Notas iniciais
https://youtu.be/3DFlnWrrwQo-Anastácia acaba com Aro. https://youtu.be/FINZhbOcVV8-Arienne acaba com Marcus.

P.O.V. Arienne.

Minha irmã e eu temos dezoito anos. Nós somos gêmeas, mas não podíamos ser mais diferentes.

Admito, eu sou manipuladora e um pouco egoísta. Enquanto Anastácia é tímida e meiga.

Mas, se tem algo que nós duas compartilhamos, algo que nossa mãe nos ensinou além dos feitiços e da parte mágica foi... protegemos a nossa família. Sempre e para sempre.

Aquele bastardo tentou nos levar quando éramos bebês, mas fracassou e á alguns anos ele matou a nossa mãe, entretanto nós temos um truque na manga. Uma arma secreta que a Senhora Renesmee Volturi nos deu para um caso de emergência como este.

—Está pronta?

—Você está?

—Vamos nessa.

P.O.V. Anastácia.

Eu sou meiga, eu sou boazinha e tímida. Mas, pise no meu calo e você vai ver só uma coisa. Nós giramos o vira-tempo e logo abrimos um portal para o dia do massacre.

Parece que saímos na Idade Média.

P.O.V. Aro.

Estava no meio do julgamento quando abre-se um buraco em meio ao ar. E do buraco saem duas garotas. Exatamente iguais, ruivas e de olhos azuis.

Uma estava de vestido preto e tinha uma expressão mais selvagem, indomada e a outra usava um vestido de estampa floral em um tom de rosa com detalhes em roxo, mas ela estava igualmente encolerizada.

—Bem, bem, bem. Nos encontramos de novo.

Disse a de vestido preto. Olhando para mim.

—Creio que nunca a conheci.

—E nem nunca vai. Viemos atrás de você e vamos acabar com você e com os seus irmãozinhos. Assim, você nunca vai matar nossa mãe. Se quer vai conhecê-la.

—Não? Jane.

—Dor.

Nenhuma das garotas se moveu.

—Você estava errado sobre a minha tia e o meu pai Caius. Eles amaram vocês mais do que vocês podem se quer imaginar. Mais do vocês jamais mereceram, especialmente você Aro. Você não vê a luz em mim, mas foi porque ele roubou. Nós tínhamos cinco anos. E ele era o diabo! Vocês mataram a nossa mãe esperando que o nosso pai e a nossa tia fossem voltar rastejando, mas não voltaram. Eles se viraram contra vocês e mataram vocês. Vocês roubaram a minha luz, o meu amor, a minha mãe e a minha vontade de viver.

Ela olhou para Alec e Jane e disse:

—Vocês podem não ser ainda o nosso pai e a nossa tia, mas vocês não são filhos deles.

—O seu pai e a sua tia? Vampiros não podem...

A garota de vestido roxo tocou o meu rosto tão rápido e então, eu vi. Imagens. Eu vi Carslile Cullen, vi uma criança, parecida com aquela que estávamos prestes a matar, mas ouvi o coração batendo. As imagens avançaram, vi uma bela mulher de cabelos ruivos, olhos castanhos. Era a criança e a mulher ficou grávida. Alecssandro era o pai. Então, duas meninas.

Anastácia e Arienne.

Eu vi a mim mesmo matando a garota que pelo que pude entender era a parceira de Alec e então, eu me vi morrer. Me vi morrer pelas mãos dos meus gêmeos.

Então aquilo parou.

—O que?

—É o seu futuro. Bom, seria se você fosse viver o suficiente para torna-lo realidade.

—Eu... sinto muito.

—Ah, é meio tarde pra isso. Mas, no fim você estava certo sobre uma coisa.

—O que?

—Talvez, o seu amado irmão não devesse ter me deixado olhar dentro das memórias dele. Porque, olha... eu vi muita coisa. Caius e eu jamais poderemos ser aliados, ele jamais confiará em mim. Ou na minha irmã. E agora, eu vou destruir vocês um por um.

—E porque está me dizendo isso?

—Porque não estará por perto para ver.

P.O.V. Jane.

Meu poder não funcionou. Como não funcionou? Sempre funciona.

Então, com um movimento de sua mão. Ela matou o Mestre Aro.

—Então, quem é o próximo?

—O loiro é meu. Adeus seu sádico, cretino desgraçado.

A outra moveu a mão e os miolos do Mestre Caius derreteram dentro da cabeça e havia sangue saindo dos olhos dele. Os olhos viraram uma pasta. E ele caiu morto no chão.

—Agora só falta um.

—Félix!

—Não faça isso Félix. Você vai querer viver o suficiente para conhecer as filhas do seu amigo Alec, não vai?

—Vocês não podem ser minhas filhas.

—Fato interessante sobre as crianças híbridas. Nós herdamos...

A névoa rosa começou a sair pelas mãos delas e logo Félix estava completamente sem sentidos.

—As habilidades de nossos pais.

Era exatamente o mesmo efeito que a névoa do meu irmão produzia. Uma réplica quase perfeita. Fora a cor. A do meu irmão era negra, mas a daquelas meninas era rosa, um rosa bem forte.

—Eu mantenho ele quieto. Mate o Marcus, Ari.

—Por favor. Não faça isso.

—É meio tarde pra clemência, Marcus.

Eles lutaram por um tempo, mas ela era mais forte do que o Mestre Marcus.

Ela pronunciou algumas palavras enquanto avançava sob o Mestre Marcus e logo ele estava em chamas. Morto.

—Esse nós herdamos da mamãe.

O meu irmão saiu do seu estado de choque e falou:

—Como? Como é possível?

—O verdadeiro amor quebra as regras do possível.

—Verdadeiro amor?! O meu parceiro vai me trair e produzir duas abominações.

—Ai Meu Deus! Você é a Ellie.

Disse uma das gêmeas, a mais meiga com assombro.

P.O.V. Ana.

Eu olhei para a vampira de cabelos negros e olhos vermelhos. Os cabelos caiam como uma cascata, ela era linda. Mas era uma tribucreia comparada com a mamãe.

—Droga de efeito borboleta! Era pra você tá morta!

—Mas, ela não tá. Ela obviamente não tá.

—Estou vendo Anastácia!

—Bom, pelo menos vamos descobrir se as acusações contra você foram tramoia dos mestres ou se são verídicas.

—Porque tem que ser sempre tão positiva?

—Porque tem que ser sempre tão negativa?

—Empate.

—Acusações?

—Relaxa, deixa rolar.

Disse Ari passando e dando dois tapinhas nas costas de Ellie.

—O menino! Temos que salvar o menino Ana.

—Certo.

—Tem uma dose ai?

—Tenho. Tem uma seringa ai?

—Tenho.

—Dose de que?

—Vamos enfiar a cura no moleque.

—A cura?

—Só... olha tia Jane.

Elas pareciam duas médicas que estavam operando alguém.

—Seringa.

—Ai a seringa.

—Pega a agulha.

A de vestido preto enfiou uma agulha que era brilhante demais e eu posso jurar que a coisa tilinta.

—Passa a cura.

Elas enfiaram aquilo que chamavam de cura dentro da seringa.

—Cadê o moleque? Ah, tá no colo da tia Jane!

—Cuidado, é afiado.

A agulha passou pela pele da criança imortal, como se a mesma fosse feita de seda. E então...

—Olhos azuis.

—Escuta o coração dele.

Eu escutei e acho que não fui a única. O coração estava batendo.

—Bem vindo de volta á estrada da mortalidade pirralho.

—Vocês destransformaram um vampiro?

—Relaxa, a cura é voluntária. A primeira dose que não é essa, já existe á algum tempo. Está numa tumba no meio do nada com o primeiro imortal do mundo.

—O primeiro... primeiro imortal do mundo?

—É. O nome dele é Silas.

Disse Anastásia pegando o menino agora humano do meu colo.

—Esse menino ainda tem família viva?

—Não. Estão todos mortos.

—Imaginei. Me diga, o que você tinha na cabeça para condenar uma criança a isso?

Perguntou Arienne com fúria.

—Você perdeu a língua?

—Eu queria mais filhos.

—Ah, amor maternal. E que tipo de mãe, condena o filho a isso?! Olha em volta! Toda essa gente que morreu! Esse menino que iria morrer! Tudo isso poderia ter sido evitado! Essas mortes, o fato dessa criança ser agora órfã de pai e mãe... tudo isso é culpa sua! Você é que é a culpada!

—Eu sei. E eu assumo total responsabilidade pelo meu crime.

—Ótimo.

—As minhas filhas não sabiam de nada. Se quer sabiam da existência da criança.

—Como saberemos que não está mentindo? Sem o poder de Aro...

—Sou telepata. A tia... digo, Irina, Kate e Tânia não sabiam. Elas estão tão chocadas quanto nós.

—Você é telepata?

—Como somos o híbrido do híbrido, herdamos os poderes de ambos os nossos pais e de ambos os nossos avós. Nosso avô, é telepata e nossa avó um escudo. Podemos ler mais de uma mente duma vez, sem precisar de contato físico e bloquear qualquer tipo de ataque psíquico.

—Sua mãe também, pode fazer isso?

—Pode. Ela não tem a névoa porque... você é nosso pai e não dela. Cada geração mais potente do que a anterior. Agora, por favor... acabem com isso.

—Acabar com isso?

As duas meninas olharam para as três irmãs, com pena e remorso e disseram:

—Nós sentimos muito. Por favor não nos culpem, ela que fez isso. Ela transformou o menino e isso foi um crime e ela tem que pagar.

Estavam chorando. Pude ver as lágrimas, sentir o cheiro do sal.

—Matem ela rápido, por favor. Não façam ela sofrer, mais do que o necessário.

Disse Anastácia engasgada com o choro.

—Acabe com isso logo Félix.

As gêmeas viraram o rosto enquanto Félix a desmembrava e taparam os ouvidos para não ouvirem os gritos das três irmãs.

—Vocês vieram até aqui para salvar a sua mãe e ainda assim, condenaram a nossa!

—Nossa mãe era inocente. A sua não era. Aro a mataria como artifício para fazer o nosso pai e a nossa tia voltarem para a guarda. Ele a fez de refém e então a matou. Nossa mãe não criou uma criança imortal, ela não se expôs. O crime dela foi se apaixonar.

—Se apaixonar por um homem comprometido!

—Ele não era comprometido! Você já tava morta!

As palavras foram praticamente vomitadas por Anastácia. Que logo tapou a própria boca.

P.O.V. Alec.

Ellie vai morrer? Como? Porque?