P.O.V. Jane.

Eu levei um tempo para encontrá-lo, uns meses. Mas, encontrei.

E foi um encontro bastante constrangedor.

Flashback On.

Finalmente. Ele está num hotel em Roma.

Fui até a suíte vinte e sete e abri a porta, dando de cara com o meu irmão na cama, com a Cullen.

—Credo!

—Não sabe bater não?

—Eu vim te levar pra casa irmão.

—Chama aquilo de casa?

—Isso nunca vai acabar não é? Nunca vão parar de vir atrás de mim. Bom, então acho que eu vou ter que dar um basta. Vou mostrar para aqueles três patetas quem é o maior peixe desse laguinho!

Ela se levantou e se vestiu.

—Vai se vestir Alec. Vou calar as bocas deles de uma vez por todas!

—O que vai fazer?

—Eu vou mostrar quem é o maior peixe desse laguinho.

Levei os dois de volta para o Castelo de São Marcus.

—Oh! Veja quem decidiu aparecer.

—Traga o corpo do Dimitre.

—O que?

—Traga o corpo do rastreador! Agora!

Eu senti uma dor infernal na minha cabeça.

—Vai.

A dor passou e eu fui forçada a trazer o corpo de Dimitre. Quando cheguei com o cadáver, a sala estava cheia de velas.

—Bom, agora vocês vão saber quem tem o Poder!

As velas se acenderam. Athenodora e Sulplícia estavam na sala, junto com metade da guarda.

—Isso não me impressiona mais.

Ela não disse nada.

O cadáver do meu amigo estava no chão. Ela se ajoelhou, passou a mão sob o cadáver de Dimitre e de repente... as veias sumiram e ele respirou.

—Valha me Deus!

A híbrida olhou para Aro e deu um sorriso sacana.

—Mestre. Eu... eu estou aqui? Estou vivo?!

—Venha atrás de mim ou da minha família outra vez e eu vou queimar você vivo. De dentro pra fora. E Demitre?

—O que?

—Podem haver efeitos colaterais. Você provavelmente vai passar a eternidade vendo fantasmas. Literalmente. Um bom dia pra vocês.

P.O.V. Aro.

Trazer um morto de volta a vida?!

Ela simplesmente tocou no rosto dele e ele reviveu!

—Jane, onde está indo?

—Tá brincando?! Criadora de híbridos assassinos e ressuscitadora de mortos? Eu to mudando de lado!

—Me espere, vou com você!

Disse Demitre.

—E eu!

—Meus queridos...

—Ela é mais poderosa do que você! Eu tive o veneno de uma daquelas coisas no meu corpo! É uma dor horrível, a minha mente ficou perturbada! O calor infernal.

Eles foram embora. Me abandonaram.

P.O.V. Alec.

Eu nunca tinha visto ela irritada, mas quando ela ficou... trouxe um defunto de volta. E calou a boca dos Mestres.

Os últimos meses foram os melhores da minha vida. Eu ri, eu sorri. Me senti feliz como á muito não me sentia.

De repente, batem á porta.

—Mas, esses desgraçados não desistem!

Ela abriu.

—O que é?

—Nós viemos jurar lealdade á você.

—O que?! Vocês beberam sangue contaminado? Eu não quero lealdade, só quero que os seus Mestres idiotas me deixem em paz!

—Ainda assim. Viemos jurar lealdade á você.

—Se vocês querem fazer isso. A escolha é de vocês.

—Nós lhe serviremos.

—Não. Eu não quero que vocês me sirvam. Eu quero que vocês sejam livres. É tudo o que eu sempre quis. Acabar com a tirania dos Mestres e não... virar uma versão feminina do Aro.

Renesmee olhou para eles.

—Olhem, eu sei que estão com medo. E tudo bem. Tudo bem ter medo, mas não quero machucar vocês, eu nunca quis.

—Mas, você me matou.

—Você me atacou! Não esperava que eu revidasse?

Demitre ficou sem fala.

—Só quero que vocês e os seus Mestres nos deixem em paz. Se vocês quiserem voltar e seguirem eles, tudo bem. É a sua vida, mas só tenham certeza de que é isso o que realmente querem. Agora que estão aqui, aproveitem. Saiam, passeiem pela cidade. Vejam as pessoas, conheçam pessoas, conversem, interajam. Há tanto pra se ver, tantas coisas bonitas, coisas novas, coisas antigas, música, arte, dança.

—Porque você está fazendo isso?

—Porque eu me importo. Olha, vamos fazer um trato. Vocês vão passear pela cidade uma noite. Passear, olhar, conhecer, conversar com as pessoas e se depois desta noite vocês quiserem voltar para o Castelo de São Marcus e serem Volturis... estão livres pra ir. Se quiserem ficar, estão livres para ficar e se quiserem partir, estão livres para partir. De acordo?

—De acordo.

—De acordo.

—Por mim tudo bem.

—Mas, se vão sair... vão precisar de roupas.

—Nós temos roupas, que não o uniforme.

—Ótimo.

P.O.V. Jane.

Depois de nos vestirmos, ela fez um encantamento para alterar a cor de nossos olhos sem precisarmos de lentes de contato.

—Aproveitem a liberdade. E divirtam-se.

—E se matarmos alguém?

Perguntou Demitre.

—A escolha é sua Demitre. Se quiser matar alguém, eu não tenho nada com isso. Você já é crescidinho. Liberdade. A liberdade também implica em ter que assumir a responsabilidade pelas consequências dos seus atos. Se quiser matar, mate.

Nós saímos e então quando estávamos longe o suficiente eu perguntei em voz alta:

—Como é que ela faz isso?

—Isso o que?

—Ela abre a boca e fala. Depois que ela fala, ficamos sem resposta. Só mais perguntas e mais pensamentos, entretanto é melhor do que ouvir os comandos dos Mestres.

—A garota é mais sábia do que os Mestres. Uma garota de sete anos é mais sábia do que três vampiros anciões.

—O mais chocante, é que ela não queria que nos uníssemos a ela.

—Eu sei Jane.