Brave- A Alegria do Lírio Violeta
3 Capitulo 3- sentimentos?*
Notas iniciais
Capitulo 3- sentimentos?*
P.O.V Joy__________________________________________
— Pai eu não quero voltar para lá... Não quero.- sussurro e sento me, sinto um vazio dentro de mim, ele acaricia o meu cabelo enquanto estou com a cabeça no seu colo.
— Leva o tempo que for preciso filha...- ele fala com a sua voz que parecia despedaçada em pequenos pedaços. – Eu também vou precisar...
Já não consigo chorar mais, as minhas bochechas doem e o meu coração está seco.
— Pai... Lembras daquilo que falaste? Sobre eu e a mãe... – Sento me na cama e observo seus olhos cansados, vermelhos.
— Sim...
O tom da sua voz fez o meu coração parar.
— Pai... Ela não merece ser a tua vida. Ela não merece nada teu... Eu não te conhecia, mas agora conheço e sei que és muito boa pessoa e eu te amo muito não quero que fiques com ela nunca mais, nunca!- eu digo tudo o que meditei durante aquelas horas de choro, ele olha para o seu colo e nega com a cabeça, assim chora.
Abraço o, e sinto o chorar pela mulher que ama, pela minha mãe.
Nunca nenhuma filha deveria sentir o que sinto agora, o pai no colo da filha, a chorar no colo da filha.
P.O.V Violett__________________________________________________________
Hoje o dia era para ser perfeito, mas na realidade só quero deitar me na minha cama e chorar, Joy sempre foi a forte de nós as três e vê la daquela maneira só me tornou mais franca. Não saber o que lhe aconteceu é ainda pior.
— Hey.... Eu sei como sentes Vio,... Mas, não podemos ficar assim.- Lily acorda me para a realidade- Vamos, eu ajudo te a arrumar o teu novo quarto.
Ela desce as escadas e deixa me parada. Ela tem razão.
— Vens ou não?- Ela vira se novamente para traz e afirmo com a cabeça.
Durante estes anos em Hogwarts pude analisar bem Lily, ela é muito amorosa mas esconde, ela é muito corajosa, e também anda a ter uns encontros suspeitos com o Scorpius Malfoy. Está sempre a falar dele, mal dele, mas eu sei que ela gosta dele.
"Quem ele pensa que é?", "Ele tentou tirar me aquela Snitch", "Ele acha que pode fazer tudo porque é bonito, quer dizer porra", frases clássicas dela depois dos jogos contra os Slytherin, que apesar de ela ganhar SEMPRE saí de lá a reclamar.
Enfim... Descemos as escadas, lá estava ele, tinha um dos seus cabelos bem enroladinhos a cair no seu rosto perfeito esculpido, os seus olhos observam me atentamente posso ler o desejo neles. Ele está inconstado no sofá talvez à nossa espera, e enquanto isso Albus lê um livro Muggle, sobre a Grécia.
— Não gosto da maneira que James te olha.- Lily reclama ao meu lado e não me contento a rir, Lily não sabe da minha relação com James. Ela revira os olhos e bufa.
— Onde foi toda a gente?- Ela pergunta.
— Foram ajudar na mudança.- James não tira o olhar de mim ao falar e eu lanço lhe um olhar de PÁRA.
Ele sorri me torto e para de me olhar.
— Okay! Eu e a Violett vamos para lá também. – ela pega a minha mão e puxa me para a saída, James levanta se- HAHA tu ficas.
James revira os olhos e tira o cabelo da sua cara.
— Luna, mandas em quem mesmo?- ele ri e pega uma varinha que estava em cima da mesa de centro, uma varinha de madeira avermelhada, na ponta parecia ter uma flor que deseja nascer a qualquer momento. A varinha da Lily. E lhe dá para as mãos.
— Obrigada, e não me chamas de luna! Chato!- ela guarda a varinha nas suas calças- Mas alguém tem que ficar aqui por causa da Joy e o pai.
— O Albus fica.- James aponta pra Albus e saí, Lily revira os olhos e também saímos. A casa que vamos ficar é mesmo ao lado da de Lily, mas é muito diferente. A casa da Lily é de três andares, é grande e é em um tom meio acastanhado, o seu telhado é irregular e avermelhado, e de lado tem a janela do quarto da Lily que é para fora. Enquanto que a minha é de dois andares, é de uma cor esbranquiçada, o seu telhado é preto, e algumas das janelas têm uma pequena varandinha. James segura a porta para passarmos para o seu interior já quase pronto, porém alguns ainda objetos voam pela sala. Tudo está assim arrumado por magia dos pais da Lily. Procuro os meus pais ,eles olham espantados para a magia, rio com isto.
— hey...- James sussurra no meu ouvido – E se fosse mos checkar o teu quarto?
Sinto as minhas pernas tremerem e minhas bochechas tornarem se vermelhas.
— Jay, pára com isso agora não... Sabes que a Lil.
— Eu o que?- ela aparece por trás de mim e James ri. Ela franze a testa e dá lhe a língua.
— Ah nada Lily, ah... Não íamos para o meu quarto, podes levar me esta caixa?- mudo de assunto o mais rápido possível ela olha me com um olhar reprovador.
— Achas que sou estúpida?- fala chateada e leva a caixa mesmo assim, tenho que ir atrás dela.
Volto me para James que desarruma o seu cabelo, estava chateada mas com ele é impossível.
— Não dá agora, mais tarde sim?- empurro o para trás de leve ele morde o lábio e ri.
Pego mais duas caixas e corro para apanhar Lily que já está no segundo piso, o segundo piso da casa é diferente do de baixo, em baixo o chão é de madeira e a partir das escadas é carpete, então nada de sapatos a seguir das escadas.
Tiro os sapatos e corro para cima, ao chegar lá vejo Lily a conversar com o pai.
— Acho que ela vai gostar...- ela fala e olha para o teto, que parecido ao do quarto da lily está cheio de estrelas, mas o meu é mais escuro... Mais bonito.
— Oh... Está mesmo bonito... Obrigada senhor Potter.- ele olha me com um olhar reprovador e eu rio- Obrigada tio Harry...
Ele abraça me e despenteia-me.
— De nada Violett!- ele pisca o olho e sai do quarto.- Se precisar é só chamar.
Lily abre a caixa por cima da cama de solteiro encostada na parede com a cabeceira virada para a grande janela coberta por uma cortina azul escura com pequenas estrelas desenhas quase não visíveis. A cama está coberta por um edredom branco simples e uma almofada azul, aos pés da cama está um baú de madeira onde guardo livros e coisas importantes. Pouso as caixas que tenho nos braços em cima do armário de gavetas no lado paralelo da cama, ao lado da porta de correr da casa de banho e da minha mesa de escritório.
— Ah... Lily.
— Preciso falar contigo sobre uma coisa.- ela corta me e senta na cama.
Sento me ao seu lado, ela põe o seu cabelo ruivo atrás da orelha e olha para as mãos.
— Quando eu desci e vi o pai da Joy. Eu eu ameacei o com a minha varinha, mas isso não é a parte má, a parte má é que eu queria mesmo mandar lhe um crucio... Assustou me bastante.- Ela parece estar mesmo perturbada.
— Lily é normal pensavas que ele tinha deixado a Joy daquela maneira e foi assustador vê la daquela maneira.- levanto me e ofereço lhe a mão ela volta a olhar para mim e sorri torto- Anda,... Já tou com preguiça, vou pedir ao teu pai para fazer aquele feitiço...
Saio do quarto e a deixo lá com os seus pensamentos em um estante volto com o seu pai que em um pequeno gesto com a sua varinha fez tudo arrumar se em seu lugar, coisas que nem sabia onde por. Espantoso.
Lily não parece impressionada.
— Muito obrigada tio Harry. Mesmo!- olho à volta, está perfeito. É pequeno, mas suficiente, e a cor predominante é o azul. Agora sim posso chamar de quarto.
— De nada Violett, e só pedir. Lily eu vou voltar para casa mas fica aqui quanto quiseres. Okay?- ele pede o apoio da filha.
— Sim pai.- ela suspira e deita se na cama.
Ele sai e eu fecho a porta atras de si.
— Porque estás assim? Desde o inicio das férias estás estranha. O que está a acontecer, não quero mentiras.- Lily está estranha ultimamente, ela está mais fria, menos calorosa.
Ela observa o teto enfeitiçado pelo seu pai.
— Lembras do Daniel?- ela sussurra.
— Como não? O teu primeiro! Ele era tão rebelde... Uns dos únicos alguma vez expulso de Hogwarts.- não sei porque mas fiquei mais animada do que deveria. Ela dá uma gargalhada seca.
— Então... Ele foi viver para a Escócia para uma casa de correção, eu tinha tanta esperança nele... Ele comigo sempre foi tão carinhoso. Enfim. Não posso falar com ele, não é permitido. Eu não sabia disso, o amigo dele... O Patch ele que me disse.- Ela está magoada. –Em falar nisso, Patch queria saber sobre ti.
Lily não gosta de falar sobre o que sente, então é isto que faz, conta tudo e muda de assunto para não dar tempo aos outros tocarem no assunto.
— Não quero ver o Patch,...- Grande mentira, Patch... grande e forte, o meu anjo da sorte. Ele foi o meu primeiro. Conhecemo-nos em umas férias que fiz com os meus pais à Escócia dois anos atrás, e durante o ano passado nas férias víamo-nos sempre... Acabei a nossa "relação", porque acreditava em algo mais do que sexo.
— Eu sei... – ela suspira.
Deito ao lado dela e também observo o céu.
— Não penses nele, e o Jared?- tento mudar de assundo.
— Ele não é nada de mais também,... eu tento. Já passaram vários, mas o Daniel.- ela continua a olhar para o teto enfeitiçado.
Ficamos em silencio a pensar.
— Hey e o Scorpius Malfoy?- pergunto lhe ela senta se na cama e olha me estranha.
— Quê? Eu odeio esse escroto!
P.O.V. Joy____________________________
— Não Harry isso é um abuso...- O meu pai está firme.
— Neville pelo amor de Dumbledor, só até vocês terem uma casa ou algo do género, não custa nada! Temos dois quartos a mais.- A mãe de Lily tenta o convercer.
— E ainda por cima és um dos meus melhores amigos e ainda por cima Joy e a Lily também. – Harry abraça o meu pai que está parado no mesmo lugar.
Suspira.
— Está bem Harry, mas amanhã de manhã vou procurar a casa está bem.- ele olha para mim e sorri.- E vou voltar lá amanhã para buscar as tuas coisas Joy.
Afirmo a cabeça e ofereço lhe um sorriso torto.
Somos interrompidos com Lily a entrar na casa. Ela olha para nós.
— Joy.- Corre e abraça me- Estás melhor?
Abano que sim com a cabeça e ela sorri genuinamente.
P.O.V. Violett______________________________________
— Está ótima a comida querida.- o meu pai serve se de mais uma colherada e eu rio.
— Paul é só arroz com queijo por cima...- ela come mais uma garfada.- Então Mashmallow, esta coisa da magia dá mesmo jeito, arrumamos a casa em tipo 15 minutos... Tinha dado jeito para arrumar a outra casa.- dá uma risadinha e pisca o olho direito.
— É tão estranho, as minhas amigas estão aqui ao lado. – como mais uma garfada, olho para a janela e quase engasgo ao ver James lá fora a apontar para cima arregalo os olhos.
— O que foi bebe...- a minha mãe quase vira para trás mas eu bato a mesa com a mão para não virar.
— Um pasmo.- Rio baixinho e a minha mãe olha me estranho, James continua a apontar para cima, para eu ir para cima e sai da janela.
Minha mãe olha para trás e graças a Merlin ela não está aqui.
— Estou sem fome,... Hoje foi bem cansativo, com Joy e isso. Acho que já estou meio bêbada de sono.- rio nervosa e ela sorri.
— Vai lá Mashmallow... O pai tira a mesa. – Levanta se e beija me na testa.- Boa noite.
— Boa noite.- sorrio e subo as escadas o mais normal possível, mas só queria chegar naquele quarto.
Chego no quarto e tranco a porta atrás de mim, caminho até a janela fechada, James olha para mim através do vidro oferecendo me um olhar intenso no chão da varanda está a vassoura que usou para subir lá em cima,o seu cabelo está como sempre desarrumado e a sua camisola que devia ser até ao pulso está puxada para cima mostra o seu relógio. Mordo o lábio com desejo e lentamente abro lhe a janela.
—Eu gostaria de morder esse lábio — murmura ele num tom assustador. Esta deve ser a coisa mais sensual que alguém já me disse. Minha pulsação acelera, e acho que estou a perder ar. Por Merlin, transformei me uma massa confusa e trêmula, e ele ainda nem me tocou. Isso é o que o torna diferente.
Ele atira se para cima de mim, empurrando-me contra a parede do quarto. A sua mão agarra meu cabelo e o puxa para baixo, deixando-me com o rosto virado para cima, e seus lábios colam nos meus. Não é exatamente doloroso. Mas sim extremamente excitante. Nunca fui beijada assim. Minha língua afaga timidamente a dele, e as duas unem se numa dança lenta e erótica a tocar se sem sentindo. Bem havia muito sentido...
Levanto as mãos para tocar lhe na face mas ele pega as minhas mãos e segura as em cima da minha cabeça, deixo escapar um gemido e ele sorri por um segundo mas logo volta a explorara a minha boca. Ele era violento mas ao mesmo tempo muito cuidadoso. As mãos dele deslizam para os meus seios, e respiro fundo quando seus dedos rodeiam e começam a massageá-los de maneira delicada, mas firme. Arqueio o corpo instintivamente, pressionando os seios nas mãos dele. Ele empurra me contra a parece o que faz um barulho maior que o esperado.
— Shhhhhhh...- ele sussurra entre os nossos lábios e para de me beijar a ouvir passos aproximarem se. Batem à porta.
— Mashmallow está tudo bem?- minha mãe pergunta.
— Merda....- sussurro e empurro James, ele sorri e vai para a casa de banho. Vou até a porta enquanto arrumo o cabelo e tento me recompor e a abro.
— Sim mãe eu estava a arrumar uns livros e os deixei cair.- Assim que abro a porta ela entra para dentro.
— Devias ir dormir e não ler agora,... Foi um longo dia.- Ela senta se na pequena cama e faz um gesto para me sentar ao seu lado. Sento me e ela toca me no lábio.- Estás a sangrar amor.
— É de estar seco...- dou uma risadinha nervosa e ela sorri.
Suspira e põe o meu cabelo para trás da orelha.
— Boa Noite meu bebezinho... Dorme bem. Estás estão crescida...- ela beija me a testa e abraça me.
Afundo a cabeça no seu colo e respiro fundo o seu perfume conhecido por mim.
— Boa noite...- sussurro e tento a despachar.
Ela levanta se e caminha até a porta. Olha pra janela aberta.
— Porque que a janela está aberta e porque que tem uma vassoura de quidich na varanda?- Ela franze as sobrancelhas e eu um segundo respondo.
— Tava com calor e é da Lily, tchau mamãe estou com sono boa noite.- tiro a do quarto e tranco a porta. Ouço a rir do outro lado e os seus passos a se distanciarem, suspiro de alivio.
— Mashmallow...- James ri da porta da casa de banho, o seu cabelo cai pela sua testa. Sinto necessidade de colar no seu corpo. Mordo o lábio inferior, sem pensar duas vezes, andei rápido em sua direção e joguei meus braços enlaçando no seu pescoço.
Para isso, precisei ficar na ponta dos pés. James rodeou-me com seus braços fortes, e eu sentia suas mãos a fazer um leve carinho no meio de minhas costas. Deslizou um pouco pela coluna, subindo e descendo. Enquanto isso o meu rosto estava enfiado em seu peito. Eu não queria soltá-lo, e queria que ele sentisse o mesmo. O perfume que usava não era o mesmo que me atentava em Hogwarts, entretanto, era bom do mesmo jeito.
Ali, eu não conseguia pensar em nada. Só existia James, eu e nosso caloroso abraço. Segundos depois, e creio que não foram poucos, afrouxei meu aperto e ele fez o mesmo. Soltei-o lentamente e me virei para a cama, sem olhar para trás. Eu não estava nervosa com a situação, só aproveito o momento em seus braços.
A noite em seus braços.
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