Brave Heart

25 Capítulo 25 - A Cabana (Parte II)


Notas iniciais
AVISO IMPORTANTE: Esse capítulo contem cenas impróprias para menores de 18 anos u.u. Portanto, apreciem com moderação hahahahaha.

*LEIAM AS NOTAS FINAIS*

POV Rosemarie

Dimitri ainda me observava com expressão receosa. Era como se milhares de pensamentos cruzassem ao mesmo tempo, a linha de seu raciocínio. Sim, ele estava em uma verdadeira batalha interna.

Tentando desesperadamente puxa-lo de suas dúvidas traiçoeiras, iniciei a conversa a minha forma, dado que meu marido apenas responderia as minhas perguntas. Com certeza, poderia ser uma boa alternativa naquele momento.

–Você me disse que sua mãe gostava daqui. – Sorri da melhor forma que pude, espalmando minhas mãos sobre a cama coberta por uma colcha em tom mostarda.

–Sim ela gostava. – Dimitri sorriu de forma sonhadora, fazendo com que em seus lábios, surgisse um sorriso tímido. Eram realmente raros os momentos que eu o via daquela forma.

–E o que exatamente vocês faziam aqui? – O instiguei.

Dessa vez, obtive um olhar de lado de Dimitri. Ele parecia começar a relaxar.

–Meu pai construiu esse lugar por que gostava muito de pescar, quando éramos mais jovens. – Ele caminhou em minha direção e sentou ao meu lado na cama. – Mas seu hábito não durou muito. – Ele pausou, provavelmente para puxar algo em sua memória. – Logo que ele herdou de vez a fortuna de meu avô, meu pai mudou radicalmente seus hábitos. Incluindo é claro, seu gosto por esse lugar ou até mesmo pesca.

–Seu pai tinha irmãos? – Toquei sua mão e Dimitri pareceu tenso momentaneamente. Sem pensar uma segunda vez, o soltei, forçando-me a não desvia-lo do assunto. Seria uma boa hora agora, para ele realmente me contar sobre os fantasmas que o atormentavam.

–Meu pai tinha um irmão. – Ele continuou depois de uma breve pausa, voltando a encarar o nada a sua frente. – Mas ele foi morto um pouco antes de eu nascer, com malária.

Fiz uma careta.

–Eu sinto muito – Reprimindo a vontade de toca-lo novamente para demonstrar meus sentimentos, abracei meu próprio corpo.

–Está tudo bem. – Dimitri virou seu rosto e observou meu gesto. Seus olhos eram intensos e eu me peguei perguntando, o que exatamente estaria passando por sua cabeça naquele momento.

O chiado da chuva começou a martelar com força do lado de fora. Dimitri então levantou as pressas do lugar onde estava, e apanhou a toalha surrada da pia que antes estava usando para limpar as mãos, a colocando em baixo da porta, para evitar que chuva entrasse por lá.

–Eu acho que estaremos bem. – Dimitri ergueu sua cabeça novamente para mim e mechas castanhas dos seus cabelos, caíram parcialmente por seu rosto. A visão era muito bonita.

–Eu creio que sim. – Sorri, batendo com a mão ao meu lado na cama, para que ele se aproximasse.

–Tem fome? – Dimitri perguntou de repente, observando o movimento de minhas mãos. Ele parecia um pouco agitado.

–Tem algo para comer? – Ergui uma sobrancelha desconfiada para ele, que sorria de forma quase encabulada.

–Na verdade, eu pedi para que uma criada me trouxesse algo para comer, mas acho que ela não entendeu direito. – Ele franziu o cenho, indo em direção ao armário de madeira e olhando dentro.

Respirando fundo, fui ao seu encontro para tentar ajuda-lo.

Um pedaço de pão e alguns utensílios de sopa como chuchus, batatas e algumas cenouras, estavam localizados em uma cesta, dentro do armário. Sorri com a expressão confusa de Dimitri. Notavelmente a criada havia entendido suas ordens ou pela metade, ou simplesmente resolveu brincar com a paciência de seu senhor. Como eu duvidara que a segunda opção fosse válida, resolvi começar com meu próprio incentivo.

–Passe para lá. – Empurrei gentilmente meu marido para ao lado, enquanto puxava a cesta para fora do armário e a depositava em cima da mesa. – Já sei o que vou fazer com isso. – Lhe lancei um olhar significativo, recebendo um similar de Dimitri.

–Não precisa cozinhar. – Ele sugeriu, mas o ignorei. – Tem algumas maçãs aqui – Dimitri foi novamente em direção ao armário e logo pegou uma maça bem vermelha. – Acho que podemos nos virar com isso. – Ele deu de ombros e não consegui abafar uma risada alta.

–Quem diria o Conde, vasculhando por comida em um armário e me olhando dessa forma tão perdida. – Toquei meus lábios tentando conter minha risada, enquanto buscava nas gavetas por algum utensílio de cortar.

–Isso não é engraçado. – Dimitri também riu de forma espontânea. Finalmente uma bela faca surgiu em minha visão. A peguei e voltei para a mesa, separando os legumes. – Não precisa realmente fazer isso Rose.

Outro trovão foi ouvido à distância. Encolhi-me um pouco.

–Enquanto eu corto isso aqui, pode sentar ai na cadeira e continuar me contando sua história. – Disse sem me virar, focando em uma das panelas em cima do fogão de lenha. – Acho que precisamos de madeira.

–Tem aqui. – Dimitri que já estava sentado, levantou-se do lugar e foi em direção a outro armário, pegando alguns pedaços de madeira firme. – Pelo menos isso eu sei onde fica.

Mesmo empoeiradas um pouco, elas serviriam para o propósito inicial.

–Pode acender o fogo que vou colocar a panela já ali. – Congelei no lugar, lembrando-me que não tínhamos água. – Dimitri, eu acho que temos um problema.

Ele se virou para me encarar. Seus cabelos castanhos novamente caindo em seus olhos.

–O que foi? – Ele perguntou confuso.

–Não temos água. – Franzi o cenho e ele voltou a sorrir. Não entendi de imediato, até que o vi voltar da beirada da porta onde havia ido, com um grande utensílio contendo água.

–Na verdade, eu não sou tão desprevenido assim. – Ele piscou.

–Aprecio isso. – Peguei de suas mãos o mesmo e despejei na panela.

–Eu trouxe isso quando vim pra cá. Acho que ainda está boa. – Ele voltou a sentar-se à mesa, apenas me observando trabalhar.

–Vai servir. – Respondi, começando a cortar os legumes em pedaços pequenos.

Quando já os havia depositado no caldeirão, Dimitri voltou a falar.

–Então Senhora Belikov, enquanto você termina nosso jantar, eu vou arrumando a cama para nós e volto logo.

–Está bem. – Respondi mesmo sabendo que meu marido estava nitidamente se esquivando de minha abordagem.

Depois de pouco tempo, o cheiro já havia inundado completamente o pequeno cômodo. A chuva caia sem cessar. Quem diria que o Conde e sua conhecia arrogância, junto de sua esposa, fossem passar a noite em uma cabana isolada. Ri com meu próprio pensamento.

–Do que está rindo? – Dimitri perguntou, me fazendo virar para encara-lo. Ele já havia tirado seus sapatos e aberto alguns botões de sua camisa. As roupas antes jogadas em cima da cama, agora estavam em uma cadeira no canto.

Eu quis dizer a ele meu pensamento, mas limitei-me apenas a encara-lo. Dimitri tinha o rosto sério e um pouco corado. Eu poderia jurar que ele se sentia de forma bastante insegura.

–Nada. Só estou me sentindo feliz. – Opinei pela resposta mais curta. Não era uma mentira, mas eu não gostaria de deixar Dimitri ainda mais ansioso do que eu estava. –Eu fico feliz que tenha me trazido aqui e me contado o que aconteceu com sua família.

–Eu te disse que não era uma história feliz. – Ele advertiu, cortando a distância entre nós.

–Mas faltam algumas coisas. – Peguei a colher de pau e mexi a sopa.

–Eu sei. – Ele assumiu. –Eu vou contar tudo a você.

–Ótimo, mas por agora, eu ficaria feliz se você me mostrasse onde ficam os pratos.

Dimitri logo voltou à mesa com dois pratos brancos e aparentemente limpos, mas mesmo assim, ele jogou agua nos dois antes de nos servir.

–Vamos comer agora – Ele disse, entregando a mim um prato com sopa e um pedaço de pão.

–Sabe fazer isso? – Segurei o riso e ele pareceu quase ofendido.

–Se está me perguntando se sei servir uma sopa, a resposta é sim. – Ele respondeu sem me olhar, sentando a minha frente na mesa, logo após servir seu próprio prato.

–Você morou sozinho na Rússia? – Perguntei, encarando distraidamente o brilho de minha colher de prata. Mesmo em uma cabana como aquela, eles tinham utensílios realmente bons.

–Sim, eu morei sozinho. – Dimitri me lançou um olhar curto. –Mas se me recordo bem de nossa conversa inicial, estávamos falando sobre meu tio. – Dimitri pigarreou não se sentindo a vontade de falar sobre si. –É tudo o que sei a seu respeito dele.

–É realmente muito triste. – O olhei por cima de meu próprio prato. Já havíamos começado a comer. – Mas conte-me como tudo aconteceu. Disse-me que seu pai foi ruim com sua mãe, depois que vocês receberam a herança se seu avô.

–Você não faz ideia do inferno que se tornou nossa vida. – Dimitri conclui de forma arrogante.

–Eu posso imaginar. Tive uma experiência não muito agradável em minha própria casa. – Lamentei, lembrando-me de Abbe e sua brutalidade para comigo.

Percebi que ele havia vacilado em sua postura.

–Mas – O interrompi. Eu não queria recordar isso. Não agora. – Depois me disse que sua mãe faleceu. O que houve?

Um momento de silêncio desconfortável pairou entre nós.

–Minha mãe cansou Rose. – Sua voz era melancólica. Pela primeira vez, eu realmente vi traços de dor em seu rosto perfeito. – Ela adoeceu um tempo depois, que meu pai começou com suas libertinagens sem controle. Mesmo depois de ela ter se recuperado de certa forma da pneumonia, seu corpo se tornou frágil e ela não demorou a morrer.

Soltei minha mão da faca que cortava os pães na mesa e fui à direção de meu marido. Dimitri olhava para baixo, perdido. Puxei seu rosto para o meu e sem pensar em mais nada, sentei em seu colo. Meus dedos delineavam toda a extensão de seu rosto. Ele fechou seus olhos.

–Não faz ideia de quanto eu aprecio isso. – Ele sussurrou em voz entregue. –É tão bom.

–Eu também gosto de te tocar. – Fui sincera. Meu coração agora batia freneticamente dentro do meu peito. Tudo parecia certo.

Dimitri abriu seus olhos com preguiça e então tocou meu rosto.

–Eu sei que. – Ele começou, mas como se estivesse tentando dissipar sua linha de pensamentos, chacoalhou sua cabeça em negação. – Não se preocupe.

–O que foi? – Voltei seu rosto para o meu, preocupada.

–Não importa. Eu prometi a você que iriamos com calma. Não importa como eu me sinta a respeito. – Ele falou. Seus olhos desviaram dos meus com rapidez e Dimitri gentilmente me tirou de seu colo e levantou, indo em direção à cama. Ainda de costas, ele tocou os dois lados de sua cintura. Seus cabelos caiam pelo começo de suas costas e eu realmente vi a tensão de seus ombros.

E foi ai que finalmente entendi o que ele estava querendo dizer. Já havíamos conversado sobre isso. Dimitri queria dar um passo à frente em nosso relacionamento. Desviei o olhar, sentindo-me nervosa de repente. Minhas emoções afloraram em uma velocidade incrível. Milhares de perguntas em minha cabeça se mostravam, mas de uma forma bastante diferente a que havia cogitado uma vez, eu sabia a resposta para todas elas.

–Eu aceito – Afirmei, sem nenhuma necessidade de acrescentar mais nada, em minha promessa muda. Sem coragem de encara-lo, prendi meus olhos em um ponto qualquer no chão.

Senti o corpo de Dimitri enrijecer e aos poucos, bem lentamente, ele se virou. Minhas bochechas tomaram uma agonizante tonalidade escarlate, enquanto eu sentia que minhas pernas estavam prestes a ceder.

Ele aguardou por mais alguns segundos agonizantes, antes de se aproximar lentamente.

–Olhe pra mim Rose. – Ele pediu gentilmente. –Não vou fazer nada, que você não queira. – Sim, novamente Dimitri estava me dando à opção da decisão. O veredicto.

O obedecendo, ergui meu olhar para o seu. Ele tocou meu rosto e senti uma leve tensão na ponta de seus dedos, enquanto ele sorria.

–Eu prometi a você que não iria apressar as coisas e não vou fazer isso.

–Eu sei, mas eu sou sua esposa. Eu devo isso a você. – Pisquei duas vezes.

–Não quero isso como obrigação. Não. – Ele mexeu sua cabeça em negação para ambos os lados. –Quero que você queira estar comigo.

E com isso, Dimitri voltou a me dar as costas, indo em direção aos pratos vazios em cima da mesa. Sua cabeça estava baixa e seus olhos distantes.

–Você não fez a pergunta. – Tentei soar o mais séria possível. Dimitri que estava levando um pano a pia parou de caminhar. Aos poucos e muito lentamente, ele virou para me encarar. Seu rosto confuso, como se não pudesse ou não quisesse acreditar no que estava ouvindo.

–Que pergunta? – Ele perguntou depois de uma breve pausa. Seus lábios secos.

–Você sabe qual a pergunta. – Continuei no mesmo tom, sem me mexer um passo do lugar. Eu me negava a sentir-me intimidada. Não agora.

E como se uma grande revelação se fizesse diante dos olhos de Dimitri, ele mudou suas feições para algo caloroso e logo encurtou totalmente a distância entre nós. Suas mãos foram para o meu rosto e eu apreciei seu toque.

–Você me quer Rose?

Respirei fundo, sabendo exatamente o peso de minhas próximas palavras.

–Sim, eu quero. – Minha voz saiu mais firme do que pensei que sairia.

Dimitri aproximou seu rosto do meu para me beijar. Antecipação fervilhou dentro de minha alma, conforme me aproximava para recebê-lo. Ele selou nossos lábios em um beijo tenro e caloroso, fazendo com que minhas pernas ameaçassem falhar, a qualquer momento.

Em dado momento, Dimitri se afastou com um sorriso de pura satisfação, enquanto me puxava para mais perto da cama. Eu o segui.

Ele me sentou na cama e se ajoelhou a minha frente, para tirar meus sapatos. Eu tentava me manter calma no processo, mas seus dedos não estavam ajudando em minha concentração. Sua postura era tranquila e bastante paciente. Bastante diferente da minha.

Quando finalmente os tirou e depositou-os em um canto qualquer, ele ergueu suas mãos para que eu as pegasse. Levantei-me em um pulo, sentindo a maciez do tapete em baixo de meus pés. Sem os sapatos de salto, a diferença de altura entre Dimitri e eu, se fazia mais notável.

Ele beijou meu rosto com ternura e eu comecei a hiperventilar, quando senti suas mãos em meus seios por cima do tecido do vestido, em movimentos circulares com o polegar.

–Isso vai doer certo? – Perguntei, não conseguindo conter minha ansiedade. Dimitri cessou seu movimento e buscou meus olhos. Mordi meu lábio. Eu não fazia ideia do que me esperava, embora tivesse uma boa recordação de suas mãos quentes e firmes em meu corpo e também, a doce sensação que elas proporcionavam. Mas eu havia escutado rumores sobre a primeira noite de mulheres virgens. Não era algo agradável.

–Um pouco. – Dimitri respondeu depois de uma breve pausa, como escolhendo suas palavras com cuidado.

Ele deve ter visto o pavor em meu rosto, pois logo se redimiu.

–Não é esse tipo de dor que você está pensando. É uma coisa passageira.

Ele então sentou na cama e pediu que eu o fizesse também.

–As mulheres possuem uma espécie de barreira dentro de seu corpo, que é rompida quando ela tem a primeira noite de amor com seu marido. Ou não. – Dimitri virou os olhos. – Mas funciona de uma forma bem simples. Você irá sangrar um pouco e haverá um ardor, mas vai passar.

–E todas as noites serão assim? – Toquei minha garganta, recordando de quando Dimitri havia dito que seria algo similar ao que havíamos feito noites atrás. Não era doloroso.

–Não. É claro que não. – Ele se apressou a dizer. – Somente na primeira ou segunda vez. Mas vou respeitar os limites de seu corpo. Não machucarei você. Você vai gostar.

Olhei bem fundo dentro de seus olhos.

–Eu acredito em você. – Sorri, tocando seu rosto. Dimitri abriu ainda mais seu sorriso e beijou minha testa e em seguida, minhas bochechas.

–Não vou machucar você. Eu prometo. – Ele sussurrou bem próximo de meus lábios, antes de cobri-los em um beijo com paixão.

Sem mais alternativas coerentes ou medo inconsciente, enlacei minhas mãos no pescoço de Dimitri e o puxei para mais perto. Dimitri por sua vez impulsionou meu corpo para trás, de forma que eu caísse com as costas na cama. Seu corpo então cobriu o meu e seus beijos se tornaram ainda mais exigentes, à medida que uma de suas mãos descia até a barra de meu vestido, o puxando para cima. Levei então minhas mãos a sua camisa de linho e desabotoei o restante dos botões. Isso pareceu ainda mais incendiá-lo, pois tão logo, ele me puxou mais para cima e foi quando, minha cabeça encontrou a maciez dos travesseiros da cama. Ele então separou nossos lábios, nos girando para ficarmos frente a frente na cama, sorrindo de uma forma doce. Meu coração martelava em meu peito, enquanto eu lutava para me manter calma.

–Acho que podemos livrar você dessas roupas todas. Não sei como vocês mulheres, conseguem usar tanta roupa. Uma em cima da outra. – Ele franziu o cenho e não consegui evitar rir, dissipando a tensão.

–Eu preciso confessar a você, que também não entendo essa obsessão. – Virei os olhos e Dimitri pareceu divertido. – Acho que um vestido bastaria.

–Ótimo. – Ele se aproximou um pouco mais e selou nossos lábios. Senti o momento exato que seus dedos encontraram os rígidos nós de meu espartilho, e começavam a desfazê-los. Um a um os nós foram cedendo, dando espaço a minha pele nua. Dimitri baixou um pouco o vestido, espalmando sua mão em minhas costas, enquanto distribuía beijos quentes em meu pescoço e seios, agora descobertos pelo espesso tecido.

Uni-me mais a ele, puxando sua camisa branca, que ele prontamente jogou no chão sem nenhum cuidado. Já sem ela, toquei seu peito nu, apreciando a maciez por debaixo de meus dedos trêmulos. Dimitri se aproveitando de minha deixa, puxou o resto de meu vestido para baixo, me deixando somente com o calção, que usava por baixo do vestido*. Tão logo me girou na cama, para que ficasse por baixo de seu corpo e voltou a me beijar com volúpia.

Pousando uma de suas mãos em meus quadris, exerceu uma suave pressão.

–Você é tão linda. – Ele sussurrou bem perto do meu ouvido esquerdo. –Tão linda que chega a me doer.

Novamente ele nos girou na cama, fazendo com que eu sentasse em seu colo. Foi quando realmente senti a dureza provinda de suas calças. Ergui um pouco meu corpo para fita-lo. Os olhos de Dimitri faiscaram e como se aquilo tivesse sido transferido para mim, eu me senti quente, mas mal tive tempo de processar aquilo, pois ele logo me puxou para seu próprio corpo e tomou meus lábios com urgência.

Ele voltou a me girar na cama, para baixo de seu corpo e começou a descer pela linha de meu pescoço, com beijos quentes e molhados, até a altura de meus seios, onde começou a suga-los. Suas mãos sem cessar, desceram até minha roupa de baixo e começaram a puxa-la para baixo, até que finalmente, me senti completamente nua.

Minha respiração estava acelerada a ponto de quase me faltar ar. As sensações que meu corpo experimentava eram magníficas e fortes, mas mesmo assim, eu sentia que me faltava algo.

Como se tivesse lido meus pensamentos, Dimitri livrou-se de suas próprias calças e se acomodou entre minhas pernas. Gemi com o contato, fechando meus olhos com força, enquanto o ouvia recitar palavras sem sentido algum em meu ouvido.

Estando tão inerte a tudo aquilo e inclusive as sensações que seus lábios proporcionavam em meus seios, mal senti seu membro, quando pulsou em minha entrada. Em dado momento senti um ardor, mas que foi logo interrompido, quando Dimitri começou a massagear meu trazeiro com as mãos, separando ainda mais minhas pernas, para recebê-lo.

–Vai passar Roza. Já vai passar. – Dimitri tinha a voz calma e controlada, embora o suor pingasse de sua testa freneticamente, graças ao esforço que estava fazendo para se controlar. Com mais um impulso fundo, ele entrou totalmente em mim. Mordi o lábio, diante da dor.

Sem mais delongas, Dimitri começou a se mover. Devagar no começo, com movimentos circulares e fundos, mas que logo, foram substituídos por ritmados e intensos. Eu já não conseguia mais disfarçar meus gemidos altos e Dimitri parecia realmente não se importar, pois aquilo parecia o entusiasmar ainda mais com seus movimentos.

Foi quando novamente a sensação boa começou a me invadir, tomando totalmente a dor que eu estava sentindo.

–Dimitri – Choraminguei entregue.

–Sim, eu sei. – Ele respondeu quase no mesmo tom sôfrego que o meu, aumentando ainda mais suas investidas.

E foi ai que a sensação me tomou por completo. Eu gritei seu nome, quase no mesmo tempo em que senti um líquido quente me invadir por dentro. Dimitri estava se esvaziando dentro de mim e aquela sensação era maravilhosa.

Quando terminou, ele deitou em meu peito ofegante, abraçando-me por completo. Voltei a abrir os olhos, quando senti seu dedo em meu nariz. Ele sorria de uma forma que eu nunca havia visto antes. Ele parecia feliz.

Toquei seu rosto, não conseguindo evitar um sorriso espontâneo. Eu me sentia bem com o que havíamos feito. Eu me sentia completa.

–Acho que não foi tão ruim, quanto suas amigas devem ter contado. – Ele ergueu uma sobrancelha perfeita pra mim.

–Na verdade não foi. – Admiti, ajeitando minhas costas nas almofadas, sentindo-me exausta, porém saciada. Dimitri percebendo que ainda estava em cima de mim, possivelmente me machucando, resolveu se afastar, mas o puxei novamente.

–Está tudo bem. – Mexi em seu cabelo castanho, retirando alguns fios cobertos de suor, de sua testa. – E respondendo sua pergunta, foi maravilhoso. Eu fico até envergonhada de ter tido tanto medo. – Senti o rubor crescente de minhas bochechas.

–Não era o momento certo – Dimitri disse, beijando minha testa.

–É verdade. – Sorri – Estou feliz que tenhamos feito.Eu me sinto feliz.

–Te disse que você ia gostar. – Dimitri desceu sua mão até a altura de meu quadril. Gemi com o contato quente. –E tenho muito mais coisas para te mostrar. – Ele apertou ainda mais sua mão e quando fechei meus olhos, ele se afastou. – Mas não hoje. – Dimitri saiu totalmente de cima de mim e deitou ao meu lado, mas sem antes beijar minha testa. – Foi sua primeira vez. Precisamos ir com calma e isso inclui seu marido longe, por enquanto.

–Sim. – Fechei meus olhos apoiando meu rosto em seu peito quente, enquanto sentia sua respiração se normalizando. Dimitri passou seus braços pelo meu corpo, de forma que ficássemos bem próximos um do outro. Uma grande felicidade se formou dentro de mim, mas desta vez, não graças às carícias de meu marido e sim, de algo bastante profundo em meu ser.

Notas finais
Então é isso.

Promessa é dívida. Estou eu aqui, com um capítulo novo, conforme combinado na sexta-feira. Passei boa parte do final de semana bolando os detalhes finais, mas acredito que tenha valido a pena.

Eu confesso a vocês que eu pensei muito, muito mesmo em qual seria o local e a hora certa para que eles tivessem a primeira noite. Tudo estava indicando para que fosse em Londres, mas como a Cabana foi algo bastante marcante para todas as amantes de VA, achei bastante justo seguir essa parte a risca.

E também por que a hora achei justa. Dimitri estava vulnerável e precisava urgentemente dos braços de sua querida Rose. E não é que ele conseguiu? U.U #ufa

Sim, eu sou péssima em descrever esse tipo de coisa, mas acho que ficou legal. POR FAVOR, QUERO MESMO A OPINIÃO DE VOCÊS HEIM. Ficou bom? Mudariam algo?!

Agora outro ponto, OBRIGADA MESMO A TODOS OS COMENTÁRIOS. Eu fiquei realmente MUITO FELIZ COM TODOS ELES. Já disse que vocês são especiais né? #chorona E me comprometo a responde-los o mais depressa possível.

Por isso, estou me empolgando ao máximo junto com a Kah, para postar o mais rápido e com melhor qualidade para vocês. É muito gratificante saber que vocês estão gostando da história, e deixam recadinhos pra gente a cada capítulo.

Enfim, já falei demais.
O que vocês acham que vem a seguir? Algum palpite sobre algum outro personagem de VA aparecendo por ai? Confesso que estou em dúvida sobre um ou outro, se deveria colocar na fic ou não. Por isso, vou fazer uma mini enquete.

QUEM VOCÊS GOSTARIAM QUE APARECESSE NA HISTÓRIA E POR QUE?

Beijos para todos e até a próxima.

PS: Não deixem de comentar heim!? Merecemos uma recomendação? :)