Breadventures #1 - O Caminhar das Sombras
1 Prólogo: A Profecia da Morte
Notas iniciais
Breadventures #1 — O Caminhar das Sombras
Prólogo: A Profecia da Morte
Lucas POV
O sinal tocou com um som estridente, atravessando os ouvidos de Lucas e despertando-o na mesma hora.
— Olá Lucas, dormiu na aula de novo? Ultimamente tem estado com bastante sono... — disse Angel.
— Por quê não me acordou? Toda hora a droga desse sinal me acorda! — reclamou Lucas.
— É engraçado quando você fica bravo. Vamos para casa.
Lucas colocou suas coisas dentro da mochila e saiu da sala caminhando lentamente.
— Te espero lá, já que você tem medo de altura...
— Eu não tenho medo de altura, eu só me sinto mal voando!
Angel abriu suas grandes asas de anjo e saiu voando. Lucas fez o caminho que ele fez pelo céu, pela terra.
Quando chegou em casa, Angel estava comendo um dos pães criado por ele mesmo.
— Bem-vindo, filho! Seu amigo fez pães para o almoço! — disse a mãe de Lucas.
— Quem come pão no almoço? — perguntou Lucas.
— Quer um pão? — perguntou Angel com a boca cheia.
— Comer pão não te torna um canibal?
— Se eu estiver na minha forma normal, então não. Se eu virar um pão, acho que sim. E daí? Eles são deliciosos!
Um pequeno furacão surgiu no meio da sala e de dentro dele, uma carta saiu e foi atirada em direção a cabeça de Lucas, batendo em seu rosto.
— AI! Uma carta, negra. É da Morte.
Angel pegou a carta da mão dele e a leu.
— Cemitério, hoje de madrugada.
— Ah não, você não vai me levar junto, né?
O anjo deu-lhe um sorriso suspeito que já respondia a sua pergunta.
Era quase uma hora da manhã, e Lucas foi acordado imediatamente com uma explosão feita no seu próprio quarto.
— MAS QUE P**** ESTÁ ACONTECENDO? — gritou para quem quer que estivesse ali.
— Se acalma, Lucas — disse uma voz que Lucas reconheceu o dono na mesma hora.
— Angel. Eu já disse para parar de fazer isso!
— Ok, eu vou parar Lucas — falou acenando, e depois sussurrou: — Só que não, hehehe.
— Eu ouvi! Tá, o quê você quer?
— Temos que ir no cemitério, lembra?
— Ah não, não posso ficar aqui dormindo?
— Não, você vai ter que ir.
Lucas bufou um ''droga'' e colocou um casaco, fazia frio naquela noite.
Os dois pularam a janela da casa de Lucas, consideravelmente baixa e saíram caminhando no meio da noite. Todos estavam dormindo, uma casa apenas estava com as luzes acesas.
— Os moradores dessa casa estão sempre acordados? — perguntou Lucas
— Vamos pegar um atalho pela floresta! — falou de repente Angel.
Angel guiou Lucas por uma floresta repleta de altas árvores e grandes arbustos, uma coruja piava, morcegos guinchavam e só a lua iluminava o caminho dos dois.
Lucas estava com medo, sempre sentia medo. Ele amaldiçoava-se por causa disso. ''Por quê eu tenho que ser tão medroso''? Perguntava-se na sua mente, repetidas vezes.
Quando chegaram até os grandes portões de ferro do cemitério, Angel tentou empurrá-lo, sem surtir nenhum efeito.
— Vamos ter que ir por cima, e com isso quero dizer: VOAR! — gritou isso segurando Lucas pelos braços, abrindo as asas e voando por cima dos portões do cemitério. O garoto viu seus pés deixando e voltando ao chão, com um baque surdo ele caiu de joelhos.
— Eu já disse para parar de fazer isso! — gritou Lucas.
— Parece que temos um déjà vu, e vou repetir: Eu vou parar, só que não.
Ele nem teve o trabalho de responder isso.
Caminharam mais um pouco até chegar ao centro do cemitério, um círculo na parte mais alta do local rodeado de lápides. Lucas estava com ainda mais medo.
— Ok, vamos fazer a macumba agora! — avisou Angel. — MASHALIMAEMALIMA Sortom, maçerapa! — gritou.
As lápides incendiaram-se espontaneamente, os cadáveres, alguns ainda com pedaços do que eram quando vivos, repletos de larvas, e alguns apenas esqueletos, levantaram-se.
E a Morte apareceu.
— Ora ora, então você veio.
— Engraçado você falar isso, Gatoxinim. Tá, o quê você quer? — perguntou Angel.
— Já falei para parar de me chamar assim! — rugiu a morte. — Mas, ouça o que eu tenho a falar:
"A antiga ameaça retornará
E o anjo com seu poder, o escolhido guiará
Vagando por terras desconhecidas, deverão a luz encontrar
Com o poder da luz e do pão, o inimigo poderão derrotar
Antes do final, dois mundos deverão colidir
E a fronteira destes dois, deverão transgredir
Uma traição, um sacrifício e uma união
Quando isso acontecer, o inimigo derrotarão''
Lucas percebeu que nada até agora o deixou tão assustado e com medo.
— N-não p-pode s-ser... Uma p-p-profecia... — anunciou, tremendo.
O silêncio caiu sobre eles, a excessão da dança dos esqueletos no ritmo do crepitar das chamas.
— Vamos embora, Lucas.
— Esperem, eu ainda não tentei ceifar os dois. Vocês esqueletos, ataquem o Lucas! Eu cuido do Angel! — gritou as ordens.
— Eu não estou com tempo para brincadeira, Morte! — Angel criou um pão explosivo e invocou a Elite de Pães Voadores. — Ajudem o Lucas!
Lucas estava encolhido em posição fetal, tentando proteger-se.
— Eu odeio isso! — gritou.
Francis, Formantis e Bagoni atiraram pães explosivos nos mortos e eles caíram como palitos de dente no chão e foram engolidos pela terra mais uma vez. Angel estava trocando tiros com a morte, até que um pão explosivo no momento de distração acertou-a em cheio.
— Eu ainda te matarei, guarde as minhas palavras, maldito anjo! — gritou ela.
— Eu vou guardar, no lixo da minha casa! Chupa Morte!
A Morte desapareceu tão rapidamente quanto quando surgiu. As lápides pararam de pegar fogo e tudo voltou ao normal.
Lucas estava vomitando.
— Acalme-se, Heal Bread! — ordenou Angel.
Um pão curativo foi invocado, Lucas comeu-o.
— Está com sono né? Depois vamos falar com a Bel, ela nos ajudará a decifrar essa profecia... Sleep Bread!
''Maldita Bel'', pensou Lucas. ''Angel não deveria amar ela, deveria m...'' e desmaiou.
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