Brave Enough

1 Brave Enough


Notas iniciais
Não me perguntem como acabei fazendo uma one KibaHina o.õ'
simplesmente aconteceu e espero que vocês gostem

Não tenho o costume de escrever sobre naruto, tampouco pensei que faria isso um dia, mas né
aconteceu ahhahaha

boa leitura!

Estreitando os olhos, ele assistia sem muito interesse o sol se pôr por trás das gigantescas estátuas dos antigos líderes de sua vila. Ele suspirava, deixando a sua mente vagar para bem longe, buscando alguém que não estava ali, completamente desatento a todas aquelas brilhantes cores quentes que se misturavam, aos poucos sumindo e dando espaço para os escuros tons frios.

Para variar estava arrebentado. Repleto por machucados — mesmo que a maioria não fossem nada além de cortes superficiais e hematomas — todos causados por mais um de seus treinos imprudentes e impulsivos. Sentado no telhado de um prédio, ele refletia. Questionando as suas próprias atitudes perante alguns de seus colegas, irritado diante de suas ações tolas e infantis, incomodado por se sentir um fraco. Um covarde.

Um grunhido o tirou de seus pensamentos, o fazendo desviar o olhar até o seu leal companheiro. O enorme cão branco o encarava com curiosidade, e preocupação até. Com uma pequena risada sem humor e um sorriso torto, o rapaz levou a mão esquerda até o topo da cabeça do animal, acariciando-o enquanto o ouvia grunhir novamente.

“É, eu sei.” Dizia o rapaz. “Eu sou um idiota.” Concluiu, observando a reação de seu parceiro. Este indicando estar irritado com as palavras de seu mestre. “Eu não consigo Akamaru. Sempre que eu tento, algo em mim trava.” Tentou explicar, escutando mais uma vez o cão reclamar.

Aquele seu breve momento de calmaria fora destruído com a voz daquela que — sem querer — havia se tornado a razão de todo aquele seu maldito conflito interno. Uma mulher dona de uma beleza rara e estonteante, dona de longos cabelos negros como a noite fria sem estrelas, pele clara e delicada e olhos tão brilhantes quanto a lua cheia.

“Kiba!” Chamou a gentil e jovial voz dela. “Finalmente eu te encontrei! Eu estava tão preocupada!” Disse aflita, enquanto se aproximava-se dele, imediatamente percebendo o estado em que ele estava. “O que aconteceu?!” Perguntava apressada, eufórica. “Por que estás tão machucado? Não me diga que exagerastes no treino novamente!” Falou a moça, agachando-se a diagonal dele.

Kiba fitou a jovem por alguns segundos, atônito. Parecia até hipnotizado por ela. Aquele conjunto perfeito de beleza e personalidade o fascinavam. O obrigavam agir de forma estúpida, impensada. Era só ela aparecer, que ele se tornava um idiota. Todavia — ao mesmo tempo — ela era o motivo dele treinar tão exageradamente, quase se matando a cada exercício realizado ao extremo. Aquela mulher era a razão de tudo aquilo, parecia até uma magia, uma maldição.

Contudo ele não conseguia evitá-la. Não tinha qualquer força contra a bondade e gentileza dela, das risadas animadas, de sua filosofia cativante, de seus elegantes traços delicados, de seu cheiro… Seu cheiro suave. Aquele delicioso cheiro que o perseguia por aí, que o mantinha acordado a noite, que o fazia ter pensamentos insanos, loucos. Um aroma capaz de despertar desejos que Kiba fazia de tudo para esconder, para mantê-los sob controle.

“Eu estou bem, Hinata.” Ele disse, forçando um largo sorriso enquanto levava a mão direita até a nuca. Tentando se controlar e não deixar transparecer aquela ardência em seu peito. “Eu exagerei um pouco, mas não é nada grave.” Reforçou, percebendo o rosto da moça expressar ainda mais preocupação.

“Tem certeza? Não quer que eu lhe ajude?” Perguntava Hinata, aproximando-se um pouco mais do rapaz de cabelos castanhos, lhe tocando o ombro esquerdo mão a mão direita. “Eu posso lhe curar, ou pelo menos fazer com que a dor diminua.” Ela ofereceu, não desejando ver seu querido companheiro de equipe machucado.

E sem forças para contrariar aqueles brilhantes olhos prateados, cheios de preocupação e bondade, ele assentiu com a cabeça, permitindo que a moça o ajudasse — mesmo que acreditasse que aquilo era desnecessário. Mais uma vez caindo no encanto benevolente dela. Um tolo. Um cão domado.

Hinata imediatamente começou a curá-lo, emanando aquele brilho aconchegante. Ele aproveitou aquele momento para admirá-la, estudando os detalhes dela com os olhos atentos, sentindo o corpo aquecer só por estar perto dela. E novamente ele voltou a se questionar se deveria sucumbir aos seus desejos e ignorar os riscos que eles traziam. Seu corpo desejava atacá-la, roubar-lhe os lábios rosados, provar de sua pele. Dizer a ela tudo que ele sentia…

“Hinata.” Ele a chamou com a voz séria.

“Hm?” Respondeu a jovem, levantando o olhar para ele com curiosidade.

E aqueles olhos raros o lembraram do motivo de nunca ter dito nada. Medo. Ele era muito medroso para isso. Muito teimoso. Temia se arrepender, de ser rejeitado e nunca mais poder estar perto dela daquele jeito. Receava assustá-la para sempre e amargurar longe dela.

“Er…” Ele murmurou, sentindo o rosto aquecer. “N-Nada, deixa para lá.” Desconversou, abaixando os olhos, fugindo do olhar curioso da moça. “O Akamaru disse que estás muito bonita hoje.” Falou desviando o assunto para o seu cão, o qual reclamou, pois não havia dito aquilo.

“Ora, obrigada Akamaru!” Respondeu Hinata radiante, sorrindo para o cão gigante. Ouvindo o animal latir brevemente.

Kiba direcionou os olhos para Akamaru, este lhe dizendo que o rapaz não deveria ter tanto medo. De que deveria se arriscar e tentar. O cão dizia que compreendia o temor de seu mestre, porém Kiba nunca conseguiria ter uma resposta se não tentasse. “E se ela estiver esperando por ti?” Perguntava a voz de Akamaru na cabeça de Kiba. “Ela lhe procurou por Konoha inteira, pois estava preocupada por ti. Isso é um bom sinal, não é?” Argumentava o animal. “Aproveite logo, antes que o tempo passe e ela não se interesse mais por ti.” Avisou Akamaru.

Kiba fechou os olhos momentaneamente, sorrindo e aceitando as palavras de seu companheiro. Estava na hora dele deixar de ser tão covarde e finalmente se expor. “Sabe Hinata.” Ele a chamou novamente. “Poderíamos voltar a treinar juntos como antigamente, não é?” Perguntou procurando por um melhor momento para se externar, não querendo atrapalhar a concentração da garota a sua frente. Ele a conhecia bem o suficiente para prever a reação surpresa da jovem.

“Claro! Faz tempo que não fazemos isso!” Concordou Hinata com animação.

Estava decidido. Ele não iria mais deixar o medo controlar os seus desejos. Seu instinto selvagem iria lutar por aquilo que que ele queria, não iria mais se esconder e se isolar.

E Kiba iria atrás daquela que ele mais desejava. Hinata Hyuuga.

Notas finais
Bom... é isso o.o'
ainda não sei como aconteceu, mas aconteceu haha'

O que acharam? Espero que tenham gostado :)

Como sempre, todo e qualquer comentário é mais do que bem-vindo ♥
Não seja um fantasma, exponha suas opiniões. Sejam estas elogios ou críticas, serão sempre bem vindas!

Até o próximo capítulo! :D
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!