Breaking Habits
1 Some people have it and other people dont
Rolou o cigarro pelos dedos pela décima vez. Concentrava-se no monitor do notebook. E sentia-se terrivelmente exposto. Estarei contigo onde quer que você esteja; pelos olhos de uma mosca na parede. Era típico.
Porque estava se livrando de uma porra de hábitos ruins. Mesmo que ela fosse um deles. No entanto, tudo que eles tinham ainda ardia. Vivo e impassível, crepitando. E embora estivesse vestido, sentia como se sua pele estivesse à mostra, congelada e exposta para todos. Sim, com toda a certeza ele estava frio.
Por um momento, o cigarro que ardia sozinho entre seus dedos parecia totalmente repulsivo. Naquele exato momento, a fumaça que espiralava era absurdamente nojenta. Talvez se tivesse um espelho, seu reflexo seria tão repulsivo quanto seu cigarro.
Ou talvez não fosse tão brilhante quanto ela desejava. Ainda que o arrependimento ardesse de uma forma insuportável dentro de suas veias, lá estava ele. Quebrando os maus hábitos novamente.
Mas ele sabia que toda a superioridade era uma farsa. Se ela soubesse qual era o principal hábito ruim, talvez não estivesse despejando seu blábláblá cotidiano, com seus amigos.
Não.
Era uma estrada bifurcada. Dois lados completamente diferentes.
Com certeza, estava cruzando barreiras que nunca ninguém cruzaria. Ela apenas pensava que sabia, quando na verdade sabia que não sabia.
Porque simplesmente algumas pessoas têm. Outras não. Umas sabem, outras não.
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