P.O.V. Carslile.

Eu se quer posso imaginar como o mundo será daqui á duzentos e vinte e um anos.

—Vai ser lindo. E muito melhor do que isso.

Depois de tomarem banho e se aprontarem para o baile nós partimos para o local onde o baile seria realizado.

As gêmeas estavam animadas não pelo baile, mas por terem a oportunidade de conhecerem uma época que não era a sua.

Quando chegamos a festa estava a todo vapor.

—Olha! Estão dançando quadrilha!

—Esse povo só consegue pensar em dinheiro e casamento.

—Ah, deixe de ser chata. Espera, elas acabaram de chamar os dois de Bingley e Darcy?

—É. Foi o que eu ouvi.

P.O.V. Charles Bingley.

Eu finalmente cheguei ao baile, elegantemente atrasado.

—Darcy! Bem vindo, caro amigo. Como vai?

—Vou bem. Como vai você?

—Bem. Bem. Então, isto é Merryton?

Então, eu coloquei os meus olhos nela. O seu belo vestido rosa, os cabelos vermelhos, os olhos azuis, o lindo sorriso.

—Ela é a criatura mais bela que eu já contemplei.

—Ah, ela sorri demais.

—Ela é um anjo.

Me aproximei dela e apresentei-me.

—Charles Bingley, encantado em conhecê-la.

—É um prazer conhecê-lo também. Eu sou a Anastácia Cullen Volturi, mas pode me chamar de Ana.

Ela estava claramente nervosa, como se não soubesse o que fazer.

—Senhorita Volturi, posso ter a ousadia de roubar-lhe pelas próximas, duas danças?

—Eu não sei dançar isso ai não.

—Ah, vai Anastácia, a gente dançava quadrilha na escola. Tirando a parte da cobra e da ponte. É praticamente a mesma coisa.

Disse uma senhorita que era a cópia perfeita daquela que estava acanhada a minha frente.

—Eu acho que... tudo bem. Se eu fizer alguma coisa errada, me desculpe.

Ela me estendeu a mão.

—A outra mão, querida.

Disse um homem louro muito belo.

Observando a senhorita Volturi mais de perto eu notei que ela tinha um nariz arrebitado e empinado e que era extremamente pálida quase cataléptica assim como aquela que imaginei ser sua gêmea e o homem.

—O senhor é o vosso esposo?

—Não. Ele é nosso bisavô.

—Bisavô? É um milagre ter vivido tanto tempo.

Ela riu. Era como se risse de algo que eu não sabia. Nós dançamos e ela dançou muito bem.

—Para quem não sabe dançar quadrilha, a senhorita dança muito bem.

—Arienne estava certa. Tirando a parte da ponte, da cobra e o casamento falso é mais ou menos a mesma coisa.

—Ponte e cobra? Isso não faz o menor sentido para mim.

—Imagino que não.

Então, a música acabou.

—Por favor, não se esqueça da nossa próxima dança, senhorita Volturi.

—Não vou.

Eu estava tão feliz. Ela era especial, eu posso sentir.

—Darcy! Odeio vê-lo parado ai, deve dançar!

—Não gosto de dançar quando não estou familiarizado com a minha parceira. Além do mais, está dançando com a única garota bonita presente.

—Bom, a irmã dela também é muito bela.

—Bem, ela é tolerável, mas...

—Tolerável?! Mas, não bela o suficiente para tentar-me ou a qualquer homem neste recinto aparentemente.

De repente começou a ventar. Garrafas começaram a estourar.

—O que está havendo?!

Vi a senhorita Volturi ir até a irmã.

—Ari! Ari! Arienne!

A senhorita Volturi caiu no chão. O vento era forte.

—Arienne respire! Não segure a respiração. Respire. Arienne, respire.

Quando ela finalmente começou a respirar e a ventania começou a parar. A irmã mais doce, pegou a mão da outra.

—Eu estou aqui. Estou aqui com você.

As duas estavam deitadas no chão tamanha foi a força do vendaval.

—O que houve? Meu Deus, ela está inconsciente.

—Ela vai ficar bem vovô. Só temos que tirar ela daqui. Eu explico depois.

O Doutor Cullen carregou a bisneta inconsciente para fora.

—Ahm, vamos deixar a próxima dança pra depois, a minha irmã tá passando meio mal. Tenho que ir. Tchau. Quer dizer, Adeus.

—Até breve.

—Até.

Ela saiu correndo.

P.O.V. Carslile.

Durante a viajem eu perguntei:

—Se importa em explicar o que houve?

—Vento de bruxa. Ela ouviu o senhor Darcy chamando-a de tolerável, ficou irritada e... vento de bruxa.

—Aquilo foi obra dela?

—Foi.

—Pode fazer aquilo também?

—Posso. Arienne é mais explosiva que eu, ela tem muito fogo no mapa. Signo de fogo e de ar.

—Eu sou mais de água.

—Signo?

—Signo zodiacal. Arienne é geminiana com ascendente em Áries e lua em escorpião. Gêmeos é ar, Áries é fogo e escorpião é água.

—E você?

—Eu sou de Virgem, com ascendente em gêmeos e lua em escorpião.

—Como você sabe disso tudo?

—Nós somos amigas de várias pessoas diferentes, várias seres sobrenaturais diferentes, com habilidades bastante específicas. Embora nem todos os astrólogos sejam bruxos a maioria é. A Emily, filha da tia Bonnie fez os nossos mapas.

—Bruxas?

—É. Que nem a gente. Nossa mãe é parte bruxa, a nossa vó é um aborto, mas ela é nascida numa das linhagens mais antigas e mais poderosas de bruxos do mundo. Uma família mega importante, tipo realeza bruxa.

—É realmente inacreditável saber que bruxas existem. Bruxas verdadeiras. Impressionante.

Ela baixou o vestido mostrando seu ombro direito.

—Tá vendo a marca? É um udjat. Todas as realezas de todas as espécies tem algum tipo de marca. A nossa marca é o udjat, a marca da realeza lobisomem é a marca da lua crescente, porque eles são os primeiros lobisomens a tribo crescente.

—Lobisomens?

—Daqueles que se transformam na lua cheia. Os lobos que carregam a marca são os Laboneire.

—E você?

—Petrova. A nossa mãe e nossa vó também tem o udjat no mesmo lugar. Você não pode contar nada disso pra ninguém. Porque a Hollow e os seus seguidores estão caçando Laboneires porque eles são a fraqueza dela.

—Hollow?

—Uma bruxa super malvada e super poderosa. Ela tá morta agora, mas a morte só tornou seu espírito mais poderoso. E só a linhagem dela pode destruí-la de vez. Ela só tem uma fraqueza. Os Laboneires. Seus descendentes. E nós, a nossa família só temos o Poder de fazer certos feitiços.

—Então, você é Laboneire?

—Não. Os Laboneire são os lobisomens. Minha irmã e eu somos Petrova. São quatro famílias importantes no mundo bruxo. Petrova, Salvatore, Mikaelson e Bennett. As três mais antigas são Petrova, Salvatore e Bennett.