Notas iniciais
SE Estão esperando que o Jacob se dê bem nessa, lamento. RENESLEC pra sempre.

P.O.V. Renesmee.

Meu nome é Renesmee Carlie Cullen e eu tenho sete anos, mas eu não pareço ter sete anos, eu pareço ter dezessete.

Isso porque o meu pai é um vampiro, então eu cresci muito rápido. Minha mãe é um aborto.

Espera, eu explico. Ás vezes uma criança com dois pais que são bruxos nasce sem magia, portanto a magia que era pra ter passado pra minha mãe pulou ela e passou pra mim.

Me lembro quando descobri sobre a minha ascendência bruxa.

Flashback On.

Minha mãe me trouxe para conhecer a amiga bruxa dela. Bonnie.

Nós viemos pra uma cidade pequena na Virgínia. Mystic Falls.

Minha mãe bateu na porta e a moça atendeu. Ela era muito linda, negra cabelos escuros e olhos verdes.

—Bella?

—Oi Bonnie. Preciso de ajuda.

—Você virou vampira!

—Sim. Virei.

Ela olhou pra mim.

—E quem é você?

—Eu sou a Renesmee Cullen.

—Ela é motivo de eu estar aqui. Bonnie, ela é minha filha. Biológica.

—E quem é o pai?

—Eu sou.

—Meu Deus! Uma herege.

—Você vai me ajudar? Por favor, Bonnie eu preciso de alguém pra ensiná-la a compreender e controlar o seu poder.

—Tudo bem. Entrem.

—Não precisamos de convite.

—Você não é como o Damon ou como o Stefan era.

—Não.

—E obviamente reagem ao sol de forma diferente. Talvez um anel funcione em vocês, talvez não.

—Um anel?

—Eu já explico.

Ela se agachou pra ficar do meu tamanho.

—Oi lindinha. Eu sou a Bonnie Bennett, eu sou uma bruxa. Uma serva da natureza.

—Você faz as velas se acenderem sozinhas?

—Faço. E faço outras coisas também.

—Que coisas?

Ela me mostrou os pontos de energia mística da cidade, como funcionavam correntes telúricas, como canalizar das correntes telúricas. Como literalmente sentir a vida que emana das coisas.

—Legal!

Aprendi a ler latim e aramaico. A fazer feitiços de proteção, de privacidade, a usar ervas.

—Você, lindinha é uma bruxa de uma das linhagens mais antigas que existem. Você é uma Petrova, nascida numa linhagem de viajantes. Eles são chamados de viajantes porque tem o poder de se transportar para dentro do corpo de outra pessoa.

—Como possessão?

—Não. O bruxo é um passageiro, como um parasita que não se alimenta do hospedeiro. É necessário um feitiço para o bruxo tomar completamente o controle do corpo do hospedeiro.

Me ensinou a fazer feitiços de ligação e de desligamento. Feitiços para prender alguém num lugar, para impedir que alguém entre em um lugar.

Ela me treinou durante anos. Me mostrou coisas que eu não achei que fossem possíveis.

Sal pode ser bem mais do que um mero condimento, pode ser um elemento de ligação.

Flashback Off.

Eu comecei a ver. A guarda estava vindo. Vindo atrás de mim.

O meu avô os recebeu com cordialidade, mais cordialidade do que eles mereciam.

P.O.V. Alec.

A casa dos Cullen estava diferente. O interior estava cheio de velas, o cheiro de cera queimada.

—O cheiro é interessante.

—Quando ela faz feitiço de privacidade o cheiro é melhor.

—Feitiço de privacidade?

—Impede que a gente ouça o que acontece no quarto dela. Conversas no telefone, música.

—Posso saber porque vieram atrás de mim? Eu ainda prefiro morrer a me juntar a vocês.

—Aro só quer avaliar suas habilidades.

—Muito bem. Não vamos passar pela alfândega vamos?

—Não.

—Ótimo.

Ela voltou carregando muita, mas muita bagagem.

—Pra que tudo isso ai?

A híbrida apontou para as malas e disse:

—Ervas. Estou levando muitas ervas, grimórios e uma faca especial.

—Uma faca?

—Pra que uma faca?

—Alguns feitiços requerem sangue.

Ela ainda tinha os olhos castanho chocolate, mas os cabelos ruivos estavam bem ruivos.

A garota se despediu de seus familiares e nos fomos até o carro e de lá até o jato. Depois de colocar todas aquelas malas no bagageiro, nós embarcamos.

Além das malas, a híbrida ainda levava uma bolsa transversal de onde tirou um IPhone dez, plugou os fones de ouvido e a música começou a tocar.

Acho que ela nem percebeu que estava cantando.

Existe outro lado do estrago que é feito, quando o que é vendido como perfeito é comprado.

E idolatrado de olhos vendados sem sal nem fermento, por fora bela viola por dentro pão bolorento.

Eu to achando que vai ajudar a botar, todas essas coisas no lugar. Insiste em acreditar que está jogando o jogo e quando vê.

É o jogo que está jogando você. Tenta frequentar, sem julgamento, pra andar no meio de cobra passa a produzir veneno.

O jogo é traiçoeiro confundiu a minha crença, já não sabia se eu era parte da cura ou da doença.-Pitty, Contramão.

Era como se ela cantasse a música pra mim.

Ela continuou cantando e a letra definia os Volturi. Melhor do que qualquer palavra. Olhei em volta e eu não era o único que estava me vendo naquela música.

O mais louco de tudo é que ela estava cantando e nem estava percebendo que estávamos ouvindo. Estava cantando só por cantar, acho que nem percebia que estava cantando.

Então, ela olhou em volta. Tirou um dos fones e perguntou:

—Vocês estão bem?

—Estamos.

—É chocante ver vocês demonstrando algum tipo de emoção. Mas, acho que é uma coisa boa.

—É?

—É. Significa que mesmo entranhado nesse manto de trevas ainda tem uma alma.

—Você não parece confortável.

—É porque eu não estou. Estou pensando na hora do almoço. Em como vou me alimentar. E pior ainda, como vou ficar quieta enquanto vocês massacram pessoas inocentes.

Ela falou e nós ficamos chocados.

Finalmente chegamos ao Castelo de São Marcus.

—Quer ajuda, moço?

O guarda olhou para ela meio sem reação.

—Quer ajuda?!

—Eu posso carregar estas malas sem a menor dificuldade, senhorita.

—Não foi isso o que eu perguntei.

Respondeu Renesmee pegando algumas das malas. Ela puxou as alças e começou a arrastar.

—Você me guia?

Ela ajudou o vampiro a levar as malas para o seu quarto.

—Pode deixar ai que eu arrumo. Obrigado.

—De nada, senhorita.

—Isso era mesmo necessário?

A híbrida olhou para Jane e disse:

—Não. Não era. Aro vai querer que eu faça magia?

—Imagino que sim.

—Então, eu vou pegar as minhas velas e um dos grimórios.

Ela abriu uma das malas, pegou uma sacola azul e um livro claramente velho.

—Agora podemos ir.