olhos e quando os abriu, vi estavam cheios de emoção.
-Eu também sinto essas borboletas assassinas no meu estômago quando estou contigo.
Parte 2 – Ali Saltzman
-Trouxeste a estaca? – perguntei, abrindo a porta de casa, deixando Katherine passar.
-Está aqui – ela entregou-ma, mas parecia nervosa.
-O que foi?
Fechei a porta e olhei-a nos olhos.
-Não tenho a certeza se quero Klaus morto, Ali.
Acenei a cabeça, não parecendo surpreendida. Desde aquele dia em que ela me tinha salvo de Kol que eu tinha um plano em mente, para o caso de ela não querer magoar Klaus.
-Não pareces surpresa – disse ela e vi o seu nervosismo aumentar.
-É normal porque já esperava isso de ti. Klaus era um plano teu, não meu. Eu só quero Rebekah morta – fui cuidadosa nas minhas palavras.
Ela respirou fundo.
-É por isso que eu tenho que fazer isto – tirei do meu bolso de trás das calças uma seringa de verbena e espetei-lha no coração.
Ela arquejou e caiu no chão.
-Desculpa, Katherine, mas ele também tem que pagar.
Peguei numa bolsa de soro e espetei-lhe uma agulha no braço. Ela estava horrorizada, mas a verbena imobilizava-a. Eu tinha pouco tempo, tinha que agir rápido, porque sabia que ela tomava verbena todos os dias para se tornar tolerante a ela. Contudo, grandes doses de verbena, como uma bolsa de soro, seria demasiado para ela.
O líquido começou a escorrer pelo fio e entrou na corrente sanguínea dela. Katherine fechou os olhos, não conseguindo resistir mais.
-É pelo meu pai, Kat – falei e saí de casa com a estaca.
Guiei pelas ruas calmamente, não tinha pressa. O dia estava solarengo, mas húmido e frio. Quando cheguei a casa dos Mikaelson, revi o meu plano mentalmente. Não podia falhar em nada, ou então estaria morta.
Saí do carro e bati à porta. Quem me atendeu foi Elijah.
-Alicia – ele pareceu surpreso pela minha visita. – Entra.
-Obrigada – entrei e ele fechou a porta.
-Em que te posso ajudar?
-Vinha falar com Rebekah.
Arregalou os olhos, mas assentiu.
-Vou chamá-la.
Subiu as escadas e fiquei um minuto á espera dela. Só esperava que Kol não estivesse em casa.
-Bom dia – disse ela, do cimo das escadas e descendo elegantemente.
-Olá, Rebekah. Podia dar-te uma palavrinha?
Ela acenou com a cabeça.
-Claro. Fala.
Aproximei-me dela lentamente.
-Foste tu que mataste Alaric – afirmei.
-Sim, fui – ela parecia confusa. – Porquê?
-Era só para confirmar.
Parte 3 – Rebekah Mikaelson
Tirou a estaca de carvalho branco de detrás do bolso das calças e atacou-me com rapidez.
-Não! – gritou Kol do cimo das escadas, partindo para cima de Alicia. Os dois caíram no chão, Kol por cima dela.
-Não! – quem gritou fui eu, ao ouvir ele gritar de dor.
Klaus e Elijah apareceram e tiraram Kol de cima de Alicia. Ela estava a ofegar e surpreendida. A estaca não tinha acertado Kol no coração, mas sim no abdómen. Tirei-a e ele voltou a gritar.
Virei-me para a loira vagabunda.
-O que estás aqui a fazer?
Ela levantou-se cambaleante e surpresa.
-Falhou! – ela estava chocada, a olhar para Kol e a estaca que estava nas minhas mãos.
-Sim, minha querida, falhou. Pena para ti.
Katerina irrompeu pela porta de entrada, em pânico.
-Mas o que raios se está a passar aqui? – gritei, começando a perder a cabeça.
Mas pelos vistos, Nik tinha compreendido tudo. Os dois ficaram a olhar-se durante um longo momento, onde ninguém falou nada.
-Tu armaste isto tudo! – exclamou ele, horrorizado, dando um passo para trás.
Fazia algum sentido: Katerina usou-o para saber onde estava a estaca de carvalho branco e usou Alicia (que não era totalmente inocente, já que usava verbena) para nos empalar com ela, já que vampiros não a podiam usar, ou então morriam.
-Klaus… — Katerine tentou justificar-se, mas ele correu para o quarto e eu meti-me à frente dela.
-Sai. Agora.
Ela olhou para o chão e depois fitou Alicia.
-Isto tudo é culpa tua! – disparou ela e eu cruzei os braços, apreciando o espetáculo. É como o ditado diz: zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades.
-Minha culpa? Kat, foste tu que tiveste a ideia!
-Tu é que estavas sequiosa de vingança!
-Wow, eu só queria vingar a morte do meu pai, tu é que querias ver-te livre do híbrido!
-Pai? – interrompeu Kol, ainda confuso por causa do ataque. – Alaric Saltzman era teu pai?
©AnaTheresaC e ©Ana
Notas finais
Comentem, por favor!
XOXO, AnaTheresaC
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