Brave Heart

21 Casos de Família


Notas iniciais
Chamem a Fátima Bernardes!!

– HIAHAHAIAHAHAIAHAIAHAIAH!!!

– Doffy, menos...

– HAIAHAIHAHA!!

– Doffy, se controla...

– Não dá, Vergo! Foi mal, isso é hilário!! Você viu o que aconteceu?

– Eu vi, você viu, a Inglaterra inteira viu.

– O Rosinante se fudeu bonito! HAHAHAHA!! Até aquele garoto fedorento entrou nessa história, e olha que ele não fez nada! Não é hilário?

– N-Nós estamos na mesma situação...

Enfim, o momento por muitos aguardado chegou. Assim que a lista chegou, Doflamingo, Dellinger, Vergo e Caesar foram encaminhados para a delegacia, onde estão neste exato momento, presos em uma espécie de cadeia preventiva, que é onde ficarão até o julgamento final.

Doflamingo encontrava-se aos risos e gargalhadas, lembrando-se da cômica situação em que seu irmão e Law estavam. Vergo tentava acalmá-lo por ser a única pessoa com bom-senso naquele local e Dellinger recitava para si mesmo alguma música da Madonna para relaxar.

Eu abaixei minha guarda... caí em seus braços... – Cantava o garoto para si mesmo, de olhos fechados.

– Dellinger! Isso não é maravilhoso? Você vai rever o seu titio e o seu irmãozinho! HIAHAIAHIA!

Esqueci quem eu era... não ouvi os alarmes...

– Tá certo que não é o melhor reencontro de famílias, mas é legal do mesmo jeito!

Agora estou de joelhos... sozinha no escuro...

– Doffy, é sério, agora não é o momento para rirmos.

– Affê, Vergo, você é muito sério.

Eu estava cega no seu jogo...

– Eu preciso ser sério, por favor entenda. A nossa situação é crítica!

– A situação do Rosinante que é crítica! Imagina, ele maquiado numa prisão? HAIAHAIAHAIA!

Você acertou meu coração...

– Você não liga mesmo de ser preso?!

– É claro que eu ligo, é só qu–

VIVENDO POR AMOOOOOR!

– Dellinger, CALA BOCA!

– Kya, eu quero ir pra minha casa! Laranja não combina comigo...

Para tentar esquecer, o pequeno herdeiro loiro cantarolava para si, mas na verdade estava triste demais. Na delegacia ele não tinha celular ou qualquer outro meio de convívio social, então sentia-se sozinho. Caesar só batia seus pés e tentava ignorar os outros três.

– Olha só, eu vou te dizer exatamente o que você vai fazer, então me escuta. – Doflamingo diz, seriamente.

– O que é dessa vez?

– Você é novinho, então eu vou dizer que você só foi influenciado pelo Caesar e que não teve nada a ver com essa história. Isso vai te dar uma pena mais leve.

– EII! – Exclama Caesar. – Por que eu?!

– Porque ninguém liga pra você, você não é importante.

– Ahn... – Ele se deprime.

– Então é só eu jogar a culpa nele? – Indaga o jovem. – Isso é fácil.

– É, isso mesmo. Eu quero que você saia da prisão cedo e trate de refazer toda fábrica.

– QUÊ? Refazer toda essa loucura pra quê, ir preso de novo?!

– E além disso você ainda tem o seu casamento com a Diana. Ela deve te ajudar a reerguer a fábrica.

– JÁ DISSE QUE NÃO VOU ME CASAR COM ELA! Tira isso da sua cabeça, que saco!

– Ela é herdeira de uma das maiores empreiteiras da Inglaterra, é seu dever se casar com ela.

– AAHHH, você é muito chato!

– Não é tão difícil. É só ter um filho com ela e depois largar tudo, como eu fiz.

– Aproveitando esse clima de prisão, posso te confessar uma coisa?

– É tanta coisa ruim acontecendo que eu não me surpreendo com mais nada. Vai, fala logo.

– Eu estou pegando o irmão da Diana.

– VOCÊ O QUÊ?!

Todos os quatro estavam algemados e sentados no banco da cadeia. É claro, Doflamingo sentiu vontade de bater no filho, mas não podia então simplesmente jogava seu corpo contra o dele, com intenções de empurrá-lo pra longe dali.

– Para com isso, eu já disse que não gosto de mulher!

– Tô nem aí pro que você gosta! Eu só quero a porra de um neto pra herdar a merda da minha fábrica!

– Sua fábrica FALIU! MORREU! FECHOU! Acorda, pai, você tá mais flopado que Katy Perry em dia de Grammy!

– Nossa... essa doeu...

– Sabe o que dói de verdade? Domingo era pra ser o meu encontro com Ed Sheeran, mas eu vou? Não, eu não vou porque eu tô preso!

Começou-se uma briga entre pai e filho, até que todos foram obrigados a interromperem seus palavras com o grito de uma pessoa já conhecida. Era ele, desengonçado, tentando se soltar das mãos dos policiais mesmo estando algemado e gritando feito louco, justamente por estar morrendo de medo da situação.

– PELO AMOR DE TUDO QUE É SAGRADO, NÃO ME DEIXA FICAR AQUI!

– Cora-san, calma... – Law estava frio como sempre, tentando acalmar o companheiro.

– CALMA COMO? Eu tenho medo do escuro e esse lugar é muito assustador! LAW, EU VEJO FILMES. EU NÃO QUERO IR PRESO.

E graças a essas tão famigeradas palavras, o sorriso de um certo loiro só aumentou. Doflamingo estava radiante! Como se tivesse acabado de ver anjos em meio a uma tempestade. Um sorriso que era a mistura de sadismo, nostalgia, alegria e um pouco mais de sadismo.

– ROSINANTE! – Mesmo estando de mãos atadas, ele levantou-se e foi até as grades, olhar o loiro bem nos olhos.

– D-D-Doffy... – O que o jovem sentia também era uma mistura de vários sentimentos. Raiva, angústia, saudades, medo, preocupação. Uma vontade de abraçá-lo bem forte e de dar-lhe um soco no meio da barriga até fazê-lo vomitar tripas, para depois voltar a abraçá-lo.

– Law! – Agora era a vez do jovem herdeiro. Dellinger foi até as grades também, observar o garoto já crescido bem de perto. Surpresa e nostalgia eram os sentimentos que definiam-no.

– Dellinger. – Sem reação.

– Meu Deus, você tá mais emo do que nunca! – Um sorriso sádico nasce em sua face. – E essas tatuagens? Cara, você tá ouvindo muito Black Veil Brides.

– Também é bom te ver. – Cínico como sempre.

– Cruzes, quanta emice! Ah, já sei. Você ouve Demi Lovato, né? Você se corta? Foi por isso as tatuagens?

O reencontro estava feito. Rosinante deixava escorrer lágrimas, tanto pela angústia em ser preso como graças ao irmão, que não via há séculos e todo rancor que tinha dele veio à tona, junto com lembranças boas também. Doflamingo estava adorando ver o pobre e inocente naquele estado.

Não cumprindo a vontade da maioria ali presente, Rosinante e Law não ficaram na mesma cela que os demais. Ficaram de frente para ela, com as mãos presas em algemas também. É claro, isso não foi motivo nenhum para não continuarem com o reencontro.

– Garoto, como você cresceu! Eu nem tinha percebido.

– Vai se foder, Doflamingo.

– Wow, que boca suja, fufufu. Eu achei que morar com o meu irmão fosse lhe dar educação, mas eu vejo que ele é inútil nisso também.

– Doffy, para de perturbar o Law! – Interrompe o irmão. – Por que em todos esses anos você não repensou as merdas que você fez e tomou um rumo novo na sua vida?

– Tio! – Exclama o jovem loiro. – Você não vai acreditar, meu pai tá pior que antes. Ele quer me vender pra uma louca com um irmão lindo!

– Hã, que história é essa de vender? Não me diga que você arrumou um casamento de fachada pra ele, Doffy.

– Ah, para de choro! – Exclama o mais velho. – O que tem demais em querer que o filho se case com uma mulher?

– M-Mulher? – Law começa a ter um ataque de riso no meio do nada ao imaginar o loiro casando. – Pfff... Hahahahahahaha!

– P-Para de rir da minha desgraça! – Ele bate seus pés no chão. – E pai, é totalmente hipocrisia da sua parte dizer isso. Você já pegou todo mundo daqui!

– Hã, que linguajar é esse? Não foi assim que eu te criei.

– Eu só disse verdades.

– Que papo é esse de "todo mundo"? – Indaga Law, olhando em volta todos os homens presentes no local e achando aquele assunto muito estranho.

– Por favor, tenham decência. – Afirma Vergo. – Nós estamos presos e vocês conversam sobre isso? Temos que dar um jeito de fugir daqui.

– P-Pela primeira vez eu concordo com o Vergo. – Diz Rosinante aflito e querendo desviar o assunto. – Vamos conversar sobre coisas mais alegres! Tipo... PÔNEIS. Que tal?

– Fodam-se os pôneis. – Fala Law. – Você é mais sujo que eu pensei, Doflamingo. E não generalize, Dellinger, esse lance de "todo mundo" me fez pensar besteira.

– É capaz dos pôneis felizes cometerem suicídio se ficarem próximos desse emo. – Murmura Dellinger. – E eu não generalizei, só disse fatos! O meu tio não te contou?

– Você contou pro Dellinger?! – Indaga Rosinante para seu irmão, com raiva.

– Ah, você não contou pro Law? – Mas este responde debochado.

– Contou o quê? – O moreno se assusta com a conversa.

– Contou o quê, o quê? – Rosinante tenta desviar o assunto.

– Contou o quê, o quê, pra quem? – Dellinger resolve brincar também.

– Contou o quê, o quê, pra quem, quando? – Até Caesar entrou no jogo.

– PORRA, ALGUÉM ME FALA! – Law já perdeu o controle das suas palavras.

– EU PRECISO CONFESSAR UMA COISA! – Exclama Rosinante, fazendo todos olharem para ele, assustados com a temível confissão que faria.

– Fala logo...

– Eu e o Law estamos namorando.

– QUÊ?! – Doflamingo ficou em choque total. Tão chocado que, até seus óculos indestrutíveis pularam para fora de seu rosto naquele exato momento! Dellinger, ao contrário, ria feito uma criancinha serelepe.

– Hahaha, eu sabia!!

– AQUELE CONTO PORNÔ QUE EU FUI OBRIGADO A LER ERA REAL?

– A fanfic é pornô?! – Indaga Law.

– É claro que é pornô, é uma fanfic! – Explica o jovem. – Se não fosse pornô ninguém leria.

– Huh, contos pornôs? Fanfic? – Rosinante não entendeu nada. – Alguém pode me situar?

– Argh. – Doflamingo solta um suspiro e se acalma. – Me chamaram na escola desse garoto há um tempo, falando que tava rolando uma história fictícia envolvendo vocês dois.

– Eu e a Cath escrevemos uma fanfic de vocês dois se pegando debaixo das cobertas! – O jovem loiro estava rindo cada vez mais. – Ficou muito boa, vocês deveriam ler!

– Poxa, Rosinante. Como você pode fazer isso com uma criança? – Doflamingo diz, em um tom cínico e seco, parecendo que estava triste, mas por dentro ele sorria graças a ironia.

– HÃ? – O irmão, é claro, fica furioso. – Você é o único que não pode falar nada, seu monstro! Você acha que eu esqueci de tudo que você fez?

– Mas você é o bom-samaritano-contador-de-verdades. Eu nunca imaginaria que você seria capaz de fazer tudo isso com uma criança! Até que parte da fanfic era verdade?

– Ah, tudo era falso, foi só um beijo mesmo.

– Ainda bem... eu tive pesadelos com aquilo.

– Pesadelos foi o que você me causou! – Exclama Rosinante, com mais raiva ainda. – Eu nunca obriguei o Law a fazer nada comigo e você quer vir falar de pesadelo? Você tem problema de memória, só se for.

– Pode falar o quanto você quiser, você é tão sujo quanto eu. Você só esqueceu de contar que já teve um caso com o cara que matou os pais do seu garotinho, além de ter feito várias coisas com ele antigamente!

– C-COMO É QUE É? QUE CASO?! – Law não estava acreditando nas palavras que ouvia. Ficou totalmente pálido.

– Ops, escapuliu. – Finaliza Doflamingo, com seu sorriso.

– Você teve um caso com ele, Cora-san?

– N-Nossa, tá um dia lindo hoje, né? D-Dá pra ouvir os passarinhos cantando lá fora...

– Não muda de assunto! Por que você não me contou antes?

– Desculpa... eu não sabia como contar e na época eu também não sabia que o meu irmão era um monstro psicopata. Você tá chateado comigo?

– É claro que sim! Você teve um caso com o assassino da minha família, que por acaso também é seu irmão. Como eu posso engolir isso?!

– Ele me usou! Eu era só uma criança manipulável que amava o irmão mais velho, e ele se aproveitou disso pra me fazer assinar contratos ilegais.

– Hã? Que mentira! – Exclama o mais velho. – Eu não te manipulei, eu nunca te obriguei a nada. Você ficava comigo por livre e espontânea vontade.

– M-Mas você dizia que me amava só pra me colocar nessa sua fábrica maldita, tanto é que você me expulsou de casa daquela maneira horrível!

– Claro que não! Eu te expulsei de casa porque você se envolveu com o pai desse garoto infernal, mas eu nunca menti quando disse que te amava! Quem te disse esse absurdo?

– O pai do Law! Ele disse que você só me manipulava pra ganhar dinheiro.

– Tá vendo? É por isso que eu odeio essa merda desse cara, ele manipula as informações. Quem tava mentindo pra você era ele! Eu sempre te amei, idiota.

– S-Sério..? Ele me disse pra me afastar de você...

– Ele tava te enganado. Se você ficasse contra mim, você daria informações sobre a fábrica pra ele e ele lucraria com isso. Você nunca percebeu isso?

– N-Não... nunca percebi...

– Tsc, que irmãozinho tolo eu fui arranjar.

Enquanto conversavam, Rosinante foi percebendo que era mais manipulável do que imagina. Trafalgar ainda estava com raiva dele pela mentira, mas não conseguia ficar triste com seu amado por muito tempo. Dellinger estava cantando o album inteiro do Born This Way e Vergo e Caesar estavam já cochilando.

Até que finalmente chegou um delegado no local, explicando do que seria feito o futuro de todos ali presentes. Todos estavam apreensivos, imaginando a nova vida na prisão e também o julgamento, que seria daqui há uma semana.

– Todos vocês são da alta Elite Britânica. – Ele começa a explicar calmamente. – Mas vão sofrer como cachorrinhos esfomeados abandonados nesse lugar. Conhecendo tipinho desse porte, eu diria que vocês vão definhar em menos de dois dias e morrer de fome, lenta e dolorosamente.

– MEU DEUS! – Rosinante se desespera. – EU QUERO A MINHA MÃE!

– Eu tenho mesmo que passar por isso? – Indaga Law. – Eu nem sabia dessa porra de veneno infantil.

– Vai começar com o papinho "Ain eu sou inocente!" – Exclama o delegado, imitando voz fina. – Escutem aqui porque eu só vou falar UMA VEZ. Todos vocês ficarão em DUPLAS.

– DUPLAS? – Todos exclamam, olhando um para o outro, apreensivos.

– Sim, tiradas de maneira totalmente aleatória. A primeira é Caesar e Vergo.

– Isso não vai dar certo... – Resmunga Rosinante.

– E as outras: Doflamingo e Rosinante. Trafalgar e Dellinger.

– O QUÊ? – Exclamam os três, com raiva.

– ISSO! – Doflamingo comemora.

– NÃO! – O irmão caçula começa a chorar. – EU VOU MORRER!

– Eu me recuso a ficar longe do Cora-san!

– Eu me recuso a dividir o quarto com o emo de novo!

– Ebaa! – Doflamingo estava radiante. – Hiahaihahia, eu vou dividir o quarto com o meu irmãozinho! Como nos velhos tempos! Isso não é ótimo, Rosinante?

E foi desse jeito que as duplas foram feitas. Rosinante estava mais apreensivo do que nunca e, sem dúvidas, era o mais apavorado naquela situação. Eles vão ficar presos por uma semana e depois teremos o julgamento, onde decidiremos por quantos anos cada um ficará lá ou quem será solto.

Notas finais
E então, quem quer capítulo quentinho e cherosinho na prisão? o (Quem acompanha Policial Sujo sabe que as minhas prisões são sensacionais u-u)