Boys Over Serpent
5 Enfrente Albus Potter e Ganhe Um Cartão Verde
Notas iniciais
Eu olhava a porta da enfermaria ainda em choque. Segurar o Nott para não cair do alto da torre doeu meu braço e ainda me deu um corte no antebraço esquerdo. Ouvi Rose voltar com a professora de feitiços a senhora Mabel Holds responsável, por nossa casa.
—Onde ele está? — perguntou a mim.
—Lá dentro. — falei apontando para a porta da enfermaria. — A enfermeira disse que ia tentar seda-lo e depois vinha cuidar do meu braço.
—Eu devia colocar as duas na detenção por estarem fora da cama essa hora. — Ela olhou brava para nós duas. — Mas, se não fosse vocês teríamos problemas no colégio. Cem pontos para cada uma. Depois que fizer o curativo direto para o dormitório as duas.
Nisso ela entrou dentro da enfermaria, Rose sentou ao meu lado em silêncio.
Ficamos as duas olhando para a porta até a senhora Holds sair com a enfermeira para fazer meu curativo.
—Ele vai ficar bem? — perguntou Rose ao meu lado.
—Estava um pouco nervoso, vamos avisar os pais amanhã cedo. A diretora ainda não foi informada.
—Eu acabei aqui. — disse a enfermeira assim q fez meu curativo. — Vocês duas estavam no lugar certo na hora certo. Vou ficar de vigia a noite se não se importa senhora.
A professora fez um sinal positivo para enfermeira que voltou para dentro.
—Vão para o dormitório de vocês, já está tarde, vou avisar Minerva e entrar em contato com a família. Weasley, Dursley obrigada. — disse saindo.
Eu e Rose seguimos em silêncio todo o caminho até o nosso quarto. Desde o acontecimento eu não havia dito uma palavra. Eu está em choque e morrendo de raiva. Aquilo para mim estava indo longe demais.
Ao chegarmos nas masmorras ainda era possível ver a lareira acesa. Reconheci as duas pessoas sentadas conversando e quando viram nós duas se assustaram.
Rose ficou mais séria quando viu o Malfoy e o Longbottom sentados conversando.
O olhar dela com o loiro se encontraram rapidamente. Já o moreno olhava para mim, mas eu estava com uma raiva dos dois, a culpa para mim era deles das coisas terem chegados onde chegaram.
—O que aconteceu com você Dursley? ,- perguntou vendo meu machucado.
Quando Frank tentou se aproximar eu me afastei, ficando atrás de Rose.
—Se quiserem saber o que aconteceu procurem a professora Holds, com licença.
Nisso deixamos os dois para trás e seguimos ao nosso dormitório.
No outro dia eu não tomei café como perdi as aulas da manhã, pouco perto da hora do almoço segui para a cozinha não queria ir ao refeitório. Quando estava chegando perto, eu pude ver Frank Longbottom encosta na parede como se esperasse alguém. Eu passei por ele como se não estivesse ali.
—Dursley. — chamou mas eu ignorei. — Dursley! — Dessa vez ele veio atrás de mim. — Eu falei com você Agatha. — puxou meu braço machucado o que me fez gemer de dor fazendo ele soltar meu braço. — Desculpa. Não tivemos culpa daquilo Agatha…
—Dursley. Para você Dursley. E eu não quero saber das suas desculpas Longbottom, não tenho interesse. Mas aquele menino quase se matar, é culpa sim de vocês.
Eu virei as costa e sair.
No meu almoço com Rose, soube pelos elfos que mais novo mistério de Hogwarts era quem havia da sonserina ganhado cem pontos para que a casa assume se a liderança na copa das casas. Houve também um pequeno murmúrio só de a saiba do menino Nott. Falaram que Hanna estava nas alturas com isso. Eu só sentia mais raiva. Minha vontade era de enfrentar o S4 mesmo com todas as consequências, eles precisam ser parados.
Eu estava na sala de poções com Rose, a aula ainda não havia começado, éramos as únicas na sala. Então estávamos conversando sobre coisas trouxas, já que as duas temos muita familiaridade com esse universo e aproveitando para arrumar as poções em nossa bancada.
Ouvimos quando os quatro chegaram. Como sempre Rose ficava tensa na presença deles, eu como amiga, olhei para ele dando meu apoio, mesmo sem saber o motivo. Ela retribuiu com um sorriso.
—Al, a saída do Nott pode ser nossa culpa. — pude ouvir o Malfoy dizendo.
—Não viaja Scar. — escutei Zabine dizendo. — É a Scott que indenizou ele.
—Usando nosso nome. — disse Frank — Ele tentou se matar. Não conseguem ver a gravidade disso! Onde esse maldito cartão está chegando!
—Não seja dramático Frank! — disse outra vez Anthony.
— Thony, se descobrem o que fazemos aqui, nossos pais nos matam! Nosso nome é forte só aqui dentro. — disse o Malfoy.
—Pensando por esse lado. Não posso mais me meter em confusões. Mas vocês dois não nos disseram quem salvou o garoto. Quem foi? Tô começando a achar que isso tem haver com os misteriosos cem pontos da casa.
—a senhora Holds não nos disse! — falou Longbottom, mentindo, porque com toda a certeza ele sabe que foi eu a Weasley.
Ouvi o Zabine rir. Como se não acreditasse nós dois.
—Sabe eu tenho minhas dúvidas…
—Já chega Anthony! — disse o Potter se pronunciando pela primeira vez na conversa. — Vocês dois, eu sei que Holds disse quem é, se estão protegendo alguém, não quero saber. Sob o caso do menino Nott, vamos dar um jeito, ele era um perdoado, Hanna foi longe demais com isso. Não quero que aconteça novamente como a três anos. Sobre os cartões não tem como mais tirá los. O que eu quero agora, é que você Frank descubra o que aconteceu com o garoto. E vocês dois calem a boca, preciso me concentrar na aula.
O que ele estava fazendo? Jogando a culpa quase toda na Scott, mesmo a maior parte da culpa ser dela. Eles que começaram com isso. E o que será que aconteceu a três anos.
—O que te incomoda tanto não é o que aconteceu essa noite. Foi a carta de seu irmão. — eu escutei o Malfoy falando com Potter.
—Nada me incomoda Scar. Não tenho culpa em nada.
Uma raiva subiu em mim naquela hora. Eu não medi minhas atitudes só fiz o que deu na cabeça, peguei o primeiro frasco de poção que estava na minha mesa e caminhei até os dois, não ouvi Rose tentando me impedir, não olhei a cara de espanto de Frank. Só vi a cara de surpresa de Albus Severus Potter ao me ver na direção dele.
Sem pensar, joguei o frasco na cara do Potter.
—Você é louca por acaso? — ele disse cheio de um líquido gosmento bravo.
—Só para você saber, pode não ter puxado o gatilho, mas já tinha apontado a arma.
—Dursley! — Longbottom olhou assustado.
—Vocês quatro são uns babacas! Principalmente você Potter. — Eu apoiei as duas mãos na mesa dele olhando fixamente para ele. — Essas são as minhas palavras, as palavras de Ágatha Dursley.
—Dursley? Então….
—Isso mesmo, priminho.
—Sua ….
—O que está acontecendo aqui! — disse o professor de poções entrando na sala.
Ainda só havia nós seis na sala e a cena não parecia agradável.
—Os seis estão de detenção no próximo final de semana. Senhor Potter vá até seu dormitório e se limpe, está dispensado da aula de hoje. Senhor Malfoy, Zabine, Longbottom, acompanhem ele. Senhoritas voltem aos seus lugares, cada um perdera dez pontos.
—Professor…
—Sem professor Frank, vão agora.
Pude ver Potter pegar suas e ser acompanhado de seus amigos.
—Isso não vai ficar assim. — disse antes de sair.
Eu e Rose fomos dormir como se nada tivesse acontecido, bem rimos um pouco do que aconteceu era a primeira vez que eu via a Weasley leve. Infelizmente no outro dia Rose não acordou muito bem, estava passando mal, tinha um pouco de febre e vomitou a manhã inteira. Levei ela até a enfermeira antes de seguir para cozinha para tomar café, no meio do caminho reparei pessoas olhando para mim, o que achei estranho. Era sempre despercebida por todos como mais uma naquele lugar. Um pouco antes da porta da cozinha pude ver um círculo de pessoas inclusive os irmãos Scamander todos olhando para mim e rindo que me impediam de chegar a cozinha. Então do meio deles saiu Albus Severus Potter imponente como se nada o atingisse. Ele sorriu com desdém.
—Agatha Dursley. — foi tudo que ele disse.
Veio até mim e me entregou um envelope. Não disse nada saiu. Quando eu abri o envelope eu já sabia que o S4 tinha um novo alvo. E aquele cartão verde com o S4 escrito no meio era tudo o que faltava.
Pois o S4 tinha um novo alvo, eu.
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