Brave Heart
22 Capítulo 22 - O Temporal
Notas iniciais
Como vocês estão?
Segue mais um capítulo, mas antes, gostaria de agradecer a TODOS os comentários que a fic tem recebido. MUITO OBRIGADA ♥
Sobre o post: É um capítulo bastante esclarecedor, embora algumas pessoas ainda vão ficar com alguma "pulga" atrás da orelha U.U. Tentem não me matar ou não teremos capítulo logo hahahaha. Dependendo dos comentários, minha inspiração da um verdadeiro UP e eu posto ainda essa semana.
Bom, segue o capítulo e por favor, não deixem de ler as notas finais.
Dimitri piscou duas vezes, mas eu tive a nítida impressão, que não o havia pego tão desprevenido como eu quisera acreditar.
Com um suspiro pesado, ele fechou seu próprio livro, o deixando de lado em um canto qualquer, enquanto me fitava com intensidade. Era como se quase pudesse ler minha alma em busca de alguma informação oculta.
Negando-me a me intimidar, respirei fundo e apenas o aguardei. Eu sabia o peso de tal assunto pra ele, como sabia que eu corria um serio risco de irrita-lo com tal feitio, mas era algo que eu não estava disposta a abrir mão. Eu teria que saber a verdade.
Descruzando suas próprias pernas, Dimitri levantou do lugar onde estava e silenciosamente, começou a caminhar pelo seu amplo escritório sem um lugar certo a seguir. Suas mãos agora estavam em seus bolsos enquanto ele parecia calcular minuciosamente as próprias palavras, antes de pronuncia-las para mim.
–O que quer realmente saber? – Em certo momento para minha surpresa, ele resolveu falar. Sua voz estava calma e sua expressão controlada.
Com um pigarreio, cruzei minhas mãos e as depositei com calmaria excessiva em meu colo.
–Eu gostaria de saber o que realmente aconteceu com você e por que, foi morar na Rússia – Reformulando melhor minha frase, voltei a afirma-la.
Dimitri se virou de costas e parou bem em frente ao quadro de sua família, que estava localizado bem em cima da lareira. Eu não podia ver seus olhos, mas sentia a tensão palpável no ar. Quando se virou, seus olhos faiscaram, mas ele pode controlar sua expressão perfeitamente.
–Eu não tive um final feliz, como se espera de um integrante da nobreza Rose. – Suas mãos ainda permaneciam em seu bolso, quando ele me lançou um sorriso melancólico e então, caminhou em direção a janela e limitou-se a encarar os últimos raios de sol já fracos, que desapareciam gradativamente no horizonte, dando lugar ao brilho da lua.
–O que quer dizer? – Tentando ao máximo manter-me sentada para não intimida-lo ainda mais, mexi-me desconfortavelmente na poltrona.
–Quero dizer que tive um pai ausente e uma mãe morta por ele, quando eu ainda era um garoto. – O horror de suas palavras diretas, fizeram-me instintivamente levar minhas mãos a boca.
–Seu pai matou sua mãe? – Minha voz saiu mais horrorizada do que eu previa. Mentalmente me corrigi, mas era tarde demais.
–Não só matou minha mãe, como tentou me matar. Eu e meu irmão. — Dimitri desviou o olhar e ainda sorria daquela forma estranha. Era como se todo o sofrimento que ele tivesse reprimido durante um longo tempo, estivesse beirando a superfície. Justo agora.
Automaticamente meus olhos se dirigiram para a antiga pintura, e eu finalmente pude perceber a tamanha semelhança entre os dois garotos do retrato. Eram diferentes somente por alguns centímetros de altura e carregavam o mesmo brilho triste em seus rostos infantis.
–Essa pintura foi feita, um pouco antes de minha mãe morrer. – Como percebendo o rumo de meu olhar, Dimitri completou da mesma forma, enquanto voltava a fitar o quadro.
–O que aconteceu com seu irmão? – Me vi perguntando, curiosa demais para me frear.
–Eu não o vi desde a noite da morte de meu pai. – Dimitri deu de ombros, como se não se importando com tal informação.
–Quer dizer que ele esta vivo? – Franzi meu cenho.
–Quer dizer que eu não sei notícias dele, desde então. – Dimitri corrigiu-me.
–Mas então podemos encontra-lo – Levantei-me do lugar ansiosa, indo ao seu encontro. Toquei seu ombro e ele não se virou para me encarar. Sua expressão era dura e fria.
–Não precisa me olhar dessa forma. – Dimitri desviou seu olhar do horizonte, para me fitar.
Piscando algumas vezes, voltei a encara-lo.
–De que forma? – Perguntei, erguendo uma sobrancelha desconfiada.
–Da forma como está fazendo agora. – Ele bufou, empurrando meu braço para o lado e voltando a caminhar pelo cômodo. – Eu não preciso da sua pena.
Virando os olhos, fui ao seu encontro e quando ele menos esperou, o puxei para um abraço apertado. A primeira reação de Dimitri foi inexpressiva e fria, mas logo, como se pensando melhor, ele resolveu envolver suas mãos em minha cintura.
–Não estou reagindo da forma como pensa. – Murmurei em seu ouvido. –Eu não sinto pena. Quero apenas ajuda-lo.
–Mas já o faz, estando ao meu lado. – Dimitri sussurrou, apertando-me mais a ele. Era como se quase quisesse fundir nossos corpos.
Beijando sua bochecha, distanciei-me somente o suficiente, para encarar seus olhos.
–Eu não vou abandona-lo, ou seja lá o que pensa a respeito. – Sorrindo, toquei seu rosto. – Eu só acho que as pessoas deveriam saber disso. – Respirei fundo. – Não é como se todos falassem a verdade a respeito de sua família. Você não os matou.
–Rose. – Ele então fechou seus olhos com força e eu percebi então, que alguma coisa ainda não estava esclarecida. – Não é como se. – Ele começou, mas logo pausou, abrindo seus olhos novamente. – Não é como se eu fosse exatamente o mocinho da história.
Sua informação recente fez-me cerrar um pouco meus olhos, enquanto eu tentava ao máximo assimilar suas informações.
–O que quer dizer? – Controlando ao máximo minha voz, referi-me a ele.
–Quero dizer que não matei minha mãe, mas – Dimitri mordeu seu lábio inferior e de uma forma quase bruta, se distanciou do meu abraço. Ele parou de costas um pouco antes de encontrar a porta agora fechada, de seu escritório.
Segundos agonizantes se passaram, até que ele realmente voltasse a falar.
–Mas não é a mesma coisa que eu posso dizer, sobre o meu pai. – Quando ele se virou, seus olhos brilharam de uma forma dolorosa. Meu coração se apertou diante de tamanha agonia. Dimitri havia matado seu pai e era apenas, uma criança.
***
Ele não apareceu para o jantar.
Na verdade, não apareceu também para o café da manhã ou almoço no dia seguinte. Dimitri havia passado a primeira noite fora, desde que havíamos nos casado.
Minha cabeça fervilhava em informações e sentimentos, que eu não era capaz ainda de explicar. Meu coração estava dividido entre preocupação e principalmente culpa, por não ter ido a Dimitri, notavelmente quando ele mais precisava de mim.
A morte era algo difícil de lidar. Aprendi desde cedo, quando perdi minha mãe em um golpe sagaz do destino. Era uma dor adimensional, indescritível, a falta que ela fazia na minha vida. Era como uma peça fundamental de um jogo, que nunca mais poderia ser substituída.
Mesmo quando segui para o Convento por ordens do meu pai, não fora fácil, nunca seria, mas eu estava disposta a lutar para melhorar ao máximo meus dias, como eu estava disposta a fazer com Dimitri. Se ele havia realmente matado seu pai como deu a entender, iriamos juntos descobrir a melhor forma, para que ele encontrasse o perdão. Para que ele obtivesse o perdão. Faríamos penitencias, iriamos com mais regularidade a igreja, mas iríamos conseguir. A parte que mais me preocupava no entanto, era o perdão de si próprio. Perdão que Dimitri não estava tão facilmente inclinado a obter. A amargura e tristeza que eu vi em seus olhos, me transmitiram uma sensação muito ruim.
Logo depois do jantar sem companhia, resolvi perguntar pela vigésima vez a Marie, se ela sabia sobre o paradeiro de seu senhor. Como nas primeiras respostas, ela havia informado que Dimitri não havia deixado se quer uma nota, antes de partir na noite do dia anterior. Inquieta demais para permanecer da forma como eu estava, resolvi que precisava agir. Sem permissão para sair ou correr o risco de deixa-lo ainda mais irritado, segui para meu quarto e logo troquei meu pesado vestido mostarda, por minha camisola de renda e seda, que já me aguardava em cima da cama de meu quarto.
Dispensando em seguida qualquer investida da companhia de Marie, segui para o quarto de Dimitri.
Sua cama estava perfeitamente alinhada em seus lençóis e colchas escuras. As cortinas espessas em tom de vermelho, esvoaçavam pelo quarto, denunciando a brisa fria da noite. Fechando meus braços por causa do frio, segui em direção à janela para fecha-la. Foi quando deparei-me com um retrato feito a lápis em cima de sua escrivaninha, que estava parcialmente coberto por um livro de capa escura, largado de qualquer jeito. Franzindo o cenho, retirei o livro de cima.
Traçadas firmes denunciavam a precisão e habilidade do artista, que o havia feito. Mas não fora isso que realmente me prendeu a atenção e sim, a face da dama desenhada. Ela estava de joelhos possivelmente segurando um destacável terço, graças à dimensão de sua cruz. Seus olhos estavam fechados e havia um pouco de sombra, denunciando mesmo que sem querer os cílios longos. Seu cabelo estava trançado para trás, com alguns fios soltos que mesmo assim, não passaram despercebidos pelo olhar observador do artista. Atrás da jovem, apenas traçadas pouco uniformes denunciando que se tratava de uma igreja. Desci meu olhar para o rodapé da página e toquei com a ponta de meus dedos, a assinatura. Dimitri.
Era um perfeito retrato de mim mesma.
Mal tive tempo de justificar minha surpresa, quando a porta do quarto foi aberta. Graças a os poucos candelabros no quarto, a iluminação estava falha, mas uma olhada em direção à porta, fora o suficiente para eu descobrir de quem se tratava. Dimitri. Ele estava coberto por uma pesada capa que mesmo olhando de longe, parecia estar totalmente molhada, assim como seu cabelo castanho, colado parcialmente em sua nuca. Quando seus olhos fitaram os meus eu vi surpresa, mas que logo foi transformada em raiva.
–O que está fazendo aqui? – Dimitri desviou os olhos e logo tirou a capa de seus ombros, como se ela pesasse realmente muito.
–Eu estou te esperando. – Mal reparei estar com o retrato em mãos, até que seus olhos desceram a altura de meu colo, onde minhas mãos estavam nervosamente posicionadas.
–E o que está fazendo com isso? – Ele fechou seus olhos surpreso, um pouco antes de começar a tirar as pesadas botas, também cheias de água.
–Onde esteve? – Ignorei sua pergunta, dando um passo à frente, enquanto apertava um pouco o papel grosso com meus dedos. Dimitri limitou-se a me fitar e logo, começou a desabotoar sua camisa encharcada, como se desistindo de me dar explicações.
–Não lhe devo explicações. – Ele limitou-se a virar de costas e logo, lançou sua camisa ao chão, expondo suas costas nuas pra mim.
–Onde esteve? – Perguntei mais uma vez, não conseguindo controlar a raiva crescente em minha própria voz, enquanto caminhava para mais perto de si. Quando aproximei-me o suficiente, respirei fundo, para que ele soubesse que eu não iria me dar por vencida.
Dimitri então se virou e abri meus lábios para protestar mais uma vez, quando vi o que ele estava fazendo. Tirando suas calças. O rubor cresceu instantaneamente por minhas bochechas e então me virei.
–Pode por favor vestir isso? – Fechei meus olhos com força, escutando o baque surdo da peça molhada quando foi ao chão.
–Te incomoda a visão de seu marido nu? – Sua voz então de raivosa, mudou para algo quase casual, com uma pitada de ironia.
–Não estou para brincadeiras. – Passando o espesso papel de uma mão a outra, tentei me focar em algo inteligente. – Por que não me disse que tem um retrato meu, do dia em que nos conhecemos?
–Por que isso é tão importante para você? – Ele continuou com sua ironia. Seus passos denunciavam que ele estava caminhando pelo quarto, sem ao menos se importar com minha presença. – É apenas um retrato. – Ele disse depois de uma pausa desconfortável. Meus olhos ainda estavam fechando e eu temia por abri-los.
–É o meu retrato. – Cerrando um pouco meus dentes, resolvi que não poderíamos continuar daquela forma. Respirei fundo e então me virei para encara-lo. Com os sem roupas, Dimitri me devia explicações sobre suas atitudes.
Para minha surpresa ele não estava ali, mas seus passos e sua voz cantarolando algo em uma linguagem que eu desconhecia, me levaram até a sala de banho.
Ele agora tinha uma toalha enrolada em sua cintura e estava agachado em um canto, analisando algumas loções de banho sem muito interesse. Quando finalmente pareceu escolher uma no escuro, a despejou por completo em sua banheira no canto do cômodo. Em seguida, voltou-se para me olhar.
–Se não quer sujar sua visão com meu corpo nu, acredito que seja melhor me deixar sozinho. – Mesmo com a pouca luz, eu percebi que Dimitri não estava sendo totalmente sincero. Por mais que suas palavras fossem duras, seu tom e feições demonstravam outra coisa.
–Não vou sair – Cruzando meus braços defensivamente no peito, aguardei. – Preciso conversar com você e se esta for à única forma que irá me ouvir, eu vou esperar.
Dimitri cerrou um pouco seus olhos, notavelmente surpreso pela minha atitude. Respirando fundo, ele cruzou seus próprios, apoiando de leve seu peso na borda da banheira.
–O que quer conversar? – Ele perguntou, aumentando um pouco seu tom de voz. Antes que eu pudesse responder, ele mesmo o fez. – Quer discutir seu rosto de pena quando lhe contei a verdade? – Ele pausou e rápido demais, continuou. – Ou melhor, quer discutir o quão idiota você foi, por ter aceitado a proposta de casamento de um assassino. – Suas palavras esbravejaram tão alto e mesmo com toda a surpresa, consegui me manter firme.
–Eu não tenho pena de você – Vociferei, negando-me a me sentir intimidada. – E não fui eu quem largou a esposa por quase dois dias sozinha, fazendo Deus lá sabe o que.
Os olhos de Dimitri brilharam e eu sabia que deveria continuar.
–Eu não te crucifiquei ontem e não vou fazê-lo agora, pelo que fez no passado. –Um trovão foi ouvido de longe, fazendo minha carne tremer. –Como também não vou julgar sua atitude. –Desviei o olhar, sentindo frio de repente. – Mas não ouse pensar que irei ficar aqui sozinha quando lhe for conveniente, para que possa fugir de seus próprios problemas. – Mal percebi quando minha voz se tornou débil. Com um pesado suspiro a firmei novamente. –Eu me preocupei com você por todo esse tempo e não consegui fazer meu maldito coração parar de se apertar, quando pensava que alguma coisa poderia ter acontecido com você. – Sem que eu percebesse, lágrimas ameaçavam transbordar por meus olhos, graças à raiva crescente.
Fechei meus olhos com força, tentando impedi-las de continuar seu caminho, quando quase tão rápido como voltei a abrir meus olhos, mãos quentes circularam minha cintura com força, enquanto lábios macios e gélidos se apossaram de meus lábios. Meu impulso inicial foi repeli-lo, mas a ânsia e alivio invadiram meu ser de uma forma incontestável. Minhas mãos foram para sua nuca gélida como seus lábios, o puxando para mim, enquanto abria minha boca para recebê-lo. Dimitri me beijou com forme, como se estivesse reprimindo tudo dentro de si até o momento, que seu controle se rompeu por completo.
Logo seus lábios desceram para meu pescoço exposto, traçando rastros de fogo com sua língua. Dimitri levou uma de suas mãos até a altura de meu quadril apertando com força, enquanto sua outra descia meu robe o suficiente, para que seus lábios cobrissem minha pele. Quando sua mão enfim tocou meu seio com posse, arfei.
Retomando a única e minúscula parte de minha consciência ainda intocável, empurrei Dimitri para longe. Ele cambaleou alguns passos para trás e toquei meu peito, em busca de ar. Sua expressão era difícil de ler, embora eu notasse sua respiração tão descompassada como a minha.
–Temos alguns assuntos para tratar. – Com dificuldade, consegui pronunciar minhas palavras. Seus olhos faiscaram de uma forma quase animalesca e então, suas mãos se fecharam em um punho. Era como se ele buscasse internamente por controle, assim como eu. Dimitri virou de costas e apoiou suas duas mãos na borda da banheira.
Depois de uma longa e inquietante pausa, Dimitri resolveu se pronunciar: -Me espere no quarto. Eu encontro você em um momento. — Sua voz era controlada o suficiente, para me manter respirando aliviada.
Sem muitas opções, cruzei meus braços na altura dos seios tomando ciência ali, da pele sensível e quente, ansiando pela mão firme de Dimitri.
Encostei-me aos travesseiros da cama, enquanto ouvia o barulho de água corrente. Possivelmente Dimitri estaria tomando banho, enquanto chovia fortemente lá fora. Outro relampado bem perto desta vez, fez meus sentidos ficarem alerta, mas não o suficiente, para manter-me longe das garras do sono.
Não sei por quanto tempo esperei, até sentir o peso da imensa cama mudando. O cheiro de lavanda e outras especiarias envolveu meus sentidos, enquanto eu me debatia para abrir os olhos.
–Não. Pode dormir. – A voz sedosa de Dimitri ecoava perto demais de meu ouvido. Sua mão agora envolvia-me em um tenro abraço, enquanto ele beijava meu rosto. –Não quero mais discutir, Roza.
Calmamente abri meus olhos, estando ciente de tudo o que estava acontecendo. O brilho castanho dos olhos de Dimitri, refletiam nos meus.
–Eu não quero discutir, mas você. – Fui interrompida em meu protesto, quando dois dedos seus agora quentes, tocaram meus lábios.
–Eu sei o que fiz e te peço perdão. – Ele disse gentilmente. – Você estava certa. Você está sempre certa. Eu apenas sou um idiota a ponto de não enxergar. – A razão e quase uma indignação por sua parte, fez-me querer sorrir.
Percebendo que eu falaria algo, ele apertou gentilmente seus dois dedos para continuar.
–E sobre o seu retrato fui eu que fiz. – Ele completou sem necessidade, pois eu havia visto sua assinatura. – Você não tem me saído da mente, desde o dia em que te vi pela primeira vez.
–Mas. – Tentei protestar, mas ele apenas me puxou para mais perto de seu peito nu.
–Mas eu não te conhecia e achei que se tratava de qualquer mulher comum, como existem tantas por ai, apenas para entretenimento. – Seus olhos faiscaram e não consegui evitar a surpresa. –E foi quando vi o desafio nos seus olhos e a bravura com que me enfrentava sem medo, que tive a certeza de que havia feito à escolha certa.
Minha boca teria caído completamente, se eu não estivesse com ela apoiada nos travesseiros macios.
–E sobre meu pai. – Ele suspirou pesadamente e antes que ele tivesse a chance de falar, foi minha vez de tapar seus lábios com meus dedos.
–Xi, eu já entendi. – Foi minha única pronuncia, antes de buscar seus lábios.
Notas finais
O que acharam?
Sei que muita gente quer me matar por ter passado em uma parte tão... tão....tão, mas está bastante grande e além do mais, gostaria que vocês me dissessem, o que esperam a seguir. E essa discussão dos dois heim? O Dimitri realmente ficou muito chateado com tudo aquilo.
Outro ponto, seria sobre a onde diabos o Dimitri passou a noite. Será mesmo que a Rose vai deixar isso passar em branco assim? Não sei vocês, mas eu gostei bastante da parte em que ele começa a tirar as calças e ela meio que perde o miado da conversa. Também gostei da parte em que a Rose se sente atraída por ele de forma física. Esses dois ai não tem jeito =X
Vamos participar heim gente!
Sobre os reviews estarei respondendo todos ainda hoje se possível :)
Aguardo os comentários e recomendações ♥ ♥ ♥ Por favorzinhooooooo.
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