Brave Heart
21 Capítulo 21 - Um Novo Dia
Notas iniciais
Primeiramente obrigada a todos os 20 reviews que a fic tem recebido. Nem sei como demonstrar o quão felizes nós ficamos!!!! Por isso, postamos mais um capítulo.
**Nos vemos lá embaixo**
Boa leitura :)
Mãos eram deslizadas gentilmente por meus cabelos castanhos, transmitindo-me uma doce sensação de paz. Abri meus olhos preguiçosamente, enquanto recordava-me da noite anterior. Dimitri me encarava sorrindo, como a primeira visão daquela manhã.
–Acordei você? – Ele sussurrou gentilmente, delineando os traços de meu rosto com os olhos castanhos.
–Não se preocupe com isso. – Indo um pouco mais para frente, aconcheguei-me a seu peito ainda coberto pela camisa branca. Dimitri pareceu considerar aquilo, pois logo me puxou para seu abraço, passando os braços ao redor de minha cintura, por debaixo dos cobertores.
–Dormiu bem? – Ele respirou contra meu cabelo.
–Muito bem. – Respondi de olhos fechados, absorta em seu cheiro inebriante. –E você, dormiu bem?
–Maravilhosamente bem. – Seu tom atenuado, me fez querer sorrir.
–Sabe que eu jamais esperaria que o casamento fosse dessa forma. – Incapaz de controlar minhas palavras, tomei distancia para encara-lo. Dimitri tinha a expressão serena e ainda sorria daquela forma, que o deixava ainda mais irresistível.
–Ainda tenho muitas coisas pra te mostrar Roza. –Ele então desceu seu lábio calmamente pelo meu pescoço, fazendo com que minha respiração se tornasse rapidamente irregular. Instintivamente me aproximei mais a ele e busquei seus lábios, que logo foram tomados com os meus, eu um beijo casto. Uma de suas mãos então desceu na altura de minhas coxas, exercendo uma leve pressão, enquanto Dimitri me beijava. Mal me dei conta quando seu corpo cobriu o meu na cama, logo que ele inverteu nossas posições. –O que quer fazer hoje? – Ele perguntou-me, enquanto distribuía beijos pelo meu pescoço.
–Não ir à casa de Madame Florence seria uma ótima coisa. – Enruguei a testa e logo senti Dimitri rir sob minha pele sensível.
–Acho que podemos fazer um piquenique. O que acha? – Dimitri ergueu seu rosto para me encarar e não consegui evitar a surpresa, refletindo em meus próprios olhos.
–Um piquenique? – Repeti sua pergunta, franzindo o cenho pela surpresa.
–Sim um piquenique. – Dimitri voltou a sorrir, mostrando seus dentes perfeitamente brancos mesmo depois de acordar. –E depois podemos passar e ver Perséfone.
Como mordi o lábio, ele pareceu considerar.
–Tem alguma coisa para me falar? – Tocando meu rosto com notória curiosidade, ele aguardou.
–Eu meio que fui ver Perséfone ontem. – Voltei a morder meus lábios, notando que Dimitri acompanhava meu movimento com os olhos. Um brilho já conhecido cruzou suas feições.
–E? – Ele insistiu sereno, limitando-se a me olhar.
–E eu meio que a levei para um banho de sol. – Dei de ombros, tentando não parecer tão intimidada, como eu me sentia com seu olhar.
–E? – Dimitri percebendo que minhas bochechas estavam corando, voltou a sorrir. Uma de suas mãos pousou na lateral de meus quadris.
–E eu não a montei ou fiz algo estúpido. – Fiz uma careta e ele pareceu considerar aquilo. Em seguida, Dimitri levantou-se com cuidado para não me machucar e sentou na cama, passando uma mão por seu cabelo distraidamente. Voltei a olha-lo de perfil e percebi que sua aparência aquela manhã estava bem melhor, do que na noite anterior. O corte em sua testa ainda permanecia com os cantos avermelhados, mas sua expressão era sadia.
–Não está bravo comigo, está? — Repetindo seu gesto também sentei, empurrando os cobertores pesados para o lado.
–É claro que não. – Ele voltou a sorrir, mas notei traços de preocupação em suas feições. Levei minha mão até seu rosto e Dimitri apreciou meu incentivo. Seu olhar desceu para região de meu colo e sua pele recebeu uma leve tonalidade escarlate, enquanto seus olhos faiscaram. Foi sua vez de morder os próprios lábios.
–Está certo. – Ele disse por fim, como se tentando espantar os próprios pensamentos omitidos. –Presumo que já passamos de nossa hora de ficar na cama, Sra. Belikov. – A pronuncia de meu novo nome fez-me sorrir involuntariamente.
–Pois bem. – Rapidamente coloquei-me de pé. –Eu me sinto faminta de qualquer forma.
Comecei a caminhar em direção a porta que unia nossos quartos, quando senti as mãos firmes de Dimitri me girarem rapidamente e em seguida, seus lábios cobriram os meus em um beijo tão profundo, que fez com que minhas pernas quase cedessem. Como apoio, enlacei minhas duas mãos em seu pescoço, enquanto Dimitri mantinha minha cintura firme em seu próprio aperto. Seus lábios eram exigentes, me fazendo perder em sensações em meu ventre, conforme sentia o peso de suas mãos quentes delineando as laterais do meu corpo.
Quando ele por fim se afastou, foi como se uma corrente tivesse se rompido e que logo me fez, sentir frio. Ainda com os lábios próximos aos meus, ele sussurrou.
–É melhor você ir antes que eu mude de ideia.
Sem resposta para aquilo e ainda me sentindo abalada demais para qualquer pronuncia, apenas sorri e limitei-me a caminhar a meu próprio quarto.
***
Quando desci para tomar café, encontrei Dimitri já perfeitamente vestido com calças marrons e uma camisa branca, com três botões abertos. Seu cabelo estava solto e molhado, caindo levemente em seus ombros. Sua atenção parecia estar no jornal que estava lendo. Um leve franzir demonstrou certa preocupação.
–Bom dia – O saudei enquanto sentava a mesa, de frente para ele. Dimitri ergueu seus olhos, nitidamente apreciando o vestido que estava usando. Era um modelo rosa claro e decotado, com as mangas e colarinho de renda.
–Está muito bonita neste modelo. – Ele sorriu, fazendo sinal para que criado se aproximasse com o bule ainda quente.
–Você também não está nada mal. – Desviei o olhar, para as especiarias da mesa, pegando um pedaço de bolo em seguida. – O que está lendo? – Não contive minha curiosidade.
–Uma notícia sobre o baile de ontem. – Pela sua expressão amarga, provavelmente se tratara da briga em que ele e Joseph, haviam se metido.
–Eles noticiaram a briga? – Automaticamente meus olhos foram para seu curativo.
–Sim e não só a noticiaram, como estão especulando sobre os possíveis motivos que a originaram. – Dimitri fechou o rosto, perdido em pensamentos.
–Não ligue para eles. – Dei de ombros, fazendo com que meu marido voltasse a me olhar. Não me intimidando o suficiente, resolvi me atentar ao meu pequeno prato.
–Acho que vou seguir seu conselho, embora eu não acredite que ficaremos imunes a oficiais em nossa porta. – Ele tocou sua têmpora pensativamente.
–Não é como se eu tenha o matado. – Virei os olhos. – Eu apenas defendi meu marido e de todos, quem se machucou mais foi você. – Apontando com uma colher na direção de Dimitri, deixei clara minha opinião. Uma faísca cruzou seus olhos.
–Eu aprecio seu lado impulsivo, embora tenha sido irritante algumas vezes. – Dimitri segurou o riso, me fazendo virar os olhos e sorrir em seguida. –Mas de forma alguma irá participar dessa confusão toda.
–O que quer dizer? – Perguntei depois de engolir um pedaço de bolo.
–Quero dizer que para todos os efeitos, somente os relacionados na briga somos eu e Joseph.
–Mas eu o acertei na cabeça. – Ergui uma sobrancelha sugestiva para Dimitri, que ameaçou rir pela segunda vez.
–Sim o acertou em cheio, mas eu não poderia lidar com minha esposa em uma delegacia – Foi à vez de Dimitri se servir com um pedaço de pão. Como abri a boca para protestar, ele logo completou: — Você não faz ideia de como isso pode nos trazer problemas.
–Se você diz. – Respondi quase inaudivelmente, não gostando de usa-lo como escudo. Eu mesma poderia lidar com a situação.
–É o melhor a fazer Roza. – Seu sussurro carregado de sotaque, fez-me erguer novamente meu rosto para encara-lo. Dimitri sorria. Era um meio sorriso.
Antes mesmo que eu pudesse tomar nota, ouvi um pigarreio. Era Marie nos olhando silenciosamente.
–Senhor e Senhora Belikov, sinto em interrompê-los, mas a Senhora Katherine Mazur e sua avó, estão os aguardando na biblioteca.
Notavelmente surpresa pela visita inesperada, busquei os olhos de meu marido, que tinha o rosto inexpressivo.
–Avise nossas convidadas por gentileza, que iremos em um momento. – Dimitri então levou o guardanapo cor creme até os lábios e logo se levantou. – Está satisfeita?
–Sim estou. – Prontamente respondi, erguendo minha mão para que ele me ajudasse a levantar do lugar.
Já no corredor, Dimitri sussurrou ao meu lado.
–Quer atende-las sozinha? – Ponderei sua pergunta por um momento, mas logo respondi grata por sua abertura.
–Eu gostaria que me acompanhasse. – Sorri para meu marido que pareceu aliviado.
Quando adentramos a biblioteca, vovó e Katherine conversavam avidamente, mas seu diálogo foi interrompido quando me viram na soleira da porta.
–Rose – Minha irmã foi a primeira a se aproximar, avaliando-me minuciosamente. Agradeci-me mentalmente, por ter opinado em uma blusa com cobertura nos braços, mesmo que fosse pela renda. –Soubemos do ocorrido ontem – Katherine em sua forma juvenil ignorara totalmente meu marido, que permanecia em silêncio.
–Katherine minha filha, não sufoque assim sua irmã. – Minha avó então se aproximou de nós e de forma bastante sutil, tirou Katherine de perto de mim. – Perdão minha neta. Senhor Belikov. – Ela gesticulou com um curto gesto de cabeça. Dimitri limitou-se a repetir seu gesto.
–Está tudo bem vovó. – Com alguns passos para dentro da sala, sorri para Katherine que tinha o semblante preocupado. – Estamos bem.
–Desculpe-nos pela intromissão Sr. Belikov. – minha avó então tossiu algumas vezes, provavelmente graças a seu resfriado não sarado. – Mas minha neta insistiu para que viessémos verificar Rose, depois do que aconteceu ontem no Baile beneficente.
–Está tudo bem Sra. Hathaway. – Com um gesto de mão, Dimitri pediu para que seguíssemos para as poltronas ali próximas. Katherine sentou-se ao lado de minha avó enquanto eu sentei ao lado de Dimitri. –Mas devo informa-las que estamos bem, como minha esposa mencionou ainda pouco. – Dimitri pegou uma de minhas mãos que estava depositada em meu colo, para entrelaçar seus dedos. Katherine observou o gesto, não o entendo muito bem.
–Fico aliviada. – Minha avó então tornou a tossir, feliz com o que seus olhos denunciavam. Estava clara a harmonia entre eu e meu marido. –E também fico muito feliz que estejam se dando tão bem.
Seu comentário me fez corar, mas logo Dimitri começou a massagear os nós de meus dedos unidos aos seus, tentando passar algum conforto.
–E você vovó, como está? – Tentando mudar o tópico de nossa conversa desagradável, resolvi perguntar sobre sua saúde. – Katherine me avisou em sua última visita, que a senhora estava doente.
–Ah sim querida – Minha avó tornou a tossir. – É só um resfriado e já me considero bastante melhor esta manhã. – Analisei suas feições e notei escassos pontos roxos embaixo de seus olhos. Provavelmente graças a noites mal dormidas pelo resfriado.
Abri minha boca para perguntar sobre Abe, quando resolvi pensar melhor. Eu logo teria oportunidade de saber sobre meu pai, sem que Dimitri estivesse presente. Ele agora estava preocupado o suficiente com a notícia que vira no jornal mais cedo.
A conversa não durou mais do que uma hora, pois minha avó alegou estar atrasada para algumas compras, que faria com Katherine. Durante o tempo que passaram ao meu lado e de Dimitri, nos envolveram com mais algumas façanhas de Katherine em relação à música e também, o quesito Londres, que me deixou bastante receosa. O certo era que eu não sabia a data certa de nossa viagem e muito menos, o local exato onde iriamos morar. Dimitri estava aos poucos me contando os detalhes e até acreditava que a partir de agora, as coisas iriam melhorar com relação a isso. Ao me despedir de minha família, prometi que assim que soubesse de mais detalhes, eu iria informa-las em primeiro lugar.
***
–Pare de me interromper. – Sibilei tentando parecer irritada para Dimitri, que brincava com a capa do livro que eu estava lendo. Ele por sua vez limitou-se a me lançar um daqueles sorrisos espontâneos, que faziam meu coração martelar em meu peito. Dimitri estava deitado em meu colo, enquanto eu recitava alguns trechos de Romeu e Julieta de William Shakespeare, para ele.
–Eu não simpatizo com o Romeu – Ele fez um som estrangulado, tentando ter minha atenção. Antes que novamente ele alcançasse o livro, o ergui para longe de suas mãos.
–E posso saber o por quê? – Perguntei rindo de suas mãos voadoras, em minha direção.
–Por que não acho justa a forma como ele aceita que a família de Julieta, lhe diga o que fazer. – Dimitri virou os olhos, parecendo entediado. – Ele também parece bastante fraco.
–Ele não é fraco – Segurei o riso. – Ele é romântico.
Dimitri se mecheu em meu colo, imitando-me falar. Dessa vez eu gargalhei.
Como se perdendo sua paciência, Dimitri levantou-se e com rapidez, me deitou na grama, prendendo minhas duas mãos com as suas, enquanto deitava sobre mim.
–Não está jogando limpo meu senhor. – Segurando o riso, tentei me livrar de seus braços, mas ele parecia determinado a me segurar.
–Eu não jogo limpo – Dimitri então aproximou seus lábios do meu pescoço, fazendo minha pele formigar. –Na verdade eu estou mais interessado na pessoa que recita esse clássico de Shakespeare, do que em Romeu ou Julieta. – Ele respirou contra minha pele.
–Não gosta de clássicos? – Perguntei com voz sôfrega pela proximidade de seu corpo ao meu, trazendo-me uma sensação quente.
–Ah eu aprecio os clássicos. – Dimitri levantou seu rosto para me encarar. – Pode inclusive encontrar milhares deles em minha biblioteca ou então... – Ele parou, como se se preparando para uma notícia que lhe viera à mente instantaneamente. – Pode também encontra-los em meu quarto nas prateleiras.
Sua falsa ingenuidade me fez suspirar.
–Eu não acredito que as pessoas em seu casamento, passam o tempo todo nos quartos. – Com uma careta desconfiada, consegui obter outro sorriso de Dimitri. Dessa vez, malicioso.
–O que você tem contra os quartos? – Dimitri fingiu surpresa e isso me fez sorrir.
–Eu só acho que são feitos para dormir. – Dei de ombros e logo, senti a mão de Dimitri descendo para minha cintura enquanto sua outra permanecia, sobre a minha.
–Roza, Roza, sua inocência ainda vai acabar por me fervilhar a alma. – Dimitri voltou a beijar meu pescoço e não tardou a chegar a meus lábios, devorando-os com fome contida. Levei minhas duas mãos aos seus cabelos, o puxando para mais perto de mim. Dimitri soltou um rosnado baixo de satisfação, quando minhas mãos desceram e espalmaram seu peito coberto pela camisa.
Prestes a me separar de seu corpo para tomar ar, abri um pouco meus olhos e logo empurrei Dimitri com força, quando notei que alguém nos observava.
–Mas oque? – Ele perguntou atordoado, indo um pouco para trás.
–Dimitri olhe – Tentando não assustar o pobre animal, acabei sussurrando. Um enorme cachorro de pelagem acinzentada, nos observava ali na grama. Mais precisamente, observava a farta quantidade de comida que estava sobre a toalha listrada.
Dimitri então congelou em meus braços. Temendo sua reação, o mantive no lugar com ajuda de minhas mãos ao redor de sua cintura.
–Não faça nenhum movimento brusco. – O alertei.
–É um cão selvagem – Dimitri comentou com receio. Virei os olhos. – Vou soltar minhas mãos de você, mas não quero que tente nada estúpido. – Puxando seu rosto para o meu, fui sincera. Dimitri ponderou por um momento, mas com um longo suspiro, resolveu aceitar minha condição.
Dimitri levantou com cuidado e eu logo me sentei no lugar, apenas observando o pobre animal que parecia, realmente faminto. Engatilhando pela grama verde, ignorei os protestos de Dimitri ao meu lado e logo, aproximei-me da cesta que ainda continha alguns pedaços de torta de frango.
–Hey amigo, venha pegar. – Com uma mão erguida, tentei chamar o cachorro assustado. Ele me olhou durante alguns minutos, apenas observando meu gesto.
–Ele não vai se aproximar Rose. – Dimitri com voz controlada, apenas observava a cena.
–Ele vai sim. – Sorrindo, resolvi aproximar-me mais do cachorro, que começou a rosnar. Dimitri logo se colocou na minha frente, fazendo com que eu ficasse de pé.
–Dê-me isso aqui. – Ele se voltou para mim e com cuidado, tirou a torta de meus dedos. Em seguida, caminhou alguns passos na direção do cachorro e logo se agachou. –Venha aqui amigo. Não vamos machuca-lo. – Contra tudo o que pensei e inclusive, que Dimitri fosse enxotar o cachorro por ter rosnado, ele apenas pareceu ainda mais, compreensivo.
Longos segundos se passaram, até que finalmente o animal faminto resolveu ceder. Com cautela, se aproximou da mão de Dimitri e então abocanhou o pedaço de torta, que ele havia acabado de deixar na sua frente ao chão. Dimitri então voltou seu rosto ao meu e sorriu. Aquele meio sorriso que eu tanto amava.
Depois de comer o resto da torta que ainda restara, o pobre cão foi embora e nós, seguimos para o escritório de Dimitri, que alegara ter uma correspondência urgente para despachar. Aguardando-o finalizar a carta, opinei por sentar em uma de suas poltronas confortáveis, enquanto abria novamente o romance de Shakespeare, mas minha atenção alternou de rumo, quando meus olhos pousaram no quadro de sua família, bem acima da lareira.
Curiosa demais para voltar naquele assunto, aguardei pacientemente até que Dimitri tivesse despachado o espesso envelope para seu lacaio, e voltasse a sentar ao meu lado, com seu próprio volume em mãos.
–Eu gostaria de conversar com você. – Aguardei o momento que sua atenção estivesse absorta no volume, para começar a falar. Dimitri ergueu suas pálpebras espessas do livro e me encarou com curiosidade.
–Algum problema? – Ele perguntou.
–Não é necessariamente um problema – Dei de ombros, tentando manter a conversa o mais neutra possível. – São apenas algumas curiosidades minhas.
–E isso quer dizer o que? – ele perguntou erguendo uma de suas sobrancelhas perfeitas, em minha direção.
Respirando fundo, fechei meu livro e o encarei.
–Quer dizer que eu gostaria muito que me contasse, o que realmente aconteceu com sua família.
Notas finais
E a tal visita da avó e irmã dela? Será que alguma coisa ai tem? Pobre da Rose... Tentou até perguntar do Abe, mas ela foi esperta o suficiente, para saber que isso deixaria o Dimitri com raiva.
O que vocês acharam do capítulo? Alguma coisa poderia ter sido mudada?
Sobre a tão famosa noite de núpcias deles, devo informa-las que se forem boazinhas e comentarem e recomendarem para nos fazer inspiradas, deixaremos com bastanteeee detalhes :). Mas é algo que ainda estamos revendo com cautela.
De qualquer forma, já falei bastante então. Aguardamos os comentários de vocês e logo tem mais post.
Um beijooooo ♥ ♥ ♥
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