Breaking the Rules
15 Bomba
Bomba

Gajeel
1 mês depois
Delegacia de Magnólia
— Sarah, eu não posso aceitar isso! Sei que aquele cara esteve silencioso ultimamente, mas isso não significa nada. – falei exaltado.
Estávamos na delegacia. E eu estava indignado. Como assim eu voltaria a minha rotina normal de policial, e deixaria de cuidar da pirralha?
— Eu sei Gajeel, mas não posso fazer nada. Manter você como uma proteção particular da minha filha seria abuso de poder. A diretoria olhou todo nosso caso, para eles não há nenhum risco, ou seja, não há razão para você continuar... – ela dizia com toda a calma possível. Mas eu notava o nervosismo em sua voz.
— Ela ainda corre perigo! – falei elevando a voz.
— E acha que não sei?! – Sarah elevou a sua também — Mas não posso permitir que você continue! Gajeel, já faz quase três meses que você está nisso. Tudo começou com uma simples vigilância para impedir que Levy fugisse que era para durar no máximo algumas semanas, mas depois teve a perseguição e eu consegui te manter no trabalho. Mas depois de um mês sem nada acontecer, eu não posso mais continuar mandando você seguir com isso.
— Então eu peço demissão. – falei simplesmente.
— O que?! Não permitirei que faça isso! É um absurdo. – ela disse mais calma.
— Veja bem, eu peço demissão, então você me contrata como segurança.
— Gajeel, não é tão simples assim...
— É claro que é! Não vou deixar a pirralha desprotegida, com aquele cara ainda a solta. Ela é o alvo dele, e ele não vai parar enquanto não pega-la!
— Eu não posso pagar o salário que você recebe aqui!
— Isso não importa! — falei me levantando da cadeira e andando nervosamente pela sala.
— Não importa!? – disse Sarah irritada — Se não importa, então porque trabalha dois períodos? Porque faz questão de não ter um dia de folga na semana? Porque prefere trabalhar nas próprias férias? Os remédios da sua mãe são caros, não é? E ainda ter que pagar o aluguel de uma casa, mas uma emprega que trabalha todos os dias, por mais de 12 horas. Você precisa de dinheiro Gajeel, não pode simplesmente largar o emprego!
Ela estava certa. Eu não poderia simplesmente largar o emprego. Mas também não poderia deixar a pirralha sozinha.
— Se eu voltar ao que era antes vai ser só questão de tempo até atacarem ela novamente! – falei extremamente nervoso.
— Eu sei! – gritou Sarah. — Eu mais do que todo mundo, sei muito bem disso! – ao olhá-la, percebi que estava a beira de lagrimas. — Fico feliz com toda a sua preocupação Gajeel, significa que minha filha esteve em boas mãos. Mas você não pode mais continuar.
Respirei fundo e voltei a me sentar. Isso era um fato. Não havia maneira de mudar.
— Eu imaginei que você teria certa resistência, então já fiz sua transferência. – ela disse se sentando — Você volta pra delegacia amanhã.
Sabia que não tinha o que fazer. Eu realmente não poderia continuar... Mas logo amanhã? Não tive tempo nem de avisar a pirralha.
— Eu não vou vim amanhã. – falei decidido.
Hoje eu não veria mais a pirralha, mas amanhã eu iria ao menos falar com ela.
— Quero um dia de folga. – disse antes que Sarah pudesse protestar.
— Tudo bem... – ela falou respirando fundo. — Pode se retirar.
Sai de sua sala e fiquei na sala de espera. Hoje eu não faria patrulha com a Lucy, então teria que passar a noite esperando algum chamado.
Levy
Acordar sabendo que não tem nada pra fazer, é uma das melhores sensações do mundo.
Abri os olhos vagarosamente, me espreguiçando ainda deitada na cama. Estava um silencio total. Ao olhar no celular notei que já era uma hora da tarde.
— Que estranho, já era pro Gajeel ter chego...
Levantei-me e fui ao banheiro tomar um banho e fazer minha higiene pessoal. Estava calor, e a água gelada refrescava minha pele e a arrepiava ao mesmo tempo. Parecia um déjà-vu. Um déjà-vu de quando Gajeel me tocava. Suas mãos passando em minha pele me causavam um arrepio semelhante ao da água, só que mil vezes melhor.
Viajei naquele banho, tendo vários flashbacks de Gajeel... Ao passar o sabonete no corpo, lembrava-me de quando ele me beijava. Ele ia dos meus lábios até o meu pescoço. E parava quando chegava a minha clavícula. Odiava quando ele parava, queria que continuasse, que descesse cada vez mais...
— Ah... Eu realmente estou perdendo essa aposta...
Quanto tempo havia se passado desde que entrei no banho? Não tenho idéia, só sei que meu corpo estava quente mesmo com a água gelada.
“- Você pode estar ganhando a discussão mocinha, mas você ainda vai engolir suas palavras. E sabe por que? Porque eu vou fazer você se apaixonar por mim, e será apenas uma questão de tempo.
— Como se você fosse conseguir...”
Lembrei-me das palavras que Gajeel disse no dia que fizemos aquela aposta...
— É, parece que você tinha razão... Estou me apaixonando cada vez mais...
Um barulho na porta quase me fez dar um grito de susto.
— Pirralha! Quanto tempo pretende ficar ai?! – disse Gajeel do outro lado da porta.
— Ga-Gajeel! – disse assustada, desligando o chuveiro rapidamente. — Tomara que ele não tenha me ouvido...
— E quem mais seria? A não ser que outro homem frequente aqui.
— Não seja ridículo!
Comecei a me vestir, por sorte havia levado a roupa pro banheiro.
— Vem logo, a comida já vai esfriar.
— Você fez comida? – falei assim que abri a porta.
— Alguém tem que fazer, e esse alguém não deve ser você de jeito nenhum! – ele disse rindo e começou a se dirigir a cozinha.
Revirei os olhos perante seu comentário e o segui. Chegando a cozinha vi uma apetitosa bandeja de lasanha. Nos sentamos a mesa e Gajeel me serviu.
— Isso está magnifique!— falei saboreando a lasanha.
— Eu sei. Fui eu quem fez. – ele disse sorrindo convencido.
— Ah ta, como se tudo que você fizesse fosse magnífico. – falei desafiante.
— E não é? Diga-me algo que eu fiz e você não gostou.
— Essa é fácil! Tem... hm...
Okay, não é fácil! Tudo que Gajeel faz eu gosto...
— Ah já sei! A primeira vez que nos vimos. Eu odiei o que você fez! — Aha! Essa eu ganhei!
— Ter te levado pra delegacia? – ele disse — Quem era a errada mesmo?
— Detalhes. – Ele tinha que lembrar que a culpa foi minha?— Isso foi uma coisa que você fez e eu não gostei. Então, nem tudo que você faz é magnífico.
— Certo... – ele disse se aproximando perigosamente do meu rosto.
Com o polegar, limpou um pouco de molho que havia no canto de minha boca
— E as coisas que eu faço, e que você deve usar a boca para experimentar. Tem alguma não magnífica? Gihihi.
Ele tinha que dizer isso com aquela voz grave e sedutora né? Tinha que ser! Sentia meu rosto fervilhando já.
— Você é muito convencido, sabia. – falei me levantando e levando meu prato a pia.
— E você é uma pirralha. – ele disse se escorando na cadeira, com a cabeça apoiada nos braços.
— Há quem goste da Pirralha! – falei simplesmente e fugi pra sala.
Mas antes, pude ver o olhar indignado de Gajeel. Agora ele receberia o troco por ter me seduzido.
— Sou o único que deve gostar de você. – ele falou aparecendo logo em seguida.
Seus braços estavam cruzados e sua cara emburrada. A Sra Kim tinha razão, era divertido perturbar o Gajeel.
— Ciumento. – disse rindo e me sentando no sofá.
— Você me provoca! – ele disse se sentando ao meu lado — O que quer que eu faça?
— Então... Eu te provoco é... – falei divertida.
Meus dedos caminhavam vagarosamente pelo braço dele, e quando chegaram ao seu pescoço eu os afastei e depositei um beijo ali. Gajeel fechou os olhos e respirou fundo.
Eu sabia exatamente onde era seu lado mais sensível. Dei alguns beijos molhando, mordiscando levemente e terminei com um suave sopro. Gajeel respirou fundo novamente, e então me afastei.
— Você é terrível. – ele disse me encarando — Onde aprende essas coisas..?
— Livros e fanfics – falei sorrindo.
— Vou falar pra sua mãe ver as coisas que você anda lendo. – ele disse cruzando os braços.
Em um movimento rápido, me sentei em seu colo. Gajeel não parecia demonstrar surpresa, apenas arqueou uma sobrancelha em uma clara demonstração de curiosidade.
— Tem certeza que vai falar pra ela? – sussurrei aproximando meus lábios dos dele. Mas sem tocar.
— Você é uma diabinha. – ele disse descruzando os braços e colocando suas mãos em minha cintura.
— Você gosta dessa diabinha. – falei deitando a cabeça em seu peito.
— É, eu am... Esquece.
— O que ia dizer?
— Nada não.
— Fala! – disse o encarando.
— Não. – ele falou sério.
— Eu sei o que você ia dizer.
— O que era então?
— “Eu amo ela” — falei convencida.
Gajeel me encarou estranho, como se não soubesse do que eu estava falando.
— Ela quem? – ele disse confuso.
— Eu. – falei sorrindo.
— O que tem você? – ele disse novamente confuso.
— Você me ama!
— Quando eu disse isso?
Esse falso não entendimento dele está começando a me irritar...
— Agora! Você ia dizer.
— Dizer o que?
— Que me ama! – falei um pouco mais exaltada.
— Quem te ama?
— Você!
— Eu o que?! – desta vez ele se exaltou.
— Você me ama!
— Você me ama? — ele perguntou confuso.
— Você!
— Eu?
— É, você! — falei irritada.
— Você?
— Não eu, você! — me lembrem de bater nele depois disso.
— Você o que?!
— Você me ama!
— Você me ama? — ele disse claramente "confuso".
— Eu amo! — disse fechando os olhos para evitar xingar aquele imbecil.
— Ama quem?
— Você!
— O que tem eu?!
Okay, já chega.
— Eu amo você! – gritei, pois já estava cansada disso.
Sim, gritei. Gritei em plenos pulmões a frase que faria eu perder aquela estúpida aposta. Estúpida aposta essa que eu não estou disposta a perder. Ou pelo menos não estava...
— Gihihi – e é claro que ele ria da minha cara.
— Não valeu!
— Valeu sim!
— Você me confundiu!
— Você que é lesada!
— Gajeel, não valeu! Eu tava confusa! – disse com a voz chorosa.
— Então você mentiu? – ele me olhava com aquela cara de dó...
— Não! Eu não... Quero dizer...
— Então você não me ama? É isso?
Fazer cara de cachorro abandonado na mudança é mancada. Muita mancada.
— Não! Não é assim...
— Então é o que?
— AAAh! Para de me confundir! – gritei novamente, escondendo meu rosto em minhas mãos.
— O que pode ser confuso? – ele disse com aquele sorriso sacana no rosto.
Já falei o quanto eu odeio o Gajeel?!
— É tudo confuso! Você me deixa confusa!
— As vezes as coisas que você considera confusa, são as mais simples de todas. – ele disse sorrindo de lado.
— Tá, mas dessa vez não valeu... – falei cruzando os braços e emburrando a cara.
É, eu emburro a cara quando fico irritada!
— Está bem, eu relevo essa. – ele apertava minha bochecha — Mas só tem mais uma chance.
— Certo. Não me confunda mais!
— Não seja tão lesada. – ele disse dando-me um peteleco na testa.
Antes que eu pudesse devolver o peteleco, Gajeel começa a fazer-me cócegas.
— Hahahaha! Eu te odeio! Hahaha!
— Você me odeia? Tem certeza? – ele aumentou as cócegas.
Já havíamos caído no chão, e Gajeel estava em cima de mim!
— Para! Hahaha! Par... Hahaha... Gajee... Hahaha!
— Tudo bem, eu paro!
Ele parou as cócegas e começou a me beijar. Assim é bem melhor!
— Você não está tão chato hoje... – falei ao final do beijo.
— Você acha?
— Acho. E você acaba de confessar que é chato.
— É, eu sei que sou. – ele sorriu pra mim e voltou a se sentar no sofá.
Ficamos um tempo em silencio, apenas o barulho da televisão era presente na sala, mas eu não prestava atenção. Estava confusa... Gajeel estava muito divertido, engraçado e brincalhão hoje. Não que ele não fosse, mas isso são momentos raros. Ele é tão orgulhoso, sempre quer manter a postura séria e indiferente. É raro vê-lo assim. E hoje ele nem se quer está fazendo esforços para tentar manter “a aparência”...
— O que houve? – perguntei olhando para ele.
— Hoje é meu ultimo dia. – ele disse me encarando.
— Por que? Vai morrer amanhã? – falei rindo.
— Não. – disse dando um sorriso triste. — Esse é meu ultimo dia cuidando de você.
— Como assim? – perguntei confusa.
— A diretoria não vê motivos para eu continuar, já que no ultimo mês nada arriscado lhe aconteceu. Sua mãe não pode mais me dá ordens para continuar te vigiando. Eu já sai da escola, e hoje não era nem para eu ter vindo. – ele disse simplesmente.
— Não vai voltar mais?
— Relaxa, não vou para outro planeta. Você só não vai me ver todo dia!
— Vai ser estranho. Me acostumei com a sua presença chata e insuportável.
— E eu com a sua tagarelice! Porem, antes de eu ir embora oficialmente, quero que me prometa uma coisa. – o encarei esperando que dissesse — Você não deve sair a noite para as suas baladinhas ou para qualquer outro lugar arriscado. De preferência não fique muito tempo sozinha.
— Por que? – disse confusa.
— A diretoria vive atrás de uma mesa de escritório dando ordens para aqueles que realmente saem para o trabalho. Eles não conhecem a pessoa que te ameaçou, como eu e sua mãe conhecemos. Sabemos que ele não vai parar, e assim que souber que você está insegura, vão atacar novamente. E eu não posso fazer nada... Então promete que vai manter-se segura?
Ficamos em silencio. Gajeel me olhava esperando por uma resposta, mas outra pergunta invadia minha mente...
— Me responda uma coisa Gajeel. Quem está atrás de mim, é a mesma pessoa que matou meu pai? – ele ficou tenso, desviando o olhar de mim — Eu não sou idiota. O modo como minha mãe fica nervosa, demonstra muita mais que uma preocupação materna.
— Sim, é a mesma pessoa. – ele respondeu sem me olhar nos olhos.
Isso explica porque virei um alvo. Eles queriam afetar minha mãe, da mesma forma que afetaram quando meu pai morreu. Pai... Isso me lembrou outra questão.
— Também é a mesma que matou o seu, não é? – Gajeel encolheu os ombros. Creio que esse assunto o afeta tanto quanto afeta a mim. — Você fica tão tenso quanto ela, e sei que não é por minha causa.
— É por sua causa também. – dessa vez ele me olhou nos olhos.
Seus olhos suplicavam um pouco de juízo meu. Se eu me metesse em encrenca, Gajeel não estaria mais lá para me salvar montado em sua moto assassina.
— Tudo bem. – respondi depois de um longo minuto em silencio — Eu prometo que vou me manter quietinha em lugares seguros.
— Essa é a minha garota. – ele disse sorrindo e depositando um beijo no topo da minha cabeça.
Sério que seria só isso? O olhei irritada e ele me encarou confuso. Então passei uma de minhas pernas pelo seu corpo, me sentando em seu colo.
— Você não acha que mereço mais que um beijinho na testa? Eu prometi que ia me comportar, quero uma recompensa melhor! – antes que ele pudesse responder eu o beijei.
Comecei com algo lento, mas que rapidamente aumentou o ritmo. As mãos de Gajeel passeavam pela lateral do meu corpo, apertando minha cintura e minha coxa vez e outra. Entrelacei meus braços em seu pescoço, fazendo minhas mãos se perderem em sua juba negra. O beijo estava intenso, nos abraçávamos em busca de mais contato.
Ah... Como ele beijava bem...
Tivemos que nos separar em busca de ar. Meu peito estava ofegante, deitei a cabeça no ombro de Gajeel para recuperar o fôlego. Ele encostou a cabeça na minha, roçando o nariz em minhas madeixas.
— Acho que você é meio sadista. – ele disse por fim.
— Porque acha isso?
— Você parece gostar de me fazer sofrer. Me provoca mais do que deveria, preciso sempre me controlar. E apesar de eu achar o meu auto controle muito bom, ficar com você assim é... torturante. – ele disse dando um longo suspiro.
— Não tenho intenção de te torturar – falei rindo – Mas realmente não entendo por que você se controla...
— Por que não estou a fim de ser preso.
— Essa historia de novo? Já tenho dezessete anos, não vou te dar cadeia.
— E também não estou a fim de morrer ou ser capado por Sarah.
— Mamãe não faria mal a você, ela te adora.
— Aham. Só fica quietinha tá?
Ele me abraçou mais forte e se deitou no sofá, comigo deitada em cima dele. Ele fechou os olhos e deu um longo suspiro, parecia que estava exausto.
— Gajeel, você trabalha a noite também não é? – perguntei ainda deitada.
— Sim...
— Que horas volta pra casa?
— Depende, mas normalmente é pelas três ou quatro da manhã.
— Mas... Na escola, você sempre chegava por volta das sete horas...
— Sim, o que tem?
— Você só tinha pouco mais de duas horas de sono!
— Exatamente.
— Que exaustivo...
— Já me acostumei...
— Eu vou ficar quietinha, pode descansar.
— Muito obrigado.
Ficamos assim por um tempo, eu diria que mais ou menos umas duas horas. Jurava que ele estava dormindo, até que escutei o som da campainha tocar e Gajeel soltou um resmungo.
— Tudo bem, eu atendo. – falei me levantando e indo até a porta.
Mas ao abri-la não havia ninguém, apenas uma caixa média embrulhada em um papel marrom com o Gajeel como destinatário. Mas sem remetente.
— Gajeel é pra você. – falei me aproximando com a caixa em mãos.
— O que? – ele disse ainda deitado.
— Essa encomenda. Não tem remetente, mas é pra você.
Gajeel se sentou no sofá e pegou a caixa de minhas mãos.
— Por que enviariam uma encomenda para mim, para a sua casa? – ele disse enquanto analisava a caixa.
— Sei lá, tem seu nome.
Ele sacudiu-a e escutamos o barulho de algum objeto. Ele aproximou a caixa de sua orelha, e ia sacudi-la novamente, mas seus olhos se arregalaram e ele a jogou para longe.
— Droga! – após jogar a caixa, Gajeel me puxa para cima do sofá, e com toda sua força ele o impulsa para trás, fazendo-o virar.
— O que está...
Antes que eu pudesse terminar a frase, ouve uma explosão. Com a força, o sofá foi empurrado, e nos fomos juntos. Paramos assim que chegamos numa parede.
Havia muita fumaça no ar, me levantei para olhar atrás do sofá, estava tudo destruído. A estante, televisão, meus livros... E até uma parte da parede. Muita coisa pegava fogo, inclusive o sofá onde eu estava.
— Gajeel, o sofá esta pegando fogo! – olhei para ele mas o mesmo continuava deitado. — Gajeel? – mexi em seu corpo, sua testa sangrava, e muito — Não... Gajeel?! – havia sangue na parede também. Será que ele havia batido a cabeça? — Vamos lá! Acorde idiota! Isso não tem graça! Está tudo pegando fogo... – eu o balançava, mas ele não respondia. — Gajeel?! Não... Não... Gajeel! GAJEEL! – gritei em desespero, as lagrimas já dominavam meu rosto.
Pensei em ligar para a policia e bombeiros, mas provavelmente os vizinhos já haviam feito isso. Minha prioridade era tirar Gajeel dali antes que o fogo se espalhasse. Mas como arrastar um homem desmaiado que tem o dobro do meu tamanho, e provavelmente o triplo do meu peso?!
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