Branca

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Uma outra fic por mim. No mesmo dia. Para falar a verdade ela já está há muito tempo no meu PC, mas agora decidi postar. É original e pequena, certo? Espero que gostem.

Branca

Escrita por Meiline Damestein

— A vida não é como um domingo nublado.

Seu salto alto fazia um som oco enquanto caminhava sobre o azulejo bem limpo em forma de inúmeros losangos. Entediante. Ela apressou o passo, aumentando mais o som oco de seu salto, até que enfim chegou ao parapeito da janela. Seu corpo travou para frente, mas colocou suas mãos sobre o parapeito da janela, e olhou todo ambiente. Era um jardim. Seus olhos em um castanho âmbar bem claro pairavam sobre todas as plantações que cercavam seu jardim. Suas irmãs estavam ali. Suas pálpebras caíram de maneira melancólica, não queria e não iria descer para vê-las, do que vale a pena se aproximar de pessoas que você não gosta?

Ela se afastou um pouco da janela, o sol começou a clarear aquele canto, o raio de sol que por ali iluminava, estava sendo observado pela menininha de pele pálida. Sol. Não queria que o sol pairasse sobre si, seria um incômodo. Seus cabelos loiros encaracolados ao longo de sua cintura passaram sobre seu ombro para suas costas. Estavam brilhantes e perfumados. Haviam sardas quase imperceptíveis sobre as maçãs de seu rosto oval. Os lábios pequeninos me forma de coração. Era uma mocinha naquele vestido longo em tom branco até seu tornozelos, com um corset sobre sua cintura.

Ela se virou, ficando de costas para a janela iluminada. Branca. Era este seu nome. Ao contrário de sua sedutora irmã, Vermelho. De sua raivosa irmã, Preto. De sua sempre alegre irmã, Amarelo. De sua conselheira irmã, Azul. De sua gentil irmã, Verde. Branca não tinha nenhuma característica, ela era tão vazia. Ela era tão, tão nada. Rosas tem seu vermelho, um velório tem seu preto, o sol tem seu amarelo, o céu tinha seu azul, as florestas tinham seu verde. Todas suas irmãs, até mesmo sua irmã mais nova Flicts. Tinham sua cor, tinham algo. Mas não Branca. Quem vai gostar de um nada?

Branca parou frente a um espelho e acaricio o objeto que refletia sua imagem, seus dedos longos e delicados subindo e descendo em carícias em seu reflexo. Não que Branca tivesse raiva de suas irmãs, não. Exceto de Vermelha e Preto, elas sempre foram tão zombadoras de seu significado. O que Branco queria dizer? Nada. Não tinha nada no Branco. O coração de Branca doeu. Nada. Ela era um nada? Por que Deus criou uma cor para representar o nada? Que coisa cruel.

Um prato de porcelana se quebrou na parede rústica da casa. As irmãs estavam brigando. Sua irmã Vermelho, junto com Preto discutindo com Amarelo e Verde, para saber quem era a mais importante. Azul nada dizia, ela queria ser a mais importante de todas. Branca desceu as escadas com a mão sobre o peito, ainda doía. Azul fez um gesto para ela como se dissesse "Me apoie! Estou perdendo". Branca a ignorou parando entre todas as irmãs, poderiam ser um nada. Mas não deixaria suas irmãs brigarem.

Os lábios me formato de coração de Branca se mexeram de maneira lenta, seus movimentos pareceram quase parados, como de alguém morto. As irmãs pararam para ouvi-la. Mas já era tarde. As palavras de Branca valeram a pena. Todas as cores são importantes, principalmente para quem as criou. Todas tem seu significado. E Branca acima de tudo tinha um significado. Paz.

Notas finais
Gostaram ou não? Quer deixar sua opinião? Tem um quadro aqui abaixo que, adivinha? Pode deixar tu comentar. Beijoca.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!