Brave Heart
30 Capítulo 30 - O Irmão.
Notas iniciais
Leiam com atenção e qualquer dúvida, estou a disposição.
♥
[POV Dimitri]
–Oh meu Deus. – Rose respirou fundo, depositando suas mãos ao redor do meu rosto. – Como isso aconteceu?
–Eu não sei. – Fechei meus olhos com força e lágrimas começaram a brotar lentamente, sem que eu realmente tivesse controle. – Você não pode fazer isso. Não pode se demonstrar fraco na frente dela. Justo, na frente dela.
Mas por mais que eu repetisse tais palavras em minha cabeça uma e outra vez, não consigo evita-lo. – Eu o vi. O vi está noite.
Tentando apartar o sofrimento e evitar as palavras, apertei-a contra mim e solucei em seu ombro. Rose me acolheu em seus braços, com palavras doces.
–Se acalme. Onde ele esta? – Ela beijou meu rosto, mas mesmo assim, eu me negava a se afastar.
–Está em um bordel que mais se parece como um ninho de ratos. – Imagens do acontecido a pouco me enojavam. Benjamin ali bebendo, como um moribundo sagaz.
–Mas ele está bem? Precisa de ajuda? – Rose tentou se afastar novamente e desta vez, seu olhar se encontrou com o meu. Deus, ela estava tão preocupada.
–Eu não tive coragem de perguntar. Ele estava entretido com outras coisas. – Respondi em tom amargo e Rose, pareceu entender.
–Mas, quer falar com ele? Não acha que precisa? – Ela forçou um sorriso singelo em minha direção, que acolhi.
–Eu não sei. – Respondi honestamente a abraçando de volta. Eu não queria pensar, eu não queria falar de mais nada naquele momento. Só queria seus braços ao meu redor me confortando. – Dimitri, carinho, estou morrendo sem ar.
Não percebi a estar machucando, até que protestou. Rapidamente afrouxei meu aperto de si.
–É ele Rose. Eu tenho certeza que é ele. – Olhei para o chão, me sentindo miserável.
–Ele se parece com você? Quando foi a última vez que o viu? – Me puxando lentamente, Rose encontrou a base do sofá e se sentou. Com seu incentivo me deitei, apoiando minha cabeça em seu colo macio como seda.
–Faz muitos anos. Ainda éramos crianças. Foi antes de eu partir para a Rússia. -Depois de uma longa pausa, resolvi continuar-Benjamin me odeia.
–Não. Eu não acredito nisso. – Rose beijou meu cabelo castanho e eu pude sentir o doce aroma de sua colônia. – Você mesmo disse que eram crianças. Isso já deve ter passado.
–Não para ele Rose. Não para ele. — Sem que eu tivesse controle, meus pensamentos tomaram seu próprio rumo.
"Benjamin me encarava com os olhos brilhantes pela ira. Suas palavras ecoavam sem parar em minha cabeça, conforme ele era arrastado para longe.
–Seu assassino! Você estragou tudo! – Saliva saltava por sua boca contorcida, transbordando sua indignação e ódio, pelo que eu acidentalmente havia feito.
Tentei argumentar mais de uma vez. Explicar a ele que eu não queria ter feito aquilo, mas Benjamin jamais entenderia. Eu sabia bem. Sua idolatria por meu pai era cega.
Lancei o último olhar ao caixão bem próximo de meu corpo, sentindo uma dor terrível no peito. Primeiro havia sido minha mãe. Seu doce olhar a expressão suave, haviam se perdido no tempo, quando ela morreu. As manhãs coloridas de primavera já nunca mais seriam as mesmas, desde que ela partira.
–Vamos filho, será melhor para você, se ficar longe. – Meu padrinho me encarava com os olhos tristes, enquanto me guiava para longe daquele corpo já sem vida."
–Ele acha que você matou seu pai? — Rose perguntou pela segunda vez, me fazendo dissipar de minhas próprias memórias.
–Ele tem certeza disso. Benjamin sempre o idolatrou como um Deus. E mesmo meu pai sendo um completo maldito, ele ainda o idolatrava, dia após dia.
Respirando fundo, ela se ajoelhou a minha frente. Com cuidado, apoiou minha cabeça em uma das almofadas. Eu apenas a observei em silêncio.
–Seu irmão é um completo idiota se o odiar. Você é maravilhoso. – Rose deslizou seus dedos quentes por meus lábios e então, tremi. – Eu amo você Dimitri e estarei ao seu lado, no que resolver.
–Eu realmente aprecio que esteja do meu lado. – Toquei seu rosto e então, percebi que estava tremendo. – Mas eu aceito a culpa. – Sentando no sofá, mais uma vez permiti que meus pensamentos falassem por si só. Já era hora de compartilhar aquilo com ela.
"Eu não estava com sono naquela noite. Na verdade, eu tinha dormido bem pouco, desde o enterro de minha mãe. Os dias eram extremamente longos e as noites, de forma bastante exaustivas se seguiam. Eu decidi que precisava falar com meu pai. Que precisava enfrenta-lo de uma vez, pois Benjamin nunca o faria.
Nossos cavalos estavam adoecendo graças ao desleixo de sua parte e já não aguentávamos mais, viver oprimidos em casa, enquanto ele dormia quase todas as noites na rua, abusando de seu vício por mulheres, jogos e ópio.
Bati duas vezes na porta e como não obtive resposta, simplesmente adentrei.
Meu pai estava inclinado em sua poltrona, cercado de uma fumaça densa e espessa. Seus olhos brilhavam e sua expressão, já era não era das melhores.
–O que você quer? – Ele vociferou, quando notou minha presença.
–Eu vim falar sobre os cavalos. – Dei de ombros, me sentindo miserável.
–O que têm eles? – Meu pai baforou e me olhou de soslaio. Havia algumas cicatrizes em seu rosto, que nem me atrevi perguntar.
–Estão doentes. – Aproximei-me mais um passo e então, ele se levantou do lugar onde estava, dando a volta na mesa.
–Pois bem. Já tem idade o suficiente, para cuidar deles.
–Mas pai, eu não sei cuidar dos cavalos. – Franzi o cenho.
–Então arrume alguém que o faça. – Em um movimento rápido, pegou o copo que estava em sua mesa contendo uma bebida escura, e deu um gole seco.
–Eu não quero saber disso! Saia já daqui. – Ele então começou a gritar. – Fale com seu irmão e não me encha mais a paciência, com assuntos tão infantis.
Quando ele cambaleou, me aproximei para ajuda-lo, mas ele logo me empurrou com força o suficiente, para que eu batesse com força na porta.
A dor me atingiu com força, mas mesmo assim, não me intimidei e logo estava de pé apoiado na porta.
–O senhor é um bêbado! Merece a vida que tem! É um bêbado louco! – Vociferei não me importado com mais nada. –Foi por sua maldita culpa que minha mãe morreu! – As lágrimas ardiam em meus olhos. –Você deveria estar no lugar dela.
Meu pai ergueu a mão para me atingir, quando simplesmente começou a convulsionar no chão.
Comecei a gritar em busca de ajuda, mas era tarde demais. Seus olhos abertos se fixaram em meu rosto, quando seu corpo parou de se mover.
–O que você fez? – Benjamin abriu a porta em um solavanco desajeitado. Suas mãos foram em direção a seus lábios, demonstrando o completo horror pela cena.
Entre soluços, não consegui dizer a ele ao certo, como tudo havia acontecido. Encarei minhas mãos, bem próximas do corpo inerte de meu pai, no chão de seu escritório.
–Benji, eu. – Solucei mais uma vez, mas ele simplesmente me ignorou. Seu olhar era frio e calculista. Eu vi o ódio translúcido.
–Você o matou! – Ele gritou com toda a força que tinha, me fazendo encolher em meu lugar. Aquilo chamou a atenção dos empregados. – Você é um maldito bastardo Dimitri! Matou a seu próprio pai.
–Eu não. – Pausei e levei minhas mãos aos meus lábios rachados pelo frio, que subia através de minha espinha. – Não o matei. Não.
Aos poucos, os empregados foram chegando à cena. O horror estampado em seus olhos, se alternava do corpo sem vida no chão e o meu. Sem que eu tivesse controle, baixei minha cabeça para o peito de meu pai e comecei a chorar.
–Vamos menino. – A voz de nossa ama soava bem próximo de meu ouvido. – Vamos embora daqui. Não há nada o que você possa fazer."
–Foi assim que tudo aconteceu? – Rose estava ainda ajoelhada sob meus joelhos, e me olhava daquela forma amável e calorosa de sempre. Toquei seu queixo.
–Sim. Foi isso o que aconteceu. – Mal reconheci minha voz, quando pronunciei as palavras.
–Então não foi sua culpa. – Rose se colocou de pé em um instante. – Seu pai não morreu por que você o fez. Foi natural. – Ela então sorriu, me fazendo duvidar por um momento, se ela havia realmente escutado o que eu havia falado.
–Rose. Eu fui o responsável. – Continuei a argumentar, mas ela puxou minhas mãos para cima, me incitando a levantar.
–Não. Não foi. Seu irmão o fez acreditar que era assim, por que precisava de um culpado para depositar toda a culpa. Não foi você. – Ela beijou meu queixo, meu rosto e então, fechei meus olhos.
–Você não sabe o que está dizendo. – Murmurei já sem voz, completamente entregue a ela.
–Sim eu sei. Mas não vamos falar mais disso por agora. Você precisa descansar. – Ela então puxou minha mão, e eu a segui pela escadaria. Já no andar de cima com a porta fechada, Rose me ajudou a deitar na cama, mas quando fez menção de se afastar, a puxei para mim.
–Não vai. – Afundei meu rosto em seus seios e ela me abraçou.
–Eu não vou à parte alguma. – Beijou meu cabelo, afagando os fios castanhos. – Eu só acho que você poderia se livrar desses pesados sapatos, ainda mais, se for deitar em nossa cama tão limpa.
Seu tom de advertência me fez sorrir e então, ergui o olhar.
–Você tem razão. – Com uma única mão e ajuda do outro pé, retirei os sapatos e voltei a puxa-la sobre meu corpo, quando minhas costas encontraram a maciez da cama.
–Meu querido – Ela caiu por cima do meu corpo, totalmente desajeitada. –Eu estou me sentindo uma boneca de pano. – Sua risada era suave, assim como sua pele em contato com a minha fria.
Não esperei que ela se levantasse e logo, levei minhas mãos ao laço de seu robe com extrema tranquilidade. Rose baixou seu olhar.
–Não está pensando, não é? – Ela sorriu e mordeu seu lábio, de forma irresistível.
–Eu sempre estou pensando nisso, ainda mais, quando estou com você. – Ela abriu ainda mais os olhos e então, a beijei.
Notas finais
Gente, como andei sumida, estou compensando nessa semana mais um post okay?
Bom, esse post explica bastante coisa e acho que muita gente ai do outro lado, conseguiu finalmente respirar aliviado.
Sim, foi exatamente dessa forma que tudo aconteceu e sim, é por isso que o Dimitri se sentiu tão apreensivo.
Não sei vocês, mas eu fiquei com muita dó da criança. Gente isso pode causar um transtorno. Já pensaram?
Mas enfim, o que vocês acharam? Correspondi as expectativas de vocês?
Por favor comentem!
Beijos ♥
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