Breaking Kurosaki

6 5º Golpe - Na cova da Pantera


Notas iniciais
Hey, pessoas! xD Um ano e... Tcharam 9 meses, quase 10. Quase dois anos na verdade desde a última postagem! hehe Eu sinto muito, mas eu realmente não andava NADA inspirada para escrever essa fic, sem falar que arrumei emprego, aí tem faculdade e as séries e enfim... Na verdade, eu achei que a fic tava terminada, HEHE, não me matem! Ou nunca mais terá fic! Então eu comecei a reler a fic e percebi que além e não estar terminada, BK é mega engraçada e divertida de escrever, então cá estou eu ^^ Mas eu prometo que a terminarei. Dependendo da minha inspiração, terminarei ainda esse ano, ok? Agradecimentos, como sempre, vão para a Flávia, a presenteada com a fic e que sempre me ajuda. Amo você, guria! Agora chega de conversa fiada, vamos ao capítulo, que não está betado! Boa leitura!

Rukia ainda não podia acreditar.

Fora beijada. Beijada. É beijada por Grimmjow. E o bastardo ainda agia como se nada tivesse acontecido. Como se grudar seus lábios contra os dela numa lanchonete movimentada não significasse nada.

Como se ninguém tivesse visto!

Agora, o Espada caminhava à sua frente na direção do Hueco Mundo. Dentro da Garganta, os dois utilizavam suas reiatsus para criar um caminho sobre o qual pudessem andar até a destruída Las Noches.

A princípio, ele sugerira carregá-la no colo. Seria mais rápido. Mas nem lascando que Rukia aceitaria isso. E não era como se fosse péssima ao controlar a sua energia espiritual como Ichigo ou Renji, se fosse não seria tão boa com kidous. E se já não suportava a ideia de ver sua cara e seu sorriso arrogante — graças aos céus, ele estava de costas para ela — como conseguiria ser carregada nos braços dele?

Impossível!

Piada de mau gosto. Muito mau gosto, aliás.

— Ei, shinigami! — o Espada gritou, virando-se para encará-la por sobre o ombro. — Estamos chegando, vê se toma cuidado e não sai matando qualquer hollow que vir pela frente.

— Hmpft — O som que deixou seus lábios era de zombaria, o que fez com que ela se xingasse internamente. Não era assim. A convivência com Grimmjow estava tornando-a uma pessoa horrível. — Achei que não se importasse com eles.

— Achei que você não quisesse chamar atenção. — A resposta veio rápida, cortante, acompanhada daquele sorriso que ela estava aprendendo a detestar.

Rukia bufou. Ele estava certo, no fim das contas. Chamar atenção era a última coisa que desejava. Estava no Hueco Mundo para descobrir a causa dos Hollows aparecerem tão desesperados no Mundo Real. Estava lá pelo bem de sua missão e para se tornar uma tenente. Não para lutar. Ainda que seus instintos sempre a forçassem a empunhar sua Zanpakutou quando via um hollow.

— E se formos reconhecidos?

— Relaxa, shinigami, você está comigo! — disse, apontando o dedo polegar para si. Sua postura exalava autoconfiança e Rukia se perguntou, revirando os olhos, se alguma vez ele já tinha se sentido inferior a algo ou alguém.

Provavelmente nunca.

Continuou a segui-lo. No fim da Garganta, avistaram o mar de areia que era o Hueco Mundo e, mais ao fundo, não tão distante quanto ela esperava, ou quanto à primeira vez que tinha invadido o mundo dos hollows, o castelo arruinado conhecido como Las Noches.

Ainda se questionava porque Grimmjow decidira levá-la até sua morada quando se negara veementemente até mesmo a tocar no assunto durante dois dias consecutivos.

Tão logo deixara a Loja de Doces do Urahara naquela manhã, Grimmjow aparecera, não usando sua gigai dessa vez, mas de volta ao seu corpo normal. Peitoral desnudo, hakamas brancas, a cicatriz diagonal à mostra. Mãos nos bolsos, ele a cumprimentara com um típico “Yo, Shinigami” — ela não conseguia entender porque ele se recusava a chamá-la pelo nome, exceto em momentos nada apropriados — e perguntara se ela estava a fim de dar uma volta no Hueco Mundo.

Mais do que prontamente, ela aceitara o convite e o seguira, livrando-se de seu gigai — Chappy estava imensamente feliz por poder aparecer por um dia inteiro, quem sabe mais — e adentrando a Garganta.

O que encontraria no Hueco Mundo, ah só Kami saberia.

#

Grimmjow voltou a enfiar as mãos nos bolsos enquanto adentrava os destroços que agora compunham Las Noches. Rukia agora não se encontrava mais atrás de si, mas ao seu lado e seus grandes olhos violetas encaravam a tudo, arregalados.

Com um som zombeteiro a deixar seus lábios, o Arrancar a observou de canto. Sua expressão de surpresa seria engraçada se não fosse trágica. Ela e seus companheiros haviam causado tamanha destruição, por que a surpresa agora?

Não poderia estar, por acaso, arrependida, certo? Ou se achando uma monstrenga, que o acusara de ser na tarde anterior.

Era uma ridícula.

Uma vadia ridícula.

Um sorriso tomou conta de seus lábios quando se lembrou do selinho que roubara. A falta de expressão em seu belo rosto indicava que ela não estava entendendo nada. Que fora surpreendida, e se havia algo que Grimmjow adorava, era surpreender.

Sendo o exímio caçador que era, o elemento surpresa era uma de suas maiores habilidades. Nem poderia ser diferente. Nunca teria chegado aonde chegara se não fosse por sua capacidade de pegar seus oponentes com a guarda baixa, surpreendendo-os para o melhor ou para o pior.

Se quisesse continuar com seu plano indo de vento em popa, deveria surpreendê-la mais vezes. Não. Deveria fazer com que ela acolhesse as surpresas, que as esperasse com o mesmo ardor com que se dispunha a enfrentá-lo.

E eis a razão pela qual a trouxera até Las Noches.

Ao menos a razão que estava disposto a admitir, ainda que incompleta.

Não gostava da shinigami enxerida tentando dizer o que ele deveria ou não deveria sentir. Era O Rei. Quem deveria ouvir ordens era ela, não ele. Detestava com tamanho furor saber que ela estava, no fim das contas, certa: Grimmjow se arrependera, uma vez, por ter matado seus companheiros — ainda que a sugestão tivesse partido deles.

Na época, tratava-se apenas de uma questão de sobrevivência, de conseguir mais força para se tornar ainda mais o Rei que almejava ser. Mas Grimmjow já havia se tornado um Adjuchas e embora muitos não acreditassem que hollows pudessem ter sentimentos, a verdade é que tão logo deixassem de ser um Menos Grande e evoluíssem para a categoria de Adjuchas, uma consciência se tornava dominante e assim surgiam os sentimentos.

Saber que a vadia burra lhe instigava tais lembranças e o fazia se sentir culpado era mais do que poderia lidar. Levá-la até o Hueco Mundo e ajudá-la em sua missão era apenas mais uma forma de acelerar sua vingança e se livrar dela o quanto antes.

Não a mantinha ao seu lado para que despertasse sua consciência, mas sim para traçá-la. Comê-la. Transar com ela.

E se havia algo que Grimmjow sabia que necessitava agora era de uma bela foda. Ah, que vontade sentia de pegar Rukia pelos cabelos e fodê-la até que ela esquecesse seu próprio nome, envolta num prazer que só ele poderia lhe oferecer.

O Espada sabia, no entanto, que ainda era cedo. Se seu beijo já a deixara atônita, imagina o sexo?

Não fazia tanto tempo assim desde que fodera alguém, mas a presença intoxicante da shinigami e a ideia de que apenas com ela poderia concretizar sua vingança, tornavam-na ainda mais irresistível.

Com um sorriso arrogante nos lábios, virou-se para encará-la, caminhando de costas. Suas passadas ainda eram mais compridas que as dela que sofria para acompanhá-lo.

Parou de repente, fazendo com que ela, distraída, se chocasse contra seu peito. Não deixou que ela cambaleasse, muito menos caísse. Segurou-a pelo pulso, fazendo com que seu corpo colasse ao dela.

Uma de suas mãos voou para a cintura fina, delicada — estava certo que suas duas mãos seriam o suficiente para envolvê-la — puxando-a para mais perto. Insuportavelmente perto. Ela arfou, seus pequenos seios pressionados contra o peitoral desnudo dele e Grimmjow teve que fechar os olhos, controlando a vontade insana que se apossava de si.

Merda!

Não a desejava porque ela era atraente. Sabia disso. Havia transado com mulheres infinitamente mais sedutoras, curvilíneas, belas. Desejava-a pelo que ela representava. Era o inimigo. Era a forma de concretizar sua vingança. Desafiava-o.

A linha entre as três razões era tênue e se misturavam conforme seu humor. No momento, desejava-a porque ela o desafiava, porque ela ficaria brava diante de tal toque, porque ela o xingaria.

— Arrancar! — Sua voz profunda fez com que ele abrisse seus olhos cerúleos e a encarasse. — Me solte! Agora!

— Como quiser, anãzinha! — respondeu, afastando-se, ainda que continuasse a invadir seu espaço pessoal. — Mas cuidado: eu não vou estar sempre por perto para te socorrer.

— Socorrer? Eu não preciso do seu socorro seu idiota!— Bufou, visivelmente irritada. Levou uma das mãos, a que estava solta, fechada em punho até o rosto de Grimmjow, pronto para acertá-lo, mas foi impedida, um dedo deslizando levemente pelo pulso, sentindo-o ficar mais rápido diante de seu toque. Estava fascinado com a suavidade e maciez de sua pele.

Estava ficando enlouquecido com a vontade de tomá-la naquele momento. Sem que percebesse, trouxe o pulso dela ao alcance de seus lábios, tocando-os com extrema lentidão.

Os olhos de Rukia se arregalaram diante do gesto. Seu corpo estremeceu com o toque aveludado de seus lábios. Sentiu o coração galopar em seu peito e suas pernas, subitamente, ficarem bambas.

Não.

Sacudiu a cabeça.

Não podia se render àquelas sensações mundanas.

Com um movimento rápido, afastou-se, colocando a distância de ao menos um braço entre eles. Seus olhos brilhavam com uma fúria incontida. Queria avançar sobre ele e socá-lo até que aquele sorriso arrogante desaparecesse para sempre de sua face. Até que nunca mais retornasse. Tivesse a audácia de retornar.

— Como ousa? — gritou, segurando o pulso direito com a mão esquerda. Devido ao aperto forte de Grimmjow, a pele leitosa estava levemente marcada. — Nunca mais chegue perto de mim!

Olhos novamente fechados, o Espada não assentiu, tampouco discordou. Moveu o nariz, como se estivesse farejando algo e, de fato, estava.

Distinguia dois aromas, um levemente agridoce que deixara seus sentidos num estado de deleite supremo há menos de um minuto e o outro... o outro o deixara alerta em questão de segundos.

Agarrando-a pelo pulso que ela ainda segurava, adentrou um corredor numa velocidade alarmante com a ajuda de seu Sonido.

O que diabos... Ficou preso na garganta da shinigami que não teve tempo de processar o que acontecia antes que tudo se tornasse um borrão em suas vistas.

#

Haviam alcançado a ala oeste do castelo destruído quando Grimmjow finalmente resolveu parar. Rukia inalou profundamente e se afastou dele pelo que parecia a milésima vez naquele dia.

Não tentou bater nele. Sabia que ele a impediria. Tomara gosto por impedir que ela o acertasse, o que só tornava a necessidade mais premente.

Mas queria.

Ah, se queria.

Daria o mundo para meter a mão naquela cara que só fazia irritá-la.

— O que diabos foi isso? — demandou, mãos nos quadris.

Então olhou ao redor. Estavam num quarto, luxuoso por sinal, com uma cama enorme de dossel no centro e uma parede revestida de espelhos. Os demais móveis e detalhes eram minimalistas, todos nas cores branca ou preta, como o restante de Las Noches.

— Onde diabos estamos? De quem é esse quarto?

Não precisava da resposta. De verdade. Se estivesse certa, o quarto só poderia pertencer ao ex-capitão da Quinta Divisão, Aizen Sousuke. Acreditava que estava. Mas Grimmjow não negou, tampouco confirmou suas suspeitas. Ao contrário: ficou quieto, fitando-a com uma expressão raivosa na face. Quando falou, foi para fazer uma pergunta que fez seu coração parar de bater por um segundo:

— Por que caralhos não me contou que entraria no seu período fértil?

Arregalou os olhos diante da pergunta. Ele andava em sua direção, seus passos comedidos, tronco inclinado, olhos tão penetrantes que era difícil desviar a atenção.

Caminhou para trás, até que suas costas encontraram uma parede. Olhou para o lado, incapaz de fitá-lo.

— Shinigami! — Seu tom era de repreensão. O dedo indicador se moveu para seu queixo, forçando-a a encará-lo. — Responda!

— Como você sabe?

Ele gargalhou baixo. Não sabia se porque estava surpreendido com a ingenuidade dela ou se porque sentia raiva. Raiva de sua ingenuidade.

Burrice.

Burra. Burra. Burra.

Vadia burra.

— Eu posso sentir no seu cheiro. Está impregnado em você.

E está me deixando louco.

Ainda que ela não desejasse, seu corpo clamava pelo mais profundo e completo acasalamento. E não havia uma fibra em Grimmjow que desejasse recuar. O cheiro era tão intoxicante que tudo que ele desejava era jogá-la sobre a cama de Aizen e fodê-la até que um dos dois desmaiasse de cansaço.

E agora tudo fazia sentido. O motivo pelo qual estava tão necessitado naquele dia. Porque a beijara na tarde anterior e porque se arrependia de não tê-la beijado profundamente. A diferença é que no Mundo Real com ambos presos em gigais, onde seus poderes eram limitados e os cheiros eram abundantes, não pudera perceber o aroma agridoce que desprendia de sua pele.

Agora, em seu habitat natural, com seus poderes funcionando até o talo — e seus sentidos também — não podia não deixar de notar. Não podia ignorar!

— Oh... — A compreensão de suas palavras a atingiu com força. Se ele podia sentir, os outros hollows também, certo?

Droga! Droga! Droga!

Sendo o hollow que era, agia por instinto e instintos falavam mais alto às vezes... Os olhos se arregalaram ainda mais e o medo tomou conta de si. Grimmjow conseguiu cheirar tal sentimento nela também e respondeu com prontamente:

— Não seja estúpida! — Afastou-se com brusquidão e caminhou até o armário no quarto de Aizen. Lá dentro, procurou por ervas que pudessem disfarçar seu cheiro. A maioria delas estava estragada, podre, mas uma ou outra ainda prestava.

Porcamente, mas prestava.

Aizen-sama, com a maioria dos Espadas gostavam de chamá-lo — como o lambe-bolas do Ulquiorra gostava de chamá-lo — mantinha ervas justamente para isso. Uma vez que transformação fazia com que as Espadas fêmeas fossem capazes de procriar como os shinigamis, ainda que as taxas fossem baixíssimas, e seus Espadas fossem, nada mais, nada menos, que evoluções de hollows e, portanto, guiados por instintos, Aizen acreditava que era melhor se prevenir. Não podia ter Las Noches destruída por causa da luxúria de seus subordinados.

Grimmjow não gostava do homem, nem lhe era leal. Sequer o admirava, seguia-o porquê era cômodo. Só havia, de fato, uma pessoa a quem era leal: ele mesmo. No entanto, não podia deixar de apreciar sua esperteza. O homem tinha tudo, tudo, tudo, planejado nos mínimos detalhes.

— Toma. — Jogou um pote de vidro para ela que o pegou com facilidade com uma expressão de oi? — É pra você colocar isso no banho.

— Banho? Eu tomei banho hoje de manhã! Há pouco tempo!

— Continua fedendo! — Grimmjow rebateu, seus caninos tocando seu lábio inferior num sorriso. Havia muitos pontos com os quais ofender uma mulher, chamá-la de fedida era uma delas.

Mesmo que o aroma que Rukia exalasse não fosse em nada desagradável.

— E com que água? Existe mesmo água aqui?

A pergunta não era, totalmente, despida de crédito. Estavam num deserto. Nem ele sabia como era possível haver água no Hueco Mundo e água abundante. Aizen praticara algum tipo de bruxaria para levar água até aquele lugar.

Entretanto, não tinha tempo para discutir com ela. Se quisesse mantê-la a salvo — e mesmo que ela não significasse nada, ainda era primordial para sua vingança — e afastar os demais hollows, precisava que aquele cheiro fosse removido dela o quanto antes. Ou, na impossibilidade da total remoção, ao menos disfarçado.

— Você vai sozinha ou tá esperando que eu vá com você?

— Não! — A resposta veio num gritinho desesperado e mais menininha que ele esperara.

Com um shunpo, ainda que tal recurso fosse desnecessário e estúpido de sua parte — ele poderia alcançá-la quando quisesse, seu sonido muito superior ao shunpo dela —, Rukia desapareceu.

Grimmjow sorriu.

Boa garota.

#

Rukia se esfregou com a esponja mais do que deveria. Sua pele estava vermelha e ardendo e, ainda assim, não conseguia remover aquele cheiro horroroso de seu corpo.

Ainda que soubesse que o Espada lhe dera aquela erva com a intenção e protegê-la de ataques que poderiam colocar sua segurança em perigo, não podia não odiar seu ato. Não havia uma erva menos desagradável que aquela? Stapelia Gigantea era o nome que se lia no pote. Cheirava a carne podre!

— Eu tô fedida! — reclamou, batendo a mão na água.

— Você tá ótima! — Grimmjow gritou de dentro do quarto, sentado na numa poltrona dura.

Qual era a daquele Aizen, por que diabos tinha móveis tão desconfortáveis assim em seu quarto? Pernas estiradas, o Espada procurava por uma posição mais confortável no móvel, mas parecia difícil. Um braço apoiando seu maxilar, a outra tamborilando sobre o braço da poltrona, ele esperava Rukia emergir do banheiro e se livrar daquela água mais do que fedida.

— Não se atreva a me espionar, Arrancar!

— Eu tenho nome, Shinigami!

— Que seja! Se você se aproximar, eu te mato!

De onde estava, Grimmjow gargalhou. Estava se divertindo.

Sim. Havia escolhido a erva mais fedorenta que encontrara para ela. Sabia que era maldoso de sua parte, mas não se importava muito. Precisava garantir sua segurança. Precisava garantir sua sanidade também. Com o cheiro mais do que desagradável que ela exalava agora, não conseguiria ter segundas e terceiras intenções em relação a ela. O odor lhe embrulhava o estômago. Entretanto, o cheiro horroroso lhe servira para mais de um propósito: a vontade de beijá-la e fazê-la sua desaparecera por completo e o tempo que gastariam em Las Noches lhe daria a oportunidade necessária de se aproximar dela com mais tempo. Devagar e constante. Da forma como ele precisava para fazer sua vingança mais significativa.

Dentro da banheira enorme, Rukia abraçava os joelhos e olhava para frente. Estava impressionada com a habilidade de Grimmjow de sentir tal cheiro. Havia lido, durante sua estadia no Mundo Real, que machos de qualquer espécie eram capazes de sentir quando uma fêmea estava no seu período fértil — recusava-se a usar o termo cio — mesmo que sequer percebessem. Nem ela sabia que seu corpo estava passando por esse momento. Aprendera a fazer tabelinha, mas não a utilizava. Não era como se se envolvesse com diversos homens ou diversas vezes com um mesmo homem. Há anos não sabia o que era o toque de um homem ou render-se à paixão.

Não era virgem. Perdera a virgindade há muitos anos. Antes de entrar para a família Kuchiki. Desde então, nunca mais se envolvera com ninguém. Era até estranho pensar na possibilidade de se envolver novamente. Sua vida consistia em tentar agradar a seu irmão e trabalhar na Décima Terceira Divisão, alcançar o posto de Tenente. Ser alguém. Fazer Kuchiki Byakuya orgulhoso. Invariavelmente, suas razões sempre se voltavam para aquele que a adotara no seio da família Kuchiki.

Desde então... Desde a última vez que se envolvera com um homem, nunca mais se preocupara com contracepção — mesmo que a possibilidade de ficar grávida fosse baixíssima, quase nula — então estava surpresa que alguém como ele viesse lembrá-la que ainda tinha período fértil.

A reação do Arrancar, que a tinha tremendo até agora, fora apenas instinto, certo? Não poderia estar atraído por ela, porque ela é que não estava atraída por ele!

— Vai demorar muito aí?

— Vou ficar aqui pra sempre! Até esse cheiro horrível sair de mim!

Conversavam entre gritos. A sua resposta teve Grimmjow gargalhando alto, o que só inflou sua raiva.

Ah, como detestava!

— Quando você vai me contar o que quer aqui?

— Nunca!

— Você é adorável quando está brava! — A voz estava mais perto dessa vez, e Rukia percebeu, com o coração quase a lhe saltar pela boca, que ele se sentava na borda da banheira.

— Afaste-se!

— Quer repensar na sua resposta? — perguntou, sua voz muito mais baixa agora, um dedo gelado correndo levemente pelo pescoço de porcelana que estava terrivelmente quente por causa do banho.

Rukia engoliu em seco.

Estava na cova do Leão. Não... Na cova da Pantera. Bem na cova do inimigo e agora não havia nada que pudesse fazer para retornar. Não podia. Sua posição como tenente dependia de sua estadia no Hueco Mundo e do que quer que descobrisse. E, em sua atual circunstância, sequer sabia se queria.

Notas finais
Well... E esse foi o cap de hoje! Não sei quando vou postar de novo, semana que vem tenho duas provas. Desejem-me sorte! E eu preciso estudar ao menos um pouco para passar nelas, né? Quanto à plantinha fedida, ela realmente existe. De lá da África, gente ^^ Eu ia pegar uma da Indonésia, mas percebi que a que escolhi era menos fedida, segundo relatos, nunca cheguei perto de uma. E ah, vocês viram os banners? Resolvi deixar o negócio viadinho ♥ Espero que tenham gostado! Essa fic teria apenas 7 capítulos, mas eu ODEIO apressar as coisas, então agora ela terá 14. Eu estou sinceramente pensando se coloco hentai ou não, porque estou me divertindo TANTO com esses dois assim só na provocação que nem sei se vale a pena escrever hentai. Que vocês acham? Bem é isso... Até o próximo cap. Prometo postar antes do ano que vem! E, se tiver alguém aí que lê a fic ainda... aceito comentários ♥ Beijos, Velvetsins
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.